sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Benfica

Benfica, que palavra poderia ser para começar a escrever sobre o que nos une. Seria normal que no primeiro post começasse por dizer algo sobre quem eu sou ou o que faço, mas o que interessa isso? O que conta no fundo é que somos todos benfiquistas e desejamos vitórias e o regresso por mérito próprio ao lugar que é nosso por direito e que foi conquistado com suor e lágrimas dentro das linhas de jogo. É esse o clube que eu amo, que percebe a sua dimensão gigantesca, mas que simultaneamente consegue respeitar e engrandecer o testemunho que foi passado por outros ao longo destes anos. É essa irmandade que se sente em cada passe em cada remate e que vamos falando com desconhecidos e opinando sobre os lances, e que termina com um aperto de mão ou um abraço a um amigo benfiquista que acabámos de conhecer, e que a força desta instituição juntou.
Considero que temos neste momento as condições para dobrarmos todos os cabos com que nos vamos deparar, um director desportivo conhecedor de futebol, e adepto como qualquer um de nós. E que tudo tem feito para trazer atletas que nos possam representar com a capacidade e qualidade que desejamos, jogadores concentrados e com espírito de ambição e de vontade que entendam que o seu sacrifício vai certamente arrancar muitas palmas e sorrisos nesta grandiosa nação mas muito particularmente àqueles que só o Benfica lhes resta. Um treinador que respira futebol por todos os poros, explicando detalhadamente à sua maneira, as suas escolhas e decisões. Que fez um caminho difícil e árduo, levando as equipas a altos rendimentos, jogando um futebol atractivo, que leva as pessoas ao Estádio. E tão importante como todos os atributos técnico tácticos e de gestão de recursos humanos que possui, é a capacidade que já demonstrou em perceber a grandeza do Benfica. Com um discurso ambicioso e realista vai explicando a palavra humildade aos seus pupilos levando-os a trabalhar mais e melhor e a saber partilhar e comunicar com a massa associativa como tem acontecido no inicio dos treinos e junto aos adeptos aquando da conquista do Troféu do Guadiana, e de Amesterdão junto dos nossos queridos emigrantes. Arrepiante ver aquelas pessoas que se deslocaram centenas de quilómetros para ver o clube do coração e que puderam fazer a viagem de regresso com o peito cheio por terem celebrado junto dos seus compatriotas e dos jogadores a conquista da Taça.
Estou entusiasmado e estou confiante, sei que muitos me irão falar de arbitragens que tanto nos têm espoliado ao longo dos anos, mas acredito que todos juntos seremos imparáveis, por isso é altura de tocar a reunir, de influenciar os nossos amigos positivamente e de os empolgar porque isto promete, promete e vai-se concretizar!
E Pluribus Unum!

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Só um pequeno aparte

Para memória futura, à atenção de inúmeros benfiquistas e deixando bem claro, desde já, que não temos ainda quaisquer garantias que ganharemos algum título esta época, o Benfica precisa de estabilidade apenas e só quando ganha ou, em casos extremos, quando se tem uma enorme convicção que o rumo seguido e a seguir será vitorioso pouco tempo depois.
É certo que não vimos um homem bonito a conversar incessantemente com um homem feio para fazer sempre as mesmas substituições aos mesmos minutos.
É certo que não escutamos uma voz bem colocada e melodiosa para os corações femininos em conferências de imprensa.
É certo que não teremos os amores e desamores do nosso treinador nas capas de revistas cor-de-rosa.
É certo que não ouviremos da boca dos opinion makers, na sua maioria, vulgares criadores de clichés, que a elevação do nosso treinador é um rasgo de luz no nosso futebol.
É certo que os arautos da estabilidade clamarão a sua razão se a época correr um pouco abaixo do que, extemporaneamente, já se perspectiva.
É certo que, socorrendo-me do dicionário para melhor sustentar a minha tese, torna-se claro que apenas um desespero agudo poderia levar alguém a defender a continuidade do Quique Flores, no fundo, a defender a estabilidade pela estabilidade…

estabilidade
(latim stabilitas, -atis)
s. f.
1. Qualidade de estável.
2. Firmeza, solidez.
3. Permanência.
4. Mecân. Equilíbrio.

estável
adj. 2 gén.
1. Firme e duradouro.
2. Bem assente, fixo, sólido.

Estabilidade querem os nossos adversários e não é propriamente a do Benfica. Parecendo que não, Sion à parte, os jogos em que tivemos maiores dificuldades foram arbitrados por árbitros portugueses.
Coincidência forçada, reconheço, mas que confere alguma credibilidade à tese da estabilidade. Quanto mais fortes estivermos, maior será a estabilidade nalgum do futebol português… Ao Benfica não bastará ser forte ao longo da época, terá que ser fortíssimo desde o início. A verdadeira pré-época, até ao momento, jogou-se em Vila Real de Santo António frente ao Olhanense e no Estádio da Luz ante o Atlético de Madrid…

sexta-feira, 24 de Julho de 2009

O reforço que poderá fazer a diferença

Há muito que tenho vindo a reclamar o regresso à política de contratação de bons jogadores do campeonato nacional. Não se trata de um chauvinismo bacoco pois não estou minimamente interessado na nacionalidade dos jogadores mas irrita-me que se menospreze, e a realidade dá-me razão, os jogadores que provam o seu valor no campeonato que disputamos.
Daí não ter percebido como é que se tentou contratar um jogador como o Falcão, eventualmente bom, por um valor superior ao pretendido pelo Nacional pelo seu artilheiro, o Nené, que havia marcado golos de toda a maneira e feitio.
Para abreviar, começo por dizer que o título do post não é irónico. O Weldon, em meia época no Belenenses, participou em 27 jogos e marcou 12 golos. É bom de cabeça, rapidíssimo com a bola nos pés, tem faro de golo. Vai dar cartas no Benfica? Não sei, ninguém sabe, mas já conhece o nosso campeonato e já tem uma ideia do que é que o espera.
Relembro, aos mais cépticos, que a última boa equipa do Benfica – campeões em 1994 – embora anterior à Lei Bosman, tinha, por exemplo, no plantel, os seguintes jogadores:
Neno, contratado ao Guimarães (?)
Hélder, contratado ao Estoril
João Pinto, contratado ao Boavista
Isaías, contratado ao Boavista
Paneira, contratado ao Vizela (?)
William – contratado ao Guimarães
Abel Xavier – contratado ao Estrela da Amadora

Relembro, igualmente, que em 2004 e 2005, com o Camacho e o Trapattoni, quando nos reerguemos ligeiramente, entre os nossos melhores jogadores figuravam o Ricardo Rocha e o Tiago, chegados de Braga, o Simão, vindo do Barcelona mas que não foi feito no Benfica, o Miguel, contratado uns anos antes ao Estrela, o Quim, oriundo de Braga, o Petit e o Nuno Gomes comprados ao Boavista com alguns anos de diferença e o Mantorras ao Alverca.

