Pela enésima vez LFV deu uma entrevista e no jogo imediatamente a seguir a equipa de futebol não ganha. Esta é daquelas coincidências só comparável com a de Pedro Proença sempre que arbitra um jogo, em Portugal, invariavelmente beneficiar e decidir jogos e campeonatos a favor do fcp.
O treinador, JJ, comunicou durante a semana que o objectivo principal era o campeonato. Por sua vez o presidente rapidamente se apressou a dizer que não seria bem assim e que aspira a uma boa participação na Liga dos Campeões. Para o comum adepto isto seria no mínimo estranho, mas falamos de comunicação do Benfica pelo que este tipo de dissonâncias são perfeitamente normais. Veja-se até como os jogadores não tiveram qualquer duvida e presentearam-nos com aquilo que todos vimos ontem. Coitados, que frete ainda por cima à chuva.
Se duvidas houvesse, e há muito que não deveriam existir, Jorge Jesus é uma figura estranha na estrutura de futebol, e não tem condições para se manter à frente da equipa. Insisto que não é o principal culpado, esse mora no topo da hierarquia, mas não posso deixar de salientar a pobreza de futebol que a equipa apresenta desde a final do Jamor com a agravante de termos passado da mediania das primeiras jornadas para a mediocridade apresentada ontem, isto com o melhor plantel que há memória.
De tão criticado por a equipa não apresentar solidez defensiva o que lhe custou pelo menos dois campeonatos (claro que lhe faltam defesas centrais ou avançados da qualidade de Pedro Proença ou Hugo Miguel) JJ abandonou o seu celebre jogo da nota artística ("forte contra os fracos e fraco contra os fortes") para recriar um futebol posicional género matrecos que se assemelha muito ao de Quique Flores (por acaso não foi campeão graças aos todo o terreno do apito, será que existe um padrão?) ao qual os jogadores interpretam a passo e com a alegria de um Português normal a olhar para o seu recibo de ordenado.
A JJ restam, nesta altura, duas opções: por o lugar à disposição por falta de condições; mandar uma forte mensagem para dentro do balneário e na próxima quarta-feira sentar no banco ou bancada Garay; Matic; Enzo e Lima e já agora voltar à nota artística, é que pelo menos vemos bons jogos, lutamos por títulos e classifica-mo-nos em lugares de acesso à Champions, o que assim vai ser difícil.
Blog dedicado ao Sport Lisboa e Benfica em que se pretende que, sem perder o sentido crítico, se mantenha o espírito construtivo.
domingo, 29 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
A minha visão do caso Jesus
O que os meus olhos viram do já famoso caso do D. Afonso Henriques:
1º Que grande apoio dos adeptos do Benfica.
2º Já não festejava assim um golo há muito tempo.
3º Aquele numero 7 não joga mesmo nada, só marca golos.
4º O do apito gamou como sempre, mas desta vez não chegou.
5º Quando o jogo acabou que grande "Vamos" que eu dei.
6º Gostei que JJ tivesse dito aos jogadores para virem dar as camisolas. Nós merecíamos.
7º Quem não gostava de ter uma camisola de um jogador? Nem que fosse para poupar 70 ou 80€.
8º Tudo bem que a lei (isso existe para todos?) diz que o adepto não pode invadir o campo, mas o santo que nunca tiver infringido uma que se acuse.
9º A invasão foi pacifica. Só queriam umas camisolas.
10º O Óscar marcou o 1º golo, cuidado que ele é perigoso!!
11º Na altura achei muito bem a atitude do JJ. Era um dos meus que estava em causa!
12º Porquê que stweards e policias especiais no acompanhamento de adeptos reagiram assim? Com outros não fazem ganchos no pescoço, connosco até nos juniores em Vila do Conde são muito maus.
13º Vi o povo unido naquele momento. Gostei!
14º Tanto eu como o Mister sabemos que não se deve reagir de forma tão emocional, mas quem não sente, não é filho de boa gente.
15º Isto não invalida que "ontem" tenha criticado o Jesus ou que "amanha" o volte a fazer. A vida é mesmo assim, comigo tens de ganhar sempre! Títulos ou títulos.
16º Cardeuz voltou... É que ele marca um, marca dois, marca três e eu rejubilo outra vez!!
17º Se Jesus tem de ser ou não castigado, não faço ideia. Aqui não há escutas, que pena porque aí já estava safo!
18º Quererem fazer de JJ o novo terrorista? Calma, ele não mandou nenhum jornalista ou qualquer outro cidadão para o hospital em coma.
19º O que eu quero mesmo é ganhar ao Belém, com ou sem nota artística.
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33º Oh JJ, de castigo ou não, em Maio dá-me uma alegria!! Esse é que é o meu caso... de vida. Até lá, que haja muitas camisolas para dar e invasões pacificas para fazer. É sinal de vitórias!
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Fábula "Assalto ao Museu"
Há
mais de 100 anos nasceu um museu. Ao longo da sua história granjeou reputação
pelas belas obras de arte que expunha.
Uns
anos passados, o museu começou a ser vítima de inúmeros assaltos tendo como
consequência a delapidação do seu riquíssimo património e a perda de qualidade aos
olhos de quem, regularmente o visitava. Toda a gente sabia quem era o mentor
dos assaltos, sabia-se como eram preparados, sabia-se quando eram executados e
quem os cometia. O comandante da polícia e a sua força de intervenção assistia
ao crime sem nada fazer, pareciam ter as mãos atadas, pareciam precisar de um
incentivo para agirem, mas este nunca chegava. O chefe da família que “herdou”
a gestão do museu, nada fazia para contrariar e impedir os contínuos crimes a
que o museu era sujeito. Nos anos que levava à frente dos destinos do museu
dotou a casa de magníficas infra-estruturas que albergavam peças lindíssimas e
de grande qualidade, criou inclusive uma ala para que novos artistas tivessem
todas as condições para criarem peças dignas de serem expostas naquele
majestoso museu.
A
população sentia-se triste e amargurada, olhava para o museu com os olhos
repletos de água a lacrimejarem de saudade, viam um imponente e lindo edifício
mas sabiam que o seu conteúdo era muito inferior a gloria passada. Uns culpam
os ladrões por destruírem tamanho legado, outros culpam o arquitecto de
interiores por não conseguir dispor as peças de arte de forma a extrair delas a
grandeza esperada e por raramente aproveitar as peças criadas em tão nobre ala
anexa, outras culpam o chefe por manter o arquitecto de interiores, por apoiar
e contribuir para a nomeação do comandante da polícia e pela forma estranha como
algumas das obras de arte eram transacionadas.
