quinta-feira, 7 de maio de 2009

Carta aberta a José Bosingwa

Caro Bosingwa,
As primeiras palavras que lhe gostaria de transmitir são um sonoro AH POIS ÉHHH!!!...
É duro perder assim, não é?
As suas palavras no final do jogo são reveladoras do seu conhecimento sobre estratégias de viciação de jogos com que conviveu durante vários anos. Árbitros encomendados, ladrões, são um léxico bastante familiar para si, a diferença é que estando do outro lado já não tem a mesma piada, como o compreendo...
Meu caro para compor o cenário imagine o seguinte:
- No seguimento das palavras proferidas no final do jogo é lhe instaurado um processo sumarissimo (punido com 2 jogos de castigo);
- No jogo da final o Barcelona faz um bom jogo e ganha. Toda a comunicação social, desportistas, dirigentes de outros clubes, pessoas várias ligadas ao desporto, se curvam e aplaudem a vitória enaltecendo a organização do clube vencedor, o mérito do treinador e do presidente na constituição de um grande plantel, falam da justiça da vitória esquecendo-se do pequeno pormenor que permitiu a sua chegada ao ultimo momento decisivo.
Dói não dói?
Aquele abraço,
Telmo Costa
PS: Não se esqueça de partilhar este sentimento e o cenário citado com os seus colegas Deco, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira e Hilário.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Reyes

Pela voz do próprio presidente do Atlético Madrid é dado a entender que o Benfica não vai exercer a cláusula de opção de compra sobre o Reyes.

O mais natural é entendermos estas declarações como uma forma de pressão para a compra do jogador. Desconheço em detalhe as cláusulas da opção de compra mas presumo que se o Benfica bater o seu valor fica automaticamente com o jogador (pelo menos aprende-se com os erros do passado). Contudo, não deixa de ser estranho que logo após o Benfica ficar praticamente arredado da liga dos Campeões apareça esta notícia. O facto é que o nosso clube não pode continuar a investir no plantel como o tem feito até agora, ainda para mais ficando fora da Liga dos Campeões. Vendas a realizar, eventualmente só depois do fim do campeonato. Portanto, compreendo que o Benfica coloque em equação a não aquisição do jogador, pois também resta saber qual seria o salário a comportar pelo jogador.

O Reyes, apesar de alguma intermitência, não deixou de ser um jogador importante e decisivo nesta época. Esperava que fosse um jogador mais concretizador, atendendo aos golos que marcou no Sevilha e Arsenal, mas para perceber as razões disto leva-nos a outros devaneios tácticos que envolvem o nosso treinador. Já comentei com algumas companheiros deste blogue, desde o principio da época, que preferia antes ter um jogador com a garra e equilíbrio táctico do C. Rodriguez mas a verdade é que o Reyes é um jogador com muito mais potencial e iria ficar muito chateado se o deixássemos fugir. Ficaríamos dependentes de um ainda imaturo Di Maria e de um instável Fábio Coentrão. Mas mais chateado ficarei se viermos a pagar 3/4 milhões por um guarda-redes e o mesmo montante por um defesa-esquerdo, ou mais 4 milhões por um novo “Balboa”, e não comprarmos o Reyes por 6,5 milhões de euros quando ele já valeu, noutra altura é certo, 25 milhões de euros. Trata-se de um jogador desequilibrador e que ainda para mais já demonstrou a sua vontade de permanecer cá.

Até ao final de Maio muita tinta ainda há de correr sobre este assunto nos nossos frenéticos jornais desportivos!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Guerra

Não existe verdade desportiva neste país para o futebol e para o hóquei. Ontem ficámos a saber que o basquetebol vai no mesmo caminho. A impunidade é total. Estou farto.
Temos de pressionar a direcção (de quem sou apoiante) para o combate e largar a postura do bem comportado. Queremos as acertadas palavras do nosso director de comunicação na voz do presidente para que todos juntos nos unamos num mesmo propósito de luta contra o sistema mafioso reinante.
Marcação cerrada a tudo o que nos prejudica e a tudo que beneficia terceiros.
O poder exerce-se não se discute. Somos maioritários e alimentamos toda esta podridão. Sabemos quem é o inimigo e os seus vassalos. Sabemos também que o único argumento que entendem é o da força. Assim sendo, actuemos de igual modo. Temos uma televisão, uma revista e um jornal. Não precisamos de ninguém. Olho por olho dente por dente. Pague-se as multas e as suspensões que forem necessárias mas não nos podemos calar. Queremos Guerra porque a paz à muito que está podre.

Será Hiddink a solução?

Tentando ser o mais objectivo possível, quando o tema é o meu Benfica.
Há corrupção no futebol português?
Há. Infelizmente, os nossos tribunais só condenam quem vai completamente contra o sistema, ou quem é um zé ninguém nesta sociedade. Mas se as escutas telefónicas serviram para alguma coisa, pelo menos serviram para acordar alguns cépticos relativamente a este tema, através da sua divulgação...

Mas nasceu agora outro tipo de cepticismo nos benfiquistas: aqueles que julgam que apesar da corrupção, a equipa de futebol do Glorioso deve ser imune a ela e mostrar o mais alto rendimento. E que ela (corrupção) não é a principal culpada da situação em que actualmente estamos. Discordo!