Deixo três vídeos do Weldon, o primeiro onde se vê um hat-trick recente ao Flamengo e os outros dois são compilações dos seus golos no Belenenses. Naturalmente que me abstenho de apelar que ignorem um dos seus melhores golos…





terça-feira, 21 de Julho de 2009

Sete milhões?!?

Confesso a minha ignorância: não conheço Javi Garcia. No entanto, choca-me o valor dado pelo seu passe. À partida, parece-me demasiado para um 'trinco'. É verdade que só depois de comprovado o aproveitamento desportivo do jogador se saberá se foi um barrete ou uma pechincha, mas pergunto-me se não teria sido melhor aplicar este dinheiro na compra de Reyes. Ou será que assumimos algum compromisso com o Real Madrid, segundo o qual temos de suportar, vá lá saber-se porquê, parte das despesas que o clube espanhol assumiu com a aquisição de Cristiano Ronaldo e dos outros galácticos ou lá como lhes chamam agora? E ainda me interrogo onde encontra o Benfica tanto dinheiro para investir...

Seja como for, é mais um a quem darei as boas-vindas ao final da tarde.

Javi e o investimento do tudo ou nada!

É oficial, a contratação do Javi Garcia é uma realidade. O que me surpreendeu foi o seu valor, 7 milhões de euros. Com este, já vamos em 24,5 milhões de euros em contratações. Donde é que vem tanto dinheiro não sei, ainda para mais quando só realizamos vendas de 2 milhões de euros com o Katso. O período anual de prestação de contas já terminou em 30 de Junho de 2009, mas é melhor nem olhar para essas contas, nem paras as próximas.

Cada vez mais me convenço que esta época, do ponto de vista do investimento, é o tudo ou nada! Estamos a arriscar alto, e se calhar a melhor política, obviamente a par de algum investimento, seria a valorização dos que já cá estão, acreditando no trabalho de Jesus (por onde passa valoriza sempre os jogadores com quem trabalha) e numa melhor época desportiva, essencialmente a nível europeu. Espero também que este esforço não seja feito à custa de uma eventual venda do Luisão, que é um pilar essencial na defesa e que muito dificilmente seria substituído nesta fase, a não ser que se abrisse outra vez os cordões à bolsa. O Luisão nunca poderá sair por um valor abaixo da sua cláusula, que julgo ser de 20 milhões de euros.

Apesar de tudo, o Javi Garcia tem tudo para ser um bom reforço, é uma jovem promessa, tem estampa física e bom jogo de cabeça (já fez de central), dizem que é bastante trabalhador e profissional e tem uma boa capacidade de remate, o que é sempre bom, embora para o seu lugar o que interessa seja a sua capacidade defensiva. A meu ver, a importância do número 6 era mais fundamental do que um avançado, embora falte-nos mais um jogador que seja uma melhor alternativa à dupla Cardozo/Saviola que o N. Gomes. Contudo, volto a repetir, espantou-me um pouco o preço, principalmente se levarmos em conta que o Saviola apenas custou 5 milhões.

Para aqueles, e eu era um deles, que tinha um réstia de esperança na permanência do Reyes, acho que com esta contratação se esfumaram as últimas hipóteses. Resta ter fé na explosão do Di Maria, ou do Fábio Coentrão, para termos mais alguém que desequilibre para além da dupla Saviola/Cardozo e Aimar.

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Entusiasmo

Confesso que o meu entusiasmo é curto não pela menor/maior valia do plantel mas sim pelas condicionantes do costume que ao longo dos anos nos impedem de lutar por vitórias. Cito o João Tomás “O problema é que esta é fortemente condicionada pelas arbitragens, as quais são fortemente condicionadas pelos observadores da Liga. E estes são fortemente condicionados por quem os lá colocou. Assim como a quantidade exorbitante de jogadores e treinadores colocados pelo porto em muitas das equipas do nosso campeonato.”

Fosse a análise feita única e exclusivamente sobre o valor do nosso plantel comparativamente aos demais e tínhamos boas razões para acreditar (ver quadro).
Na baliza não temos nenhum guarda-redes de top, mas nenhum dos nossos adversários directos tem melhor. Quanto muito equivalem-se. Laterais. Na direita estou seguro que o Maxi é o melhor da nossa liga. Na esquerda a ver vamos o valor dos reforços tendo ainda como alternativa a hipótese David Luis. Os defesas-centrais constituem o nosso sector mais equilibrado. Qualquer um deles disputaria a titularidade nos clubes rivais. No meio campo temos um deficit na posição 6. Mas caso se confirme a aquisição do Javi Garcia e o valor anunciado do Ramires juntos com o Di Maria e o Aimar formaram um losango muitíssimo forte. O Carlos Martins, o Yebda, o Rubem Amorim e o Urreta são suplentes que não envergonham podendo assegurar competitividade e acima de tudo multi-soluções tácticas dada a sua polivalência. No ataque pergunto-vos se trocavam a dupla Saviola-Cardozo por qualquer uma outra? E ao contrário de muitos continuo a acreditar na utilidade do Nuno Gomes.

p.s. O Mantorras tem os 15 minutos mais rentáveis do Campeonato

Pré-época...