(…)
O
museu perdura no tempo sobrevivendo a custo às adversidades, o seu passado
glorioso continua na memória de muitos, principalmente daqueles que teimam em
estudar a sua história. Em muitos ouve-se o lamento: perante os crimes que
fomos sujeitos o chefe da família nunca materializou uma queixa na polícia, o
clic que faltava para esta poder agir, porque terá sido?
domingo, 1 de setembro de 2013
Rescaldo do Derby
Comecemos pelo fim...
De um lado rejubila-se com um empate caseiro e os festejos nas bancadas estendem-se minutos a fio depois do artista do apito acabar com o jogo.
Do outro lado, em jeito de resposta, entoa-se o cântico "a Europa na tv" em modo de gozo. Pelo meio, resta uma minoria inconsolada por ter acabado de oferecer mais 2 pontos à concorrência. Senti-me triste, ainda mais triste.
Quanto ao futebol jogado, do lado encarnado, o único que interessa, 1a parte fraquíssima e uma 2a parte com mais vontade (só gostava de lhes mostrar a minha... São 365 dias por ano, não são 45 minutos por semana) de alterar o rumo do jogo. Foram 30 minutos de bom nível, com um génio à solta e um final já sem fôlego para ir buscar 3 pontos cruciais para a sobrevivência. Curto para o Benfica, o Benfica do Museu, por exemplo.
No jogo das palavras, JJ diz não estar preocupado por ter perdido estes 5 pontos no inicio de época. Eu percebo a sua perspectiva, o "Mestre" ofereceu 2 campeonatos quando tinha essa vantagem ou parecida a meia dúzia de jornadas do fim. Como vamos no início, ainda vamos a tempo, não é? Lembre-se é que isso, normalmente, só acontece a alguns! O meu desejo é que Jesus tenha razão, que eu esteja enganado e que no fim esteja tudo feliz a festejar o 33.
Daqui a 15 dias, lá estarei no sitio do costume, a apoiar durante os 90 minutos. É assim, chama-se Sport Lisboa e Benfica.
Pai Cosme, merecias uma resposta melhor, desculpa!
Benfica. 1904
De um lado rejubila-se com um empate caseiro e os festejos nas bancadas estendem-se minutos a fio depois do artista do apito acabar com o jogo.
Do outro lado, em jeito de resposta, entoa-se o cântico "a Europa na tv" em modo de gozo. Pelo meio, resta uma minoria inconsolada por ter acabado de oferecer mais 2 pontos à concorrência. Senti-me triste, ainda mais triste.
Quanto ao futebol jogado, do lado encarnado, o único que interessa, 1a parte fraquíssima e uma 2a parte com mais vontade (só gostava de lhes mostrar a minha... São 365 dias por ano, não são 45 minutos por semana) de alterar o rumo do jogo. Foram 30 minutos de bom nível, com um génio à solta e um final já sem fôlego para ir buscar 3 pontos cruciais para a sobrevivência. Curto para o Benfica, o Benfica do Museu, por exemplo.
No jogo das palavras, JJ diz não estar preocupado por ter perdido estes 5 pontos no inicio de época. Eu percebo a sua perspectiva, o "Mestre" ofereceu 2 campeonatos quando tinha essa vantagem ou parecida a meia dúzia de jornadas do fim. Como vamos no início, ainda vamos a tempo, não é? Lembre-se é que isso, normalmente, só acontece a alguns! O meu desejo é que Jesus tenha razão, que eu esteja enganado e que no fim esteja tudo feliz a festejar o 33.
Daqui a 15 dias, lá estarei no sitio do costume, a apoiar durante os 90 minutos. É assim, chama-se Sport Lisboa e Benfica.
Pai Cosme, merecias uma resposta melhor, desculpa!
Benfica. 1904
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Prémio justo
Não sou grande adepto de antecipar cenários referentes a
arbitragem. Não costumo recear os árbitros e acho sempre que podemos ganhar
independentemente dos Proenças desta vida. Contudo gosto de ver determinados
pormenores e coincidências, e neste início de época tenho admirado a forma como
os meios de comunicação social têm elogiado o sporting e admirei ainda mais a
nomeação de Hugo Miguel para árbitro do dérbi.
É que para além do Sr. ser sportinguista, o que até nem é
muito relevante atendendo ao Benfiquismo de Proença, vem-me logo à memória o
jogo em Coimbra de há duas épocas e o Paços Ferreira vs FC Porto da última
jornada da época transacta.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
O capitão
Os Benfiquistas são tão ciosos do seu clube e querem ser tão
interventivos em tudo o que envolve o clube que por vezes, digo até bastantes
vezes, acabam por prejudica-lo.
No domingo, perante a adversidade, infortúnio, num jogo que
tinha, a determinada altura, tudo para correr mal, estoicamente em 2 minutos,
os últimos do jogo, marcámos dois golos e virámos um resultado extremamente
negativo. A motivação originada por esse momento foi notória e deveria ser
catapultada por todos para o resto do campeonato, com principal incidência
nesta semana que antecede o dérbi com a lagartada. Em vez disso, o que se lê e
ouve, ao ponto dos jornais o noticiarem, é que Gaitán, quando foi substituído, fez
cara feia e Luisão respondeu de forma pouco educada a alguns adeptos. Li inclusive
que Luisão deveria ser sancionado, deveria retratar-se, deveria perder a
braçadeira, etc…
Luisão é o capitão da equipa de futebol do Sport Lisboa e
Benfica, quanto a mim uma das funções do capitão é, no recinto de jogo, defender
intransigentemente os colegas de equipa, a camisola que enverga e o clube no
seu todo. Foi exactamente isso que Luisão fez: defendeu os colegas da equipa
perante quem tentava agredi-los, a única diferença é que os autores dessa
tentativa de agressão deveriam ser quem os apoia. Leio que é uma atitude condenável
porque os sócios têm o direito a criticar porque pagam, leio que Luisão deveria
respeitar o clube, o que fez foi um desrespeito.
