Espero que o jogo de quinta-feira tenha servido para que, definitivamente, a massa associativa do Benfica, sempre tão sedenta de novos ídolos e tão cruel para com os mais antigos, perceba a importância do Luisão na equipe. E não me refiro apenas aos aspectos técno-tácticos. Acima de tudo, falo de liderança natural e não da atribuída por uma braçadeira. Da liderança que se impõe pelo gesto e pelo exemplo. Da que nasce na coragem de assumir o momento difícil, seja a defender um companheiro de um "sururo" como, no minuto seguinte, a gritar com ele pela sua inércia. Revejam com a devida distância a tão famosa cena em Setúbal entre ele e Katsouranis e compreenderão o que escrevo. Entristece-me as mais recentes notícias que falam da sua possível saída em Janeiro, caso aconteça será o primeiro grande erro da era Rui Costa e temo que seja trágico para o resto da época. Jogadores com o carisma de Luisão só devem abandonar o clube no fim de uma temporada para que o balneário não fique órfão de liderança. Na Grécia, no essencial, foi esta atitude que faltou. Nervo e liderança. E são estes jogadores que valem campeonatos pela importância decisiva para que o todo valha mais que a soma das partes.
Blog dedicado ao Sport Lisboa e Benfica em que se pretende que, sem perder o sentido crítico, se mantenha o espírito construtivo.
Sábado, 29 de Novembro de 2008
Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Que se tire alguma coisa positiva disto
Há várias formas de ver esta derrota. Por exemplo, o TC não quer falar do jogo. Por outro lado, o TMA, da Tertúlia, recorda as goleadas sofridas em épocas que fomos campeões. Provavelmente, o Bruno Carvalho, do Novo Benfica, lembrar-nos-á o coitadinho que é por ser benfiquista na cidade do porto e, ao mesmo tempo, fará, de forma mais ou menos óbvia, elogios ao Pinto da Costa.
São todas formas diferentes de escrever sobre esta derrota mas nenhuma delas sonega o facto de termos levado 5. Levámos 5 como poderíamos ter levado 10. São jogos que acontecem e penso, sinceramente, que este resultado péssimo nada nos diz sobre a equipa.
Ou melhor, diz-nos uma coisa. As baldas defensivas foram de tal forma escandalosas que não deixaram qualquer espaço para reconhecer que o Benfica, mesmo a levar 3-0, partiu para cima do adversário. Independentemente da derrota humilhante, penso que a atitude necessária para sermos campeões, existe neste plantel. Veremos contra o Setúbal se estou certo!
São todas formas diferentes de escrever sobre esta derrota mas nenhuma delas sonega o facto de termos levado 5. Levámos 5 como poderíamos ter levado 10. São jogos que acontecem e penso, sinceramente, que este resultado péssimo nada nos diz sobre a equipa.
Ou melhor, diz-nos uma coisa. As baldas defensivas foram de tal forma escandalosas que não deixaram qualquer espaço para reconhecer que o Benfica, mesmo a levar 3-0, partiu para cima do adversário. Independentemente da derrota humilhante, penso que a atitude necessária para sermos campeões, existe neste plantel. Veremos contra o Setúbal se estou certo!
Perguntas...?
Existem noites para lembrar, outras convém esquecer, curioso que esta época a noite para lembrar (nápoles) é originária de duas noites para esquecer!!!
Não vou falar do jogo desta noite, mas vou deixar no ar algumas questões:
- Porque é que num jogo decisivo se altera toda a estrutura defensiva, e não apenas o jogador impedido de jogar?
- Porque é que jogadores de inegável qualidade, no nosso clube parecem medianos?
- Quem é que analisa os adversários nas competições europeias?
- Porque é que o Cardoso não é opção?
- Porque é que fisicamente continuamos mal preparados?
Mas a pergunta que gostava mesmo que fosse respondida:
- Qual a razão do Urreta (quanto a mim um jogador fraco), que nos jogos da liga habitualmente fica na bancada, na Uefa é sempre primeira escolha?
PS: Venha o Setubal, estádio cheio, forte apoio e uma vitória.
Estou nervoso...
Da última vez que ganhámos na Grécia, em 1999, passados 15 dias perdemos na Luz mas passámos nos penaltis, na eliminatória seguinte levámos 7 em Vigo e houve aquele pedido de desculpas anedótico do João Pinto e, mais tarde, comprámos o Sabry e o Macharidis.
O Sabry era um talento indomável com pouca vontade de se esforçar. O Macharidis era um jogador sofrível e que, segundo as más línguas, foi-se embora por ciúmes pois não aguentava estar tão longe do namorado.