De tanto serem repetidas, há palermices que se tornam axiomas para a maior parte das pessoas. Grassa por aí a ideia de que o Benfica é, para os benfiquistas, campeão da pré-época todos os anos. Esta ideia tem sido repetida até à exaustão, incluindo por elementos do próprio staff do nosso clube e até jogadores houve já que falaram sobre a necessidade de refrear os ânimos.
Escrevo por mim mas penso que é extensível aos restantes elementos deste blog a julgar pela sua escassa participação após as eleições. O entusiasmo, por aqui, é curto!
Não porque não acredite que até temos um plantel com algum potencial mas porque, neste momento, identifico muitas das lacunas que tenho observado nos últimos anos.
Olhando para o plantel do Benfica constato que, na baliza, continuamos com três bons guarda-redes mas nenhum que dê garantias de grande segurança. Qualquer deles é bom guarda-redes se bombardeado ou com uma grande defesa à frente mas nas situações normais é quando sobressai a sua pouca categoria. É a bola defendida para a frente, a má saída num cruzamento, a hesitação no último momento, etc. Alguém tem uma opinião definitivamente formada sobre quem é o melhor GR do Benfica? Infelizmente não a tem por serem todos muito bons…
Na defesa, penso que estamos bem servidos no centro. Do lado direito temos um titular indiscutível, regular, lutador, corajoso inteligente e… pouco mais. Do lado esquerdo e no banco para o lado direito temos 3 jogadores que ninguém pode, honestamente, garantir se prestam. São, neste momento, na mais encantadora das hipóteses, umas incógnitas.
No meio campo, temos uma quantidade assombrosa de jogadores normais. O Ruben Amorim, por exemplo, que nem percebe o quanto se prestou ao ridículo quando afirmou que já nem sabe qual é sua posição dentro de campo quando questionado sobre a sua inadaptação aos diversos lugares que lhe foram confiados, é incapaz de acrescentar algo ao jogo que o comum dos mortais recorde no dia seguinte. É do tipo de jogadores que os treinadores afirmam que fazem coisas que mais ninguém faz mas, normalmente, não fazem as coisas que qualquer jogador banal faz… Mas até gosto do Ruben Amorim e reconheço-lhe uma enorme utilidade no plantel mas jogadores como o Carlos Martins ou o Yebda, infelizmente, acho que existem uns 60 no campeonato nacional.
Por aferir está o valor do Ramires. Todos dizem que é excelente mas ainda não vi nada. Isto é, ainda não vi nada com a camisola do Benfica. Vi-o jogar pouquíssimas vezes, bem e mal pela selecção do Brasil e mal pelo Cruzeiro mas obviamente que estou entusiasmado com a sua contratação e acredito que será uma mais valia no nosso plantel até porque, contrariamente ao que já li por aí, não estou à espera de um jogador que vá resolver jogos ou que faça jogadas de levantar o 3º anel. Espero apenas alguém que se vá fartar de correr, pressionar muito e bem, fechar espaços no seu lado, dar agressividade à equipa, jogar simples, rápido e bem. No fundo acabei de descrever o Ruben Amorim mas muito bom. Fala-se também do David Luiz para posição “6” mas tenho sérias dúvidas que consiga defender (e não estou a gozar).
Depois há o Di Maria e o Fábio Coentrão que são, a meu ver, jogadores iguais: Fabulosos tecnicamente, muito rápidos, com um enorme potencial mas, talvez apenas pela idade, muito irregulares, inclusivamente, ao longo de um jogo.
Finalmente, a peça fulcral do jogo ofensivo da nossa equipa, o Aimar, cujo talento é inegável mas que está por provar se terá velocidade e ritmo para sobreviver às marcações impiedosas no nosso campeonato. Tem estado bem, é verdade, mas lembro-me sempre dos inícios de época do Zahovic….
No ataque, além da titularidade mais do que merecida do Cardozo, contratámos o Saviola que acredito poder vir a ser a figura do campeonato. Mas, se houver lesões, lá estaremos nós entregues ao Nuno Gomes que, não obstante o seu benfiquismo adquirido, está cada vez pior como jogador de futebol. Dizem-me que marcou muitos golos e que é um símbolo mas, muito sinceramente, o Benfica tem verdadeiros símbolos que marcaram muitos golos na sua história e nenhum deles, à excepção do Simão, tem capacidade para vestir a camisola do nosso clube no presente, nem sequer o Eusébio e muito menos o Nuno Gomes.
No entanto, esta análise céptica do nosso plantel ignora o seguinte: O mais importante é criar uma dinâmica de vitória. Nesse caso, a vulgaridade de alguns dos nossos jogadores será absorvida pela qualidade colectiva. Três ou quatro vitórias depois, um mau passe do Carlos Martins, um falhanço inacreditável do Nuno Gomes, uma palermice do Quim ou uma tontice do Yebda cairão no esquecimento da posição ocupada na tabela classificativa.
O problema é que esta é fortemente condicionada pelas arbitragens, as quais são fortemente condicionadas pelos observadores da Liga. E estes são fortemente condicionados por quem os lá colocou. Assim como a quantidade exorbitante de jogadores e treinadores colocados pelo porto em muitas das equipas do nosso campeonato.
O que fazer? Jogar muito à bola e não virar a cara à luta.
Em duas palavras?
À Benfica!
Entusiasmo?
Qualquer que seja a camisola do Benfica numa competição desportiva entusiasma-me…

p.s.
Tenho gostado do Jorge Jesus e penso que estamos a reunir as condições possíveis para poder lutar pelo título. Quanto às impossíveis, resta-nos estar atentos e denunciar tanto quanto possível e necessário. Para já, a comunicação do nosso clube continua, neste aspecto, a seguir uma estratégia errada. Se eu mandasse, já tinham saído inúmeros artigos e reportagens na comunicação social sobre a necessidade de normalizar esta fantochada de haver plantéis com 5, 6 jogadores de um candidato ao título. Parece uma banalidade mas basta lembrarmo-nos do ocorrido no porto – Setúbal da época passada…

p.s.2
Acabo de ler que o Javi Garcia foi contratado. Se confirmar o que de bom se diz dele, o potencial da nossa equipa crescerá muito. Fica a faltar um avançado e um GR e continuo a achar que o Reyes seria muito útil ainda para mais nesta táctica. Quanto ao dinheiro, logo se vê...

quarta-feira, 15 de Julho de 2009

A Critica Esquecida

Estive de férias e só hoje me actualizei com tudo que foi escrito no nosso blog. Sobre as eleições basta dizer que foi à Benfica. Aproximadamente 21 000 sócios deslocaram-se às urnas (eu fi-lo na casa do Benfica de Faro) dando uma exemplar resposta aos jurídicos de pé de chinelo que imperam e minam este país. Uma vitória esmagadora que tem de ser suficiente para calar durante 3 anos todos aqueles que apenas se limitam a criticar sem nada terem para oferecer. Sobre o candidato Bruno Carvalho qualquer palavra gasta é demasiada. Sobre os brancos e os abstencionistas independentemente de todas as justificações que possam dissertar apenas uma é factual, era-lhes indiferente o resultado da eleição assim como o nome dos vencedores.