Esta época fomos prejudicados pelo menos nestes jogos (8): Rio Ave (F), Leixões (F), Setúbal (C), Nacional (C), Belenenses (F), Porto (F), Académica (C), Nacional (F)
Contabilizo ainda jogos ganhos mas que fomos prejudicados (4): Sporting (C), Guimarães (F), Marítimo (F), Marítimo (C)

Resumindo, são só 12 jogos num campeonato que vamos na 27ª jornada. Ou seja, quase 50% dos jogos.

Juntem os sumarissimos a Luisão (agressão) e Katsouranis (palavras), que não tiveram seguimento em situações bastante mais graves em jogadores dos nossos adversários, mais outras ajudas de arbitragem, estranhas lesões e estranhas substituições (nova modalidade) em equipas que iam defrontar, neste caso sobretudo para o nosso adversário do Norte. Sabemos ainda que dizer "Tenham vergonha!" a um árbitro, é bastante mais grave do que o agredir fisicamente, ou insulta-lo de tudo e à sua mãezinha!

Imaginem-se num local de trabalho, em que acabaram de chegar (a maioria dos jogadores do SLB está no 1º ou 2º ano de casa), onde são acusados de coisas que não fizeram, vêem outros a ser premiados de infracções que cometeram, e ainda por cima têm a censura em cima se reclamam... Quando outros quase que partem o escritório, quando se acham prejudicados. Apesar de demonstrarem um rendimento algumas vezes superior e muitas vezes equivalente, são completamente menosprezados e os promovidos são sempre os mesmos.
Ficariam imunes perante este panorama profissional? Eu não.
E das duas uma... Ou arranjava outro emprego, ou teria de ter tempo para me adaptar a este sistema inclinado e tentar aprender uma forma de me defender dele, e tentar contorna-lo para subir na vida. Mas concerteza que o meu rendimento se ressentiria pelo menos numa fase inicial.
No mundo profissional, existe ainda uma 3ª opção que não se pode nunca aplicar neste caso, pois trata-se do SLB... Desistir de lutar contra este sistema!

Perante isto, valerá a pena dispensar o Quique?
Acho que não... Embora fique acente que não faço questão que ele fique.

A equipa este ano podia ter feito melhor, falhou enormemente na UEFA, e no campeonato esteve razoável. Mas em campos nivelados, fez o q.b. para ser campeã, embora sem nunca ser brilhante.
O Quique cometeu alguns erros, e terá de melhorar se ficar, pois nunca vamos adormecer na nossa exigência para com o rendimento da nossa equipa.

Mas se for para mudar "à força", que treinador?

Não acredito que o problema seja o Quique que não conhecer o futebol português, pois a fina "nata" dos treinadores nacionais andou por cá nos últimos 10 - 15 anos e nada conseguiu: Toni, Artur Jorge, Jesualdo, Manuel José, Fernando Santos... Até o Mourinho!
Até o Camacho já conhecia o futebol português e o Benfica, e viu-se o ano passado!
É o Quique teimoso, defensivo, não sabe colocar a equipa a jogar ao ataque? O Trap também tinha esses defeitos, mas conseguiu ser campeão, mas no ano do terramoto "Apito Dourado".

Ou arranjamos forma de controlar o mais possível este sistema, o
u temos de ter o melhor treinador do mundo (opinião pessoal: Hiddink), para ganhar o campeonato português?
Eu ia mais para a primeira opção, porque o problema é capaz de ser esse!

domingo, 3 de maio de 2009

Ai a cenoura, ai, ai...

Ainda ontem, à saída do jogo de basquete, dizia ao Pelicano, perante os seus receios, expressos no 'post' "A Cenoura", que estava convencido de que o nosso treinador de futebol tinha compreendido as razões da melhoria da equipa nas últimas semanas. Afinal, bastou a lesão do Pablo Aimar para concluir o contrário. Quis incluir o Katsouranis e, com isso, lá voltou o Amorim para a direita e o Reyes para a esquerda. A primeira parte mostrou-nos o 'velho' Benfica, aquele que é incapaz de 4/5 passes seguidos. Mais tarde, depois de sofrermos dois golos, vieram duas substituições incríveis, para nos (re)lembrar por que nunca virámos um resultado nesta época. Queremos mais disto?

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Pérolas de relatórios

Chegou-me ao email um excerto do relatório do árbitro Carlos Xistra , referente à apresentação de um cartão amarelo ao jogador Micolli durante um jogo do Benfica. Apesar de me lembrar deste lance não posso aferir a veracidade deste excerto de relatório mas não me espanta nada. Trata-se de uma pérola, mais uma, que vale a pena retratar.

"O jogador da equipa visitada, Micolli, desmandou-se em velocidade tentando desobstruir-se no intuito de desfeitear o guarda-redes visitante. Um adversário à ilharga procurou desisolá-lo, desacelerando-o com auxílio à utilização indevida dos membros superiores, o que conseguiu. O jogador Micolli procurou destravar-se com recurso a movimentos tendentes à prosecução de uma situação de desaperto mas o adversário não o desagarrava. Quando finalmente atingiu o desimpedimento desenlargando-se, destemperou-se e tentou tirar desforço, amandando-lhe o membro superior direito à zona do externo, felizmente desacertando-lhe. Derivado a esta atitude, demonstrei-lhe a cartolina correspectiva."