Sei que a perfeição é algo que todos devemos procurar
atingir, num mundo perfeito Luisão não deveria ter agido daquela forma, foi
impulsivo e reagiu mal, mas nesse mundo igualmente perfeito os adeptos que
insultavam os jogadores também não o deveriam fazer. Pagam bilhete, quotas, têm
o direito a criticar, tudo bem, assim como quem é agredido tem o direito de não
gostar e, sendo um ser humano, por vezes comete erros e não actua da forma mais
correcta, o que é compreensível.
Perante isto, vamos seguir em frente e esquecer estas minudências
que em nada nos ajudam. Luisão já deu a melhor resposta e à capitão: “Desde
que o Benfica ganhe, durmo descansado” o que subscrevo integralmente.
sábado, 24 de agosto de 2013
Olhar em frente
Não posso dizer que não gostei da entrevista do nosso presidente, também não consigo afirmar que delirei com a mesma. Acho que esta era essencial só peca por tardia. Não se resolveram todas as lacunas existentes mas foram dadas algumas pistas sobre o que se pretende fazer.
Para mim o sumo da entrevista está em Rui Costa. Foi metido em lume brando numa fogueira onde já paira JJ. O que resultou desta entrevista foi que o maestro é quem dita as regras em termos de construção do plantel, assumindo pelo menos publicamente as funções de director desportivo. Isto era algo que eu há muito defendia: alguém que percebesse de futebol que entrasse na estrutura para a conduzir e impor limites às desventuras do treinador (seja ele qual for).
Assim sendo, por ora enterro o "machado de guerra" e vou desfrutar do futebol que a equipa nos tem para oferecer, esperando que seja o suficiente para festejarmos muitas conquistas.
PS: Também foi dada uma indicação importante para a luta contra o sistema: acabar com a subscrição na SportTV e massificar subscrição e visionamento da Benfica TV.
Para mim o sumo da entrevista está em Rui Costa. Foi metido em lume brando numa fogueira onde já paira JJ. O que resultou desta entrevista foi que o maestro é quem dita as regras em termos de construção do plantel, assumindo pelo menos publicamente as funções de director desportivo. Isto era algo que eu há muito defendia: alguém que percebesse de futebol que entrasse na estrutura para a conduzir e impor limites às desventuras do treinador (seja ele qual for).
Assim sendo, por ora enterro o "machado de guerra" e vou desfrutar do futebol que a equipa nos tem para oferecer, esperando que seja o suficiente para festejarmos muitas conquistas.
PS: Também foi dada uma indicação importante para a luta contra o sistema: acabar com a subscrição na SportTV e massificar subscrição e visionamento da Benfica TV.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Erros nossos e alheios, má fortuna, amor ardente pelo Benfica
Caros co-bloguistas TC e MLeal,
Algumas notas após a leitura dos vosso últimos posts. (isto estava para ser um comentários mas ficou tão longo que resolvi transformá-lo em post).
Em primeiro lugar, acho que ambos têm razão, ou pelo menos ambos têm boas razões, o que já não é pouco.
Foram apontadas aqui duas vertentes que têm causado o nosso insucesso - erros próprios e o sistema. Concordo com ambas, só não concordo que se hierarquizem as mesmas ou que elas sejam mutuamente exclusivas.
Ou seja: há que apontar e corrigir os erros próprios, e há que continuar a denunciar e combater o sistema. Sem desculpar tudo com os árbitros e o sistema e fechar os olhos aos nossos erros, mas sem também apontar apenas dedos para os nossos e esquecer as injustiças que nos são feitas. A virtude está no equilíbrio entre ambas as abordagens. Eu sei, La Palisse diria o mesmo, mas às vezes o óbvio escapa-nos.
Votei LFV, e acho-o um excelente Presidente, o melhor dos últimos 20 anos pelo menos. Mas LFV tem um problema, percebe pouco de futebol e do que seja gerir uma equipa de futebol. E tem um problema ainda maior; se calhar devido à sombra do seu homólogo lá de cima, não consegue conviver com isso. Enquanto LFV não se convencer que não é a pessoa certa para tomar decisões cruciais sobre a gestão do futebol, ou pelo menos tomá-las sozinho, temos um problema. Ninguém é bom em tudo, e o nosso Presidente devia concentrar-se naquilo que faz bem, e delegar o que não tem valências para gerir directamente.
Quanto a JJ. Não tenho dúvidas de que é um muito bom treinador. A qualidade do seu trabalho está à vista. Mas estão também à vista as limitações do mesmo; não é um treinador ganhador, daqueles que têm aquele extra que lhes permite vencer nos momentos decisivos, como se viu dolorasamente a época passada. E, aparentemente, tem também um qualquer complexo com o nosso rival lá de cima, como o parece demonstrar a série de maus resultados nos confrontos directos, e o inacreditável ajoelhar no estádio deles a época passada.
Um abraço aos dois e a todos os Benfiquistas nesta hora difícil. Estamos todos a sofrer por igual, tenho a certeza disso, e a diferença de opiniões e abordagens resulta disso mesmo. Cada um sofre à sua maneira.
Algumas notas após a leitura dos vosso últimos posts. (isto estava para ser um comentários mas ficou tão longo que resolvi transformá-lo em post).
Em primeiro lugar, acho que ambos têm razão, ou pelo menos ambos têm boas razões, o que já não é pouco.
Foram apontadas aqui duas vertentes que têm causado o nosso insucesso - erros próprios e o sistema. Concordo com ambas, só não concordo que se hierarquizem as mesmas ou que elas sejam mutuamente exclusivas.
Ou seja: há que apontar e corrigir os erros próprios, e há que continuar a denunciar e combater o sistema. Sem desculpar tudo com os árbitros e o sistema e fechar os olhos aos nossos erros, mas sem também apontar apenas dedos para os nossos e esquecer as injustiças que nos são feitas. A virtude está no equilíbrio entre ambas as abordagens. Eu sei, La Palisse diria o mesmo, mas às vezes o óbvio escapa-nos.
Votei LFV, e acho-o um excelente Presidente, o melhor dos últimos 20 anos pelo menos. Mas LFV tem um problema, percebe pouco de futebol e do que seja gerir uma equipa de futebol. E tem um problema ainda maior; se calhar devido à sombra do seu homólogo lá de cima, não consegue conviver com isso. Enquanto LFV não se convencer que não é a pessoa certa para tomar decisões cruciais sobre a gestão do futebol, ou pelo menos tomá-las sozinho, temos um problema. Ninguém é bom em tudo, e o nosso Presidente devia concentrar-se naquilo que faz bem, e delegar o que não tem valências para gerir directamente.
