Tenho evitado escrever sobre o Emerson, mas hoje vou fazê-lo.
A minha análise é a seguinte. Quando Emerson chegou, pareceu-me um jogador seguro e com qualidade a defender, mas absolutamente incapaz de atacar. Inteligentemente, também não o tentava - raramente passava a linha de meio campo. Mas quando era preciso travar o adbersário, estava lá. Não era excepcional, mas era bom.
O que se passa depois? Seguramente por indicações do treinador, Emerson começa progressivamente a integrar-se em acções atacantes. É um facto que é isto que fazem os laterais modernos, era isto que fazia Coentrão, mas cada um tem as suas limitações. Emerson não sabe atacar. O próprio reconhecerá esta sua característica, mas o treinador, teimosamente, teima em ignorar isto.
As consequências estão à vista. A atacar, Emerson destrói e atrapalha mais do que ajuda. Perde muito a bola, não tem capacidade de drible nem de explosão, falha passes infantilmente, emperrando constantemente o nosso jogo de ataque. E. claro, sendo lento, depois de uma perca de bola não consegue recuperar, e permite contra ataques perigosos do adversário.
Ou seja, por teimosia, perdeu-se um jogador que até cumpria na sua função de defender, não era brilhante mas cumpria, e temos agora um jogador que nada faz - não ataca porque não sabe, não defende proque frequentemente não está na sua posição por estar... a atacar.
Reconhecer isto e corrigir a situação, confinando Emerson a funções estritamente defensivas, é para mim a única opção inteligente e que defende o jogador e, mais importante, defende e tranquliza a equipa.
Blog dedicado ao Sport Lisboa e Benfica em que se pretende que, sem perder o sentido crítico, se mantenha o espírito construtivo.
Quinta-feira, 29 de Março de 2012
Quarta-feira, 28 de Março de 2012
Deja vu?
Sem querer antecipar uma análise sobre a presente temporada (que pode ser de grande felicidade ou de imensa tristeza) parece-me pertinente elencar aqui os problemas actuais da nossa equipa de futebol:
- Rodrigo e Nolito – Durante vários jogos foram uma espécie de abono família da equipa, decisivos, contribuíram fortemente para o melhor Benfica da presente temporada. Inexplicavelmente, ou talvez não, são neste momento uma autêntica sombra daquilo que já demonstraram;
- Emerson – Nunca foi um grande jogador, cedo evidenciou lacunas que, apesar de ir cumprindo o seu papel na equipa, não agradou aos “exigentes” adeptos do Benfica. A pressão, contestação e discussão à sua volta foi tão grande que, neste momento, não reúne condições para jogar. As suas exibições estão em queda livre e não há condições para melhorar;
- Jardel – É bom jogador, cumpre, mas não é o Garay e isso reflecte-se em dois momentos de jogo: passes longos e bolas paradas (ofensivas);
- Luisão – Após a lesão tem-se visto o corpo de Luisão em campo mas não o nosso grande capitão. Costuma aparecer nos grandes momentos e essa ausência têm-se feito sentir;
- Javi e Witsel – Estão de gatas, querem mas não conseguem, rebentaram por não existirem soluções que lhes permitam descansar. Quando me lembro de Ruben Amorim, Carlos Martins e Airton não percebo o porquê desta situação;
- Gaitan – Lesionou-se quando atravessava uma boa fase, regressou mal e tem vindo a melhorar principalmente quando decide esforçar-se. Infelizmente o campeonato não constitui motivação suficiente para este grande jogador.
- Sorte – Não temos tido nenhuma. Por vezes não a procuramos e metemo-nos a jeito.
O exposto são vicissitudes da competição mas, após três anos de Jorge Jesus, o problema repete-se e prende-se com a preparação da equipa. Se quisermos ser minuciosos podemos avaliar as passagens de JJ por outras equipas e estas lacunas sempre se fizeram sentir, podem é evidenciar-se menos (conforme o seu primeiro ano por cá) do que nestes dois últimos anos. Se associarmos à quebra física da equipa a incorrecta hierarquização dos objectivos (o que não ocorreu no primeiro ano em caso semelhante - ganhámos à Naval e fomos eliminados pelo Liverpool) temos a situação que vivemos hoje (ausência de vitoria no próximo Sabado – damos um passo rumo ao terceiro lugar). Jesus é tão bom treinador como teimoso, o seu egocentrismo deturpa-lhe o pensamento e impede-o de corrigir a sua metodologia de preparação física da equipa (que é evidentemente errada), e sei que vou sentir muitas saudades dele, porque infelizmente não acredito que possamos arranjar melhor, mas sinceramente estou farto. A não vitória deste campeonato, nas condições em que este se desenrolou, pelos mesmos erros da derrocada na época passada é imperdoável em alta competição.
PS: Concordar ou discordar com o que foi escrito é legítimo, debate de ideias saúda-se, insultos dispensa-se até porque não nos leva a lado nenhum.
- Rodrigo e Nolito – Durante vários jogos foram uma espécie de abono família da equipa, decisivos, contribuíram fortemente para o melhor Benfica da presente temporada. Inexplicavelmente, ou talvez não, são neste momento uma autêntica sombra daquilo que já demonstraram;
- Emerson – Nunca foi um grande jogador, cedo evidenciou lacunas que, apesar de ir cumprindo o seu papel na equipa, não agradou aos “exigentes” adeptos do Benfica. A pressão, contestação e discussão à sua volta foi tão grande que, neste momento, não reúne condições para jogar. As suas exibições estão em queda livre e não há condições para melhorar;
- Jardel – É bom jogador, cumpre, mas não é o Garay e isso reflecte-se em dois momentos de jogo: passes longos e bolas paradas (ofensivas);
- Luisão – Após a lesão tem-se visto o corpo de Luisão em campo mas não o nosso grande capitão. Costuma aparecer nos grandes momentos e essa ausência têm-se feito sentir;
- Javi e Witsel – Estão de gatas, querem mas não conseguem, rebentaram por não existirem soluções que lhes permitam descansar. Quando me lembro de Ruben Amorim, Carlos Martins e Airton não percebo o porquê desta situação;
- Gaitan – Lesionou-se quando atravessava uma boa fase, regressou mal e tem vindo a melhorar principalmente quando decide esforçar-se. Infelizmente o campeonato não constitui motivação suficiente para este grande jogador.
- Sorte – Não temos tido nenhuma. Por vezes não a procuramos e metemo-nos a jeito.
O exposto são vicissitudes da competição mas, após três anos de Jorge Jesus, o problema repete-se e prende-se com a preparação da equipa. Se quisermos ser minuciosos podemos avaliar as passagens de JJ por outras equipas e estas lacunas sempre se fizeram sentir, podem é evidenciar-se menos (conforme o seu primeiro ano por cá) do que nestes dois últimos anos. Se associarmos à quebra física da equipa a incorrecta hierarquização dos objectivos (o que não ocorreu no primeiro ano em caso semelhante - ganhámos à Naval e fomos eliminados pelo Liverpool) temos a situação que vivemos hoje (ausência de vitoria no próximo Sabado – damos um passo rumo ao terceiro lugar). Jesus é tão bom treinador como teimoso, o seu egocentrismo deturpa-lhe o pensamento e impede-o de corrigir a sua metodologia de preparação física da equipa (que é evidentemente errada), e sei que vou sentir muitas saudades dele, porque infelizmente não acredito que possamos arranjar melhor, mas sinceramente estou farto. A não vitória deste campeonato, nas condições em que este se desenrolou, pelos mesmos erros da derrocada na época passada é imperdoável em alta competição.
PS: Concordar ou discordar com o que foi escrito é legítimo, debate de ideias saúda-se, insultos dispensa-se até porque não nos leva a lado nenhum.
Sobre ontem e sobre sábado
Quando se chega a esta fase na competição de clubes mais importante e exigente do mundo, ao restrito lote dos "Melhores Oito", há que perceber que qualquer resultado é sempre possível e aceitá-lo com desportivismo.
