terça-feira, 21 de maio de 2013

Diálogo entre um Magrebino e um Grande Dragão

Na sequência do 'post' que o deputado Carlos Abreu Amorim colocou numa rede social com o seguinte teor "Magrebinos: curvem-se perante a glória do grande dragão", resolvi enviar-lhe um 'mail' que agora divulgo:

"Depois de ontem ter insultado milhões de cidadãos deste país que, infelizmente, o tem como seu representante num órgão de soberania, gostaria de saber se, num acto que reflectisse um mínimo de dignidade, já apresentou a sua resignação ao cargo de deputado. Pois é, dignidade... Não sabe o que isso significa, pois não?"

O deputado teve a gentileza de responder-me da forma que reproduzo, sem julgar estar a cometer alguma inconfidência:

"Tratou-se de um Twitter logo após o jogo, uma brincadeira que, aliás, já faço há anos e nunca provocou protestos. No ano passado já era deputado, fiz o mesmo e ninguém se queixou...

A expressão "magrebinos" é sinónima de "mouros", nome que normalmente se apelidam os benfiquistas a norte de Coimbra. É uma brincadeira comum, foi feia num contexto de celebração de um campeonato, não pretendeu ofender ninguém e, muito menos, ser motivo de luta política.

E não é pelo facto de ser deputado, de ocupar um cargo político há dois anos, que vou esconder as minhas escolhas clubísticas.

A ultima coisa que devemos perder é o sentido de humor.

Com os melhores cumprimentos.

Carlos de Abreu Amorim".


A esta mensagem ainda repliquei:

"Exmo. Senhor,

Cada um é livre de fazer as suas escolhas. Integrar o grupo parlamentar de um partido que está a dar cabo do país ou ser adepto de um clube que faz da trapaça o seu modo de vida são duas opções como quaisquer outras. Eu nunca as faria, mas V. Exa. saberá, como é evidente, os princípios por que rege a sua conduta. Relativamente ao motivo que me levou a dirigir-lhe o 'mail' anterior, não me parece que estejamos perante uma questão de maior ou menor sentido de humor. Tendo toda a legitimidade para festejar mais uma conquista pouco limpa de uma instituição que há 30 anos conspurca o desporto nacional, não tem V. Exa., face às funções públicas que ocupa, o direito de ofender os outros. E não compreender que o fez é ainda mais grave, embora não me surpreenda. Se até existem deputados capazes de convidar para um repasto na Assembleia da República alguém que foi condenado por corrupção desportiva...

Com os melhores cumprimentos"

Desta vez, não obtive resposta, mas o senhor deputado voltou a falar do assunto: "Ontem fiz um tweet em que brincava com amigos meus benfiquistas. Lamento se ofendi alguém, não tinha essa intenção. Foi um momento infeliz".

Cada um tire as suas conclusões.




sexta-feira, 17 de maio de 2013

A história absolverá Luís Filipe Vieira


Não escrevo um texto neste espaço de benfiquismo absoluto desde o dia 25 de Abril deste ano, o dia que considerei como “o dia da libertação do glorioso”. Como sempre, estive enganado na minha análise e perdemos na Turquia numa das piores – mas mais sortudas – exibições da temporada.

Em 2012, já no decorrer desta época desportiva, existiram duas listas candidatas ao Sport Lisboa e Benfica. Luís Filipe Vieira voltou a vencer, sem margem para a discussão, deixando promessas no ar, nas quais poucos acreditavam. Benfica é Benfica. Não é como as legislativas ou presidenciais em que os partidos se regeneram e continuam a dizer mal de quem governa. Por isso mesmo, a união entre os benfiquistas regressou e fez-se notar. 

Melhor ainda: o “estilo” do Presidente – talvez a parte que eu próprio mais criticava – mudou para o sentido certo e as promessas começaram a ser cumpridas. A equipa jogava bom futebol, ia em primeiro no campeonato e as eliminatórias europeias eram ultrapassadas passo a passo e com humildade. Também a Benfica TV foi consolidada e o fim da hegemonia da Olivedesportos foi combatida com a força necessária. E para mim – perdoem-me o egoísmo - a “cereja no topo do bolo” foi ter sido o próprio Presidente a colocar o emblema de ouro, por 50 anos de filiação, na lapela do casaco do meu Pai, quando, por motivos públicos, já não se falavam desde um acontecimento numa casa do Benfica de Palmela no ano de 2003.