Quanto a JJ. Não tenho dúvidas de que é um muito bom treinador. A qualidade do seu trabalho está à vista. Mas estão também à vista as limitações do mesmo; não é um treinador ganhador, daqueles que têm aquele extra que lhes permite vencer nos momentos decisivos, como se viu dolorasamente a época passada. E, aparentemente, tem também um qualquer complexo com o nosso rival lá de cima, como o parece demonstrar a série de maus resultados nos confrontos directos, e o inacreditável ajoelhar no estádio deles a época passada.
Um abraço aos dois e a todos os Benfiquistas nesta hora difícil. Estamos todos a sofrer por igual, tenho a certeza disso, e a diferença de opiniões e abordagens resulta disso mesmo. Cada um sofre à sua maneira.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
O problema está sempre nos outros
A capacidade de se olhar ao espelho e identificar os seus
próprios erros resulta de uma visão muito mais alargada do que sistematicamente
culpar os seus erros com acções de terceiros. Culpar os outros pelos nossos
insucessos é exactamente o que impede a progressão do ser humano ou das
organizações e historicamente resultou ou foi o alicerce para o início de
movimentos históricos hostis, tais como os de Hitler face aos Judeus.
Este tipo de comportamento resulta numa incapacidade de
análise que vai para além do óbvio e tece-se comentários sem se ler a
substância. Talvez sejamos mais felizes assim, a festejar a consistência na
mediocridade. Talvez seja essa a visão do Benfiquismo, não tem é que ser a
minha.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Benfica - Sem reservas nem desejos secretos.
“83% dos
votantes nas últimas eleições decidiram passar um cheque em branco a LFV e
reforçar a sua posição no clube. Bem sei que a alternativa não o era
verdadeiramente, mas existiam opções que teriam transmitido à direção que este
não era o caminho desejado pelos sócios.”
Votar é optar entre as soluções propostas, não
é dar cheques em branco. É participar na vida do clube, de modo a garantir que
os seus destinos são entregues aos mais capazes. Com orgulho pertenço aos
83% de votantes que escolheram a atual direção, mas respeito a opinião daqueles
que preferiam o Juiz Rangel.
Se a alternativa não o era verdadeiramente,
pergunto com se transmite à direção que este não era o caminho? No boletim de
voto só existe espaço para uma cruz. No mínimo confuso.
“O verdadeiro problema reside no topo da hierarquia.
LFV assumiu para si a responsabilidade nas decisões do
futebol: contra todos decidiu apoiar Fernando Gomes; contra todos decidiu a
continuidade de Jorge Jesus;
Faltam 3 anos desta direção, pelo meio
ainda espero que o Benfica seja campeão, até poderá ser este ano, mas será
certamente algo casual e não sustentado.”
O apoio a Fernando Gomes decorreu antes do processo
eleitoral no Benfica, logo esta decisão foi escrutinada. Não percebo onde se
pode aplicar a expressão “contra todos”.
Novamente a expressão de “contra todos” na
continuidade de Jorge Jesus. Em que universo foi auferida essa sondagem? Depois
jogo do Barreiros? Como cola essa vontade de rutura com o treinador com o
argumento da “falta de consistência” e de “casualidade” da gestão do Presidente?
Pensava eu que manter o mesmo treinador durante 5 épocas era o melhor sinal de
consistência de um projeto.
Exceção feita á sua segunda época (frangos do
Roberto), em todas as outras fomos os melhores em Portugal, a praticar um dos
melhores futebóis da Europa que não se traduziram em mais títulos por uma
única razão NÃO EXISTE VERDADE NA COMPETIÇÃO.
No Domingo lá estarei do primeiro ao último
minuto a apoiar treinadores e jogadores.
Sem reservas nem desejos secretos.
p.s. – ainda no jogo de ontem gostava de ter visto
uma repetição de um angulo por trás da baliza de um lance decorrido na primeira
parte sobre o Gaitan quando se isolava. Também gostava de ter visto uma
repetição de um angulo que permitisse auferir da legalidade da posição do
avançado do Marítimo no momento do passe que lhe é dirigido e que no seu
seguimento dará origem ao lance da grande penalidade. E muitos outros lances em
que as disputa de bolas perdidas pelos jogadores do Benfica nunca mereciam ser
revistas. Registo sempre, sem surpresa, que na nossa área nunca existem dúvidas
ao contrário do que se passa nas áreas dos nossos adversários. Mas também o que
esperar do Super Dragão Jorge de Sousa. O pai da nossa derrota na Final da
Taça. Sim, não foi o Jesus, o Cardozo ou o André Almeida, foi um golo ilegal
validado que mudou a história do jogo.
Em Setúbal foi mais do mesmo, pelos vistos pouco
interessa.
Nota: Sobre Jorge Jesus, convido-vos a ler aqui,
o cronista do Expresso Henrique Raposo também ele, um ilustre Benfiquista
Mais 3 aninhos, pelo menos!
83% dos votantes nas últimas eleições
decidiram passar um cheque em branco a LFV e reforçar a sua posição no clube.
Bem sei que a alternativa não o era verdadeiramente, mas existiam opções que
teriam transmitido à direcção que este não era o caminho desejado pelos sócios.
Agora andamos todos a sofrer as consequências das nossas próprias decisões. Uns
atiram-se a Jorge Jesus, outros aos jogadores, há quem persista em culpar o
sistema corrupto. Terão certamente todos a sua razão, Jorge Jesus tem culpa por
insistir nos mesmos erros, os jogadores, pelo menos alguns parecem estar com a
cabeça longe da luz e o sistema corrupto como é habitual actua sempre estrategicamente e no momento certo: um sorteio cirúrgico, uma expulsão também
ela muito conveniente face ao andamento do jogo, contudo o problema, o
verdadeiro problema reside no topo da hierarquia.
LFV assumiu para si
a responsabilidade nas decisões do futebol: contra todos decidiu apoiar
Fernando Gomes; contra todos decidiu a continuidade de Jorge Jesus; contra tudo
o que seria natural alimentou uma pré-época conturbada e a construção de um
plantel em que os mais antigos vêm o treinador de gatas. A falta de liderança,
de conhecimento, de feeling espelhados numa década de “liderança” é por demais
evidente.