A equipa jogou o que pôde e o que o adversário deixou,não baixou os braços, lutou até ao fim. Não se pode pedir mais. São estes jogos que dão gozo aos jogadores e, creio, também aos adeptos. Pelo menos a mim dão.
Claro que me deixou triste e irritado perder, como sempre, mas o momento, esse, ninguém nos tira. Voltámos a estar com a elite europeia. Não é o mesmo perder com o Chelsea ou empatar com um medíocre Olhanense.
Agora no sábado voltamos à triste realidade do campeonato português, às suas quezílias, dirigentes sedentos de protagonistas, jornalistas e comentadores que se acham estrelas, futebol português que se joga em todo o lado e cada vez menos no campo.
Mas esta realidade triste é infelizmente aquela onde temos de viver e ganhar. Não podemos pedir para ir disputar o campeonato espanhol.
Portanto, no sábado, temos de ganhar ao braga. Ainda podemos ser campeões, se ganharmos este jogo e os que se seguem, e ser Campeão Nacional é ainda e sempre o nosso primeiro objectivo.
A equipa jogou o que pôde e o que o adversário deixou,não baixou os braços, lutou até ao fim. Não se pode pedir mais. São estes jogos que dão gozo aos jogadores e, creio, também aos adeptos. Pelo menos a mim dão.
Claro que me deixou triste e irritado perder, como sempre, mas o momento, esse, ninguém nos tira. Voltámos a estar com a elite europeia. Não é o mesmo perder com o Chelsea ou empatar com um medíocre Olhanense.
Agora no sábado voltamos à triste realidade do campeonato português, às suas quezílias, dirigentes sedentos de protagonistas, jornalistas e comentadores que se acham estrelas, futebol português que se joga em todo o lado e cada vez menos no campo.
Mas esta realidade triste é infelizmente aquela onde temos de viver e ganhar. Não podemos pedir para ir disputar o campeonato espanhol.
Portanto, no sábado, temos de ganhar ao braga. Ainda podemos ser campeões, se ganharmos este jogo e os que se seguem, e ser Campeão Nacional é ainda e sempre o nosso primeiro objectivo.
Segunda-feira, 26 de Março de 2012
Mensagem muito importante
Sobre o Drogba...
Insultos racistas, além de serem detestáveis e insultuosos a muitos benfiquistas, são fortemente punidos pela UEFA.
Cuidado amanhã com essas palermices no estádio...
Insultos racistas, além de serem detestáveis e insultuosos a muitos benfiquistas, são fortemente punidos pela UEFA.
Cuidado amanhã com essas palermices no estádio...
Domingo, 25 de Março de 2012
Melgarejo resgata Benfica! E querem ou não ganhar o campeonato?
O Benfica tem sido furtado, roubado e assaltado disso não temos dúvidas. Mas quanto a isso já demos tiros nos pés suficientes e agora estamos a pagar a factura.
Antes dos jogos da Liga dos Campeões o Benfica parece que passeia, acha que a bola vai entrar, quando não sabe mas vai entrar. Há jogadores que não estão a meter o pé não estão a correr muito mais. Na verdade não se querem magoar porque estão mais preocupados com a montra europeia. E isto é preocupante, e desculpem que vos diga não é por cansaço é por falta de atitude. Se calhar havia jogadores que pensavam que isto já tinha acabado, pois, pelos vistos não. O jogo do Chelsea é importante, mas os jogos com o braga e com o sporting são fundamentais. E não há desculpas para o cansaço, nem mental nem fisico. O braga vai ter só mais 24 horas de descanso e joga na nossa casa fazendo uma viagem de 300 e tal quilómetros, e o sporting nessa semana vai à Ucrânia no dia a seguir ao nosso com uma viagem bem desgastante. Por isso o que há a fazer é rasgarem-se todos para ganhar os jogos do campeonato. Meterem a carne toda no assador. PORQUE ESTE porto não tem estofo de campeão. E a prová-lo está que não conseguem fazer 4 vitórias consecutivas. Por isso façam o que têm a fazer e Ganhem, nós estaremos lá para os ajudar mas vocês têm que se ajudar a vocês mesmo!
Sábado, 24 de Março de 2012
"Afinal sempre há bloqueios..."
«(...) Os árbitros estão bloqueados. Será o profissionalismo a solução para esta magna questão? Tenho dúvidas. Esta geração é filha de uma cultura de subserviência e não consegue libertar-se das grilhetas da menoridade. Cada vez que alguém (OK, não é bem alguém...) espirra, os árbitros constipam-se e... bloqueiam. E, por mais que acredite em Vítor Pereira, o mal é profundo e, sobretudo, esta mais recente fornada de juízes de campo está inquinada por um temor reverencial que se mascara, cirurgicamente, de uma coragem que, afinal, não é mais do que medo, muito medo, de ser excomungada por alguma bula papal.»
José Manuel Delgado, A Bola.
José Manuel Delgado, A Bola.
Insónia
O Benfica empata um jogo, compromete o campeonato, eu não consigo dormir e venho para aqui carpir mágoas. É caso para dizer, azar em duplicado.
Penso no jogo de ontem e a vontade que tenho é que na próxima terça-feira apareçam no jogo 0 (zero) adeptos. É inconcebível que numa estrutura composta por LFV, Carraça, JJ, Raul José, Pietra e Rui Costa (escalonados por ordem de importância) ninguém perceba que o jogo frente ao Olhanense é mais importante e muito mais difícil que o jogo frente ao Chelsea. A história do Benfica faz-se de títulos e não de participações honrosas em determinadas competições.
Poderemos exaustivamente falar de arbitragens, mas isso é uma luta vã até porque o tribunal do jornal ojogo é unânime em acatar a expulsão de Aimar, se fosse o Bruno Alves é que seria apenas uma entrada impetuosa fruto da entrega ao jogo, como foi Aimar considera-se agressão. Depois, a nossa direcção parece que tem gostado do desempenho das equipas de arbitragem e preferem ir ao nosso balneário ralhar, puxar as orelhas em gritaria. São opções.
Ainda se vai escrever muitas paginas sobre este campeonato, e no fundo, bem lá no fundo tenho uma esperança que um empate em Setúbal permitirá festejos pela noite dentro nas imediações do Marquês, mas para já, passe as arbitragens, este campeonato não está resolvido a nosso favor por erros próprios: a dispensa de Ruben Amorim sem substituição (o nosso meio campo está de gatas) e Guimarães (JJ apagou Rodrigo e estratégicamente entregou o jogo) sabendo que o acender deste negro rastilho começou em algo que se perspectivava como positivo - Zenit.
PS: Claro que na terça-feira lá estarei, a apoiar, esperançado que não esteja sozinho mas sim acompanhado de forma massiva.
Penso no jogo de ontem e a vontade que tenho é que na próxima terça-feira apareçam no jogo 0 (zero) adeptos. É inconcebível que numa estrutura composta por LFV, Carraça, JJ, Raul José, Pietra e Rui Costa (escalonados por ordem de importância) ninguém perceba que o jogo frente ao Olhanense é mais importante e muito mais difícil que o jogo frente ao Chelsea. A história do Benfica faz-se de títulos e não de participações honrosas em determinadas competições.
Poderemos exaustivamente falar de arbitragens, mas isso é uma luta vã até porque o tribunal do jornal ojogo é unânime em acatar a expulsão de Aimar, se fosse o Bruno Alves é que seria apenas uma entrada impetuosa fruto da entrega ao jogo, como foi Aimar considera-se agressão. Depois, a nossa direcção parece que tem gostado do desempenho das equipas de arbitragem e preferem ir ao nosso balneário ralhar, puxar as orelhas em gritaria. São opções.