Claro que continuo a querer ganhar mas, por favor, não me digam para me lembrar da vitória em 1999...
O Sabry era um talento indomável com pouca vontade de se esforçar. O Macharidis era um jogador sofrível e que, segundo as más línguas, foi-se embora por ciúmes pois não aguentava estar tão longe do namorado.
Claro que continuo a querer ganhar mas, por favor, não me digam para me lembrar da vitória em 1999...
Barça
Não posso deixar de contar isto aqui no blogue.
Segundo uma pessoa conhecida que esteve ontem naquele estádio do Sportem, para provocarem a malta do Barcelona alguns adeptos do sportem começaram a cantar o nome de um jogador que é hoje uma grande referência sportinguista e um baluarte daquela instituição, Figo.
Pois bem, sabem o que é que os adeptos catalães gritaram a ripostar?
Benfica! Benfica!
Não sou adepto do Barça mas da próxima vez que for a Barcelona se calhar compro uma camisola do clube.
PS - Estou com curiosidade para ver que raio de comentadores vão arranjar para o novo canal de desporto nacional, o 29 da ZON. Não há dúvida que o canal Benfica TV está a agitar o meio.
Segundo uma pessoa conhecida que esteve ontem naquele estádio do Sportem, para provocarem a malta do Barcelona alguns adeptos do sportem começaram a cantar o nome de um jogador que é hoje uma grande referência sportinguista e um baluarte daquela instituição, Figo.
Pois bem, sabem o que é que os adeptos catalães gritaram a ripostar?
Benfica! Benfica!
Não sou adepto do Barça mas da próxima vez que for a Barcelona se calhar compro uma camisola do clube.
PS - Estou com curiosidade para ver que raio de comentadores vão arranjar para o novo canal de desporto nacional, o 29 da ZON. Não há dúvida que o canal Benfica TV está a agitar o meio.
Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
E nasce uma nova rubrica
Prosseguindo imbuído do espírito que o "Benfiquistas desde pequeninos" é, pelo menos para os meus familiares directos, uma referência da blogsfera portuguesa, tomei a iniciativa de lançar uma nova rubrica intitulada - notem bem a criatividade - "Benfiquistas desde pequeninos e não benfiquistas desde pequeninos da semana".
Todas as semanas, alguém escolherá o benfiquista desde pequenino da semana e o não benfiquista desde pequenino da semana.
Semana a semana, a responsabilidade desta escolha, será atribuída, não só a mim ou a um dos membros do "Benfiquistas desde pequeninos", mas também a um dos nossos comentadores habituais.
Para terem uma ideia mais concreta da amplitude do leque de escolhidos, há umas semanas atrás, o benfiquista desde pequenino João Moutinho poderia ter sido o eleito devido à sua entrevista na GQ.
Para começo de conversa, esta semana, o benfiquista desde pequenino da semana é o Rúben Amorim que, além de ser sócio desde que nasceu e de ter conquistado a titularidade no nosso clube, marcou um golo finalizando, da melhor maneira, uma excelente jogada da nossa equipa e abrindo assim o caminho para mais uma vitória, a 4ª consecutiva, no campeonato.
O não benfiquista desde pequenino da semana é o Reyes que fez a sua melhor exibição da época num jogo contra uma equipa menor que as menores que se dizem nossas rivais.
Todas as semanas, alguém escolherá o benfiquista desde pequenino da semana e o não benfiquista desde pequenino da semana.
Semana a semana, a responsabilidade desta escolha, será atribuída, não só a mim ou a um dos membros do "Benfiquistas desde pequeninos", mas também a um dos nossos comentadores habituais.
Para terem uma ideia mais concreta da amplitude do leque de escolhidos, há umas semanas atrás, o benfiquista desde pequenino João Moutinho poderia ter sido o eleito devido à sua entrevista na GQ.
Para começo de conversa, esta semana, o benfiquista desde pequenino da semana é o Rúben Amorim que, além de ser sócio desde que nasceu e de ter conquistado a titularidade no nosso clube, marcou um golo finalizando, da melhor maneira, uma excelente jogada da nossa equipa e abrindo assim o caminho para mais uma vitória, a 4ª consecutiva, no campeonato.
O não benfiquista desde pequenino da semana é o Reyes que fez a sua melhor exibição da época num jogo contra uma equipa menor que as menores que se dizem nossas rivais.