Num mundo de futebol em que os relatórios de árbitros, delegados ou observadores são lei, os exemplos são estes! Basta relembrar esta época aquela maravilha de argumentação do observador do jogo Porto-Benfica, o relatório do árbitro militar do jogo Benfica-Nacional que foi lei quando houve versões contraditórias das forças policiais e do delegado da Liga, e claro, o mais recente caso do nosso director desportivo que à luz da interpretação dos regulamentos da Liga é um malcriado e injurioso!

PS - Por falar em Micolli, já enjoa a novela à volta deste jogador, obviamente por culpa de um jornal apenas, o Record. Espero que o interesse não seja real e por isso já deveriam ter desmentido o assunto. Não ponho em causa o valor do jogador mas não estou para apanhar com mais um trintão, com bom salário e que tem sempre uma elevada indisponibilidade física. Para isso já basta termos lá o Carlos Martins e o Aimar. Penso que o Benfica também deveria ter cuidado neste aspecto, pois pelos vistos o perfil e historial clínico de um jogador não parece ser requisito a observar nas contratações.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

"Hasta la victória siempre"

Para se chegar a um determinado objectivo por vezes somos confrontados com escolhas aparentemente difíceis cuja opção tomada irá necessariamente influenciar o trajecto e/ou o atingir do objectivo final. A nossa equipa de Basket tem feito uma época ímpar quase sem mácula. À entrada para a última jornada da fase regular, apenas tinha uma derrota (sendo esta decisiva para o não atingir de um objectivo - Taça de Portugal - mas perfeitamente desculpável face às contingências de calendário e de plantel à data) e podia escolher entre dois caminhos condicionantes do que resta da época.
O jogo era frente ao FCP (nada decisivo para as nossas cores), diga-se que apesar da classificação destes trata-se de uma equipa com bastante qualidade, uma das melhores do campeonato (apesar de mau trajecto até aqui) e uma clara candidata ao titulo.
A 1ª opção, era ganhar, com a vitória batíamos um record (positivo, o que nos últimos tempos é raro), naturalmente manteríamos o 1º lugar e condenávamos os nossos adversários ao 8º lugar e último de acesso ao Playoff, o que significaria um novo embate (decisivo) na 1ª ronda das referidas eliminatórias. Relembro que os nossos jogos com esta equipa foram sempre muito complicados, decididos no último segundo, em que o mérito mas também a sorte esteve do nosso lado, mas do ponto de vista estritamente desportivo com excepção de um jogo (este mesmo que estou a mencionar) nunca fomos superiores.
A 2ª opção, era perder, manteríamos o nosso lugar (1º), não teríamos o record, mas o nosso adversário na 1ª ronda seria o Guimarães ou mesmo o Barreirense, o que em teoria (e só um verdadeiro descalabro não seria assim) seria um "passeio" até à final. Estaríamos desta forma mais perto do nosso principal objectivo (ganhar o titulo).
Escolhemos a 1ª opção, claramente a mais difícil. Julgo que o clube a todos os níveis deve ser gerido de uma forma profissional e fazer bem o trabalho de casa. Neste caso o profissionalismo indicava que deveríamos ter perdido o jogo, era o caminho certo, não foi a opção tomada, alguém pode censurar?
PS: Eu gostava de poder censurar, mas a verdade é que não consigo e espero que não venha a ter motivos para fazê-lo.

sábado, 25 de abril de 2009

Apresentação

Tentando não roubar muito espaço de opinião, queria apenas agradecer o convite que me foi endereçado para escrever neste blog (que já acompanhava com alguma regularidade), e fazer a minha breve apresentação.
Tenho 34 anos, sócio nº. 13031, e assíduo espectador do Glorioso no Estádio da Luz desde os 13/14 anos, embora me lembre de ir ao Benfica com 5 anitos, nos tempos do Chalana, Carlos Manuel, Bento, etc. Gosto de tudo o que é Benfica, desde o futebol, às modalidades, camadas jovens, etc.
Gosto de falar construtivamente do meu Benfica, e tentarei dar o meu melhor contributo para que essa saudavel discussão se mantenha aqui no blog, se possível com a boa qualidade de opiniões que já li por aqui.
Um abraço

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Quem te viu e quem te vê

Há uns dias, ao entrar no 'site' do Benfica e verificar a quantidade de iniciativas colocadas ao dispor dos associados, pensei "este clube nada tem que ver com o que tínhamos há uma dezena de anos". As coisas evoluíram, há uma série de serviços que nos são disponibilizados, as instalações têm um nível apreciável (estádio novo, pavilhões climatizados, piscina, centro de treinos capaz, área comercial e restaurantes, etc.). Tirando o facto de, infelizmente, o clube ter deixado de dispor de pista de atletismo, não há comparação entre este Benfica e o que, no início do século, tínhamos acabado de arrancar das garras de Vale e Azevedo. Acrescentemos-lhe o aumento exponencial do número de sócios, viagens, serviços telefónicos móveis, seguros, descontos, etc., e, neste aspecto, os benfiquistas só têm de sentir-se satisfeitos. E Luís Filipe Vieira não terá sido certamente a personagem menos importante neste processo.