A época continuava. O Benfica não parava de ganhar no campeonato e consolidava o caminho para a conquista do campeonato nacional com 4 pontos de avanço. Ajustava contas com o passado internacional recente, trazendo de volta a repetição de êxitos com os mesmos clubes do passado: Bayer Leverkusen, Bordéus, entre outras exibições de gala.

Também a equipa principal de futebol se ia tornando mais portuguesa com os Andrés (Almeida e Gomes) a cimentarem os seus lugares no plantel principal e a serem frequentemente titulares em jogos importantes.

No topo de uma época que se avizinhava perfeita, para gáudio dos adeptos e das camisolas encarnadas, o inferno da Luz reapareceu quando mais se precisava. Nunca neste novo estádio se tinha assistido à simbiose perfeita entre adeptos e equipa como naquele dia 2 de Maio em que vencemos os turcos por 3-1 com 2 golos lindos do Tacuara, que, já no decorrer desta época, conseguiu a proeza alcançar o 2º lugar no lista de melhores marcadores do Benfica nas competições europeias.

Desde esse dia para a frente, para trás ficaram as lembranças dos estádios semi-vazios ao longo da época e começaram a aparecer os benfiquistas das finais a mostrar o seu bilhete e a indicar a alguém que tinha de se levantar. Começaram a chover red passes e títulos fundadores para os bilhetes da final de Amesterdão. Toda a gente queria ver o Benfica a fazer a sua melhor época de sempre e a conquistar as três taças.

Num ápice tudo mudou. Com o empate com o Estoril em casa, muitos desistiram de ir ao Porto no sábado seguinte. Em seguida, com o golo de Kelvin aos 92 minutos vários não foram trocar o seu voucher pelo bilhete da final europeia e outros ainda, já depois do derrota de quarta-feira,  puseram à disposição o seu  lugar para o “churrasco” do Jamor no dia 26 de Maio.

Pelo meio, culpam Béla Guttmann pela sua maldição, mas não sabem do que falam. Quando o feiticeiro húngaro chegou ao Benfica em 1960, foi o único no clube que acreditou chegar à final da Taça dos Campeões Europeus e, depois de conquistar duas consecutivas, percebeu que foi pela sua experiência na abordagem estratégica e emocional do jogo que venceu as finais.

As finais não são ganhas, na maior parte dos casos, por quem mais se entrega ao jogo e “joga melhor à bola” (e que elogio merece o Benfica a esse respeito!), mas sim por quem joga com alguma “ratice” e sabe fazer as leituras certas nos momentos cruciais. Infelizmente, desde 1962, em que Guttmann se apercebeu do cansaço físico dos jogadores do Real Madrid ao intervalo, que o Benfica tem sido sempre um pouco amador e inexperiente nas finais que disputa. 

Basta ver a final de 1963, frente ao AC Milan, em que perdemos 2-1 - vejam! vejam! por favor, vejam como continuámos a jogar deliberadamente ao ataque e a sofrer contra-ataques depois de estar a ganhar 1-0! - , com Fernando Riera no banco, para encontrarmos os mesmo erros de ansiedade a correr atrás da bola durante todos os momentos do jogo (até quando só tínhamos 10 jogadores em campo!) com o Chelsea na quarta-feira passada. O mesmo se pode dizer da final de 1965 (sendo que essa é, de facto, a de maior azar...), da gestão física para o prolongamento de 1968, da forma como Silvino abordou os penalties em 1988 e do receio que mostrámos durante todo o jogo frente aos 8 italianos e 3 holandeses em 1990.

Aconteça o que acontecer, com esta chegada à final, a história absolverá Luís Filipe Vieira. Simplesmente, como tantos outros, não conseguiu, de novo, fazer melhor que todos os outros Presidentes desde Maurício Vieira de Brito e Fezas Vital, continuando a ser necessário jogar mais com a “cabeça” e não tanto com a “língua de fora” nos jogos decisivos e nas finais. É só isso que a maldição de Béla Guttmann significa. Não uma macumba de azar.

Depois da não termos ganho a final da Liga Europa, julgo que não ganharemos também o campeonato nacional, embora ainda falte um jogo, onde estarei durante os 90 minutos a acreditar. Ambos por culpa própria. Contudo, também não perdemos nenhum dos dois e temos a nossa imagem e orgulho intactos. 

“O Benfica nunca perde, às vezes não ganha”. Há muitos anos que esta frase de Artur Semedo não fazia tanto sentido como está a acontecer nesta época. E, quanto a mim, essa frase ser verdade constitui-se, de facto, como a maior prova de que o Benfica europeu e respeitado está de volta. 

Viva o Benfica! O seu presente e o seu passado!




Eu acredito!