Leixões - Uma perspectiva utilitarista
Ontem jogámos bem. Finalmente! Talvez este tenha sido o primeiro jogo da época, à excepção do Aves, em que, desse por onde desse, a vitória não poderia fugir. O Quique Flores já nos tem habituado a surpreender mas, ontem, vi uma atitude competitiva que há muito andava arredada do nosso clube: O descanso dado ao Katsouranis, Aimar e Suazo, mais a experiência David Luiz, mostraram que o Benfica é hoje capaz de ganhar um jogo fora no campeonato ao mesmo tempo que prepara um importante desafio das competições europeias. Há quantos anos não víamos isto no Benfica?
Não me recordo, sinceramente. Estou cada vez mais entusiasmado e nota-se, na rua, que não sou o único. No entanto, é justo referir, contrariamente ao que eu preveriria, quase ninguém está, ainda, a embandeirar em arco.
Será porque, pelo meio, vai havendo exibições pouco convincentes como a do jogo com o Estrela? Ou a derrota com o Galatasary? Ou porque, surpreendentemente, há um Leixões que teima em não quebrar?
Daí o título do post, o Leixões, que ninguém acredita que possa manter-se lá em cima até ao final do campeonato, mantém-nos focados e não nos deixa, precocemente, sonhar com festejos ou com vendas de mais camisolas num só dia do que a maior assistência dos lagartos em casa esta época. Na prática, não estamos ainda em primeiro lugar e, assim, podemos e devemos lembrar-nos que falta muito campeonato e que, se queremos estar em primeiro, não podemos perder pontos.
Não me recordo, sinceramente. Estou cada vez mais entusiasmado e nota-se, na rua, que não sou o único. No entanto, é justo referir, contrariamente ao que eu preveriria, quase ninguém está, ainda, a embandeirar em arco.
Será porque, pelo meio, vai havendo exibições pouco convincentes como a do jogo com o Estrela? Ou a derrota com o Galatasary? Ou porque, surpreendentemente, há um Leixões que teima em não quebrar?
Daí o título do post, o Leixões, que ninguém acredita que possa manter-se lá em cima até ao final do campeonato, mantém-nos focados e não nos deixa, precocemente, sonhar com festejos ou com vendas de mais camisolas num só dia do que a maior assistência dos lagartos em casa esta época. Na prática, não estamos ainda em primeiro lugar e, assim, podemos e devemos lembrar-nos que falta muito campeonato e que, se queremos estar em primeiro, não podemos perder pontos.
Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Nova sondagem
Agora que já passaram 3 meses desde o início da época, volto a estar interessado em perceber qual o reforço, cujo desempenho, é mais apreciado pelos leitores do "Benfiquistas desde Pequeninos". Na anterior sondagem, o eleito foi o Yebda, logo seguido do Carlos Martins embora a pergunta fosse "Qual o reforço que mais tem surpreendido pela positiva?" e ainda não havia o Suazo, e o Reyes e o Aimar, como é obvio, não entraram para essas contas.
Nesta sondagem, o meu voto vai para o Sidnei que será, brevemente e se não me desiludir, o melhor defesa-central do Benfica desde o Ricardo. Mas não é só devido a esta fé. Todos ficámos surpreendidos com a aquisição de um defesa-central desconhecido, de apenas 19 anos por 5 milhões de euros por 50% do passe. Estreou-se no jogo com um porto quando estávamos em inferioridade numérica. Desde então, nunca mais deixou o lugar e só me lembro de um erro seu, em Nápoles. É muito forte em todos os aspectos do jogo! Com o potencial que tem e pelo que já é, até onde é que poderá ir?
Mas não pretendo influenciar a votação. Reyes tem mostrado Reyes, Aimar é Aimar e Suazo vai demonstrando, a pouco e pouco, que não terá sido por acaso que foi eleito o melhor jogador estrangeiro do campeonato italiano há duas épocas atrás.
p.s.: Caso o vosso preferido não conste da lista, votem nos comentários.
Nesta sondagem, o meu voto vai para o Sidnei que será, brevemente e se não me desiludir, o melhor defesa-central do Benfica desde o Ricardo. Mas não é só devido a esta fé. Todos ficámos surpreendidos com a aquisição de um defesa-central desconhecido, de apenas 19 anos por 5 milhões de euros por 50% do passe. Estreou-se no jogo com um porto quando estávamos em inferioridade numérica. Desde então, nunca mais deixou o lugar e só me lembro de um erro seu, em Nápoles. É muito forte em todos os aspectos do jogo! Com o potencial que tem e pelo que já é, até onde é que poderá ir?