Faltam 3 anos desta
direcção, pelo meio ainda espero que o Benfica seja campeão, até poderá ser este
ano, mas será certamente algo casual e não sustentado.
domingo, 18 de agosto de 2013
Esperado!!!
Toda a gente sabe que só é possível ganhar na Madeira com enorme disponibilidade física. Todos sabem menos Jorge Jesus. Jogar com Maxi e Enzo sem condições físicas mínimas, com os restantes jogadores a passo e com os centrais a darem baldas como deram no primeiro golo, só pode dar derrota.
Algo perfeitamente esperado face aos acontecimentos da pré-época. Será a primeira de muitas que viveremos na presente temporada, primeiro estranha-se depois entranha-se. O que interessa é que reabilitou-se financeiramente o clube, temos um estádio, um centro de estágios e um museu que, segundo quem já o visitou, é maravilhoso. Estamos perto da hegemonia do futebol Português, mas não em resultados, sim em parvoíce, estupidez.
Algo perfeitamente esperado face aos acontecimentos da pré-época. Será a primeira de muitas que viveremos na presente temporada, primeiro estranha-se depois entranha-se. O que interessa é que reabilitou-se financeiramente o clube, temos um estádio, um centro de estágios e um museu que, segundo quem já o visitou, é maravilhoso. Estamos perto da hegemonia do futebol Português, mas não em resultados, sim em parvoíce, estupidez.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Em depressão
A nação Benfiquista está deprimida. Esta
pré-epoca correu mal, muito mal, a equipa não demonstra solidez, apresenta um
futebol pouco consistente. Do ponto de vista defensivo é uma desgraça,
principalmente nas bolas paradas, ofensivamente continua a ter movimentos muito
interessantes mas face a equipas mais poderosas não consegue impor o seu jogo
(sem bola é difícil).
Tudo indica que até
ao final do mês sairão jogadores “nucleares”. As capas dos jornais de ontem a
pouparem Jorge Jesus são indiciadoras. Matic, Garay e eventualmente Salvio
(caso algum dos outros não saia) estão à cabeça para realizar o encaixe
financeiro necessário para o equilíbrio das contas. Hoje até Luisão está na
berlinda.
Os casos Roberto e
Pizzi, puseram a nu as negociatas directivas que os mais incautos não queriam
ver. O silêncio da Direcção em especial do seu “timoneiro” é confrangedor, nem
um único discurso a falar da sua grande obra: credibilizar o clube, construímos
um estádio, um centro de estágio, temos uma equipa de topo Mundial, no futuro
seremos mais fortes e dominadores. Nada, apenas silêncio. Silêncio este que
transborda na cara do JJ quando fala à comunicação social: sem chama, sem
confiança, a sua habitual arrogância foi substituída por conformismo.
Pelo meio, fcp
conquistou mais um troféu, com uma exibição muito interessante antevendo um
estilo de futebol muito mais entusiasmante do que nos últimos dois anos.
Veremos se é mais consistente mas se embalar nas primeiras jornadas será muito
difícil acompanhá-los.
Até o sporting vai
dando sinais positivos com resultados bastante satisfatórios. Isto para não
falar do Braga que me parece bastante coeso quando comparado com a passada
temporada.
Precisamos de Luz,
de vitórias, de exibições galvanizantes. Precisamos de um sinal que nos dê a
ideia que é possível ganhar títulos. Precisamos de Benfica.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Mais vale tarde que nunca
Célebre ditado popular: “Mais vale tarde que nunca”
costuma, como a maioria dos ditados, ter aplicação na maior parte dos casos. O
que falta completar ao ditado é se as implicações do mais tarde têm ou não as
mesmas repercussões do nunca.
Cardozo, com um atraso de dois meses, na melhor das hipóteses de um mês, lá se dignou a pedir desculpa. Fica por saber se foi algo que a Direcção
sempre exigiu desde o primeiro dia ou se foi negociação recente em resultado do
triste espectáculo do passado Sábado.
Pouco interessa agora o porquê, resolveu-se um diferendo,
reintegra-se o jogador e contrata-se o seu substituto, pois Cardozo é para
despachar o que atendendo à novela que o envolve, neste momento, é o mais
acertado (lá está a consequência do ditado!).
O seu substituto também já tem novela. Esta já decorre há
uns três ou quatro anos: Funes Mori todos os anos é associado ao Benfica como pretensão
de JJ. Com tantos anos de namoro só pode ser paixão e assim sendo certamente
teremos reforço de peso. O que estranho é sermos os únicos a termos essa
percepção, pois com tantos anos de exposição futebolística mais ninguém lhe
pegou. Um diamante escondido para o nosso treinador lapidar. Veremos se neste
caso o ditado resulta.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Lealdade? Nos dias de hoje? O que é isso?
Cardozo pelos vistos há muito que pressiona para sair do Benfica para ir ganhar bastante mais para o Fenerbace.. Lembro que Luisão, o nosso "capitão", também já fez o mesmo por diversas vezes, por razões similares.
Wayne Rooney, imaginem, essa lenda viva do MU, quer ir para o Chelsea. Suarez quer sair do Liverpool. Van Persie, um símbolo do Arsenal, saiu para o MU; e Fabregas, "capitão" do mesmo clube, armou uma novela sem fim e saiu para o Barcelona.
Já para não falar de Figo aqui há uns anos, traindo o Barcelona pelo dinhero do Madrid. Etc etc etc.
Ou seja: a lealdade dos jogadores profissionais é para com eles próprios, a sua carreira e o dinheiro que podem ganhar. Há excepções, mas são cada vez menos. No que aliás não se distinguem dos profissionais de outras profissões, e muito legitimamente.
Sempre defendi o Cardozo, e naõ tenho de o repetir porque está documentado em vários textos por mim escritos nestes últimos anos. Acho triste que a saída dele se tenha transformado nesta novela pouco edificante para ambas as partes, mas não é a primeira vez que tal acontece com um jogador nem será a última.