Muitos e bons posts já foram escritos sobre a final de Amsterdão e a brilhant exibição da nossa Equipa, pelo que sobre isso não irei acrescentar mais nada, a não ser "subscrevo".

O nosso Capitão disse algo que não deve ser esquecido porque me parece fundamental: "perdemos o jogo mas ganhámos muita coisa". Estou inteiramente de acordo.

A união do Grupo de trabalho, a comunhão com o Presidente e com os Sócios e Adeptos ficou aqui forjada em sangue, suor e lágrimas, e atingiu um nível inimaginável, verdadeira Excalibur ao serviço do Benfica.

É fundamental que esta coisa preciosa mas frágil não se perca e seja a força que nos lança no futuro, sendo que neste caso o cliché se aplica e o futuro começa mesmo já no Domingo. Ganhar, ganhar ao Moreirense, eventualmente ser Campeão, depois ganhar a final da Taça e daqui a pouco tempo encarar de frente, olhos nos olhos, a próxima época.

Eu acredito! Carrega Benfica!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Que futuro?

Vou a caminho das 60 horas sem ir à cama, é possível que a minha cabeça não esteja a funcionar correctamente, precisa de descanso e não desarma. São flash constantes de pequenos acontecimentos das últimas semanas, é pensar no que mais nos pode acontecer esta época e o que poderemos esperar do futuro próximo.
Mais do que me prender no presente quero olhar para frente e equacionar o futuro. Os nossos responsáveis estão perante uma decisão de enorme dificuldade. Revejo todas as hipóteses e não chego a uma conclusão que me pareça óbvia, ou até acertada.

Sei que o Benfica não ganha um jogo desde a pequena entrevista de LFV à Benfica TV, onde assumiu a continuidade do treinador, onde quis, uma vez mais protagonismo e saiu chamuscado. Passaram-se, entretanto 10 dias, desde o jogo frente ao Estoril e perderam-se todas as hipóteses de corrigir esse erro através de uma nova entrevista anunciando a renovação do treinador e a renovação da confiança, face ao mau resultado frente ao Estoril e posteriormente frente ao fcp. O nosso presidente meteu a cabeça de fora num bom momento e recolheu-a nos maus momentos. Voltou a falar ontem, a quente, anunciando algo sem a devida maturação face à dor que estamos todos a viver. Bem sei que se deve acreditar no trabalho que a “estrutura” tem vindo a desenvolver, e se o timoneiro da equipa é peça essencial nesse trabalho e se confia que este é bem feito, então, ainda que os resultados não o sustentem deve-se manter o trabalho. Mas em consciência, alguém pode afirmar cabalmente que a continuidade do Jesus é uma certeza e é a melhor solução? Foi avaliado, se o treinador reúne condições psicológicas para continuar? Jesus, muito bem, vai reflectir. Faz bem, revela inteligência. A LFV pede-se o mesmo e ano após ano não vem revelando muita inteligência na gestão dos pormenores, com a agravante de estes originarem perda de títulos.

Não quero que Jesus saia, acredito que é bom treinador, não creio que possamos arranjar melhor. Não quero que Jesus fique, é pé frio, perde tudo em momentos que não podem acontecer, comete demasiadas vezes os mesmos erros. Quero um presidente que lidere, quero que o faça sempre da mesma forma, nos bons e nos maus momentos, quero que assuma as suas responsabilidades quando ganha mas essencialmente quando perde. Acredito que esse presidente possa ser LFV, após estes anos todos não sei se o será.
Sinto que temos que mudar algo, mas que a maioria do trabalho é correcta e bem-feita. Talvez apenas tenhamos que mudar 2 minutos da nossa história recente, ou talvez tenhamos que mudar muito mais do que isso…





segunda-feira, 13 de maio de 2013

Entusiasmo

A dor, sofrimento, até frustração, vividos no Sábado e Domingo já lá vão. Estranhamente, ou talvez não, hoje sinto-me com enorme entusiasmo pelo jogo de Quarta-feira. É certo que moralmente não estamos nas melhores condições, mas é tempo de virar costas ao campeonato e concentrar esforços na Liga Europa.
Tenho o privilégio de ir a Amesterdão ver o jogo, e quero viver este dia na sua plenitude. Quero gritar, cantar e exibir orgulhosamente as cores do SL Benfica, se ganharmos será lindo, se por acaso não trouxermos o troféu, paciência, trarei na memória que tudo fiz para viver um acontecimento que não sei quando se poderá repetir, e sinto um enorme entusiasmo por poder lá estar, pelo nosso Benfica ter conseguido essa proeza. Todos os adeptos, os que estarão na Arena, e os que acompanharão o jogo via TV, todos os jogadores, quer estejam no jogo ou na bancada, devem sentir esse entusiasmo. É um momento “único” que todos viveremos e importa desfrutá-lo.
VIVA O BENFICA.