Mas não pretendo influenciar a votação. Reyes tem mostrado Reyes, Aimar é Aimar e Suazo vai demonstrando, a pouco e pouco, que não terá sido por acaso que foi eleito o melhor jogador estrangeiro do campeonato italiano há duas épocas atrás.
p.s.: Caso o vosso preferido não conste da lista, votem nos comentários.
Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
Uma palavrinha para os rapazes (2) ....
No seguimento do Post do Pelicano, primeiro passo a transcrever o texto publicado na edição on-line de hoje deste jornal que é em tudo semelhante ao publicado na respectiva edição deste outro:
A "operação fair play" - que resultou ontem na detenção de duas mulheres e 28 homens da claque no Names Boys - teve início diligências há cerca de um ano, sendo os detidos suspeitos de vários crimes como associação criminosa, posse e tráfico de armas de fogo, tráfico de estupefacientes, ofensas à integridade física qualificada, roubo, incêndio, explosões e outras condutas especialmente perigosas, segundo informou a PSP em comunicado. Segundo a polícia, "os suspeitos dedicavam-se ao tráfico de produto estupefaciente como forma de financiamento da claque". A operação resultou na apreensão de 11,5 quilos de haxixe, 115 gramas de cocaína, 70 gramas de ecstasy e 187 gramas de liamba, três armas, munições de vários calibres, quatro soqueiras, cinco embalagens de gás de defesa (spray), três bestas, três armas eléctricas, quatro bastões extensíveis, seis tacos de basebol, nove tochas, cinco potes de fumo e um very-light . Foram também apreendidas seis viaturas e cerca de 15.300 euros em dinheiro. A PSP divulga uma série de datas, que vão de 17 de Fevereiro até 31 de Agosto, onde alegadamente os suspeitos cometeram diversos crimes. Participaram na operação 250 elementos, dos quais 185 da investigação criminal, 58 elementos das Equipas de Intervenção Rápida e três equipas com cães de pesquisa de droga e de controlo de canídeos."
Pronto, e agora vamos lá. Que todos gostamos do apoio à nossa equipa, e que ele pode ser importante senão mesmo decisivo (que se veja a 'onda vermelha' aquando do último título de campeão com Trapattoni), ninguém dúvida, e eu sou o primeiro e aplaudir o apoio (como aconteceu por ex. na derrota com o Galatasaray); mas esse mesmo apoio pode ser feito, sem a existência dos grupos organizados (vulgo claques).
Nada tenho contra as claques, e estas proporcionaram alguns dos momentos cénicos mais belos e espctaculares que vi na minha vida com as coreografias nos jogos no Estádio da Luz. Mas infelizmente, e todos sabemos, uma claque (talvez tirando a claque feminina do Nacional e a do Rio Ave com os seus bombos) encontram-se repletas de gente que traz consigo toda uma série de coisas más e ilegais (para não dizer pior). Desde as drogas (logo à cabeça), aos roubos, à violência, aos desacatos constantes e (vá...) à estupidez humana, de tudo um pouco se vê por lá: quem já teve a oportunidade apenas e só de assistir a um jogo no meio de uma claque, sabe do que é que eu falo. Falo do tráfico de drogas para financiamento das claques, dos roubos (até entre elementos da claque - como eu vi com estes olhinhos que a terra há-de comer), à afronta idiota e despropositada à polícia, até ao atirar de tochas para dentro do relvado (como no jogo com o Nápoles que só não acertou na cabeça do GR italiano porque não calhou!!!)...
Mas a questão, infelizmente é muito mais vasta do que a Claque No Name Boys. Se eu aqui critiquei (e critico) estas atitudes dos grupos organizados, não o faço apenas a esta claque; faço-o abertamente a todas: aos Super-Dragões (que na Luz fizeram o que fizeram há 2 épocas) que já me orbigaram a ser afastado por polícias de choque 'porque era perigoso para mim estar no café do meu bairro', à Juventude Leonina que invadiu o relvado com paus (quando o Geovanni meteu a batatinha há uns anos), e que me "obrigou" a esconder o meu caxecol à entrada do Estádio do meu próprio clube, até aos Insane Guys que à minima coisa atiram cadeiras para dentro do relvado em Guimarães, aos Panteras Negras, e outros que tais.