Isto não invalida o facto de o Benfica ser um clube desportivo. Não foi criado para termos gasolina, viagens, seguros ou chamadas telefónicas mais baratas, mas sim para ganharmos, para sermos grandes desportivamente. E isso, evidentemente, tem falhado. Sobretudo no futebol, que é o que mais preocupa e incomoda a maioria dos benfiquistas. Daí que haja muita gente (naturalmente) insatisfeita com o actual presidente. Como alternativa, para já, perfila-se apenas o candidato portuense do 'blog', mas há um claro movimento pró-Veiga a insinuar-se, com o jornalista José Marinho, cuja boa-fé não ponho em causa, a fazer um esforço enorme para nos dar uma imagem diferente da que muitos benfiquistas têm do antigo dirigente. Mas também há quem elogie a sua acção enquanto esteve na Luz, em particular quanto à conquista do título de campeão nacional de 2004/2005 apenas para minimizar a importância de Luís Filipe Vieira. Ainda ontem o ouvi, via rádio, da boca de João Carvalho, antigo dirigente do nosso clube. Por outro lado, há quem queira incessantemente colocar em cima da mesa o nome de Bagão Félix.

Neste momento, não sei o que pensar. Votei na lista de Luís Filipe Vieira em 2003 e, três anos mais tarde, apesar de não haver concorrência, fiz questão de voltar a deslocar-me ao Estádio da Luz. Fi-lo de forma convicta e, até ver, apesar dos fracos resultados desportivos, ainda não me arrependi. Não esqueço a transformação sofrida pelo clube, ilustrada brevemente no primeiro parágrafo deste já longo 'post', mas também não ignoro as muitas asneiras cometidas, a maior das quais a falta de política sustentada no futebol. Penso que nenhum de nós deve esquecer o que o actual presidente tem feito pelo clube, mas sempre com os olhos no futuro. Continua a ser a melhor solução? Depende das alternativas. Votarei, de novo, nele? Neste momento, não sei. E, embora ainda estejamos a seis meses, das eleições, gostaria de saber. Uma coisa é certa: combaterei firmemente qualquer Jonathan Vale que aí apareça.

PS - A figura de José Veiga e a sua presença no Benfica sempre me incomodaram. Teriam de me explicar muito bem certas coisas (a começar pela contratação do Marco Ferreira...), para conseguirem convencer-me de que o seu regresso seria benéfico. Mas também há coisas que o actual presidente deveria esclarecer. Por exemplo, sempre é verdade que Jorge Gomes trabalha para o Benfica? A que propósito?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

No meio está a virtude

Estaremos de acordo que o Benfica realizou, nos últimos jogos, duas das melhores exibições dos tempos mais recentes. Criámos mais ocasiões de golo do que para aí nos 10 encontros anteriores. Há quem defenda que isso aconteceu por ter jogado com dois 'pontas-de-lança'. Ajudou, mas já noutros jogos o fizemos, sem idêntica produção de jogo. O que me parece é que não será coincidência com o facto de, diante de Académica e V.Setúbal, no centro do terreno terem estado Ruben Amorim e Carlos Martins, em vez de Katsouranis e Yebda. Basta atentarmos na forma de jogar dos quatro.

PS - Sou apreciador de algumas características do grego, mas, ao contrário de muitos, nunca me encantou o futebol do francês.

domingo, 19 de abril de 2009

DE PENALTI E GOLO EM FORA DE JOGO A CAMINHO DO TETRA

A história que nos vão vender:

Apesar do forte investimento e do bom início de época, o Benfica não conseguiu organizar uma equipa forte e acabou por se ir abaixo. As provas? 3º classificado a 8 pontos do primeiro, má participação europeia, más exibições nesta altura da época.

O FCP, para não variar, tem uma estrutura muito forte, conseguiu dar a volta ao mau início de época e tem ganho os seus jogos com facilidade. Provas? Líder com 4 pontos de avanço. A boa campanha europeia, com eliminação à tangente nos quartos de final pelo campeão europeu prova que a vantagem na Liga não há-de estar relacionada com as arbitragens.

Basta ver aliás os jogos contra a Académica das últimas duas jornadas. O Benfica perdeu 0-1 em casa, o FCP ganhou 3-0 fora.

A realidade

Independentemente de tudo o resto e das fragilidades e forças das equipas em causa, os factos são os seguintes:

- Nas 25 jornadas que levamos de campeonato, o SLB teve 6 penaltis a favor e 4 contra (dois contra o FCP);
- O FCP teve 8 a favor (com os tais dois contra o SLB) e, pasmem, 0 contra.

Na primeira volta, o saldo era de +1 para o SLB e de +3 para o FCP. No entanto, na segunda volta, quando o FCP arranca então para o tetra, o saldo nestas 10 jornadas é de +1 para o SLB e +5 para o FCP. Na altura em que se define o campeonato e em que as equipas moralizam e partem para o título ou desmoralizam e vão por aí abaixo, o saldo é esclarecedor.