Ainda se vai escrever muitas paginas sobre este campeonato, e no fundo, bem lá no fundo tenho uma esperança que um empate em Setúbal permitirá festejos pela noite dentro nas imediações do Marquês, mas para já, passe as arbitragens, este campeonato não está resolvido a nosso favor por erros próprios: a dispensa de Ruben Amorim sem substituição (o nosso meio campo está de gatas) e Guimarães (JJ apagou Rodrigo e estratégicamente entregou o jogo) sabendo que o acender deste negro rastilho começou em algo que se perspectivava como positivo - Zenit.
PS: Claro que na terça-feira lá estarei, a apoiar, esperançado que não esteja sozinho mas sim acompanhado de forma massiva.
Quinta-feira, 22 de Março de 2012
Post não prioritário
Não estou preocupado se este post terá comentários ou sequer seja lido.
Tive a ideia, tento que saia o melhor possível mas, se os leitores não gostarem, não há problema, a minha prioridade é o post que escreverei nos próximos dias.
Dir-me-ão alguns de vós que isto não faz qualquer sentido. Reafirmo, este post não é prioritário, a minha prioridade é um post que escreverei nos próximos dias.
"Então mas pensaste, colocaste empenho na escrita, mostraste-te inclusivamente aziado com o insucesso deste post", comentam... E que interessa isso? Este post não é prioritário...
Tive a ideia, tento que saia o melhor possível mas, se os leitores não gostarem, não há problema, a minha prioridade é o post que escreverei nos próximos dias.
Dir-me-ão alguns de vós que isto não faz qualquer sentido. Reafirmo, este post não é prioritário, a minha prioridade é um post que escreverei nos próximos dias.
"Então mas pensaste, colocaste empenho na escrita, mostraste-te inclusivamente aziado com o insucesso deste post", comentam... E que interessa isso? Este post não é prioritário...
Quarta-feira, 21 de Março de 2012
Os bloqueios do Mangala
No 1º golo, teve um bloqueio
mental e ofereceu a bola ao Witsel.
No 2º, teve um bloqueio gravitacional não sendo capaz de chegar à bola para cortá-la de cabeça.
No 3º, teve um bloqueio mecânico ao não conseguir arrancar para apanhar o Cardozo...
No 2º, teve um bloqueio gravitacional não sendo capaz de chegar à bola para cortá-la de cabeça.
No 3º, teve um bloqueio mecânico ao não conseguir arrancar para apanhar o Cardozo...
Preparativos
O Benfica volta à final da Taça da Liga com uma vitória frente ao fcp obtida no relvado. Não é uma competição primordial, é certo, mas essa secundarização do jogo não se sentiu, uma vez que as poupanças reduziram-se aos guarda-redes.
Do jogo resultam duas ideias:
1 – Quando não existem árbitros a inclinar o campo, os jogos tornam-se equilibrados, podendo o resultado cair para qualquer dos lados. Felizmente este caiu para o nosso;
2 – Folclore em torno da arbitragem por parte do fcp não é inocente. A isto chama-se preparação do resto da época e os efeitos disto poderão ser sentidos já na próxima sexta-feira. Em campos pequenos, jogos frente a equipas que se fecham muito (exactamente o tipo de jogos que nos faltam realizar fora de portas) as bolas paradas assumem uma importância quase vital. Sendo o Benfica muito forte nesse aspecto a estrutura Porto tratou já de inibir e diminuir as possibilidades de êxito nesses lances. Do nada surge a discussão exaustiva destes lances cuja importância será elevada a um patamar tão alto como ridículo mas cujas implicações serão naturalmente a quebra de jogo e o assinalar de faltas beneficiando quem defende.
Aguardo ansiosamente pela resposta cabal por parte da Direcção, mas considerando a postura inerte com que abordamos estas questões devo esperar sentado. Depois não se queixem.
Do jogo resultam duas ideias:
1 – Quando não existem árbitros a inclinar o campo, os jogos tornam-se equilibrados, podendo o resultado cair para qualquer dos lados. Felizmente este caiu para o nosso;
2 – Folclore em torno da arbitragem por parte do fcp não é inocente. A isto chama-se preparação do resto da época e os efeitos disto poderão ser sentidos já na próxima sexta-feira. Em campos pequenos, jogos frente a equipas que se fecham muito (exactamente o tipo de jogos que nos faltam realizar fora de portas) as bolas paradas assumem uma importância quase vital. Sendo o Benfica muito forte nesse aspecto a estrutura Porto tratou já de inibir e diminuir as possibilidades de êxito nesses lances. Do nada surge a discussão exaustiva destes lances cuja importância será elevada a um patamar tão alto como ridículo mas cujas implicações serão naturalmente a quebra de jogo e o assinalar de faltas beneficiando quem defende.
Aguardo ansiosamente pela resposta cabal por parte da Direcção, mas considerando a postura inerte com que abordamos estas questões devo esperar sentado. Depois não se queixem.
Terça-feira, 20 de Março de 2012
Sintoma qualquer que nos congela a mente
No dia de mais um jogo frente ao fcp, dou por mim a pensar sobre as sucessivas derrotas que vamos conseguindo nestes jogos. Nos últimos anos podemos constatar uma clara hegemonia do clube nortenho nos confrontos directos, sendo que esta vantagem não se resume ao futebol, estende-se a todas as modalidades. É tão justo como infeliz dizer que, neste momento, lutamos pelo título em várias modalidades mas apenas aspiramos à conquista do título máximo em modalidades em que o fcp não participa (Futsal e Vólei). Nas restantes, invariavelmente falhamos nos momentos decisivos, principalmente se estes implicarem um confronto directo.
Podemos aventar várias razões para tamanho descalabro, sendo a arbitragem um factor que se evidencia fortemente. Situações que se prendem com critérios díspares em casos similares que muito influenciam os jogos de Basquetebol, Andebol e Hóquei, ou decisões de súbita cegueira e de critérios disciplinares que tendem a inclinar um campo de 105m x 68m têm condicionado o desempenho das nossas equipas originando derrotas sucessivas, contudo parece-me redutor restringir a análise ao desempenho da equipa de arbitragem.
A verdade é que, para além dos erros de arbitragem, as nossas equipas não conseguem obter rendimentos condizentes com a importância dos jogos. Vemos constantemente desempenhos de jogadores e treinadores abaixo do expectável e isto prende-se com a preparação dos jogos. O fcp introduziu um hábito de obrigação máxima, que os jogos frente ao Benfica são para ganhar. Estes são preparados ao milímetro quer a nível interno, como nos bastidores, enquanto nós romanticamente vamos assistindo com irritantes silêncios e posturas relaxadas face à adversidade. Isto já é cultural e tende a acentuar-se, pelo que importa reagir, antecipar e encarar os jogos com a máxima cautela.
Hoje não é só uma eliminatória para uma competição menor. Hoje é um jogo frente ao fcp que é imperativo ganhar, não só porque nos abre as portas para ganhar uma competição oficial, como interrompe um ciclo negativo de jogos. O desfecho de hoje poderá ter reflexos no que resta do campeonato, e terá consequências para a próxima época, caso percamos o jogo. Não podemos ouvir, passivamente, jogadores adversários a dizer que “começa a ser normal ganhar no Estádio da Luz”. Temos que ganhar, os jogadores têm que sentir essa obrigação. Os adeptos têm que perceber isso e apoiar. Noticias que dão uma assistência de 30.000 pessoas assustam-me, assim como os preços do bilhete para o jogo de hoje. Este foi o primeiro tiro no pé, espero que os tiros no próprio corpo cessem por aqui.
Podemos aventar várias razões para tamanho descalabro, sendo a arbitragem um factor que se evidencia fortemente. Situações que se prendem com critérios díspares em casos similares que muito influenciam os jogos de Basquetebol, Andebol e Hóquei, ou decisões de súbita cegueira e de critérios disciplinares que tendem a inclinar um campo de 105m x 68m têm condicionado o desempenho das nossas equipas originando derrotas sucessivas, contudo parece-me redutor restringir a análise ao desempenho da equipa de arbitragem.