Neste momento, depois de tudo o que aconteceu, parece-me claro, por muita pena que tenha, que Cardozo não pode voltar a ser reintegrado no plantel, mesmo que com castigo, multa, e etc (a entrevista do Miguel Vítor, que não tem qualquer razão para defender o Jesus, reforçou esta minha convicção). Acho que nem o treinador nem os colegas veriam isso com bons olhos, e as consequências para a equipa poderiam ser graves.
Foi um ciclo importante e bonito que chegou ao fim, como muitos outros.
PS - Nada disto tem a ver com defender ou atacar o Jorge Jesus e/ou o Presidente. Tem a ver apenas e só com o Cardozo e o Benfica.
Wayne Rooney, imaginem, essa lenda viva do MU, quer ir para o Chelsea. Suarez quer sair do Liverpool. Van Persie, um símbolo do Arsenal, saiu para o MU; e Fabregas, "capitão" do mesmo clube, armou uma novela sem fim e saiu para o Barcelona.
Já para não falar de Figo aqui há uns anos, traindo o Barcelona pelo dinhero do Madrid. Etc etc etc.
Ou seja: a lealdade dos jogadores profissionais é para com eles próprios, a sua carreira e o dinheiro que podem ganhar. Há excepções, mas são cada vez menos. No que aliás não se distinguem dos profissionais de outras profissões, e muito legitimamente.
Sempre defendi o Cardozo, e naõ tenho de o repetir porque está documentado em vários textos por mim escritos nestes últimos anos. Acho triste que a saída dele se tenha transformado nesta novela pouco edificante para ambas as partes, mas não é a primeira vez que tal acontece com um jogador nem será a última.
Neste momento, depois de tudo o que aconteceu, parece-me claro, por muita pena que tenha, que Cardozo não pode voltar a ser reintegrado no plantel, mesmo que com castigo, multa, e etc (a entrevista do Miguel Vítor, que não tem qualquer razão para defender o Jesus, reforçou esta minha convicção). Acho que nem o treinador nem os colegas veriam isso com bons olhos, e as consequências para a equipa poderiam ser graves.
Foi um ciclo importante e bonito que chegou ao fim, como muitos outros.
PS - Nada disto tem a ver com defender ou atacar o Jorge Jesus e/ou o Presidente. Tem a ver apenas e só com o Cardozo e o Benfica.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
A novela Cardozo
A novela Cardozo a cada dia que passa ganha contornos de parvoíce a um limite perfeitamente inimaginável.
Desde o início que o assunto não teve tratamento por parte do clube. Ouviu-se comentários de “figuras” do clube e Jornalistas opinadores com argumentação diversa e em vários sentidos.
Oficialmente temos Miguel Vitor a condenar a acção do colega e Jorge Jesus em entrevista ao canal do clube a qualificar a acção como injustificável e remetendo o assunto para a direcção, ficando no entanto a ideia que não conta com o jogador.
O jogador não se retrata publicamente, mas mostra-se disponível para jogar pelo Benfica.
Neste marasmo de ideias percebe-se que o clube o quer despachar (planta noticias de interessados e fomenta publicamente as negociações com os Turcos) mas não aceita vendê-lo nas condições que o “único” interessado oferece.
Dado o impasse, o jogador é impedido de regressar aos treinos e de frequentar as instalações do clube, numa atitude de confrontação directa ao jogador.
Na apresentação da equipa aos sócios, as coisas não correm bem. Os adeptos presentes no jogo numa atitude que demonstra hostilidade para com JJ cantam e clamam por Cardozo (que antigamente era assobiado). Do jogo fica a evidência que um ponta de lança com as características do Cardozo faz falta.
Na conferência de Imprensa pós jogo, o nosso treinador informa que sempre defendeu o jogador remetendo uma vez mais o assunto para a direcção, ficando no entanto uma ideia diferente da que tinha saído da entrevista a José E. Moniz.
Hoje, Manuel Sérgio, amigo pessoal de JJ e suposto guru de apoio ao treinador informa que para o seu “protegido” Cardozo poderia ficar.
Ou seja, parece evidente uma inflexão nos protagonistas desta historia e o que interessa é o Benfica e não a pessoa A ou B.
Folgo em sabê-lo, mas olhem que assim de repente não parece nada, o que me parece é que alguém pretende salvar a face, face às contrapartidas desportivas que este assunto originará.
Venha a primeira jornada e uma vitória nos Barreiros. Já não há paciência para esta pré-epoca.
sábado, 3 de agosto de 2013
Filme do futuro?
Hoje já sentimos na pele o que significa a ausência de Cardozo no plantel. Num dia em que Lima tenha deixado a inspiração em casa, como aconteceu hoje, não existe alternativa e a nossa capacidade de finalização é inexistente.
Rodrigo apenas existe a espaços e raramente resolve quando as coisas estão fechadinhas lá atrás.
JJ continua a insistir numa metodologia defensiva que não resulta. Nas bolas paradas chega a ser ridículo a quantidade de lances que sofremos.
Se perdermos Matic até 31 de Agosto espera-nos uma época muito complicada. Expectativas muito em baixo.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Impressão sobre os reforços
A poucos dias da apresentação do plantel aos sócios e após a
realização de alguns jogos de preparação é já possível ter uma impressão sobre
os jogadores contratados.
Partilho aqui a ideia que tenho sobre esses atletas:
- Cortez (DE): Upgrade de Melgarejo, ataca
melhor e nos processos defensivos sente algumas dificuldades. Sendo mais
experiente e rotinado é para já melhor solução que o Paraguaio. Veremos a sua
progressão ao longo da época para se perceber se é uma boa solução, mas à
primeira vista estamos melhor servidos;
- Silvio (DD ou DE): Excelente suplente. Não
é um grande jogador mas é daquelas soluções que os plantéis devem sempre ter.
Não deslumbra mas é regular tanto à esquerda como à direita constituindo-se
como ideal para ter no banco. Para além disso, conta como Português formado no
clube. Que as lesões o ajudem;
- Lizandro Lopez (DC): Central jovem, deixou
boas indicações nos primeiros jogos. Visivelmente desadaptado ao nosso futebol.
Precisa de tempo para se perceber o que vale. Para já não é opção para titular,
talvez para o ano o possa ser;
- Mitrovic (DC): Central à antiga,
fisicamente forte mas um autêntico cepo. Com a bola nos pés é um perigo. Não
percebo qual a sua valia em relação a Miguel Vitor.
- Steven Vitória (DC): Ao estilo de Jardel.