Assim, só em penaltis (e nem vamos entrar em mais pormenores, como os golos limpos anulados ao SLB contra o V. Setúbal, o Nacional e a Académica, por exemplo, em jogos em que o SLB perdeu ou empatou), o saldo do SLB é +2 e o saldo do FCP é +8, com o pormenor interessante de dois destes serem no confronto directo. Ou seja, bastando esses dois penaltis não serem marcados, a diferença pontual entre os dois seria de... apenas 2 pontos. Impressionante, não é?

Ultrapassando a questão dos penaltis, o caso dos jogos com a Académica é paradigmático:
- O Benfica perde 1-0 em casa, com 3 bolas aos postes, uma exibição muito boa do guarda redes da académica, um golo mal anulado e um penalti não assinalado.
- O FCP ganha 3-0, com um penalti não assinalado a favor do adversário (à beira do intervalo e quando o resultado estava 0-0), um penalti e um golo em fora de jogo.

Assim, aquilo que pareceria uma disparidade de resultados e de qualidade de equipas, limpando o critério arbitragem, transformaria radicalmente os resultados.

Quanto à questão europeia, é naturalmente uma falácia, dado que destas, dificilmente se podem tirar ilações.

Por exemplo, o Benfica em 2005/06 foi aos quartos-de-final da liga dos campeões, sendo eliminado pelo futuro campeão europeu Barcelona, eliminando o Campeão Europeu Liverpool com duas vitórias e nem por isso deixou de acabar em 3º no campeonato.

O FCP foi também aos quartos-de-final da liga dos campeões, sendo eliminado pelo campeão europeu. Dos oitavos de final para a frente, teve 3 empates e uma derrota, o que o deixa com uma participação de 4 vitórias, 3 empates e 3 derrotas? Impressionados com esta campanha? Eu não estou.

A realidade é que esta equipa que fez esta campanha 'brilhante' só conseguiu marcar golos à outra equipa que fez a campanha péssima de penalti.

Notem que com tudo isto, o que estou a dizer não é que este Benfica é melhor equipa que este FCP, ou que jogou melhor, ou que merece ganhar o campeonato, ou o que seja.

A questão é sobretudo de que à partida já os dados estão viciados e dado que todos os factores interagem entre eles (as arbitragens com a moral das equipas com o apoio dos adeptos com a estabilidade directiva e por aí fora) o FCP começa sempre com tal vantagem que para o Benfica (ou o Sporting, lá por isso) ganhar o campeonato tem de ser muito superior e não apenas equivalente ou só melhorzinho. E ainda o que mais me espanta é que apesar dos factos serem por demais evidentes, não acontece nada e ficam todos satisfeitos com a versão que nos é vendida.

sábado, 18 de abril de 2009

RICARDINHO

O homem já renovou !!!

Depois de entrevista à Porto Canal, onde assumiu que não iria renovar, eis a inversão do cenário.
Obviamente que o cenário já estava invertido há muito tempo, desde a saída do Beto Aranha.
Obviamente que as "duvidas" foram sempre alimentadas pelos pasquins do custume (Record e JN).
Para a maioria dos leitores, estas são verdades já conhecidas há muito.
Este post tem uma outra intenção. Há dias falou-se aqui acerca do desempenho do Fernando Tavares nas "amadoras". É dificil ser-se unânime mas neste caso, a sua acção foi preponderante.
Fico muito satisfeito com a renovação (veremos a que preço) com um dos melhores jogadores do mundo.

Saudações Benfiquistas

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Não apreciei, mas...



Fica provado que todas as pessoas num qualquer momento da sua vida foram lucidas.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ensaio sobre a cegueira (agora sim...)

A BenficaTV é para todos os benfiquistas um motivo de orgulho. Não só pela informação actualizada acerca do nosso clube como também por elevar ainda mais a grandeza do Glorioso. No entanto, não pode verificar-se o que o video em anexo mostra.
É intolerável que em representação pública do SL Benfica tenhamos este tipo de individuos, (um em particular) que não só não sabem estar como em segundos caem no ridiculo, ridicularizando também a Instituição que lhes paga.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Nosso Seleccionador

Finalmente uma justificação. O actual seleccionador diz que o futebol do nosso Nuno não casa com o da selecção. Absolutamente de acordo. O actual futebol da equipa nacional a manter a mesma performance morrerá solteiro.
Feliz o treinador que pode prescindir do seu melhor marcador no activo (28 golos em 63 jogos) em favor de craques como Edinho e Hugo Almeida. Pena é que os resultados o desmintam e Portugal pague a factura.


p.s - casamento perfeito é ver Carlos Queirós sentado lado a lado no Estádio do Dragão com um dirigente condenado pela sua entidade patronal que por sinal somos todos nós.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Video