A verdade é que, para além dos erros de arbitragem, as nossas equipas não conseguem obter rendimentos condizentes com a importância dos jogos. Vemos constantemente desempenhos de jogadores e treinadores abaixo do expectável e isto prende-se com a preparação dos jogos. O fcp introduziu um hábito de obrigação máxima, que os jogos frente ao Benfica são para ganhar. Estes são preparados ao milímetro quer a nível interno, como nos bastidores, enquanto nós romanticamente vamos assistindo com irritantes silêncios e posturas relaxadas face à adversidade. Isto já é cultural e tende a acentuar-se, pelo que importa reagir, antecipar e encarar os jogos com a máxima cautela.
Hoje não é só uma eliminatória para uma competição menor. Hoje é um jogo frente ao fcp que é imperativo ganhar, não só porque nos abre as portas para ganhar uma competição oficial, como interrompe um ciclo negativo de jogos. O desfecho de hoje poderá ter reflexos no que resta do campeonato, e terá consequências para a próxima época, caso percamos o jogo. Não podemos ouvir, passivamente, jogadores adversários a dizer que “começa a ser normal ganhar no Estádio da Luz”. Temos que ganhar, os jogadores têm que sentir essa obrigação. Os adeptos têm que perceber isso e apoiar. Noticias que dão uma assistência de 30.000 pessoas assustam-me, assim como os preços do bilhete para o jogo de hoje. Este foi o primeiro tiro no pé, espero que os tiros no próprio corpo cessem por aqui.
Segunda-feira, 19 de Março de 2012
Dizer mal por dizer...
(Texto adaptado. O original foi em resposta a dezenas de críticas ao Carlos Lisboa em que o único argumento apresentado passa por afirmar simplesmente que ele é péssimo treinador).
A 8.4 segundos do fim, estava 62-62, o adversário era o porto e o Carlos Lisboa é um treinador péssimo...
- As ausências do Sérgio Ramos e do Tomás Barroso (não foi utilizado por recomendação médica) não contam;
- O declínio físico do Heshimu Evans (muito abaixo da época passada) não conta;
- A equipa ter-se apresentado muito bem preparada para defender o porto não conta;
- A última jogada ter sido precisamente a mesma que, nos últimos segundos, deu afundanço e falta no jogo na Luz para o campeonato (além do Diogo Carreira ter ficado completamente sozinho para o caso do Ted Scott decidir passar a bola) não conta;
- Termos atacado bem contra a zona do porto não conta;
- A filosofia de "ter a decisão nas nossas mãos", aplicada nos últimos segundos, em moda na Europa, como se vê semanalmente na Euroliga ou na ACB, não conta;
- A dualidade de critério gritante por parte da arbitragem no que diz respeito ao contacto permitido pelos defensores não conta.
O que conta é que o Lisboa foi um grande jogador mas, como treinador, é péssimo.
O que conta é que o Henrique Vieira era péssimo.
O que contava - e a maior parte de vocês não acompanhou e não havia fóruns para que as opiniões ficassem registadas - é que o Mário Palma, quando era treinador do Benfica, era péssimo.
É tudo péssimo!
Menos, claro, as doutas opiniões de grande parte dos adeptos que, não importa o que aconteça ou os protagonistas, regem-se por um denominador comum: O treinador é péssimo.
Entendo que o que a malta quer é que o Benfica ganhe, o resto pouco interessará. Mas se se arrogam de serem tão entendidos sobre basquetebol, ao menos dêem-se ao trabalho de tentar analisar o que é, ou não, bem feito.
Se querem apontar erros do treinador...
- Falem do mau timing no pedido de desconto de tempo na 1ª parte que quebrou o nosso ritmo e resultou numa recuperação do porto no marcador;
- Falem na opção por fazer falta e pesem o facto do porto poder lançar uma bola para ganhar o jogo no último segundo sem qualquer responsabilidade de falhar (além da enorme possibilidade dos árbitros marcarem falta se a bola entrasse dentro);
- Falem na insistência no Minhava no 4º período mas olhem para o outro lado do campo e lembrem-se que o João Santos não marcou pontos enquanto foi defendido por ele;
- Falem na pouca agressividade ofensiva demonstrada pela equipa no 3º período e de não ter havido, aparentemente, reacção no banco quanto a isso, mas percebam que tal tem mais a ver com a tal dualidade de critérios da arbitragem, jogadores que se escondem e a ineficácia do Heshimu que, dado de borla pelo porto, foi incapaz de meter um cesto;
- Falem do fraco desempenho do Norris, desde que percebam que a equipa atacou bem contra a zona e que, pela primeira vez, conseguimos defender decentemente o base do porto...
Falem do que quiserem. Mas argumentem. Afirmar que o treinador é péssimo porque sim, não passa de barulho. Um péssimo barulho!
A 8.4 segundos do fim, estava 62-62, o adversário era o porto e o Carlos Lisboa é um treinador péssimo...
- As ausências do Sérgio Ramos e do Tomás Barroso (não foi utilizado por recomendação médica) não contam;
- O declínio físico do Heshimu Evans (muito abaixo da época passada) não conta;
- A equipa ter-se apresentado muito bem preparada para defender o porto não conta;
- A última jogada ter sido precisamente a mesma que, nos últimos segundos, deu afundanço e falta no jogo na Luz para o campeonato (além do Diogo Carreira ter ficado completamente sozinho para o caso do Ted Scott decidir passar a bola) não conta;
- Termos atacado bem contra a zona do porto não conta;
- A filosofia de "ter a decisão nas nossas mãos", aplicada nos últimos segundos, em moda na Europa, como se vê semanalmente na Euroliga ou na ACB, não conta;
- A dualidade de critério gritante por parte da arbitragem no que diz respeito ao contacto permitido pelos defensores não conta.
O que conta é que o Lisboa foi um grande jogador mas, como treinador, é péssimo.
O que conta é que o Henrique Vieira era péssimo.
O que contava - e a maior parte de vocês não acompanhou e não havia fóruns para que as opiniões ficassem registadas - é que o Mário Palma, quando era treinador do Benfica, era péssimo.
É tudo péssimo!
Menos, claro, as doutas opiniões de grande parte dos adeptos que, não importa o que aconteça ou os protagonistas, regem-se por um denominador comum: O treinador é péssimo.
Entendo que o que a malta quer é que o Benfica ganhe, o resto pouco interessará. Mas se se arrogam de serem tão entendidos sobre basquetebol, ao menos dêem-se ao trabalho de tentar analisar o que é, ou não, bem feito.
Se querem apontar erros do treinador...
- Falem do mau timing no pedido de desconto de tempo na 1ª parte que quebrou o nosso ritmo e resultou numa recuperação do porto no marcador;
- Falem na opção por fazer falta e pesem o facto do porto poder lançar uma bola para ganhar o jogo no último segundo sem qualquer responsabilidade de falhar (além da enorme possibilidade dos árbitros marcarem falta se a bola entrasse dentro);
- Falem na insistência no Minhava no 4º período mas olhem para o outro lado do campo e lembrem-se que o João Santos não marcou pontos enquanto foi defendido por ele;
- Falem na pouca agressividade ofensiva demonstrada pela equipa no 3º período e de não ter havido, aparentemente, reacção no banco quanto a isso, mas percebam que tal tem mais a ver com a tal dualidade de critérios da arbitragem, jogadores que se escondem e a ineficácia do Heshimu que, dado de borla pelo porto, foi incapaz de meter um cesto;
- Falem do fraco desempenho do Norris, desde que percebam que a equipa atacou bem contra a zona e que, pela primeira vez, conseguimos defender decentemente o base do porto...
Falem do que quiserem. Mas argumentem. Afirmar que o treinador é péssimo porque sim, não passa de barulho. Um péssimo barulho!
Delegado Armindo!
O delegado Armindo, antigo funcionário dos corruptos é um paneleiro assumido. Ao referir-se às orelhas do Presidente do S.L.B. foi com o complexo de inferioridade do mini-pénis não funcionàvel. Escusado será dizer que além de paneleiro é um corno confesso e feliz. Todos os paneleiros e paineleiros que por aí grassam inserem-se na bitola do acima citado Armindo Cagão. E por aqui me fico hoje, aguardando que os gajos voltem à carga para lhes carregar no buraco do ozono para eles darem gritinhos de puta profissional.