O que a mim me preocupa no meio desta salganhada toda, é que o Sr. conhecido no meio como o ' Macaco' faz o que quer e ninguém lhe toca. Inclusivamente já o vimos (imagens em directo!!!) a invadir um recinto num jogo (creio que de basquete), a empurrar a polícia e a provocar desacatos e nada: foi a tribunal e absolvido (BONITO!!!). Já para não falar do que se passa na noite e que ninguém quer tocar, porque aquilo é pior que uma doença contagiosa....destrói tudo à passagem!!! (relembro apenas a imagem da guarda Pretoriana ao sr. PC quando este foi ao tribunal de Gondomar e à festa de campeão do Benfica nos Aliados em que até crianças e mulhers levaram porrada). O Sr. Fernando Mendes (da JL), também faz e acontece e mais não sei quê, e anda sempre na boa como se não fosse nada: bate nas pessoas, invade campos de futebol...e anda nisto há praí uma vintena de anos, e continua semana após semana a entrar nos recintos desportivos como se nada fosse.
Repito...a minha questão, não é terem apanhado estes tipos dos No Name Boys; axo muito bem que o façam se eles andam para aí a fazer asneiras e a cometer crimes e outras ilegalidades (o episódio do autocarro incendiado é a coisa mais estúpida dos últimos tempos!!!). Quero é que o façam, aos outros que traficam igualmente drogas, armas e influências nocturnas; quero que façam o mesmo aos que a mando de alguém ainda por provar batem em vereadores municipais; quero que façam o mesmo aos que enviam pessoas para o Hospital (lembrar o Benfica-Fêcêpê de há 2 épocas), e andam impunes. É isso que eu quero; quero que daqui por uns anos (se os vier a ter) tenha vontade e prazer em levar os meus filhos ao Estádio para eles verem o Futebol como eu comecei a ver; quero poder ir ao estádio e não ter de deixar objectos pessoais em casa com medo de ser assaltado no caminho e nas imediações do Estádio; quero ter eu próprio o prazer com o Futebol que tinha quando pela mão do meu padrinho ia aos jogos nos anos 80...agora pouco ou nada disso tenho.
Infelizmente a justiça em Portugal é cega e o prato da balança pesa muito mais para uns dos que para outros...
Uma palavrinha para os rapazes...
Num dia de show-off policial em que foi posta em marcha uma operação policial que visou elementos dos No Name Boys - um verdadeiro exemplo do banditismo que vale a pena combater pois as guardas pretorianas com tiques e negócios mafiosos dão demasiado trabalho - foi o dia em que, mais uma vez, vi algo que nunca compreenderei na nossa claque não organizada.
Na primeira parte do futsal, o apoio foi bom. Sempre que aprecio um cântico, é no futsal que percebo a letra.
OHHH, SPORT LISBOA
E BENFICA, O CAMPEÃOOOO!!!!
MOSTRA A TUA RAÇA, O TEU QUERER E A AMBIÇÃO,
NÓS SO QUEREMOS O BENFICA CAMPEÃO!!!!!
(bis x 127)
Na 2ª parte, o apoio foi quase inexistente. Chamado à atenção pelo meu pai, verifiquei que, além da falta de cânticos, poucos eram aqueles que sequer aplaudiam uma jogada.
Porque é que isto aconteceu? Não sei, fica a questão...
O que eu não entendo é tão simples quanto isto: A pertença a uma claque está associada a uma cultura ultra que, acima de tudo, visa o apoio incondicional ao clube. Basta ler os ataques coléricos em blogs e fóruns de elementos das claques sempre que se põe em causa o seu comportamento, por exemplo, o lançamento de tochas. Alegam que fazem tudo pelo clube, apoiam incondicionalmente, vão aqui e ali, estão sempre presentes e eu acredito, a sério que acredito. No entanto, a que se devem estas birras e quais os seus objectivos?
É que vejamos, se estão convencidos que o seu apoio incondicional é essencial para o Benfica ganhar, porque razão é que põe o que quer que seja à frente deste seu suposto objectivo primordial? O que é mais importante afinal? O grupo de sócios que comunga da mesma forma de estar e viver o clube (não, não são uma claque) ou as vitórias do Benfica?
p.s.: Mais tarde, no futebol a sério, apoiaram muito e bem!
Na primeira parte do futsal, o apoio foi bom. Sempre que aprecio um cântico, é no futsal que percebo a letra.
OHHH, SPORT LISBOA
E BENFICA, O CAMPEÃOOOO!!!!
MOSTRA A TUA RAÇA, O TEU QUERER E A AMBIÇÃO,
NÓS SO QUEREMOS O BENFICA CAMPEÃO!!!!!
(bis x 127)
Na 2ª parte, o apoio foi quase inexistente. Chamado à atenção pelo meu pai, verifiquei que, além da falta de cânticos, poucos eram aqueles que sequer aplaudiam uma jogada.