domingo, 12 de maio de 2013

Para uma grande tormenta só adeptos extraordinários

Compreendo o post anterior do Grande Benfiquista TC concordo com o que ele diz e também eu senti a dor que ele sente. Ainda mais me chateou porque estas derrotas quase têm um requinte de malvadez, estando guardadas para o final dos campeonatos. E pior do que isso é o  meu filho a dizer-me "ó pai é sempre no final, sempre"  dói porque  temos de confortar uma criança quando na verdade por dentro estamos verdadeiramente chateados, para não dizer outra coisa.
Sei que muitos Benfiquistas vão dizer que eu devo estar louco, eque o campeonato já acabou, que eles são campeões e que eu não passo de um lirico, porque eles nas alturas decisivas não falham e se falharem aparece um Soares Dias, um Proença ou um Jorge de Sousa a fazer o trabalho habitual. Sei disso, mas também sei que o Brasil e Portugal respetivamente, eram campeões do Mundo e da Europa e foi o que se viu. Os Benfiquistas de Paços que ajudem a puxar pelos castores e podemos muito bem ter uma boa e já inesperada surpresa. Nós festejámos nos barreirros, eles festejaram no estádio do Ladrão. Falta um assalto para terminar o combate estamos em contagem decrescente mas ainda podemos ir a tempo de ganhar o mesmo. Aguardemos.
Mas não foi por isso que resolvi escrever. Faço-o porque ainda temos três finais para ganhar, e a próxima pode representar o regresso à ribalta do futebol europeu, uma conquista que já não temos imagine-se desde 1962.
Aqueles que vão a Amesterdão têm de fazer a sua parte, assim como com o Moreirense. Não vai ser um jogo com os condenados corruptos que pode pôr em causa o meu Benfiquismo, não podemos sequer colocar em causa o que somos por termos tombado com estrondo, temos uma competição para ganhar que nos pode catapultar para o Mundo. E é  nisso que temos de estar concentrados ou a nossa divisa é uma mera frase? Ontem estava triste, chateado, hoje acordei e estou como novo e QUERO a Liga Europa, QUERO QUERO E QUERO, para mim um troféu destes é mais importante que o campeonato e ainda por cima não temos nenhum na sala de troféus. Por isso temos de carregar a equipa mais uma vez, os treinadores passam, os jogadores passam, os presidentes passam e nós morremos, mas o Benfica ... esse? Continua!
Agora desculpem mas vou sair e comprar os bilhetes para o Voleibol!

sábado, 11 de maio de 2013

Dor

Gosto de futebol, mas quando o Benfica joga não consigo desfrutar do jogo, são nervos é sofrimento e muitas vezes dor, demasiadas vezes dor. 
Dias como o de hoje fazem-me recordar com saudade os tempos não muito longínquos em que não jogávamos nada, perdíamos jogos atrás de jogos e em Novembro já não lutávamos por nada. Era triste mas  não doía, fazia-me gritar, esbracejar, refilar e seguia o meu caminho. Assim, é mau demais, o Benfica existe para desfrutar dele e não para sofrer com ele.
Não sei o que vai acontecer esta semana, podemos ganhar a Liga Europa, podemos até ser campeões. Sinceramente acho que vamos ganhar ao Guimarães a final da taça e sair do estádio cabisbaixos por mais uma época absolutamente frustrante e até vergonhosa.
O que me separa de Jesus é que acho que as épocas são fantásticas com a conquistas de títulos  não são fantásticas, excelentes ou até boas com o quase. Quem quer ganhar, procura a vitoria e não procura defender um resultado a faltarem 35 minutos para o fim. 
O que me afasta de Luís Filipe Vieira, é a sua cede de protagonismo, é a sua falta de timing, é festejar antecipadamente e a sua pouca coerência. Disse que o seu treinador era JJ, que se ele iria continuar seria natural que o seu treinador continuasse também. Será natural que perante o descalabro que estamos a viver se afirme e apareça a assumir as suas responsabilidades. 
Fiquei a semana toda à espera da marcação de uma conferência de imprensa, ela não ocorreu, ficarei novamente durante a semana que amanhã se inicia a aguardar essa conferência, onde espero o assumir da defesa do treinador, onde espero o anuncio da renovação de contrato (com redução substancial do vencimento). Se tal não ocorrer, então espero a sua demissão.

