quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Clássico de Sempre

Em coerência com a triste realidade do futebol português dos últimos 30 anos voltamos a ser presenteados com uma arbitragem absolutamente vergonhosa . Na primeira parte permitiu que os nossos contra-ataques fossem sempre cortados de qualquer maneira sem a respectiva sanção disciplinar, o fiscal de linha que acompanhava o ataque do adversário foi o seu melhor avançado, chegando ao ponto de oferecer um golo de bandeja pouco antes do intervalo (um enorme off-side de Jackson). No inicio da segunda parte o espectáculo continuou, o arbitro face ao nosso pendor atacante viu-se obrigado a fazer dupla de centrais com Mangala e ajudá-lo a defender o nosso provável segundo golo. Mas como este aconteceu no lance imediato ficou refém do que viu e não quis marcar e daí até final foram só asneiras atrás de asneiras, umas por querer outras por incompetência e completa desorientação.
Os mais atentos, já devem ter reparados nas enormes coincidências nas principais incidências descritas no recente Académica - Norte Coreanos.

Ganhámos porque a sorte esteve do nosso lado, porque para vencermos não basta ser melhor.

Gostava de ter ouvido estas palavras na boca do nosso Presidente.

Eis alguns exemplos de boa colocação deste nosso velho conhecido juiz, mas da sua enorme "falta de vista"... sempre em prejuízo do Benfica.




domingo, 5 de janeiro de 2014

Hoje choramos nós por ti, Eusébio…O Rei!



Como se pode falar de alguém que foi tão grande, é complexo difícil e talvez desajustado que um anónimo como eu o faça acerca de uma figura impar do desporto nacional. Mas aqui vai uma singela homenagem.
Tornou este clube gigante. Enorme. Imortal. Único. Ele e muitos outros mas Eusébio teve uma quota muito grande nesse crescimento. Um agradecimento da família Benfiquista e também desportista.       
Não o vi jogar infelizmente, a não ser nos muitos vídeos que existem. Este Natal, fui a casa de uma tia minha e procurei pelo livro da Pantera Negra que li com tanto carinho ainda era um menino e olhei para ele com uma ternura tão grande, mal sabia eu que a tua partida estava para breve.
Futebolisticamente é inquestionável a qualidade, força, velocidade, remate fortíssimo com ambos os pés um drible estonteante em corrida galgando metros e rasgando defesas, um grande jogo de cabeça e uma capacidade de sofrimento jogando tantas e tantas vezes lesionado. Campeão Europeu, Nacional, Taças de Portugal entre outras, Bola de Ouro, Botas de Ouro, Bolas de Prata… tantas e tantas coisas que citei só algumas, um currículo sublime de uma pessoa humilde.
Eusébio é Benfica e Benfica é Eusébio, inquestionável para todos, mas também é Portugal, uma referência pelo Mundo e que elevou bem alto o nome de Portugal pelos quatro cantos do Mundo, amigo de todos independentemente da sua cor clubística. Este símbolo da portugalidade foi também um bálsamo para o Portugal triste mergulhado numa guerra colonial. Derrubou barreiras raciais pelo seu carisma, pela sua humildade pela sua personalidade de menino que começou a jogar descalço nas ruas de Moçambique.
Em 2000 vi-te chorar à saída do Pavilhão Borges Coutinho aquando das eleições do Benfica e do anúncio da vitória da lista que tinhas apoiado, choravas copiosamente como um menino, libertavas a dor e a angústia que te tinham causado lembro-me desse dia como se fosse hoje, foi a única vez que te vi tão perto fui ter contigo e disse-te: foi um ato de coragem Eusébio, foi um ato de coragem. É essa coragem que nós precisamos hoje, num dia em que parte uma valiosíssima parte do Benfica, o Benfica morre um pouco na tua partida, estou certo que estarás no 4º anel a puxar pelo Benfica e também por Portugal, naquele dia choraste tu, hoje choramos nós por ti, Eusébio…O Rei!