Porque é que isto aconteceu? Não sei, fica a questão...
O que eu não entendo é tão simples quanto isto: A pertença a uma claque está associada a uma cultura ultra que, acima de tudo, visa o apoio incondicional ao clube. Basta ler os ataques coléricos em blogs e fóruns de elementos das claques sempre que se põe em causa o seu comportamento, por exemplo, o lançamento de tochas. Alegam que fazem tudo pelo clube, apoiam incondicionalmente, vão aqui e ali, estão sempre presentes e eu acredito, a sério que acredito. No entanto, a que se devem estas birras e quais os seus objectivos?
É que vejamos, se estão convencidos que o seu apoio incondicional é essencial para o Benfica ganhar, porque razão é que põe o que quer que seja à frente deste seu suposto objectivo primordial? O que é mais importante afinal? O grupo de sócios que comunga da mesma forma de estar e viver o clube (não, não são uma claque) ou as vitórias do Benfica?
p.s.: Mais tarde, no futebol a sério, apoiaram muito e bem!
Terça-feira, 11 de Novembro de 2008
Post por um novo Pelicano, um Pelicano maior
Por motivos profissionais, tenho andado um pouco afastado da blogosfera. Reconheço que a minha ausência é pouco relevante para alguns, irrelevante para a maioria mas, certamente, uma lástima para os habitantes da casa onde cresci, a dos meus pais.
De facto, com mais de 4 visitas diárias por dia das gentes lá de casa, o "Benfiquistas desde pequeninos" é uma referência da blogosfera para todos os meus familiares mais directos.
Neste sentido, e em boa hora, tomei a decisão (audaz, corajosa, MEMORÁVEL) de marcar um jantar que visou debater esta iniciativa (espectacular, brilhante e MARCANTE).
Contrariamente a outros blogs, não precisei, com um mês de antecedência, de evocar surpresas, de convocar presidentes ou mendigar a presença de ídolos. É certo que havia apenas 4 vagas disponíveis e o repasto seria patrocinado pelos meus pais mas, a bem da verdade, é justo reconhecer que não utilizei como forma de pressão o anúncio / ameaça de um limite de vagas, nem um dia antes, nem 2 dias antes, ainda menos 3 dias antes, certamente que não 7 dias antes ou 15 até e, obviamente, nunca 33 dias antes do meu memorável jantar familiar onde, relembro, iria debater esta iniciativa extraordinária que, não me canso de afirmar, é uma referência da blogosfera na casa onde cresci.
Sobre o jantar, gostaria, antes de mais, de dedicar uma palavra de agradecimento aos meus familiares que marcaram presença no encontro. Depois, o agradecimento que se exige ao meu pai e à minha mãe. Não só pela participação mas pelas intervenções realizadas.
O meu pai falou do tempo em que aprendi a ler e a escrever e a minha mãe, entre o esparguete e a costeleta, não deixou cair no esquecimento quão importante e influente tem sido, o "Benfiquistas desde pequeninos" nos destinos da minha casa. "Pelicano, a tua visão estratégica e a tua opinião isenta, esclarecida, inteligente e decisiva são muito importantes e constituem um inegável alicerce na edificação de uma nova visão sobre os destinos do nosso Benfica", disse-me a minha mãe.
Seria fastidioso e despropositado falar de todas as intervenções, cujo nível e qualidade fariam inveja a qualquer sessão parlamentar – desde a acutilante e inteligente argúcia e presença de espírito do meu pai, até à emoção à flor da pele da minha mãe, cujas palavras nos fazem sentir cada vez mais imbuídos de uma fé inquebrantável, ou o fino humor e a lucidez racional da minha irmã, ou a escorreiteza singela e cirúrgica do meu canário, e a efusividade extrovertida do meu cão – e que não deixaram ninguém indiferente. Como foram de elevado nível as intervenções dos presentes que atrás mencionei, sublinhando a excepcionalidade de “ser da minha família”.
Para terminar, é da mais elementar justiça referir que um vizinho, assumindo naquele jantar de familiares directos, não ser nosso vizinho desde pequenino, demonstrou coragem, carácter e verticalidade. E essas são qualidades que uma família tem de exigir a cada um dos seus.
Ah, isso e que seja familiar...
p.s. Nunca vi tanta presunção e basbaquice juntas de uma só vez. Há um novo perfil a ser estudado: A arrogância seguidista!
De facto, com mais de 4 visitas diárias por dia das gentes lá de casa, o "Benfiquistas desde pequeninos" é uma referência da blogosfera para todos os meus familiares mais directos.