Na triste pré-campanha e campanha eleitoral nenhuns dos “bota-abaixo” que abundam na oposição em momento algum foram capazes de apontar o dedo à maior fragilidade de todo o consulado de Vieira pós-apito dourado. Obcecados que estavam com a maledicência e na promessa de títulos ignoraram por completo a errada estratégia de comunicação do clube na defesa da verdade desportiva. Depois dos reconhecidos méritos na denúncia do sistema eram exigidos à Direcção actos de maior firmeza perante o mar de vergonha que voltou a inundar a competição. Foi uma grande ingenuidade adoptar um discurso cordial e pensar que a Justiça faria o resto esquecendo-se do “pormaior” que vivemos em Portugal. A opção pela postura do bem comportado tem sido paga a um preço elevadíssimo que permite ao designado 4º poder vender mentiras diárias que por tantas vezes repetidas se tornaram verdades absolutas para a maioria da população. Esta factura é da responsabilidade da direcção cessante e eu gostava de a ter visto discutida nestas eleições.

Sobre este assunto o futuro anunciado não parece ser promissor. O silêncio exigido a quem trabalha em desigualdade de condições nada de bom augura.
Nos seus jogos como nos dos seus rivais é imperativo que o Benfica fale do erro a favor e do erro contra, tanto nas vitórias como nas derrotas. Tivéssemos assim agido sempre e não existiria o consenso sobre os méritos do clube do regime.
A denúncia da batota tem de acontecer no exacto momento em que ela ocorre, e não no fim da competição em jeito de balanço. Eu, como sócio, exijo ver reflectido no discurso de quem dirige os destinos do meu clube a minha indignação e revolta sempre que se justifique.

terça-feira, 14 de Julho de 2009

Este sim, um verdadeiro jogo de preparação

Não há que ter vergonha, começo-me a entusiasmar. Um dos problemas, para além dos laterais e do Yebda, é que, aparentemente, continuamos com a mesma postura cordeirinha face ao que estará, de certeza, reservado à nossa equipa: roubos atrás de roubos.
A época passada foi tão má que nós próprios terminámos a época com vergonha de falar das arbitragens. Somos o Benfica, somos superiores a isso. Para nós, erradamente, o Benfica, sempre que joga, mesmo roubado indecentemente, tem, no mínimo, que espezinhar o adversário.
Por acaso o porto jogou alguma coisa de jeito na 1ª volta da temporada passada? Nem por isso... mas o Olegário Benquerença, o Pedro Henriques e outros estiveram bem, quer dizer, cumpriram o seu papel. Já na 2ª volta, não fosse o diabo tecê-las que isto de jogar horrivelmente, às vezes não dura sempre, continuámos a ser empurrados para fora da luta do título.
Quem me costume ler ou discute bola comigo sabe que não costumo falar muito de árbitros para além das discussões imediatas aos jogos mas é melhor estarmos bem preparados porque, com as saídas do Lucho e do Lizandro, há que acelerar a construção de uma nova equipa...
Para quem teima em esquecer-se, relembro o que se passou na época passada:
Nacional - casa
Setúbal - casa
Belenenses - fora
porto - fora
Leixões - fora
Rio Ave - fora
Trofense - fora
Guimarães - casa
Académica - casa
Nacional - fora
Trofense - casa

Estes ganhámos...
Guimarães - fora
Paços de Ferreira - fora
sportem - casa
Marítimo - fora
Braga - fora


Já para não falar nos seguintes jogos em que fomos prejudicados mas houve lances que, no limite, equilibram as coisas.
porto - casa (Penalti sobre o Di Maria mas o Luisão agrediu não sei quem num canto com a bola parada e levou com um sumaríssimo)
Naval - fora (penalti bárbaro sobre o Ruben Amorim mas fora-de-jogo muito mal assinalado a um jogador que se isolou da Naval)
O de Braga é típico. Perdoou a expulsão ao Luís Aguiar pela primeira falta e, na mesma jogada, pela 2ª falta. Passados 2 minutos, expulsou o Yebda injustamente. Isto aconteceu em algum jogo do porto?

A cereja no topo do bolo é o Benfica ter ficado em último lugar no prémio do fair play. Recordo apenas um jogo. Marítimo-Benfica, damos 6-0 e levámos 9 amarelos, o marítimo um... um deles, a 10 minutos do fim, ao moreira, com o resultado em 4-0, por "perder tempo" num pontapé de baliza.
Curiosamente, o Bruno "pisa-cabeças sempre sem querer" Alves levou o 2º e último cartão amarelo do campeonato na 30ª jornada...

Claro que houve o jogo com o Braga em casa ou o sportem na final da Taça da Liga, o suficiente para nos envergonhar e estarmos calados...

Agradeço, portanto, ao árbitro que nos roubou quase pateticamente neste jogo com o Shaktar Donetsk. Desde o "penalti" do Rui Bento sobre o Kostadinov numa derrota caseira por 3-2 que não via um "penalti" destes. Estes jogos de preparação servem mesmo para isto: Para preparar a época. Preparem-se...

sábado, 11 de Julho de 2009

Saviola contratado. Quem?

Saviola é, para já, a principal contratação do Benfica, considerando os cinco milhões de euros que custou, o prestígio que tem, a proveniência, mas o negócio prova que nem sempre Luís Filipe Vieira age com o conhecimento de Rui Costa.

Quando surgiram as notícias sobre a falta de confirmação da transferência, isso aconteceu porque o director-desportivo simplesmente não se sabia que havia conversações, ou seja se não fossem os jornais provavelmente só depois de consumada a contratação é que Rui Costa seria informado.

Não sei por que razão Luís Filipe Viera agiu, assim, e, apesar de ser hierarquicamente superior ,não comunicar que ia avançar para esta aquisição de peso é, no mínimo, estranho, até porque se Saviola não se revelar uma mais-valia, é o trabalho de Rui Costa que, publicamente, vai ser colocado em causa. Nem o facto de o «segredo ser a alma do negócio» serve de argumento para explicar esta situação.

Tal como Aimar, a carreira de Saviola não está em fase de ascensão, vem, ao que tudo indica, ganhar 150 mil euros por mês e não sei se terá vontade de correr quando vir estádios vazios, um futebol em que, por vezes, a canela vai «até ao pescoço», perante adversários como Paços de Ferreira, Rio Ave ou Naval, sem querer colocar em causa a dignidade destas equipas, mas nenhuma terá qualidade para actuar na I Liga de Espanha.