Uma última palavra para Artur. Há muito que se discute quem foi o jogador do campeonato. Eu voto claramente no nosso guarda-redes, foi absolutamente decisivo em especial nos dois jogos frente ao fcp sem esquecer o Estoril.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Tempo de gritar a uma voz e dar as mãos.

Naquele dia do jogo que somámos um ponto, o sentimento partilhado à saida do estádio era o mesmo e era através do silêncio da grande maioria das pessoas que se percebia o que residia na alma de todos. Caminhámos. E foi aqui que chegámos com grandes jogos e grandes exibições e grandes sorrisos. Os tais que tanta falta fazem a este povo martirizado pelas agruras e diabruras duma classe politica que não me  merece sequer comentários. Mas é pelo riso e alegria que aqui estou, numa história que não tenho dúvidas terá um final feliz, um final à Benfica.   
Se há coisas que possam não estar tão bem, não sei, meus caros nem sequer quero saber disso, não é numa semana que antecipa a conquista do campeonato que vou perder tempo. Ser benfiquista é uma partilha, é uma forma de estar, mas é também e muito uma união em torno de um objectivo. Acreditar e dar a conhecer a todos que acreditamos, no nosso trabalho, nas escolas nos cafés, naqueles que podem contactar com os jogadores, em todo o lado acreditar.
 O Real Madrid também chegou com um ponto de vantagem a Camp Nou o ano passado e ganhou. Eles também estão pressionados... e muito, porque podem perder na sua casa, como aconteceu com o basquetebol o ano passado. Por isso vamos acreditar juntos.
Deviamos levar para o jogo o César Brito e gritar aos sete ventos que o mesmo iria ver o jogo ao vivo, seria com o devido respeito o nosso amuleto, e uma forma de lhes lembrar que a História se vai repetir como acontece tantas e tantas vezes. Os que vão ao estádio apoiar façam-no da mesma forma que fizemos com o Fenerbahce ,um jogo Glorioso e Épico, como com toda a certeza irá ser este.  Dar as mãos!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Para o Dragão

Agora para o jogo do Dragão, que por infelicidade e muita incompetência nossa, tornou-se absolutamente vital não perder e onde o apoio dos nossos adeptos poderá ser importante, mandem para as bancadas os Títulos Fundadores, Centenarium e RedPass Premium, pois estes são a força motriz no apoio vindo da bancada.
Os outros, ficam a ver na televisão. Já vão ficar a ver pela TV a final da Liga Europa e da taça de Portugal. É tudo uma questão de habito, primeiro estranha-se depois entranha-se, e no meu caso fico absolutamente descansado pois sei que essa malta vai apoiar massivamente e estoicamente a equipa.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

EM CHEIO - BRAVO


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Preocupante ou preocupação

O Benfica desta época habituou-nos mal. Controlo da posse de bola, dinâmica ofensiva, muita velocidade e forte desgaste nos adversários, gestão do plantel que foi permitindo manter o ritmo e resultados bastante satisfatórios. 

Nos últimos quatro jogos (Newcastle; Paços de Ferreira; Sporting e Fenerbahce) notou-se algo diferente. A equipa está com pouca dinâmica, não consegue ter bola e o seu ataque vive de explosões individuais, normalmente protagonizadas por Salvio e/ou Gaitan. Das poucas vezes que consegue ser colectiva cria oportunidades de golo, mas estas teimam em escassear. Os passes saem mal e as combinações raramente resultam. Pensei que a equipa vinha a gerir os vários jogos perspectivando o futuro próximo, mas o jogo de ontem e principalmente as palavras de Jesus, evidenciaram a verdadeira razão: desgaste físico em vários jogadores.  

Conforme já tinha escrito anteriormente, o que verdadeiramente me preocupava era a má forma de alguns dos nossos jogadores: Ola Jonh e Rodrigo, principais alternativas ofensivas estão muito em baixo não constituindo alternativas válidas aos fatigados Lima e Gaitan. A juntar a este facto verifica-se pela enésima vez a falta de alternativas no meio campo. Quando Matic e Enzo não estão a equipa ressente-se muito.
É neste enquadramento físico da equipa que vamos à Madeira, a que temos de acrescentar a jogada dos nossos adversários ao nível da arbitragem. Já vimos este filme várias vezes, com especial evidência na época passada. Deveremos esperar o pior para o jogo frente ao Marítimo na próxima segunda-feira e para combater os vários adversários temos que nos apresentar fortes, muito fortes e verdadeiramente focados nesse jogo. Temo que os jogadores pensem em demasia no jogo frente aos turcos. Importa trabalhar para que tal não aconteça, é vital referir que o principal objectivo é o campeonato e canalizar todos os esforços nesse sentido, foi dessa forma que chegamos aqui, será dessa forma que podemos ir mais longe. Se formos a todas com os mesmos, considerando a situação descrita e confirmada pelo nosso treinador, poderemos ficar na praia mesmo à beirinha do sonho. Isso será nefasto e terá repercussões nos próximos anos.