Sábado, 17 de Março de 2012
Sexta-feira, 16 de Março de 2012
Quando me apetece criticar o LFV...
lembro-me que o seu ponto de partida, com o Manuel Vilarinho, foi um clube liderado, nos três anos anteriores, por este traste...
Quinta-feira, 15 de Março de 2012
A "estrutura" portista
O Nacional já não conta, desde Janeiro, com o defesa-central brasileiro Felipe Lopes, o grande amigo das vitórias in extremis do porto na Choupana... Mas terá Carlos Xistra...
Quarta-feira, 14 de Março de 2012
?!...
Concorde-se ou não com o alargamento da Liga para a próxima época, parece-me manifestamente deplorável que tenha sido recusada a única fórmula justa e insuspeita de o fazer (liguilha entre 3º e 4º classificados da Liga Orangina e os 15º e 16º classificados da 1ª Liga) e aprovada a via enviesada, obscura e mentirosa, que altera as regras a meio do jogo, premeia a incompetência, promove a ausência de competitividade e a Mentira Desportiva.
Incomoda-me visceralmente, ouvir, ler e estar de acordo com posições assumidas por clubes e dirigentes que no minimo desprezo e do Meu, com a responsabilidade inerente ao facto de ser o Maior e mais representativo Clube Português que publicamente se têm assumido defensor da Legalidade e da Verdade Desportiva, nem uma palavra... Acho estranho, muito estranho, vocês não?!...
Incomoda-me visceralmente, ouvir, ler e estar de acordo com posições assumidas por clubes e dirigentes que no minimo desprezo e do Meu, com a responsabilidade inerente ao facto de ser o Maior e mais representativo Clube Português que publicamente se têm assumido defensor da Legalidade e da Verdade Desportiva, nem uma palavra... Acho estranho, muito estranho, vocês não?!...
Terça-feira, 13 de Março de 2012
A Maioria Falaciosa
A coberto de uma particular noção de democracia que prevalece no futebol, foi aprovado um estapafúrdio alargamento da 1ª Liga que implica que não haja descidas esta época, alterando as regras quase no fim do jogo. Sem comentários.
A mim o que me preocupa e muito é a questão agora insistentemente levantada dos direitos televisivos.
O que querem o Fiúza e seus pares:
- Negociação conjunta dos direitos televisivos pela Liga
- Redistribuição dos valores de forma a que os clubes pequenos tenham uma fatia maior do que a que têm hoje.
Isto não tem pés nem cabeça mas há o risco real de acontecer.
E não tem pés nem cabeça poquê?
1 - A Lógica Democrática
Pretender que é democrático que todos os clubes tenham um voto nestas decisões é uma falácia. Seria o mesmo que nas eleições para a AR Lisboa elegesse o mesmo número de deputados que Portalegre, ou o Corvo.
Os clubes deveriam ter um número de votos proporcional à sua dimensão, que só pode ser medida de uma única forma - pelo número de sócios.
Isso sim seria democracia. O princípio da mesma é "um homem um voto", não "um clube um voto", tenha ele 200 mil sócios ou 3 mil.
2 - A Lógica de Mercado
Numa negociação comercial como é a dos direitos televisivos, deverá sempre receber mais quem gera maior volume de negócio.
Se quantificarmos as assistências em cada campo do país, e ainda as assistências que cada clube gera na condição de visitante, não restam dúvidas - o Benfica é de longe a marca mais apetecida neste negócio. Eu diria mais - sem nós não há negócio.
Pretender que um qualquer clube sem expressão nem adeptos deve receber uma fatia maior do que a sua real dimensão só porque existe é um absurdo.
Estamos portanto perante um caso raro em que a lógica da democracia e a lógica de mercado apontam uma mesma conclusão.
O Benfica deve ser intransigente na defesa dos seus direitos neste particular, e confio que o será.
Porque eu estou mesmo a ver de onde isto nasce. A empresa oliveirinha, não tendo conseguido obter os direitos dos nossos jogos a qualquer preço, lança este movimento como ameaça directa ao Benfica, criando uma pressão externa para nos levar a aceitar a sua proposta "antes que aconteça algo ainda pior" - que seria a aprovação pela liga das ideias paridas pelo fiúza.
Temos de gerir este tema com firmeza e com muito cuidado. Porque temos uma força do nosso lado - não acredito que nos possam obrigar a aceitar um acordo contra vontade, e sem nós os direitos televisivos globais da Liga valem metade.
A mim o que me preocupa e muito é a questão agora insistentemente levantada dos direitos televisivos.
O que querem o Fiúza e seus pares:
- Negociação conjunta dos direitos televisivos pela Liga
- Redistribuição dos valores de forma a que os clubes pequenos tenham uma fatia maior do que a que têm hoje.
Isto não tem pés nem cabeça mas há o risco real de acontecer.
E não tem pés nem cabeça poquê?
1 - A Lógica Democrática
Pretender que é democrático que todos os clubes tenham um voto nestas decisões é uma falácia. Seria o mesmo que nas eleições para a AR Lisboa elegesse o mesmo número de deputados que Portalegre, ou o Corvo.
Os clubes deveriam ter um número de votos proporcional à sua dimensão, que só pode ser medida de uma única forma - pelo número de sócios.
Isso sim seria democracia. O princípio da mesma é "um homem um voto", não "um clube um voto", tenha ele 200 mil sócios ou 3 mil.
2 - A Lógica de Mercado
Numa negociação comercial como é a dos direitos televisivos, deverá sempre receber mais quem gera maior volume de negócio.
Se quantificarmos as assistências em cada campo do país, e ainda as assistências que cada clube gera na condição de visitante, não restam dúvidas - o Benfica é de longe a marca mais apetecida neste negócio. Eu diria mais - sem nós não há negócio.
Pretender que um qualquer clube sem expressão nem adeptos deve receber uma fatia maior do que a sua real dimensão só porque existe é um absurdo.
Estamos portanto perante um caso raro em que a lógica da democracia e a lógica de mercado apontam uma mesma conclusão.
O Benfica deve ser intransigente na defesa dos seus direitos neste particular, e confio que o será.
Porque eu estou mesmo a ver de onde isto nasce. A empresa oliveirinha, não tendo conseguido obter os direitos dos nossos jogos a qualquer preço, lança este movimento como ameaça directa ao Benfica, criando uma pressão externa para nos levar a aceitar a sua proposta "antes que aconteça algo ainda pior" - que seria a aprovação pela liga das ideias paridas pelo fiúza.
Temos de gerir este tema com firmeza e com muito cuidado. Porque temos uma força do nosso lado - não acredito que nos possam obrigar a aceitar um acordo contra vontade, e sem nós os direitos televisivos globais da Liga valem metade.
Segunda-feira, 12 de Março de 2012
Emerson, o tal que nem sequer defende...
No sábado, almocei e passei uma tarde excelente de convívio
com cerca de cem benfiquistas, entre os quais, Mário Coluna, José Augusto,
Rogério Pipi, Artur Santos, Artur Correia e Palmeiro Antunes. Inesquecível!
Obviamente, o tema de todas as conversas foi o Benfica. Do
muito que se falou, talvez tenha sido o Emerson que esteve mais em foco. À
semelhança de nos cafés, estádio, blogosfera ou facebook, a opinião, quase
unânime, dos benfiquistas com quem discuti o valor do nosso defesa-esquerdo, é
a que o Emerson é péssimo porque, além de ser uma nulidade a atacar, condiciona
a manobra defensiva da equipa porque também defende mal. Não concordo!
Todos concordaremos que ele tem algumas lacunas:
- Centra mal e tem enormes dificuldades nos passes longos;
- Não tem, ou nunca mostrou, poder de finta;
- O pé direito parece ser cego;
- É muito raro que haja passes de ruptura a sair dos seus
pés. Raramente arrisca. Quando arrisca, normalmente falha.