No entanto, espero que El Conejo se confirme, de facto, como grande reforço e amanhã «despache» o Sion com uma grande exibição.

quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Romances que se transformam em novelas

Os inícios de época do Benfica nos últimos anos têm sido marcados por duas temáticas principais. Euforia motivada pelas expectativas de uma época vencedora, contratação de jogadores ("reforços").
Na rubrica contratação de jogadores tem existido um denominador comum. O arrastar das negociações é sistemático, sendo o seu final diferenciado. Como paradigma desta situação temos o Cebola e o Aimar. Duas negociatas que se arrastaram demasiado no tempo cujo o resultado foi, como é bem conhecido, bastante diferente. Na época em curso o tema volta a estar em cima da mesa motivado pelos negócios falhados de Alvaro Pereira e Falcão, sendo que o destino dos mesmos foi coincidente com o do Cebola. Com excepção do enxovalho que esta situação poderá ocasionar, nada me choca no culminar destas negociações. O valor monetário fala mais alto. Quem mais paga colhe dividendos, isto é uma realidade seja o FCP, Real Madrid ou outro clube qualquer. O Benfica não deverá cometer excessos só porque é determinado clube a concorrer para a contratação do jogador. Estamos perante negócios que envolvem dinheiro, e quem o tem manda.
O problema destas situações, não está no insucesso mas sim na sua comunicação. O pagamento de favores ao jornal "ABOLA" mais propriamente a JMD, tem o seu custo. As noticias têm que ser frescas e em primeira mão, as capas do jornal sucedem-se, e acompanhamos a par e passo os desenvolvimentos de um negócio que deveria ser secreto. O fracasso começa na necessidade de informar os sócios e adeptos das movimentações com vista à contratação de um qualquer jogador.
Se atentarmos às contratações de Saviola e Ramires, verificamos que quando se soube do interesse já os jogadores estavam prestes a assinar, não houve interferências de ninguém, pois esse alguém também não sabia.

Em suma, há que perceber e posteriormente corrigir, que o problema não está na forma de negociar, mas sim na forma de comunicação do clube.

quarta-feira, 8 de Julho de 2009

A verdadeira boa medida de marketing

Anda por aí toda a gente a dizer que dar a oportunidade de escolha da camisola alternativa da próxima época aos sócios é uma grande medida de marketing mas imagine-se que, para o ano, era uma destas camisolas, o equipamento alternativo apresentado...
Assim, na próxima época, teremos um equipamento (a)berrante e o marketing o que dirá? Foi a cor que os sócios escolheram. Isto sim, é uma boa medida do marketing...

terça-feira, 7 de Julho de 2009

Eusébio é o maior

Ontem parte do mundo estava especada e histérica com a apresentação de Cristiano Ronaldo no Real Madrid, de toda aquela loucura houve um momento que me deixou louco de alegria e com um orgulho imenso. A forma como Eusébio foi apresentado deixa-nos a nós Portugueses mas aos Benfiquistas em especial orgulhosos da sua existência, ouvir o Santiago Barnabéu a saudar a sua presença e ouvir no fundo gritar o seu nome é realmente especial, mas ver o Eusébio dirigir-se ao palanque e soltar um sonoro MUITO OBRIGADO, não Gracias ou muchas gracias, mas sim MUITO OBRIGADO é sublime.
Não só por isso mas também Eusébio é o maior.

ESTA ÉPOCA...

... e finalmente após tantos anos, acho que posso dizer que estou entusiasmado e que vou poder dizer 'este ano é que é'.

O motivo nem é tanto os reforços (apesar de parecerem bons e de o Saviola ser potencialmente a cereja em cima do bolo), mas sobretudo porque por uma vez parece que estamos a conseguir não trocar metade da equipa.

Ainda os únicos pontos que ensombram o entusiasmo são a falta de jogadores portugueses (sem juniores, deverão ser uns 7 e só 2/3 potencialmente titulares) e a eventual saída do Reyes (não valia a pena vender o Di Maria para amealhar uns trocos e ficar com ele? Ou pode ser que os 4,5M€ que aparentemente não vamos gastar com o Falcão sirvam para o comprar?).

Entretanto, e face às várias conversas que vamos tendo aqui e ali e em que vamos registando o nosso desagrado relativamente às arbitragens, estou a pensar criar um blog que registe jornada a jornada o comportamento das arbitragens nos jogos dos 3 habituais candidatos ao título, de forma a que se possam fazer as contas 'justas' no fim e a que mais facilmente se consiga refutar o 'ah, vocês reclamam, reclamam, mas ganharam ao Braga com um golo em fora de jogo e a Taça da Liga com um penalti que não existiu'. Já existe algum blog deste género por aí?

domingo, 5 de Julho de 2009

Falcão

Bem sei que um jogo não são jogos mas ontem vi o River Plate - Estudiantes e fiquei com a nítida sensação que vamos contratar, de certeza, o avançado colombiano.
Aliás, pensei inclusivamente que o próprio River Plate, em missão de sacrifício, fez por mostrá-lo pois houve inúmeras semelhanças entre o seu futebol e o do Benfica nas últimas épocas. Quiçá, tenha assistido a uma demonstração que o jogador por nós cobiçado não necessitará de qualquer período de adaptação. Pensei muito no Nuno Gomes.
Na primeira parte, o River ia "controlando" o jogo com menos posse de bola e sem criar perigo algum até que, numa infantilidade de um defesa, ofereceu um golo. A partir desse momento e ao longo da segunda parte, notou-se mais vontade e velocidade, houve um ou outro lance azarado e, de repente, sem se perceber bem como nem porquê, o Estudiantes de la Plata apanhou-se a ganhar 2-0.
Os adeptos do River começaram a assobiar a equipa mas, passado algum tempo, o Buonanuotte, que não havia feito nada de jeito para além de um remate ao poste e um toque genial, marcou um golo soberbo e os comentadores rapidamente elogiaram o grande jogo que o rapaz estava a fazer quando, nitidamente, a lentidão da equipa começava, também, na pouca fluidez que a jovem estrela emprestou ao jogo.
Daí até final, o River carregou e, de vez em quando, o Estudiantes ia tendo as melhores oportunidades de golo. A equipa do River saiu do relvado sob um razoável coro de assobios. Provavelmente, um qualquer João Tomaz e um qualquer TC desceram uma qualquer Rua dos Soeiros de Buenos Aires, mais uma vez, frustrados com o que haviam acabado de presenciar e indecisos entre criticar a equipa ou dar relevância aos dois penalties roubados em faltas não assinaladas dentro da área sobre o Falcão.
Por falar em Falcão, esse passou o jogo inteiro perdido no meio dos defesas e tocou na bola umas 8 ou 9 vezes. Sofreu dois penalties e, num deles, demonstrou talvez não ser o avançado ideal para o Benfica. Embora esteja certo que corrigirá rapidamente esse erro, depois de sofrer a falta e cair, não refilou, levantou-se e ainda ficou com a bola nos pés dando a oportunidade a um colega de marcar um golo. Por acaso falhou, teria sido uma mancha na exibição do Falcão. Não ganhou uma bola dividida e, na única oportunidade que dispôs, alguma indecisão levou a que perdesse tempo e rematasse um pouco torto quando já importunado pelo defesa. Refilou consigo próprio.
Repito, um jogo não são jogos.