A dobradinha é a nossa meta e obrigação, o que vier a mais será muito bem-vindo, desde que não sacrifique o objectivo primordial.   

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O dia da libertação


Foi há 39 anos que uma revolução sem sangue, mas de cravos, depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, devolvendo a “liberdade” a Portugal.


A história do desporto português é uma ciência académica recente em Portugal. Ainda são poucos os estudiosos que a ela se dedicam e alguns dos que a têm feito ao longo dos anos são jornalistas que, frequentemente, não adoptam nos seus textos ou teses as correntes historiográficas mais atuais. Hoje, na feitura da história exige-se a ausência de todo o tipo de anacronismos, isto é, o regresso ao passado não pode ser feito de acordo com a realidade socialmente construída do presente, mas sim da época que se está a descrever.

Contando que as competições internacionais existem aproximadamente desde meados dos anos 50, será que nunca nenhum jornalista ou historiador do futebol português se apercebeu do porquê de a década de 70 ter sido a única sem presenças de portugueses na final de uma competição europeia?

Em 1949, o Sporting Clube de Portugal foi a primeira equipa portuguesa a estar presente numa final da Taça Latina, sendo que o Sport Lisboa e Benfica esteve presente em duas finais dessa competição nos anos 50. No melhor período da sua história, na década de 60, o Benfica esteve presente em cinco finais da Taça dos Campeões Europeus e o Sporting Clube de Portugal em uma da Taça dos Vencedores das Taças.

Em seguida, no entanto, existiu um vazio de 15 anos de finais europeias com presença portuguesa. Este facto deveu-se, provavelmente ao 25 de Abril de 1974 e à consequente descolonização das províncias ultramarinas. Entre outros aspectos da vida portuguesa, também no futebol, os clubes portugueses viram-se privados de uma das suas maiores fontes de recrutamento de jogadores. Apenas com jogadores oriundos do nosso “rectângulo” – política principalmente seguida pelo Benfica – a concorrência internacional com os outros clubes europeus tornou-se desfavorável para o lado dos portugueses. Assim, nó nos anos 80 (a assembleia geral que aprovou jogadores estrangeiras na equipa principal de futebol do Benfica foi a 1 de Julho de 1978!) voltou a haver presença de clubes portugueses em finais: duas do Benfica e duas do Porto.

Já na década de 90, só o Benfica esteve presente numa final europeia em 1990. E apenas treze anos depois, na primeira década do século XX, o Porto foi à final da Taça UEFA em 2003 e à final da Taça dos Campeões Europeus em 2004, conseguindo também o Sporting alcançar a final da Taça UEFA em 2005. Por último, em 2010, Porto e Braga disputaram a final da Liga Europa.

Hoje é dia 25 de Abril de 2013. O Benfica joga, em Istambul, frente ao Fenerbahce, a 1ª mão da sua 13ª meia-final europeia.  Por este Portugal e Mundo fora, casas, cafés e restaurantes vão-se encher de benfiquistas a roer as unhas à distância à espera de um resultado positivo da sua equipa na Turquia. Em cada lugar pintado de vermelho, mais logo a partir das 20  horas, serão gerações e sentimentos que se misturam. Por um lado, os mais velhos, que se habituaram a ganhar e que querem relembrar esse sentimento. Por outro, jovens benfiquistas que, pelo menos, há 23 anos que contém ou não conhecem as suas emoções.
Tenho 29 anos. Nascido em 1984 e sócio desde esse dia, mal me lembro da caminhada para Estugarda em 1988 e da visita de Eusébio ao túmulo de Béla Guttmann, em Viena, em 1990. Todavia, não me esqueço de jogos como Juventus (QF TU: V 2-1; D 0-3), Parma (MF TVT: V 2-1 ; D  1-0), AC Milan (QF TCE: D 2-0 ; E 0-0), Fiorentina (QF TVT: D 0-2 ; V 0-1), Espanyol (QF TU: D 3-2, E 0-0), Liverpool (QF LE: V 2-1 ; D 4-1), Braga (MF LE: V 2-1 ; D 1-0), Chelsea (QF TCE: D 0-1, D 2-1) e tantos outros confrontos decisivos com colossos (e não colossos) europeus, que estavam perfeitamente ao alcance da nossa equipa. Fora os anos sem sequer ir à “Europa”, derrotas estrondosas e ter um presidente preso, foram demasiados anos sem se fazer jus ao nosso palmarés ético e desportivo e às histórias do passado que me tinham sido contadas enquanto ia crescendo.
Julgo que escrevo por uma geração inteira quando afirmo que paira sobre mim uma panóplia de emoções, desejante de gritar bem alto o dia em que o Benfica voltou. Transformar as saudades daquilo que nunca vi num sentimento de pertença a algo enorme e grandioso é talvez o meu maior sonho.
Acredito, sinceramente, que hoje é esse dia. O dia da libertação do glorioso.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Próximos jogos