Já não é a primeira vez que ponho aqui um video do Pedro Ribeiro. Devo dizer que acho muito engraçada esta formula avançada pelo Sapo de defesa dos 3 principais clubes. No caso do Pedro Ribeiro, não resulta em mim alguma admiração especial pelo Sr., enquanto figura publica e Benfiquista aprecio os seus comentários pelo que quando acho que poderão enriquecer a conversa os gosto de partilhar.
No comentário em apreço que convido todos a ouvir, e passo a parvoice da alusão à taça da Liga em especial quando diz que foi imerecida (se pudesse apagar essa parte!!!), julgo que são levantadas questões muito importantes para o presente do nosso clube, nomeadamente quando menciona a importância de uma aparição publica por parte da Direcção defendendo e apoiando o Quique (quanto a mim já tarda).

sábado, 11 de abril de 2009

A Encomenda

Caiu o pano de acordo com o que tenho escrito ao longo da época. A encomenda estava quase toda entregue (é esta a palavra, não se trata de luta ou conquista) faltava o segundo lugar. Foi hoje o dia com a ajuda do carteiro do costume.
Há duas épocas que o SCP optou por uma estratégia financeira exemplar do tipo “que se lixem a moral, os bons costumes e os anéis mas fiquem os dedos”. Esclareço, o SCP prescindiu de lutar pelo título e aceitou tornar-se numa filial do clube do regime em troca dos bons favores necessários para a obtenção da vaga sobrante de acesso à Liga dos Campeões. E são inúmeros os factos que o provam. Vejamos alguns:

- A compra de 50 % do passe do Hélder Postiga, jogador de elevado salário e com um passado invejável quanto a experiências falhadas pelos inúmeros clubes por onde andou que de todo recomendariam a sua aquisição muito menos por 2,5 milhões de euros mais o internacional Sub 18 Diogo Viana.
- A entrevista de Soares Franco à Judite de Sousa que quando questionado pelo processo apito dourado ele preferiu falar do jogo Estoril-Benfica do ano do nosso último título.
- No último derby na Luz foi perguntado a Soares Franco se estaria na tribuna ao lado do seu homologo do Benfica, ele respondeu que este ano o seu clube tinha decidido que em todos os jogos fora de casa estaria no camarote destinado à equipe visitante. Vejam onde se sentou quando na ida ao dragão.
- Na partida disputada no estádio do dragão entre a Sede e a filial de Lisboa aconteceram algumas agressões a jogadores da Capital. Nenhuma voz se levantou a solicitar sumaríssimos aos infractores. Passado uma semana na jornada frente ao modesto Paços de Ferreira a postura foi outra perante factos muito menos gravosos.
- Mais recentemente tivemos a estranha desvinculação do atleta Varela que no dia seguinte assinou pelo clube do norte.
E poderia continuar ….
Mais uma vez, pela enésima vez vos digo não é o treinador e não são os jogadores. É a batota absolutamente vergonhosa do futebol em Portugal.
Po fim e dedicado aos associados ou adeptos dos lenços brancos de hoje que na sua maioria são os mesmo de todos anos deixo-lhes o meu contributo para a discussão que tanto gostam de praticar época após época.
Treinador – Jesualdo Ferreira
Jogadores – Fernando, Stepanov, Benitez, Fucile, Sapunaru, Lino, Guarín, Bolatti, Tomás Costa, Pelé, Farias e Mariano
Não digo o Hulk, o Lucho, o Lisandro e o Rodriguez porque acredito que o Jesualdo não os consiga trazer mas é homem para nos descobrir um Cissockho. A não ser que como já escrevi num comentário sofra um downgrade na sua competência assim que entrar na Catedral a exemplo de todos os outros que lá passam.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ano 0 (zero)

Tenho lido muita opinião acerca da presente temporada, catalogando-a como ano zero. Este catalogar implica que o ano passado foi o ano -1. Este ano só representa o ano zero em termos de direcção, é o ano zero do Rui Costa, é o ano zero do “projecto” Rui Costa. Em termos de plantel, este ano é claramente a continuação do ano anterior, com um treinador novo é verdade, mas na minha opinião isso é pouco importante, pois o plantel, a sua constituição a sua estrutura base é que definem a valia do clube para o futuro e não este ou aquele treinador.

Posto isto, pergunto a todos, será mesmo o ano zero?

Eu creio, tenho fé, ou esperança que assim seja mas não estou tão certo disso. Um ano zero implica uma base. Uma estrutura de plantel base que poderá ser retocada aqui e ali no sentido de a tornar mais forte. Essa estrutura base, esse núcleo duro da presente época está formado e parece-me mais ou menos unânime: Luisão e Maxi na defesa, o Grego (Katsouranis) no meio campo e Aimar e Reyes no meio ofensivo. Desta base muito provavelmente não continuarão o Reyes e o Katsouranis, ou seja, a base fica reduzida a 3 elementos, sendo que um deles não tem justificado a contratação e o outro apesar de estar a fazer uma época muito boa, não cria consenso entre os adeptos. Para ser um ano zero não deveríamos ter mais opções que isto? Eu julgo que sim, ainda assim nem tudo está mal, pois julgo também que temos uma boa fornada de suplentes (Miguel Vítor; Ruben Amorim; Sidnei; Carlos Martins; Cardozo; Quim; Moreira; David Luiz), só faltam os titulares e o completar desse núcleo duro, o que não é pouco.
Resulta das minhas palavras que muito provavelmente não estaremos ainda no ano zero, estaremos ainda num ano -1 o que faz com que o ano passado tenha sido o -2, ou seja, temos trajecto, não sei é se haverá tempo para fazer o caminho.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Conseguiremos ser lúcidos?