p.s. O River terminou o campeonato em 7º lugar, o Falcão marcou 10 golos em 21 jogos ao longo da época naquele que é o mais europeízado dos "futebóis" da América do Sul. É natural que o jogo tenha sido lento pois era a última jornada e que um jogador, de malas feitas para ir para a Europa, se tenha cortado. Que venha e que demonstre que um jogo não são jogos.

O orgulho de um pai

Hoje tive este diálogo com o meu pai:

Tu quando eras puto já tinhas bom instinto!
Então?
Estás a ver um gajo que aparece sempre atrás do Bruno Carvalho, não sei se é da lista ou só apoiante? Deve ter mais ou menos a minha idade...
Nunca reparei
Quando te comecei a levar à bola e tive a infeliz ideia de te oferecer uma bandeira, tu passaste o jogo inteiro a dar com a bandeira na cabeça desse homem, ele tinha o cativo por baixo do meu...

sábado, 4 de Julho de 2009

Finalmente, finalmente...

... podemos escrever sobre outro assunto que não o das eleições!!!
Por exemplo, o Daniel Reis, um dos cronistas lagartos da jornal A Bola, escreveu ontem uma das crónicas mais idiotas de todos os tempos.
Já se sabe, directa ou indirectamente, à semelhança do José António Lima, o assunto resvala sempre para o Benfica. Compreendo que seja duro, quando se é pequenino, ver a maior parte dos putos de vermelho e ter que andar com uma camisola às riscas verdes e brancas mas, sinceramente, contam-se pelos dedos das mãos a quantidade de vezes que, num mês, em blogs ou crónicas de benfiquistas, se fala do sportem. O assunto é desinteressante e o mesmo deveria ser sentido pelos cada vez menos lagartos existentes.
Voltando à crónica, o Daniel Reis elogia a equipa de juniores do Benfica e elogia o João Alves, tanto pelo presente como pela sua carreira de jogador e treinador, para se questionar, muito pasmado, das razões que o Benfica e os seus adeptos terão, na sua opinião, tudo feito para não deixar fugir o título da categoria para o clube "rival".
A meio da crónica lança a questão: "Tendo o Benfica uma equipa forte (...), porque razão terá mobilizado uma tropa de choque para fazer o que fez?", e lança duas hipóteses: Não querer deixar fugir o título para o "rival" ou "demonstrar que a academia dos leões não reúne as condições para jogos destes". O cronista reconhece que a segunda hipótese é "mais maquiavélica" mas está enganado. É apenas mais idiota.
A verborreia prossegue até que dá um dado por adquirido: "Aquela violência não aconteceu por acaso e alguém a programou". Considera que poderá ter sido o "núcleo duro dos vândalos habituais" e recomenda repressão. Mas coloca ainda uma segunda hipótese, que "a coisa poderá ter sido programada a um nível mais alto no clube" e conclui: "Mas sendo parvoíce alinhar, desde já, nesta tese, também não me parece avisado deduzir o contrário".
Isto só me merece um comentário:
Das duas uma, ou o Daniel Reis não queria escrever exactamente o que escreveu ou é um completo atrasado mental. Sendo parvoíce alinhar, desde já, na segunda hipótese, também não me parece avisado deduzir o contrário.

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Satisfações e desencantos

Primeira apreciação telegráfica aos resultados eleitorais:

- satisfação pelo elevado número de votantes e, face à sua estratégia eleitoral, pela baixa percentagem de votos da Lista B;

- desencanto pelo, apesar de tudo, baixo valor dos votos em branco e pela tão elevada percentagem de Luís Filipe Vieira. Justificava-se um 'cartão amarelo'.

Os associados do Benfica pronunciaram-se de forma claríssima. Espero que todos tenham compreendido e acabem as batalhas jurídicas. Apoiemos o Benfica e mantenhamo-nos atentos ao triénio que aí vem. VIVA O GLORIOSO SPORT LISBOA E BENFICA!

Desinformação

A comunicação do tribunal dando conta da legitimidade da Lista A e a pequena humilhação da multa passada ao Bruno Carvalho deveriam fazer-nos reflectir sobre o seguinte: Qual o propósito das campanhas de desinformação praticadas, pelo menos, pelos jornais do grupo Cofina, Record e Correio da Manhã, pelo DN e pela TVI.
É inacreditável como o Record chegou a citar uma "fonte oficiosa" do tribunal para fazer valer a tese de que o Bruno Carvalho deveria ser o único candidato. A TVI passou em rodapé que o LFV teria afirmado, a dois dias das eleições, que a antecipação das eleições foram para afastar o Veiga, o DN mais parecia um escritório de advogados a emitir pareceres.
O Dr. Manuel Vilarinho, ao agir como agiu, mostrou, mais uma vez, que mesmo tendo aquela ideia tola, ultrapassada e sem sentido de que as modalidades são o cancro do Benfica, é cá dos meus, ou melhor, que eu desejo ser um dos dele.