Neste sentido, e em boa hora, tomei a decisão (audaz, corajosa, MEMORÁVEL) de marcar um jantar que visou debater esta iniciativa (espectacular, brilhante e MARCANTE).
Contrariamente a outros blogs, não precisei, com um mês de antecedência, de evocar surpresas, de convocar presidentes ou mendigar a presença de ídolos. É certo que havia apenas 4 vagas disponíveis e o repasto seria patrocinado pelos meus pais mas, a bem da verdade, é justo reconhecer que não utilizei como forma de pressão o anúncio / ameaça de um limite de vagas, nem um dia antes, nem 2 dias antes, ainda menos 3 dias antes, certamente que não 7 dias antes ou 15 até e, obviamente, nunca 33 dias antes do meu memorável jantar familiar onde, relembro, iria debater esta iniciativa extraordinária que, não me canso de afirmar, é uma referência da blogosfera na casa onde cresci.
Sobre o jantar, gostaria, antes de mais, de dedicar uma palavra de agradecimento aos meus familiares que marcaram presença no encontro. Depois, o agradecimento que se exige ao meu pai e à minha mãe. Não só pela participação mas pelas intervenções realizadas.
O meu pai falou do tempo em que aprendi a ler e a escrever e a minha mãe, entre o esparguete e a costeleta, não deixou cair no esquecimento quão importante e influente tem sido, o "Benfiquistas desde pequeninos" nos destinos da minha casa. "Pelicano, a tua visão estratégica e a tua opinião isenta, esclarecida, inteligente e decisiva são muito importantes e constituem um inegável alicerce na edificação de uma nova visão sobre os destinos do nosso Benfica", disse-me a minha mãe.
Seria fastidioso e despropositado falar de todas as intervenções, cujo nível e qualidade fariam inveja a qualquer sessão parlamentar – desde a acutilante e inteligente argúcia e presença de espírito do meu pai, até à emoção à flor da pele da minha mãe, cujas palavras nos fazem sentir cada vez mais imbuídos de uma fé inquebrantável, ou o fino humor e a lucidez racional da minha irmã, ou a escorreiteza singela e cirúrgica do meu canário, e a efusividade extrovertida do meu cão – e que não deixaram ninguém indiferente. Como foram de elevado nível as intervenções dos presentes que atrás mencionei, sublinhando a excepcionalidade de “ser da minha família”.
Para terminar, é da mais elementar justiça referir que um vizinho, assumindo naquele jantar de familiares directos, não ser nosso vizinho desde pequenino, demonstrou coragem, carácter e verticalidade. E essas são qualidades que uma família tem de exigir a cada um dos seus.
Ah, isso e que seja familiar...
p.s. Nunca vi tanta presunção e basbaquice juntas de uma só vez. Há um novo perfil a ser estudado: A arrogância seguidista!
Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Táctica
Passados 4 meses tornou-se claro que o sistema de jogo preferido pelo Técnico do Benfica é o 4 4 2 clássico com 2 extremos. O que explica a aposta em dois laterais mais posicionais e menos ofensivos fazendo de Leo a primeira vítima da táctica. Na solução pensada para ala direita sofreu o primeiro golpe com o tardar aparecimento de Balboa, pelo qual é responsável directo na sua aquisição. No centro do terreno a solução parecia estar encontrada com a dupla Yebda e Carlos Martins. Ambos jogadores de luta mas com capacidade construtiva. O eclipse do segundo obrigou à titularidade de Katsouranis. Solução sobre a qual me pronunciei em post anterior. E sobre a qual repito, Katsouranis não tem características para jogar no modelo actual do Glorioso. A sua presença, em função da sua pouca mobilidade inviabiliza a sua utilização num meio campo em linha com marcações directas e obriga a um desgaste brutal de quem joga a seu lado. Prova disso é a inconstância de performance da equipa em dependência directa da presença de Yebda (o são não o enfermo). No ataque muitas e boas soluções, mas tudo será mas simples... assim aja Aimar.
Sábado, 8 de Novembro de 2008
Então ???
A exibição de ontem foi má, o resultado foi péssimo, pela segunda vez assistimos no nosso estádio a uma performance constrangedora da nossa equipa de futebol. Se contra o Penafiel se justificou com o uso de jogadores menos utilizados ou uma menor motivação, ontem o recurso a essas “desculpas” cai pela base, e reforça o que na altura escrevi, sobre a postura táctica da equipa. Ressalvo três itens principais sobre a noite de ontem:
Publico: Se há coisa que a equipa não se pode queixar é do forte apoio que a massa adepta tem demonstrado. Ontem perante aquilo que se passou, os cerca de 15.000 adeptos que resistiram até ao último minuto, brindaram a equipa com forte aplauso num claro apoio à mesma. Demonstra que todos acreditamos e que estamos dispostos a sofrer pela equipa, queira esta corresponder positivamente a este repto.