Não é segredo para ninguém que temos um calendário complicado. Para além do jogo de hoje, temos de enfiada sporting, três dias de descanso com viagem para a Turquia, fenerbahce fora, dois dias com viagem para a Madeira, marítimo fora, viagem de regresso a Lisboa e três dias, fenerbahce em casa.

Não temos a menor hipótese, parece-me, de usar a mesma equipa em todos os jogos. Logo, sobram duas hipóteses.

A primeira será apostar tudo no campeonato e e fazer poupanças nos dois jogos com os turcos, aceitando como forte a probabilidade de sermos eliminados.

A segunda seria tentar fazer uma gestão cuidada da equipa, que tem sido feita e muito bem até aqui, mas que talvez nunca se tenha posto com tanta acuidade e relevância como nesta série de quatro jogos difíceis e decisivos que temos pela frente.

Em minha opinião nenhum jogador, com a eventual excepção do Artur, deveria ser utilizado nos quatro jogos, e deveríamos planear os mesmos seguindo este princípio. Mesmo Luisão, Garay ou Matic, jogadores mais difíceis de substituir, deveriam ter direito a descansar num dos jogos. Jardel seria obviamente o substituto dos centrais. Maxi e André Almeida deveriam fazer dois jogos cada um, sendo que na Turquia sabemos que tem de jogar o Maxi. O Enzo também tem de descansar na Turquia, jogaria os outros três jogos. André Gomes e/ou Carlos Martins substituiriam Enzo e/ou Matic nos jogos em que um deles não jogasse. Nas alas, Ola John, Gaitan, Sálvio e Urreta rodariam entre si, tal como no ataque o fariam Cardozo, Lima, Rodrigo e até o mesmo Gaitan. E o Luisinho (ou o Carole) poderia substituir o Melga na Madeira.

Hoje, jogaria com uma equipa claramente menos principal - utilizaria Roderick, Jardel, Luisinho, André Gomes, Carlos Martins, Aimar, Urreta, Kardec, e mais dois, para além de Paulo Lopes que deve continuar a ser o GR da Taça.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Revolta dos adversários

Faltam 11 jogos para o final da presente época. Do sonho à realidade não falta muito, as bases estão lançadas e aparentam ser sólidas, contudo é factual que vivemos num lamaçal cheio de podridão onde todo o cuidado peca por escasso.

É neste contexto que assisto, com um misto de diversão e preocupação, ao estrebuchar dos nossos adversários. Vítor Pereira a ter necessidade de clamar pela força dos seus para o que resta da época, enquanto os adeptos parecem nervosos, entregues, até rendidos. A lagartada já enfatiza a sua força e a provável vitória na Luz que nos retirará o título, não percebendo que o Benfica terá ou poderá ter papel crucial nas suas possibilidades em chegar à Europa através dos jogos frente ao Marítimo e Estoril. O treinador do Newcastle acredita na reviravolta. Apenas o Paços de Ferreira se mantém calado e consciente daquilo que parece uma evidência: Um Benfica concentrado, capaz, pouco disponível para dar baldas.

Sinceramente, acho que dependemos verdadeiramente apenas de nós e da nossa capacidade dentro de campo. Tentam distrairmo-nos com lenga lenga, elogios, com a nomeação de Proença para o Porto-Braga, dando a entender que está descartado para a penúltima jornada. É preciso ter cuidado e estar atento, mas o que me preocupa é a baixa de forma de Ola Jonh e sobretudo de Cardozo. Se não tivermos lesões em jogadores chave (Melgarejo; Garay; Matic; Enzo; Salvio; Lima e Gaitán) e recuperarmos a forma destes dois importantes jogadores... (!!!)