Mas, na minha opinião, tem algumas qualidades (e aqui começa
a discórdia)
- Raramente é batido no um contra um;
- Fecha bem ao meio;
- Joga bem de cabeça, do ponto de vista defensivo;
- São raras as bolas que leva nas costas.
- Não treme em jogos complicados. A pressão não é com ele.
E, não por acaso, é nos jogos teoricamente mais fáceis que dá mais barracas;
- Tem noção das suas limitações, que as tem e não são
poucas. E, neste contexto, não arriscar é uma qualidade.
Em traços gerais, considero que não é jogador para o Benfica
e penso que se deveria ter feito um esforço maior para reforçar a posição no “mercado
de inverno”.
É o que temos… A alternativa Capdevila, imensamente superior
tecnicamente, não tem mostrado capacidade para destronar o Emerson da
titularidade. Isto porque, do ponto de visto defensivo, apresentou, nas poucas
vezes que jogou, lacunas comparáveis às do Emerson no capítulo ofensivo.
Numa equipa em que o lateral direito mais parece um extremo
e que joga, inúmeras vezes, com apenas um médio defensivo, concordo que se opte
pelo lateral esquerdo que defende e não pelo que ataca.
Mas, como disse, é nas qualidades que atribuo ao Emerson que
discordo com a maior parte dos benfiquistas. Cansado de lutar contra ideias
feitas, resta-me sugerir que revejam todos os golos sofridos esta época e
digam-me um golo em que o Emerson tenha feito uma das três falhas que o
Capdevila teve em Paços de Ferreira nas três grandes oportunidades de golo dos
pacenses:
- Golo: jogada pela nossa direita, o Capdevila, à frente do
avançado, arrancou tarde, foi batido em corrida e o jogador pacense apareceu
isolado a receber o centro da esquerda do seu ataque. O Artur defendeu mas, na
recarga do Michel, sofremos o golo;
- Melgarejo isolado ao poste. Livre a descair para a esquerda,
bola na barreira, centro, Capdevila não faz a linha e ainda leva com a bola nas
costas;
- Contra-ataque pela esquerda, centro nas costas, Capdevila
batido em corrida, Artur defende remate de jogador do Paços isolado.
Esperem, sou marreta, não tenho sono, faço a gestão dos meus
horários e sei que a malta tem ideias feitas e não se preocupa em ver se este “idiota”,
que acha que o Emerson não daria tanta balda num só jogo, terá razão. Como tal, passo a descrever
todos os golos sofridos esta época, e não são poucos. Obviamente, a análise
limitada aos golos sofridos é redutora. Mas também teria que ser uma enorme coincidência
que os tais erros defensivos do Emerson, já que são tantos, nunca dessem golo…
Nota (direita ou esquerda da perspectiva da nossa equipa)
Gil Vicente – Benfica (2-2)
- Centro a meio do meio-campo, lado esquerdo, Rúben Amorim
falha o corte para canto e, nas suas costas, golo.
- Contra-ataque pelo meio, passe para a direita, Lionel
flecte para o meio e, sem oposição do Rúben Amorim, remata para golo a 30
metros.
Twente – Benfica (2-2)
- Avançado holandês, da direita para o meio, remata fora da
área.
- Jogada pela direita, Maxi é batido no um contra um, centro
para a esquerda, Emerson é batido nas costas (empurrado pelo jogador do Twente
que marcou o golo de cabeça)
Benfica – Guimarães (2-1)
- Nilson defende cruzamento, pontapeia a bola para a esquerda,
Garay é batido no lance de cabeça, jogador do Vitória isola-se e marca.
Benfica – Manchester United (1-1)
- Jogada individual de Giggs, golo fora da área ao meio.
Benfica – Académica (4-1)
- A meio do meio-campo, lado esquerdo, Cissokho finta para
dentro (Emerson a marcar) e passa para o meio. Danilo, de fora da área marca.
Porto – Benfica (2-2)
- Livre na direira, kléber marca de cabeça (Maxi Pereira
perde lance de cabeça)
- Canto curto, tudo a dormir, Emerson não faz a linha e não
corta ocentro de Varela, Otamendi a empurrar à entrada da pequena área
Benfica – Paços de Ferreira (4-1)
- Jogada individual da direita para o meio, penalti do
Luisão
Benfica – Olhanense (2-1)
- Lado esquerdo, passividade de três jogadores do Benfica,
Emerson incluído, centro, Maxi Pereira a dormir, golo nas suas costas
Braga – Benfica (1-1)
- Golo de penalti. Árbitro marca mão ao emerson que, de
costas e com os graços encolhidos, toca na bola com o braço.
Manchester United – Benfica (2-2)
- Centro de Nani na direita, Luisão perde lance com Berbatov
- Centro de Evra na direita, Javi Garcia perde lance para
Flechter
Marítimo – Benfica (2-1)
- Perda da bola na direita, remate do meio da rua;
- Passe bombeado pelo meio para trás dos centrais que ficam
ambos pregados ao chão. Emerson, na dobra, chega atrasado e não é capaz de
impedir o golo.
Benfica – Rio Ave (5-1)
- Remate frontal fora da área
Guimarães – Benfica (1-4)
- Livre na esquerda, centro, corte deficiente de Nolito,
joão Paulo antecipa-se a Garay e golo.
Benfica – Setúbal (4-1)
- Passe em profundidade nas costas do Emerson, Jardel faz a
dobra e não impede o cruzamento da esquerda quase na bandeirola de canto,
Luisão corta de calcanhar para a entrada da área e golo.
Benfica – Gil Vicente (3-1)
- Canto, Artur defende para a entrada da área, golo
Feirense – Benfica (1-2)
- Canto, Luisão perde lance de cabeça para Varela, golo.
Benfica – Nacional (4-1)
. Penalti. Centro da direita, Emerson, de frente para a
bola, “empurra” o adversário nas suas costas. É fácil de marcar penaltis contra
o Benfica… Já a favor…
Zenit – Benfica (3-2)
- Jogada na direita, centro, Luisão não marca o avançado em
cima, golo
- Bola bombeada na esquerda, Garay na dobra, dois toques de
calcanhar, golo…
- Jogada na esquerda, Emerson e Garay não impedem o
cruzamento, Maxi Pereira oferece o golo
Guimarães – Benfica (1-0)
- Livre na esquerda. Cardozo perde lance de cabeça, Matic é
incapaz de impedir o golo
Benfica – porto (2-3)
- Aimar perde a bola no início do contra-ataque (mão de Lucho) que é logo
passada para a esquerda, Hulk finta Emerson para dentro e remata muito forte (não
há qualquer ajuda ao emerson e há um jogador do porto que faz a diagonal e se
desmarca nas costas do Emerson sem qualquer marcação)
- Contra-ataque do porto pelo meio, equipa partida, Luisão
em um contra dois, Emerson ainda vai à dobra mas não impede o remate
- Livre, golo em fora-de jogo.
Como se poderá facilmente constatar, desde que as ideias
feitas não prevaleçam sobre os factos, o Emerson raramente teve culpa nos golos
sofridos pela nossa equipa... E são já 33 jogos oficiais ao serviço do Benfica! Não quero com isto dizer que o Emerson seja um bom jogador e que o Benfica não devesse ter um lateral esquerdo melhor... Estou é farto que, por tudo e por nada, justa ou injustamente, se diga mal dele...
Domingo, 11 de Março de 2012
Será que a direcção vai continuar calada!?!?!?!
Mais uma arbitragem vergonhosa que poderia colocar a nossa vitória em causa.
Ganhámos, vá lá. Mas a nossa vitória não poderá escamotear o gamanço de que fomos vítimas.
ACORDA BENFICA!!!!
Ganhámos, vá lá. Mas a nossa vitória não poderá escamotear o gamanço de que fomos vítimas.