Melhor no jogo aéreo mas mais lento que o Brasileiro. Quando descaído para o
lado direito se o companheiro do lado tiver características diferentes poderá
ser solução. Em dupla com Jardel, Luisão ou Mitrovic, a coisa não resulta;
- Ruben Amorim (MC): Velho conhecido, boa
alternativa para o meio-campo. Será alternativa a Enzo Perez mas se for preciso
também joga no lugar de Matic. Em caso de aperto ainda faz de lateral direito;
- Sulejmani (MO): O mais conhecido de todos
os reforços. Vem de um ano praticamente sem jogar o que naturalmente tem
reflexos nas suas exibições. A sua posição natural é avançado ou 9,5 em
linguagem de JJ. O facto de estar a actuar nas alas não o beneficia. Certamente
vai melhorar e poderá constituir uma alternativa muito interessante, muito mais
se puder jogar na sua posição;
- Djuricic (MO): N.º 10 puro de grande
qualidade. Natural herdeiro de Aimar no plantel. Assim como o Argentino, no
sistema de JJ, sentirá dificuldades. É demasiado ofensivo para jogar na posição
8 e demasiado centrocampista para jogar na tal posição de 9,5 pois falta-lhe
bola;
- Markovic (MO/A): Um avançado móvel talhado
para a tal posição de 9,5. Para mim a grande surpresa. Velocidade e um toque de
bola de grande qualidade. Cheira-me que não ficará muito tempo por cá, pelo
que sugiro que lhe subam a cláusula de rescisão. Espero que não o encostem às
alas, perderia muito do potencial que aparenta ter;
- Fariña (MO): Não é jogador que faça a
diferença apesar de se perceber que tem toque de bola. Considerando o excesso
de alternativas para a posição só se percebe a sua contratação como
oportunidade de negócio. Não tem características para jogar na ala. Como
Guarda-Redes e Ponta de Lança não se sabe as suas qualidades.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Convocatória para hoje
Salvio e Melgarejo ausentes por lesão. Luisão e Garay por opção.
Considerando que o Melgarejo vai para o Liverpool, não sei o que pensar em relação aos outros 3.
Falta 1 mês...
terça-feira, 30 de julho de 2013
Benfica TV na vanguarda de conteúdos em Portugal
Portugal é um país muito sui generis no que concerne a programas televisivos. Quem acompanhou o lançamento dos canais privados, tais como a SIC e TVI, percebeu certamente que as (boas) intenções iniciais depressa cederam aos impulsos consumistas dos Portugueses. Futebol e em especial telenovelas é receita certa para ganhar audiência, sejam elas Portuguesas, Brasileiras, Venezuelanas, Colombianas ou Paraguaias o que interessa é o enredo, o drama, as mentiras e traições, os cortes de cabelo, as relações de amor/ódio, actores/intervenientes de baixa qualidade e outros de boa qualidade, tudo dividido em muitos episódios e com repercussão nas revistas cor-de-rosa. Ora, no Benfica, uma estrutura verdadeiramente profissional, onde tudo é pensado ao pormenor e onde os lugares são ocupados pelos melhores profissionais existentes independentemente da cor clubista e/ou amizades e influências que têm, esse pormenor de gosto do povo Português, não poderia, evidentemente, escapar.
Numa altura em que se lançou a Benfica TV enquanto canal pago, os seus conteúdos foram devidamente equacionados e naturalmente as novelas imperam: Foi um final de época verdadeiramente dramático, foi a renovação de JJ, a saída de Aimar, mais recentemente temos Cardozo, Roberto e suas ramificações, Pizzi, o estranho caso de Melgarejo, Jorge Mendes e seus muchachos, as alterações tácticas na equipa de futebol 11 que no fundo é mais do mesmo, são as parcerias com Atlético de Madrid, a abertura do museu do clube com enfoque nas ausências dos Srs. Presidente da Republica e Primeiro-ministro mas com a presença do Exmo. Sr. presidente da FPF, etc… tudo em prol do enorme sucesso do canal do clube. Sim, porque no Benfica trabalha-se à séria.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Um lugar na história do Benfica
Joaquim Ferreira Bogalho não
era um homem perfeito. O “homem do estádio”, como lhe chamavam, era benfiquista
e isso chegava. Foi pela mão da sua liderança que milhares de benfiquistas
ergueram uma das obras mais monumentais que se vira até então neste país à
beira mar plantado, o estádio do Sport Lisboa e Benfica, à Luz, em Carnide,
nascido para ser o maior de Portugal.
É certo que pelo meio várias
construções foram alicerçadas. Todavia, desde 1954, foi preciso esperar 49
anos, até 2003, para que um novo empreendimento, construído de raiz, se voltasse
a criar no complexo desportivo benfiquista.
Luís Filipe Vieira foi eleito
pela primeira vez em Outubro de 2003, poucos dias depois da inauguração do novo
estádio. Embora todos os participantes nessa obra, façam enorme relevo da sua
participação, historicamente não foi uma obra da sua presidência. Tem lá o seu cunho,
mas não tem lá o seu nome. E a história não perdoa.
É verdade que o mesmo não se
poderá dizer do Centro de Estágios no Seixal, começado a ser construído em 2004
e concluído em 2006, obra que é, sem dúvida, parte do seu mandato. No entanto,
a sua distância física da capital (o facto de não ser visível dentro do avião à
chegada ao Aeroporto de Lisboa ou começar-se a avistar de carro logo a partir
da primeira entrada da 2ª circular!) tem afastado muitos adeptos do
reconhecimento da grandeza dessa obra, peça fundamental para o alto rendimento
para a equipa principal de futebol e para a progressão de jovens desportistas
promissores.
Contudo, foi o Museu Benfica - Cosme
Damião que veio trazer definitivamente o lugar de Luís Filipe Vieira na
história benfiquista. Mesmo através das melhores tentativas e da imensa
abnegação de Benfiquistas como Álvaro Curado, Joaquim Macarrão, Roland de
Oliveira e Alberto Miguéns, foram demasiados anos a transportar taças e a
deixá-las em lugares indignos de exibir as suas cores douradas e as suas
insígnias. Para o bem ou para o mal, Luís Filipe Vieira já tem o seu lugar
reservado na história do Benfica. E desta feita, ao contrário daquilo que fez
no Cemitério dos Prazeres há uns anos atrás, de forma humilde e meritória. As
suas palavras no dia de inauguração do eternamente desejado museu, obra
empreendedora e nascida da sua vontade, farão parte de todos os livros sobre o
Clube que se irão escrever nos próximos 100 anos. Como ele próprio refere, "não haverá futuro sem o passado".