1º treino

Ontem tive o prazer de assistir ao primeiro treino do nosso Benfica. O que me moveu não foi a euforia mas sim perceber a relação actual dos adeptos para com o clube e ver como Jesus se porta num treino.
A histeria em volta da equipa foi total a afluência ao local foi tremenda. Apercebi-me que era dos únicos que estava no local com o pensamento na conferência de imprensa que Vilarinho se prestava a dar daí a meia-hora. Para aquela gente, que cresceu com o Benfica vitorioso, as questões eleitorais nada significavam, o futuro estava ali diante dos seus olhos. Apenas os jogadores e equipa técnica importavam, o único objectivo era aplaudir e aclamar aqueles que num futuro próximo lutarão com todas as forças pelo almejado titulo de campeão nacional.
O treino foi como esperava, soft mas revelador das ideias tácticas do treinador. Após um período inicial de aquecimento e corrida à volta do campo seguiram-se uns exercícios que visavam a recepção, condução da bola e passe, seguindo-se um jogo em campo reduzido. Neste percebeu-se a importância dada ao sentido posicional da defesa (ligeiramente subida, reduzindo o espaço para o meio campo), e o sistema táctico preferido. 4-4-2 em losango com yebda e filipe Bastos no vértice recuado, Aimar e Carlos Martins no vértice oposto, ficando ainda a ideia de este poder evoluir para um 4-3-3 aproveitando Di Maria, Fábio Coentrão e Urreta nas alas.

Em termos de jogadores, Moretto (duas boas defesas), Filipe Bastos (muito lutador e omnipresente) e Fábio Coentrão (concentrado a querer mostrar serviço, parece-me mais maduro) destacaram-se. Dos reforços, pouco se viu.
De referir que Balboa pareceu carta fora do baralho pela posição que desempenhou (médio centro).

Foi um bocado bem pensado, espero que o primeiro de muitos.

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Risco calculado?

Num comunicado oficial o Dr. Manuel Vilarinho presidente da assembleia geral teceu alguns comentários e noticiou a manutenção das eleições para amanhã (dia 3/07/2009). Estou em crer que a solução imediata de maior segurança para as nossas cores seria proceder ao adiamento das mesmas. Com este adiamento as questões levantadas não ficariam resolvidos mas certamente ficariam mais claras, uma vez que haveria despacho sobre a providência interposta (30 dias no máximo para a sua resposta), ou seja, teríamos todos uma maior e melhor opinião sobre o resultado final deste imbróglio jurídico, ainda que esta não seja definitiva.
Ao tomar uma atitude destas corre-se um risco. O Vilarinho corre o risco de ser accionado judicialmente pelo não cumprimento da citação (punível com pena de multa ou prisão, sendo primário penderá para a primeira), o Benfica corre o risco de ver as eleições impugnadas e termos como presidente (num curto mas longo espaço de tempo) Bruno Carvalho.
Penso que o risco assumido esteja devidamente acautelado. Penso que a direcção e Manuel Vilarinho têm a perfeita convicção e quase certeza da sua razão, no entanto o comunicado não me deixou descansado quanto a isso.
Analisando por pontos:
1 - A citação não vir acompanhada pelo despacho e/ou pelos termos da providência constitui uma irregularidade, não sendo esta suspensiva ou de acto nulo, carece isso si de confirmação se está conforme o referido despacho;
2 - É verdade, mas para o imediato pouco importa;
3 - A questão nunca foi levantada, pelo que estranho este ponto;
4/5 - É o risco assumido, se tiver razão o processo será válido, caso contrário o BC ganhará as eleições.

A verdade e o problema é que a questão não cessará amanhã nem nos próximos meses, rogo para que a direcção tenha a razão do seu lado, sendo que essa resolução não dependerá de nenhum de nós. O que depende de todos nós é uma votação massiva e ordeira numa clara demonstração de civismo e cordialidade, até para aqueles que aparentemente nos querem fazer mal.

A legitimidade da demissão e recandidatura

Na acta da renúncia são colocadas duas hipóteses:
(...) continuarmos na instabilidade até à data prevista nos estatutos ou antecipar as eleições, considerando que se serve assim melhor os interesses do clube.
Como ninguém pode pôr em causa a boa fé do que está em acta, a partir do momento em que o Presidente da Assembleia Geral aceita as razões evocadas, a legitimidade está assegurada.
O resto é especulação. E relembro as palavras do Vilarinho na entrevista: "É uma estratégia pessoal que até posso não concordar, eu não a teria, mas ele é o presidente, só tenho que respeitar".
Sem especulações ou juízos de valor, uma estratégia pessoal não implica, obrigatoriamente, que seja em prol da pessoa. "Estratégia pessoal" é a estratégia dele, do Luís Filipe Vieira, Presidente do Sport Lisboa e Benfica. O resto é conversa. Pelo menos, para quase todos. Para o Bruno Carvalho é o vislumbre de uma oportunidade de ocupar um cargo para o qual, por vias normais, nunca atingiria ou atingirá. Felizmente.

Haverá inocentes?

Acabei de ter acesso a um comunicado do MBVV onde se defende a suspensão das eleições, justifica o que os Drs. Rangel e Varandas defenderam na conferência de imprensa e apela ao boicote das eleições.
Não discuto se têm ou não razão pois estão no direito de terem as suas ideias, de defendê-las e torná-las públicas mas é preciso estar atento ao conteúdo da missiva mesmo tendo em conta as altas horas a que deverá ter sido escrito, talvez, em Carcavelos.
Considerando que o actual presidente do Benfica é o problema e não a solução para o clube, ambos reflectiram sobre a necessidade de se respeitar a jurisprudência e as decisões superiores dos tribunais.
Só assim se defenderá a imagem de respeito pela lei e a tradição democrática do clube.

Trocando por miúdos, os porta-vozes do movimento entendem que se deve respeitar a lei (a sua interpretação da lei) porque LFV "é parte do problema". Caso contrário...

Suspensão de eleições

Sinceramente, cada dia que passa sinto-me cada vez mais enojado e agastado com o "circo" que se tornaram estas eleições do Benfica. Segundo fonte oficial do Conselho Superior de Magistratura, o presidente da Assembleia geral do Benfica incorre num crime de desobediência, podendo as eleições do Benfica, a serem realizadas, mais tarde serem consideradas nulas.

O BC é de facto um "palhaço" desta trama, e tem-se revelado um personagem execrável que cada vez mais põe a nú os seus interesses, desestabilizar o nosso clube e torná-lo alvo de chacota. Mas eu não me iludo, a grande responsabilidade deste "circo" está na brilhante ideia de eleições antecipadas do nosso presidente, e em particular de uma pessoa que permitiu que isso fosse possível, o nosso presidente da assembleia-geral, que ainda para mais veio para a TVI confessar que se tratava de uma estratégia eleitoral e individual do LFV e à qual ele deu o seu consentimento. Para quem queria evitar a instabilidade, o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro e deixar o nosso clube, agora sim, numa verdadeira situação de instabilidade.