Táctica: Desde o início da época que nos pedem tempo, face às alterações estruturais que ocorreram, faz todo o sentido que se dê esse tempo à equipa, importa no entanto que este pedido seja finito. O timing definido situou-se nos 3/4 meses. Nos primeiros 3 meses sentiu-se realmente a equipa em processo evolutivo, no entanto, no último mês temos assistido ao processo inverso. Já mencionei algumas vezes a minha preocupação pelo abandono de princípios como a defesa alta que levavam a uma pressão também alta efectuada em bloco que permitia a recuperação da bola em terrenos muito perigosos para o adversário. O meio campo estranhamento tornou-se incapaz de reter bola, de chegar à frente e de gerir os ritmos do jogo. No jogo de ontem estas situações foram ainda mais evidentes. Vários pecados foram cometidos. A abordagem inicial ao jogo foi errada revelou um preocupante desconhecimento do adversário que nunca fomos capazes de corrigir. O pontapé para a frente e corre Suazo, foi a nossa jogada predilecta com os resultados que se viram.
Condição Física: Talvez este aspecto possa ser a justificação para o que escrevi no ponto anterior. Manifestamente a equipa está sem pernas, o que é estranho. Estranho porque não temos sido sujeitos a uma carga assim tão grande, entre paragens de campeonato e taça a equipa tem tido tempo para respirar. Mesmo o jogo de Guimarães, que efectivamente pesou, ocorreu 4 dias antes e não deveria ser justificação. Este tem sido uma das pechas apontadas à equipa de futebol nos últimos anos, todos pensámos que a chegada de Paco, preparador de renome, fosse a solução esperada, mas efectivamente tal não se tem verificado e nesse aspecto a equipa revela índices físicos muito preocupantes. Não querendo por em causa a competência do Sr., quero acreditar que a equipa está a ser preparada para atingir níveis altos na fase crucial da época, mas não me deixa de assaltar o espírito as irregulares performances do Liverpool no tempo deste Sr. e as actuais.
Terça-feira, 4 de Novembro de 2008
Velha discussão
Julgo ser tempo de recuperar uma velha discussão que ocorria entre Benfiquistas, quando levados a comentar o estado do clube e os verdadeiros motivos da ausência de resultados desportivos satisfatórios. No meio de alguns argumentos, que não importa para o caso aflorar e cujo conteudo já foi amplamente discutido neste nosso espaço, surgia sempre alguém e evocar as arbitragens como elemento crucial para justificar ou ajudar a justificar essas pobres performances dos ultimos anos. Sempre concordei, e parece-me unanime que as arbitragens em Portugal existem para servir determinado patrão, mas sempre discordei que esta questão fosse o cerne do problema. Até ver a presente temporada está a dar-me razão senão vejamos:
- Ao assistirmos aos jogos dos Senhores lá de cima, percebemos que os arbitros estão ávidos para entrar em cena e justificarem o seu belo ordenado, estão atentos a qualquer queda na área, fecham os olhos a algum possível fora de jogo, anulam as jogadas adversárias que podem anular, faltas ou agressões não existem, enfim um rol de situações em que poem em prática as mais elementares técnicas de como desvirtuar o resultado final. Não têm ainda assim sido bem sucedidos pois os pobres coitados nem lances conseguem criar.
- Já nos jogos em que intervém o nosso Benfica, tem sido o verdadeiro gamanço. Comentam alguns que tem sido pior e mais descarado que nunca. É verdade e existe uma razão simples, é que ao contrário de anos anteriores nós criamos lances para sermos roubados mais do que o normal, mais, criamos lances para sermos roubados e ainda para ganhar jogos. O que esta época nos tem demonstrado é que a teia dominante do futebol Português está tão bem montada que as inconstitucionais escutas provando a corrupção existente não são suficientes para a abalar, a vergonha existe e existirá, a volta a dar é criar equipas que sejam mais fortes que tudo e que todos. Mandem os Olegários e os Xistras fazerem o seu trabalho, que nós assistimos e no final (como aconteceu em Guimarães) exultamos e gritamos em plenos pulmões
GANHÁMOS......
Nota: Os impropérios a seguir ao ganhámos deixo à consideração de cada um.
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