Por motivos profissionais, tenho andado um pouco afastado da blogosfera. Reconheço que a minha ausência é pouco relevante para alguns, irrelevante para a maioria mas, certamente, uma lástima para os habitantes da casa onde cresci, a dos meus pais.
De facto, com mais de 4 visitas diárias por dia das gentes lá de casa, o "Benfiquistas desde pequeninos" é uma referência da blogosfera para todos os meus familiares mais directos.
Neste sentido, e em boa hora, tomei a decisão (audaz, corajosa, MEMORÁVEL) de marcar um jantar que visou debater esta iniciativa (espectacular, brilhante e MARCANTE).
Contrariamente a outros blogs, não precisei, com um mês de antecedência, de evocar surpresas, de convocar presidentes ou mendigar a presença de ídolos. É certo que havia apenas 4 vagas disponíveis e o repasto seria patrocinado pelos meus pais mas, a bem da verdade, é justo reconhecer que não utilizei como forma de pressão o anúncio / ameaça de um limite de vagas, nem um dia antes, nem 2 dias antes, ainda menos 3 dias antes, certamente que não 7 dias antes ou 15 até e, obviamente, nunca 33 dias antes do meu memorável jantar familiar onde, relembro, iria debater esta iniciativa extraordinária que, não me canso de afirmar, é uma referência da blogosfera na casa onde cresci.
Sobre o jantar, gostaria, antes de mais, de dedicar uma palavra de agradecimento aos meus familiares que marcaram presença no encontro. Depois, o agradecimento que se exige ao meu pai e à minha mãe. Não só pela participação mas pelas intervenções realizadas.
O meu pai falou do tempo em que aprendi a ler e a escrever e a minha mãe, entre o esparguete e a costeleta, não deixou cair no esquecimento quão importante e influente tem sido, o "Benfiquistas desde pequeninos" nos destinos da minha casa. "Pelicano, a tua visão estratégica e a tua opinião isenta, esclarecida, inteligente e decisiva são muito importantes e constituem um inegável alicerce na edificação de uma nova visão sobre os destinos do nosso Benfica", disse-me a minha mãe.
Seria fastidioso e despropositado falar de todas as intervenções, cujo nível e qualidade fariam inveja a qualquer sessão parlamentar – desde a acutilante e inteligente argúcia e presença de espírito do meu pai, até à emoção à flor da pele da minha mãe, cujas palavras nos fazem sentir cada vez mais imbuídos de uma fé inquebrantável, ou o fino humor e a lucidez racional da minha irmã, ou a escorreiteza singela e cirúrgica do meu canário, e a efusividade extrovertida do meu cão – e que não deixaram ninguém indiferente. Como foram de elevado nível as intervenções dos presentes que atrás mencionei, sublinhando a excepcionalidade de “ser da minha família”.
Para terminar, é da mais elementar justiça referir que um vizinho, assumindo naquele jantar de familiares directos, não ser nosso vizinho desde pequenino, demonstrou coragem, carácter e verticalidade. E essas são qualidades que uma família tem de exigir a cada um dos seus.
Ah, isso e que seja familiar...
p.s. Nunca vi tanta presunção e basbaquice juntas de uma só vez. Há um novo perfil a ser estudado: A arrogância seguidista!
Ainda Paulo Bento...
Há 12 horas
5 comentários:
Divinal Pelicano, divinal:))
Muito bem, meu caro. Muito bem :)
Eheheheheh...
Muito bom...a costoleta é que dispenso, para a próxima terá que ser com um belo cozido.
Excelente...
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