A discussão aquece nos fóruns benfiquistas. Há os que querem ver rolar cabeças e os que acham que apenas somos vítimas do sistema e que só jogámos assim na Reboleira porque o Proença assinalou aquele 'penalty' há dois meses no Porto. Faz lembrar o ditado popular "em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão". É evidente que o papel das arbitragens é fundamental, mas devemos olhar um pouco para casa. Esqueçamos por um momento quanto odiamos o clube lá de cima e que, para nós, o Benfica é e sempre será o maior. Conseguiria a nossa equipa fazer o que os outros fizeram ontem em Manchester? A resposta é óbvia e frustrante.

A época de 2007/2008 é uma das piores da história do Benfica e ninguém nega que a qualidade dos jogadores deixava algo a desejar. Mas o que é certo é que alguns dos melhores saíram: Nélson, Léo, Petit, Rui Costa e Rodriguéz. Arrisco-me a dizer que só o primeiro foi substituído convenientemente, pois Maxi Pereira tem feito uma temporada de qualidade. Quanto ao resto, não temos um defesa-esquerdo melhor do que o brasileiro, o Petit é incomparavelmente melhor do que o Yebda, o Aimar parece mais velho do que o Rui Costa e o uruguaio vale mais do que o Reyes (basta comparar o que um e outro têm feito ao longo da época). É certo que ficámos entusiasmados com a chegada de um jovem treinador que aparentava vir cheio de vontade de ganhar. E quem não viveria na ilusão do sucesso com a contratação de nomes como Aimar, Suazo e Reyes? O problema é que não passaram disso mesmo, de nomes. O seu rendimento tem sido pobre. Passámos o ano à espera do aparecimento do grande Aimar, da explosão do Reyes que brilhou em Sevilha e Londres e de um Suazo de plena saúde. Ainda hoje estamos. Se calhar, é no sábado, diante da Académica... Quanto à ambição do treinador, basta ouvi-lo.

Falando das exibições, um comentário é suficiente: não sei se jogámos pior no domingo ou na anterior ida à Reboleira, quando, de forma lamentável, perdemos o acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Soluções? Não tenho uma varinha mágica, mas uma coisa não pode acontecer: dar-se confiança ao actual treinador à espera que algo extraordinário aconteça na próxima época e despedi-lo ao primeiro percalço. Já vimos esse filme demasiadas vezes...

terça-feira, 7 de abril de 2009

A História Verdadeira

Sei que não respeita os principios pelos quais este bog foi criado mas não resisti a publicar com os devidos créditos ao forum do Ser Benfiquista e ao autor Best Red. Leiam atentamente.

“Vou contar-vos uma história. Em Agosto de 2008 nasceram, no país da fantasia, 16 bebés. Dois deles, evidenciaram desde o primeiro dia, e na esteira dos seus ancestrais, uma notória tendência para crescer mais que os outros. Apesar dessas características hereditárias, o bebé azul confrontou-se com vários problemas de saúde ao longo das mais precoces etapas de desenvolvimento, ao invés do bebé encarnado que foi ultrapassando todos os obstáculos (papas adulteradas, leite fora da validade, fraldas abrasivas) e manifestando invejável vitalidade. Face à hipótese de falência total do sistema imunitário, no fim do primeiro trimestre de vida, convocaram-se, de emergência, inúmeros especialistas com o objectivo de se perceber se havia algo a fazer pelo azulinho (nome dado à criança, devido aos constantes problemas respiratórios que a assolavam); dinheiro havia, amigos competentes também, só faltava uma terapêutica eficaz. E foi encontrada! Sugeriu-se que se prescrevesse uma dieta à base de fruta e se esperasse, pacientemente, pelos efeitos nefastos das comidas e condições precárias do berçário do encarnadinho. No fim do terceiro trimestre, as diferenças eram notórias: o azulinho apresentava um aspecto saudável, ao invés do encarnadinho que denotava um aspecto ainda mais enfezado que o ranhetas, outro bebé que nasceu no mesmo dia e que se tornou, de imediato, insuportável devido ao seu choro estridente. Quando instados a comentar este verdadeiro milagre, as várias sumidades do país da fantasia, foram unânimes: no dia do nascimento, todos percebemos que seria um grande homem!”

p.s. A distancia que nos separa do clube do regime e da sua filial de Lisboa são de 5 e 1 ponto respectivamente e ainda faltam disputar 21. Lamento que parte significativa dos nossos adeptos se concentre na discussão publica de novos técnicos e novos jogadores. E com isso contribuam decisivamente para que a história acima contada se repita ano após ano.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Sejamos lúcidos

Deja vu é a expressão que melhor se encaixa no meu pensamento. Há várias semanas que a minha paciência se esgotou para com este Benfica. Não consigo ou não tenho conseguido aliar-me da critica fácil, do bota abaixo puro e simples, do gritar em plenos pulmões que estou farto. Já não consigo perceber quem é mais culpado, o treinador, a direcção, os jogadores, os adeptos, todos, nenhum. Há um ano atrás o sentimento era o mesmo, não exactamente pois este é mais um ano desta triste realidade que nos acompanha. Outra diferença está na percepção da culpa. Lembro-me de frases que faziam todo o sentido e que hoje também o poderão fazer:
Despedir ou substituir o treinador não é solução, pois este não é o problema faz parte do problema.
Sejamos então lúcidos, o ano passado a saída do treinador revelou-se catastrófica, não cometamos o mesmo erro...

