Na acta da renúncia são colocadas duas hipóteses:
(...) continuarmos na instabilidade até à data prevista nos estatutos ou antecipar as eleições, considerando que se serve assim melhor os interesses do clube.
Como ninguém pode pôr em causa a boa fé do que está em acta, a partir do momento em que o Presidente da Assembleia Geral aceita as razões evocadas, a legitimidade está assegurada.
O resto é especulação. E relembro as palavras do Vilarinho na entrevista: "É uma estratégia pessoal que até posso não concordar, eu não a teria, mas ele é o presidente, só tenho que respeitar".
Sem especulações ou juízos de valor, uma estratégia pessoal não implica, obrigatoriamente, que seja em prol da pessoa. "Estratégia pessoal" é a estratégia dele, do Luís Filipe Vieira, Presidente do Sport Lisboa e Benfica. O resto é conversa. Pelo menos, para quase todos. Para o Bruno Carvalho é o vislumbre de uma oportunidade de ocupar um cargo para o qual, por vias normais, nunca atingiria ou atingirá. Felizmente.
Ainda Paulo Bento...
Há 12 horas
3 comentários:
Isso é uma convicção ou é uma certeza?
A questão poderá ser levantada na veracidade dos elementos que constam na referida acta em contraposição com as posições assumidas por alguns elementos dos orgãos sociais demissionários.
Será que havia instabilidade suficiente para a não governabilidade do clube ao ponto de se demitirem? Se sim, então porque é que a actual direcção em plena campanha logo um período instável (muito superior ao vivido pré-eleitoral) continua a gerir clube como se nada fosse, não se inibindo do quer que seja?
Estou apenas a especular, mas não sei até que ponto o caminho não será esse.
Como já te disse e escrevi, estamos na presença de duas facções e de duas razões diferentes e quem decide não somos nós, é um juiz, supostamente independente.
Repara, não é minha intenção fazer um juízo de valor.
A direcção alegou, e está em acta, não haver estabilidade. O Vilarinho aceitou a razão. Ponto final.
Se acredito? Não interessa. Há eleições amanhã e vou votar de acordo com as minhas convicções e com as listas que se apresentaram a votos e o Vilarinho entendeu aceitar como válidas.
Quanto à tua questão: A resposta é dada pelo que consta na acta. A questão não era se seria possível tomar medidas mas sim haver instabilidade. O LFV, com ou sem razão, entendeu que sim, o Vilarinho aceitou. Legalmente, é o que interessa.
Além de que os estatutos referem que quem se demite não poderá voltar a concorrer nos 6 anos seguintes se não houver motivos fortes e (atenção "E") não cumprir as funções para as quais foi eleito até que haja novas eleições. Estatutariamente, estavam obrigados a andar para a frente...
Ora aqui está O post que faltava!
Parabéns!
No meio de tudo isto, apenas não entendo a real razão (eventual receio) do Presidente para a antecipação das eleições. Julgo que qualquer receio é infundado.
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