Não percebo nada de leis, mas perante as actuais circunstâncias, talvez o mais sensato seja suspender estas eleições, e espero que seja essa a comunicação que o Vilarinho efectuará esta tarde.

Mantenho a minha posição, sou incapaz de votar LFV e, caso exista eleições, votarei em branco em qualquer dos cenários.

No meio disto tudo quem está a perder é apenas o Benfica, em respeito e credibilidade!

Legalidade e democracia

Apesar de jurista, não sei quem tem razão nesta história das eleições do Benfica. Razão jurídica, entenda-se. No entanto, independentemente do que possa resultar nas próximas 24 horas do imbróglio jurídico que foi criado, há coisas que os protagonistas devem compreender:

- Luís Filipe Vieira tem de perceber que não está acima da lei, nem das decisões dos agentes judiciários. Deve ter consciência de que vive num Estado de Direito. Além disso, está a ser vítima do seu próprio chico-espertismo. E, nesse aspecto, é bem feito. Tenha bem presente que foi ele quem começou tudo isto;

- Bruno Carvalho não pode esquecer-se de que, para ser presidente do Benfica, não basta ter a lei pelo seu lado e dizer que quer um "Benfica democrático". Se o quer verdadeiramente, terá de contar com a vontade dos associados. E a maioria destes não pode vê-lo nem pintado de vermelho. Já devia ter percebido que nunca será presidente do Benfica. Os sócios não deixarão. Aliás, caso o acto eleitoral se mantenha para amanhã, duvido mesmo que consiga exercer calmamente o seu direito de voto, se pretender fazê-lo em Lisboa. Deveria reflectir se o que está a fazer beneficia o clube. Dois minutos bastariam para chegar à conclusão certa. Os seus escritos no 'Novo Benfica', com constantes loas à mais odiosa personagem do desporto nacional, criaram antipatia junto dos benfiquistas. A sua imagem é irritante. A sua estratégia foi a gota de água. Todos agradecíamos que nos fizesse um favor e se juntasse a Carlos Quaresma, indo com ele para a Suécia.

Por tudo isto, amanhã, havendo eleições, não poderei deixar de votar em branco, embora Bruno Carvalho quase me tenha feito mudar de ideias...

Dois cenários, uma atitude, um beneficiado - o Sport Lisboa e Benfica

Eleições com as duas listas:
Voto em Luís Filipe Vieira. Não interessa a avaliação que dele se faz enquanto presidente do Sport Lisboa e Benfica. Neste momento, o voto é contra o Bruno Carvalho.

Eleições com uma lista, a de Bruno Carvalho:
Voto em branco. Segundo Olavo Pita e Cunha, basta um voto para eleger uma lista. Mas não interessa. É importante dar um sinal inequívoco da posição dos sócios do Sport Lisboa e Benfica face à possibilidade de termos o Bruno Carvalho como presidente. Neste caso, no próprio dia das eleições, podem contar com a minha assinatura para a convocação de uma assembleia geral extraordinária com um único ponto na ordem de trabalhos: Marcação de eleições antecipadas.

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Cenários

A vida é feita de ironias. O actual momento do nosso clube é a forma que consubstancia o ditado.
O Sr. LFV a bem da estabilidade do futebol do SLB decide estrategicamente provocar eleições antecipadas. Com esta apelidada (por muitos seguidores e apoiantes) heróica atitude consegue eliminar uma incómoda pseudo-candidatura de Veiga, mergulhando o clube num imbróglio jurídico que ameaça acompanhar-nos nos próximos largos meses.
O caricato da situação é que a assumpção da medida enquanto estratégia eleitoral é assumida nos ecrans da TVI pelo "representante" dos sócios, Vilarinho, sendo a base que torna viável a decisão do juiz.
Neste momento temos vários cenários e qual deles o mais agradável:

- A lista A é impedida de avançar, e BC torna-se presidente (com novas eleições daqui a 6 meses);
- A lista A não cumpre com o despacho do tribunal apresenta-se a votos, a sua candidatura é impugnada e temos BC como presidente (novas eleições daqui a 6 meses);
- A lista A tem razão e de recurso em recurso a situação arrasta-se por tempo indeterminado;
- Manuel Vilarinho no uso do poder que ainda tem, suspende as eleições e estas realizar-se-ão no período estipulado (Outubro).

Isto a bem da estabilidade...

PS: Espero que exista a inteligência de se suspender as eleições, numa clara medida que beneficiaria apenas e só o clube.

E se só houvesse futebol?

Felizmente, os benfiquistas não pensam como Manuel Vilarinho e a Direcção não seguiu a estratégia de tornar o Benfica um clube de futebol. Já viram como seria? Viveríamos em permanente angústia. Felizmente, o Glorioso tem outras fontes de alegria e orgulho:

- futsal: ganhou a Taça de Portugal e sagrou-se tricampeão nacional. Em oito anos na modalidade, o Benfica ganhou cinco campeonatos;

- basquetebol: campeão nacional, depois de bater o 'record' de vitórias consecutivas (31). Foi pena a equipa ter-se apresentado débil na final-a-oito da Taça de Portugal;

- andebol: vice-campeão nacional, disputando a final do 'play-off' até à negra; semi-finalista na Taça de Portugal e vencedor da Taça da Liga. Não foi o ideal, mas confirmou que, depois do título de 2007/2008, a equipa mantém-se no topo da modalidade, lutando pela conquista de todas as provas;

- voleibol: havia duas equipas claramente mais fortes do que as restantes: Sp. Espinho e V. Guimarães. Num ano de claro desinvestimento, o Benfica conseguiu ser a melhor das outras. E, se tivesse conseguido formar a equipa logo no início da época, teria feito melhor;

- hóquei em patins: continua a ser o 'calcanhar de Aquiles'. Não só é incapaz de bater o FC Porto, como mostra insistentes debilidades e deixa-nos quase sem esperanças de tornar o nosso clube n.º 1 da modalidade...

Face ao que atletas e treinadores destas modalidades têm feito pelo nosso entusiasmo benfiquista, que tal passarmos a dedicar-lhes maior atenção e acompanhamento? Pensemos nisso...