O princípio do fim?


Tenho evitado criticar o nosso treinador durante esta época. Quis dar tempo ao tempo e não me precipitar. Não obstante a péssima campanha na Europa e um campeonato medíocre. Até ontem. Aquilo que se passou na Amadora não pode passar impune e envergonha o nosso grande historial. É inqualificável a total ausência de qualidade de jogo da nossa equipa. Uma coisa é praticar um futebol pragmático, outra coisa é o Benfica alhear-se por completo da faceta criativa do jogo e entregar consecutivamente a posse de bola ao adversário quando a equipa se apanha a ganhar. Frente a um Estrela que fez 2 treinos nas últimas 2 semanas e que não vê a cor do dinheiro há mais de 6 meses (além de ter um plantel bastante mediano), ver a estatística final do jogo e apreciar que temos metade dos remates, 1/8 dos cantos e claramente menos ataques do que o fragilizado adversário é simplesmente mau demais. Isto para não falar do primeiro penalty inexistente e do penalty claríssimo do David Luiz.
Além da falta de capacidade de praticar um futebol minimamente atractivo, criativo e consistente, existe outro factor que me preocupa para além do rendimento colectivo. Ao nível individual nenhum jogador neste momento faz a diferença, particularmente do meio campo para a frente. Como é possível que nenhum jogador tenha evoluído desde o princípio da época?
O David Luiz está desastrado e sem confiança, o Yebda um sombra do princípio da época, o Di Maria continua a ser a eterna promessa adiada, o Sidnei saiu da equipa, o Reyes apagou-se como um fósforo, o Aimar não passa de uns fogachos e o Cardozo consegue ainda estar menos móvel que no ano passado, isto para nem falar de um tal de Balboa. Salvam-se o Luisão, o Katso e o miúdo Miguel Vítor. No meio disto tudo ainda se queima o Leo e encosta-se o Nuno Gomes.
Depois de 25M € gastos em aquisições é exigivel mais, muito mais. Ao fim de 9/10 meses de época desportiva, a equipa apresenta-se sem confiança, medrosa, incapaz de produzir futebol onde o único factor que se realça é a eficácia em lances de bola parada.
O Rui Costa neste momento tem um problema nas mãos, a expressão do Quique no fim do jogo disse tudo e a capa da Bola quase que indicia que começa a não ter condições para ficar. Caso fiquemos em 3º lugar esse cenário será inevitável. E será novamente o "ano zero" e tudo começará novamente: as promessas, a demagogia do nosso presidente, as capas dos jornais com as novas contratações e as aberturas dos Telejornais com os "pseudo-craques" a chegarem de jacto particular ao aeródromo de Tires. Essencialmente, estou desiludido e descrente.

domingo, 5 de abril de 2009

ESTRANHAMENTE...

... não vi o Paulo Bento a falar da arbitragem do Leixões-Sporting. É que nem sequer falou da bola que bateu no "peito" do Abel...

"Chega fazer melhor que na época passada"

As palavras de Quique na conferência de imprensa que antecede o jogo frente ao Estrela são representativas da personalidade do nosso treinador. A falta de ambição que a equipa demonstra em campo são o natural reflexo desta postura de satisfação pelos resultados até aqui alcançados e a não alcançar no futuro. Para o nosso treinador o terceiro lugar representa uma melhoria face ao passado, logo, será o suficiente para considerar um trabalho positivo. Justifica essa opinião com o que a imprensa e adeptos não conhecem (o trabalho e dificuldades existentes no Seixal).
Ainda que perceba destas palavras, a tal linha em que este ano representava o ano 0, o ano em que se revitalizava muitas situações que não vinham a ocorrer, não é menos verdade que o investimento feito no plantel e infra-estruturas exigem mais do que esta simples realidade. A satisfação por lugares que em condições normais são sempre nossos não me parece respeitar a história do clube, e não fomenta a exigência que deve existir para com a equipa na prossecução do 2º lugar.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Treinadores

Ainda a propósito do post do meu colega Pelicano, e considerando as recentes notícias, o despedimento do Eriksson (já aqui tinha defendido no início da época que era contra o regresso de um treinador acomodado e caro) e a "excelente" campanha do nosso seleccionador, parece-me que das três hipóteses mais sérias que tínhamos para treinar o nosso clube, a escolha feita acabou por ser a mais adequada. Isto independentemente do desfecho final da Liga.

Como alguém já disse, isto de contratar jogadores e acrescento, treinadores, é como comprar melancias, só depois de abertas é que se conhece a sua cor, o seu sabor e se sabe o que nos reserva...