ACORDA BENFICA!!!!
Quarta-feira, 7 de Março de 2012
Ainda o "drama" da caixa de segurança
Para memória futura, importa registar o ponto 6 do comunicado emitido hoje pela direcção do Vitória de Setúbal sobre as acusações de racismo a Miguelito pela direcção lagarta.
6- Choca que quem se arroga paladino dos bons costumes e defensor de nobres causas não tenha tido um mero pedido de desculpas ao Vitória e aos Vitorianos perante o deplorável comportamento (infelizmente habitual nos últimos tempos) das suas claques, autoras de cânticos infames durante o jogo, destruição massiva de centenas de cadeiras e arremesso das mesmas quer para dentro do campo quer para o seu exterior, causando até um ferido grave que se encontra ainda hospitalizado e em estado de coma.
Mais grave ainda que tais situações tenham sido presenciadas pelos dirigentes do clube, mudos quanto a violência própria mas tão lestos em acusar, infundadamente, terceiros.
6- Choca que quem se arroga paladino dos bons costumes e defensor de nobres causas não tenha tido um mero pedido de desculpas ao Vitória e aos Vitorianos perante o deplorável comportamento (infelizmente habitual nos últimos tempos) das suas claques, autoras de cânticos infames durante o jogo, destruição massiva de centenas de cadeiras e arremesso das mesmas quer para dentro do campo quer para o seu exterior, causando até um ferido grave que se encontra ainda hospitalizado e em estado de coma.
Mais grave ainda que tais situações tenham sido presenciadas pelos dirigentes do clube, mudos quanto a violência própria mas tão lestos em acusar, infundadamente, terceiros.
Terça-feira, 6 de Março de 2012
Precisamos de muita ambição e de muita humildade!
Foi uma vitória de equipa, garra, determinação, coragem. Mas nervos, muitos nervos no inicio, é que a doença Proença tinha deixado marcas profundas. A própria sequência de jogos de insucesso geraram falta de confiança. Mas o jogo começou e com o decorrer dos minutos a equipa vai-se soltando, mais uma vez o Zenit pensou que poderia passar sem sofrer golos. O Benfica faz um jogo dificil mas é muito superior aos russos em todos os aspectos do jogo. Foi uma vitória da humildade em que Maxi, Witsel, Javi, Luisão, Bruno César, Nolito tiveram um papel preponderante pelo esforço que fizeram. Todos os outros estiveram mais ou menos iguais àquilo que sabem.
Em dia de vitória eu estou preocupado com o futuro, preocupado com um jogador que não dá tudo o que tem que não recua, que pouco ajuda a defesa, que perde bolas sem conta, e que parece que ninguém vê ou não quer ver, já perceberam que estou a falar de Gaitan, não peço mais arte nem mais dribles nem melhores passes peço ATITUDE E RESPEITO PELA CAMISOLA E PELOS SÓCIOS DO BENFICA. Neste último terço do campeonato vamos precisar de sangue suor e lágrinas , há um campeonato para ganhar.
Segunda-feira, 5 de Março de 2012
Desabafo
O Benfica não pode perder sistematicamente todos os jogos que disputa em casa com o fcp em duas épocas consecutivas.
O Benfica não pode em três jornadas desperdiçar 8 pontos e transformar uma vantagem de 5 pontos num atraso de 3 (e ainda ser apanhado pelo 3º classificado).
Não pode ser. Isto não é digno do Benfica.
Acho no entanto o que sempre achei - não se fazem julgamentos a meio da época.
Para já, torna-se óbvio que temos de definir um objectivo claro - ganhar todos oso jogos do campeonato até ao fim. Todos sem excepção. Se tal acontecer, acredito que ainda podemos ser campeões.
E amanhã há mais um jogo para ganhar.
O Benfica não pode em três jornadas desperdiçar 8 pontos e transformar uma vantagem de 5 pontos num atraso de 3 (e ainda ser apanhado pelo 3º classificado).
Não pode ser. Isto não é digno do Benfica.
Acho no entanto o que sempre achei - não se fazem julgamentos a meio da época.
Para já, torna-se óbvio que temos de definir um objectivo claro - ganhar todos oso jogos do campeonato até ao fim. Todos sem excepção. Se tal acontecer, acredito que ainda podemos ser campeões.
E amanhã há mais um jogo para ganhar.
Ainda o árbitro...
... do Benfica-FCP desta última 6ª feira.
Como qualquer pessoa que já viu um jogo ao vivo, acho que arbitrar um jogo é muito difícil e que ajuizar correctamente as centenas de lances que existem é impossível. Por isso, não costumo julgar os árbitros por um ou outro lance individual, mesmo que decisivo (apesar de haver alguns casos demasiado evidentes), sendo no entanto sempre de suspeitar quando as decisões nesses lances decisivos pendem sempre para o mesmo lado.
Quanto ao artista desta última 6ª feira, diria que o fora de jogo é evidente, a falta sobre o witsel existe, a mão do cardozo é mão e a mão do Maicon é discutível.
No entanto, mais do que em lances individuais, onde reparo na parcialidade e vontade de inclinar o campo numa certa direcção é em coisas como as seguintes:
a) a expulsão de emerson é para mim a pedra de toque da premeditação do PP. O primeiro cartão amarelo, é ridículo (e diria que seria já o setup para o que viria a seguir). O 2º, é falta para cartão. E contra este FCP, estou certo de que com 11 teríamos ganho o jogo.
b) Cartões amarelos. Basta reparar os lances que deram cartões a jogadores do SLB e as que deram cartões a jogadores do FCP (aliás, 2 deles por demora, o que só torna o ponto seguinte mais divertido). Seguindo o mesmo critério para os 2 clubes, o FCP teria acabado com 9 (expulsões de Janko -que diga-se não teve qualquer cartão- e Djalma);
c) Na 2ª parte, o jogo tem 3 golos, 3 assistências a jogadores (lembro-me de Aimar, Garay e Witsel)e 6 substituições. O árbitro só dá 4 minutos, dos quais só se jogam 2m10s (só a saída de Hulk demorou 1m15, nesta fase).
Num toque estatístico adicional, entre 2005/06 e 2010/11, o SLB fez 184 jogos da 1ª Liga, com uma % de vitórias de 63%. Com Pedro Proença, ganhou 42% dos jogos (se juntarmos os desta época, em que tivemos uma derrota e um empate, vai descer). Só é batido pelo inestimável e inesquecível Olegário, que consegue reduzir para 30% as vitórias do SLB nos jogos que arbitra. Coincidências? Quem é que acredita nelas?
Como qualquer pessoa que já viu um jogo ao vivo, acho que arbitrar um jogo é muito difícil e que ajuizar correctamente as centenas de lances que existem é impossível. Por isso, não costumo julgar os árbitros por um ou outro lance individual, mesmo que decisivo (apesar de haver alguns casos demasiado evidentes), sendo no entanto sempre de suspeitar quando as decisões nesses lances decisivos pendem sempre para o mesmo lado.
Quanto ao artista desta última 6ª feira, diria que o fora de jogo é evidente, a falta sobre o witsel existe, a mão do cardozo é mão e a mão do Maicon é discutível.
No entanto, mais do que em lances individuais, onde reparo na parcialidade e vontade de inclinar o campo numa certa direcção é em coisas como as seguintes:
a) a expulsão de emerson é para mim a pedra de toque da premeditação do PP. O primeiro cartão amarelo, é ridículo (e diria que seria já o setup para o que viria a seguir). O 2º, é falta para cartão. E contra este FCP, estou certo de que com 11 teríamos ganho o jogo.
b) Cartões amarelos. Basta reparar os lances que deram cartões a jogadores do SLB e as que deram cartões a jogadores do FCP (aliás, 2 deles por demora, o que só torna o ponto seguinte mais divertido). Seguindo o mesmo critério para os 2 clubes, o FCP teria acabado com 9 (expulsões de Janko -que diga-se não teve qualquer cartão- e Djalma);
c) Na 2ª parte, o jogo tem 3 golos, 3 assistências a jogadores (lembro-me de Aimar, Garay e Witsel)e 6 substituições. O árbitro só dá 4 minutos, dos quais só se jogam 2m10s (só a saída de Hulk demorou 1m15, nesta fase).