Não é sonho, é realidade, pois trata-se apenas de futebol, 11 contra 11, e quando se trata apenas disso, as nossas possibilidades aumentam

domingo, 7 de abril de 2013

O TREINADOR COMPETENTE = JORGE JESUS



Independentemente do nº de troféus que o Benfica possa conquistar no final da presente época. Esta ficará para a história como exemplo máximo da competência de um treinador.

Recordemos

Em Julho de 2012 todos os que seguem o futebol de perto e o Benfica em particular apostariam num onze em que nomes como os de Luisão, Aimar (Carlos Martins como opção), Witsel e Javi Garcia seriam indiscutíveis. Era de todo impossível projectar uma equipa do Glorioso que não integrasse qualquer um destes nomes. No final de Agosto, e aqui convém lembrar que Javi Garcia e Witsel ainda jogaram na presente Liga, fomos confrontados com as vendas de ambos, a que se somou a lesão de Aimar e o castigo de Luisão. Tudo sem assegurar a aquisição de qualquer jogador para os substituir. A maioria dos nossos adeptos desesperaram e deram a época como perdida. Pior ficaram, quando ouviram o treinador afirmar que tinha as soluções necessárias dentro do plantel, o homem só podia estar louco e nunca deveria ter iniciado a época.
O teimoso, para não dizer a besta como muitos benfiquistas afirmam, do Jorge Jesus integrou simultaneamente na linha defensiva André Almeida, Jardel e Melgarejo - anedótico. No meio-campo a tontice ainda foi maior, o patrão passou a ser essa espécie de jogador que é o Matic, inventou um argentino (Enzo Perez) a fazer de belga (como se isso fosse possível) e para o caldo estar mesmo entornado chamou um garoto da equipa B (André Gomes) para lhe fazer companhia - sacrilégio.

Em Janeiro, na abertura do mercado de transferências, os benfiquistas voltaram a ser confrontados com outras insanidades dos seus responsáveis, sempre reféns do louco do seu treinador. Ao autorizarem novas saídas do plantel, Nolito e Bruno César  e novamente sem assegurar qualquer nova entrada, porque o plantel era suficiente para as exigências.

Eliminados da Chanpions e relegados para a liga Europa,  chegou o derby com os Norte Coreanos (expressão magnifica roubada ao cronista do Expresso Henrique Raposo). Empatámos 2-2,  o nosso adversário marcou um golo, o outro foi o Artur que lhes ofereceu, sempre a perder conseguirmos sempre recuperar, terminando o jogo com mais % de bola, mais cantos, mais remates e os únicos com verdadeiras oportunidades de golo. Apesar dos factos, estes não foram suficientes para calar os descontentes, e muitos dos nossos adeptos prontamente constataram que nada jogávamos e que a equipa estava toda exprimida, era só esperar por Fev/Mar para cedermos fisicamente como é "normal" nas equipas do Jesus.

Entretanto já passou o Fevereiro e o Março. E a "fraca" equipa do Glorioso passou quase incólume, excepção feita á meia-final da Taça da Liga,  disputado em Braga contra o Sporting local e perdida no desempate por g.p.. Partida que ficou marcada pela não marcação de um g.p. perto do seu final que poderia nos ter dado a vitória. Mas nem assim as vozes contra se calaram, benfiquistas houve que na única pequena nuvem em dois meses perfeitos, criticaram o nosso treinador por poupar alguns dos seus titulares. Ou seja, preso por ter cão e por não ter.

Foi este o difícil percurso até a Abril, a caminho das meias-finais da Liga Europa, com um pé na final da Taça de Portugal e na frente do Campeonato com 4 pontos de vantagem sobre o segundo classificado. 4 que deveriam ser 8 não fossem o golo limpo anulado a Cardozo frente ao Sp Braga no Estádio da Luz e as 2 incríveis g.p. assinaladas por Carlos Xistra em Coimbra.. Curiosamente, ambos  os jogos terminaram empatados 2 a 2. Isto num resumo das incidências aos nossos jogos.

Num mesmo ano era difícil reunir tantas e tantas contrariedades e responder sempre á altura. Felizmente para nós que o Jorge Jesus é teimoso e não dá ouvidos a jornalistas, paineliros e treinadores de bancada. Caso contrário tinha sido tão fácil ser uma desgraça.

No Benfica é sempre muito difícil. E no contexto descrito só para os verdadeiramente competentes. Porque para ganhar campeonatos qualquer, António Oliveira, Fernando Santos, Jesualdo Ferreira ou Vitor Pereira servem, desde que no clube certo.

Renovar contrato com Jorge Jesus é um imperativo de inteligência e bom senso, independentemente do número de troféus.