Num toque estatístico adicional, entre 2005/06 e 2010/11, o SLB fez 184 jogos da 1ª Liga, com uma % de vitórias de 63%. Com Pedro Proença, ganhou 42% dos jogos (se juntarmos os desta época, em que tivemos uma derrota e um empate, vai descer). Só é batido pelo inestimável e inesquecível Olegário, que consegue reduzir para 30% as vitórias do SLB nos jogos que arbitra. Coincidências? Quem é que acredita nelas?
Domingo, 4 de Março de 2012
O caminho faz-se caminhando
Podemos pensar no que aconteceu em quem nos prejudicou em quem nos roubou, podemos pensar em vencer o campeonato, no número de pontos, no calendário, no nosso e dos outros, nos jogos fora e em casa, nos jogadores lesionados e castigados. Podemos pensar nisso tudo, na chuva no sol no vento que vai fazer no dia do jogo, e nos árbitros nos fiscais de linha na fruta e café, na corja do costume. Podemos. Podemos pensar isso tudo. Talvez seja esse o pensamento que outros querem que nós tenhamos.
Mas também podemos pensar que o próximo jogo é o próximo passo é a próxima final, como se depois do jogo nada mais existisse nada mais contasse. Como se o jogo valesse um troféu qualquer. Pensar em ganhar o próximo jogo, como se a época acabasse depois do apito, e concentrarmo-nos só em nós só em ganhar este jogo o próximo jogo como se não houvesse amanhã. Esqueçam as preocupações finais e futuras concentrem-se na final seguinte. No final logo se verá. O caminho faz-se caminho ao andar como diz o poeta António Machado.
António Machado - poeta Sevilhano
Caminhante, são teus rastos
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar.
versão original
Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.
Mas também podemos pensar que o próximo jogo é o próximo passo é a próxima final, como se depois do jogo nada mais existisse nada mais contasse. Como se o jogo valesse um troféu qualquer. Pensar em ganhar o próximo jogo, como se a época acabasse depois do apito, e concentrarmo-nos só em nós só em ganhar este jogo o próximo jogo como se não houvesse amanhã. Esqueçam as preocupações finais e futuras concentrem-se na final seguinte. No final logo se verá. O caminho faz-se caminho ao andar como diz o poeta António Machado.
António Machado - poeta Sevilhano
Caminhante, são teus rastos
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar.
versão original
Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.
Sábado, 3 de Março de 2012
Deixe-se a poeira assentar...
Mesmo com erros da nossa parte e gamanços da arbitragem, tenhamos consciência do seguinte: Se ganharmos os jogos que faltam até ao fim do campeonato, somos grandes candidatos ao título.
Esta é a ideia que temos que acreditar para que os nossos jogadores também acreditem. Só acreditando será possível, por muito difícil que se afigure...
Eu farei o meu papel: 3ª feira estarei na Luz para apoiar a nossa equipa rumo aos quartos-de-final da Champions!
TRANSCENDE-TE BENFICA!
Cultura de guerrilha
Já li em vários blogs e comentários na página do benfiquistas desde pequeninos no facebook, que nos falta cultura de vitória ou de desporto, etc, etc, etc...
Mas isto que andamos todos a seguir não se trata de desporto.
Infelizmente, o que nos falta verdadeiramente é cultura de guerrilha.
Deveríamos ter direito aos nossos erros, a identificá-los, se formos capazes, e a corrigi-los, se conseguirmos.
E também deveríamos ter direito a que não sejamos obrigados a atingir sempre a perfeição para que consigamos ganhar.
Cultura de guerrilha, é o que falta. Já são anos a mais a sermos comidos nos bastidores e nos mindgames...
Acordem e, quando acordarem - se acordarem - mantenham-se acordados!
Mas isto que andamos todos a seguir não se trata de desporto.
Infelizmente, o que nos falta verdadeiramente é cultura de guerrilha.
Deveríamos ter direito aos nossos erros, a identificá-los, se formos capazes, e a corrigi-los, se conseguirmos.
E também deveríamos ter direito a que não sejamos obrigados a atingir sempre a perfeição para que consigamos ganhar.
Cultura de guerrilha, é o que falta. Já são anos a mais a sermos comidos nos bastidores e nos mindgames...
Acordem e, quando acordarem - se acordarem - mantenham-se acordados!
Sexta-feira, 2 de Março de 2012
Podemos falar de...?
Podemos falar de arbitragem e de mais uma bela actuação de Pedro Proença? Penso que sim;
Podemos falar de azar nas lesões, especialmente a de Aimar, que acabou por inclinar o campo para o lado do nosso adversário? Claramente que sim;
Podemos falar do regresso, ainda que por escassos momentos, de Roberto a encarnar em Artur? Talvez sim, o melhor é ver o lance na televisão;
Podemos falar do treinador que uma vez mais congelou, não reagiu à adversidade e que ainda não percebeu que em jogos contra o Porto é fundamental ganhar o meio campo, como tal a entrada de Rodrigo para o lugar de Aimar seria um disparate? Não me parecem existir duvidas;
Mas o que podemos dizer de Gaitan? Poderemos, certamente, dizer que:
- é o nosso maior activo;
- que o vamos vender por uma pipa de massa;
- que era imperioso dar-lhe minutos pois os campeonatos decidem-se em Março e Gaitan será/seria fundamental para essa decisão;
É tudo verdade, mas neste momento o que me oferece dizer sobre Gaitan é que a sua displicência originou os 2 golos do Porto que nos afasta do titulo. Essa mesma displicência que originou um golo na Madeira que nos tirou da taça de Portugal. Decisivo, não me resta qualquer dúvida.
Nota 1: Floribelo foi convocado pela 3ª vez, veja-se os resultados;
Nota 2: A todos os adeptos que se deslocaram ao Estádio da Luz e decidiram brindar determinado jogador adversário com gritos estúpidos e consecutivos da palavra "hulk", com o máximo respeito que possa existir ide para o c+*º!#o.
Podemos falar de azar nas lesões, especialmente a de Aimar, que acabou por inclinar o campo para o lado do nosso adversário? Claramente que sim;
Podemos falar do regresso, ainda que por escassos momentos, de Roberto a encarnar em Artur? Talvez sim, o melhor é ver o lance na televisão;
Podemos falar do treinador que uma vez mais congelou, não reagiu à adversidade e que ainda não percebeu que em jogos contra o Porto é fundamental ganhar o meio campo, como tal a entrada de Rodrigo para o lugar de Aimar seria um disparate? Não me parecem existir duvidas;
Mas o que podemos dizer de Gaitan? Poderemos, certamente, dizer que:
- é o nosso maior activo;
- que o vamos vender por uma pipa de massa;
- que era imperioso dar-lhe minutos pois os campeonatos decidem-se em Março e Gaitan será/seria fundamental para essa decisão;
É tudo verdade, mas neste momento o que me oferece dizer sobre Gaitan é que a sua displicência originou os 2 golos do Porto que nos afasta do titulo. Essa mesma displicência que originou um golo na Madeira que nos tirou da taça de Portugal. Decisivo, não me resta qualquer dúvida.
Nota 1: Floribelo foi convocado pela 3ª vez, veja-se os resultados;
Nota 2: A todos os adeptos que se deslocaram ao Estádio da Luz e decidiram brindar determinado jogador adversário com gritos estúpidos e consecutivos da palavra "hulk", com o máximo respeito que possa existir ide para o c+*º!#o.
Os dois melhores onzes
O jogo, logo à noite, é importante. E que bonito seria se fosse possível que cada equipa apresentasse um dos seus possíveis melhores onzes de sempre. Reconheço que seria equilibrado!
Quinta-feira, 1 de Março de 2012
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