Continuam a faltar as vitórias
no futebol e permanecem muitos detalhes por alterar no estilo da sua liderança. A
título de exemplo, a Águia de Ouro, proposta pela sua direção e recebida em
pleno exercício dos seus mandatos, pela qual devia ter sabido esperar, após
sair a bem e consciente de ter atingido o limite das suas capacidades, deixando
em boas mãos democráticas o seu legado.
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Publicada por
Fernando Arrobas
à(s)
7:13 da tarde
1 comentários
Let's look at a trailer
Ao assistir aos jogos da pré época fico sempre com a sensação de estar a assistir ao trailer de um filme que não se irá estrear.
Com esta palhaçada de ter o mercado aberto até final de Agosto, nada nos diz que a equipa actual será a que irá disputar as competições a sério. Potencialmente, podem ainda sair todos e entrarem outros tantos.
Por isso é cedo ainda para comentar o facto de termos aparentemente jogadores a mais para certas posições.
No entanto, não quero deixar de apontar o facto de termos jogadores a menos nas duas posições mais importantes do futebol - guarda redes e ponta de lança.
Dizia aliás um antigo jogador brasileiro"no futebol há nove posições e duas profissões - o goleiro e o centro avante". Partilho inteiramente desta opinião.
Em relação ao guarda redes, e nem entrando pela discussão das qualidades e defeitos do Artur, é óbvio que não temos uma alternativa para o lugar. Uma equipa como a nossa tem de ter dois guarda redes de nível semelhente - e, claramente, pelo segundo ano consecutivo, não temos. Paulo Lopes e Mika podem servir para um jogo ou outro, até poderão ser os titulares nas duas Taças, têm qualidade, mas no caso de uma ausência mais prolongada do Artur podemos ter ume reedição do Rui Nereu.
O mesmo se passa ao nível de ponta de lança. Ter apenas dois, Lima e Rodrigo, é manifestamente curto para uma temporada exigente, com quatro competições.
Isto mesmo tendo em conta que este ano iremos jogar apenas com um no onze inicial, apostando em Markovic ou Djuricic ou Sulejman para um lugar que JJ descreve como "nove e meio", que o ano passado era feito pelo Rodrigo ou pelo Lima em apoio ao Cardozo.
O ideal era contratar um substituto à altura para Cardozo. Admito que não haja dinheiro para tal, mas se é assim, então que se tenha no plantel mais um ou dois dos muitos avançados que temos emprestados ou para emprestar. Acho que o Nelson ou o Kardec poderiam ter ficado, mas já é tarde. Ainda por aí andam encostados o Jara, o Yannick, o Hugo Vieira. Talvez este último pudesse ser útil que ficasse no plantel.
Com esta palhaçada de ter o mercado aberto até final de Agosto, nada nos diz que a equipa actual será a que irá disputar as competições a sério. Potencialmente, podem ainda sair todos e entrarem outros tantos.
Por isso é cedo ainda para comentar o facto de termos aparentemente jogadores a mais para certas posições.
No entanto, não quero deixar de apontar o facto de termos jogadores a menos nas duas posições mais importantes do futebol - guarda redes e ponta de lança.
Dizia aliás um antigo jogador brasileiro"no futebol há nove posições e duas profissões - o goleiro e o centro avante". Partilho inteiramente desta opinião.
Em relação ao guarda redes, e nem entrando pela discussão das qualidades e defeitos do Artur, é óbvio que não temos uma alternativa para o lugar. Uma equipa como a nossa tem de ter dois guarda redes de nível semelhente - e, claramente, pelo segundo ano consecutivo, não temos. Paulo Lopes e Mika podem servir para um jogo ou outro, até poderão ser os titulares nas duas Taças, têm qualidade, mas no caso de uma ausência mais prolongada do Artur podemos ter ume reedição do Rui Nereu.
O mesmo se passa ao nível de ponta de lança. Ter apenas dois, Lima e Rodrigo, é manifestamente curto para uma temporada exigente, com quatro competições.
Isto mesmo tendo em conta que este ano iremos jogar apenas com um no onze inicial, apostando em Markovic ou Djuricic ou Sulejman para um lugar que JJ descreve como "nove e meio", que o ano passado era feito pelo Rodrigo ou pelo Lima em apoio ao Cardozo.
O ideal era contratar um substituto à altura para Cardozo. Admito que não haja dinheiro para tal, mas se é assim, então que se tenha no plantel mais um ou dois dos muitos avançados que temos emprestados ou para emprestar. Acho que o Nelson ou o Kardec poderiam ter ficado, mas já é tarde. Ainda por aí andam encostados o Jara, o Yannick, o Hugo Vieira. Talvez este último pudesse ser útil que ficasse no plantel.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Espelho
Nos últimos tempos tenho-me abstido de comentar os acontecimentos desta pré-época. Sinceramente tenho sentimentos contraditórios em relação ao futuro:
Por um lado acho que o plantel, tal como está hoje, tem mais alternativas e é o mais equilibrado dos últimos anos - 4 opções para lateral direito, outras 4 para a lateral esquerda; vários defesas centrais; opções ofensivas variadas e de aparente qualidade; O meio-campo foi reforçado por Rúben Amorim e André Gomes estará mais maduro.
Por outro lado acho que as coisas estão a correr muito mal e subsistem indícios que a continuidade de JJ foi um erro. A equipa mantém as mesmas virtudes e acentua os erros defensivos (é muito preocupante a quantidade de golos que temos sofrido). Apesar de existirem 4 opções para a lateral esquerda, parece-me que são de baixa qualidade e nos centrais começa a evidenciar-se de forma mais acentuada a quebra de Luisão, estando por confirmar as valias de Lisandro e Steven Vitoria. A tudo isto deverá ser adicionado a incerteza nas permanências de Garay; Ola Jonh; Matic e Salvio, sendo a destes dois verdadeiramente preocupante.
Temos ainda a situação Cardozo: Pessimamente gerida pela direcção e treinador. Neste momento não existem condições para o avançado ficar no plantel. As coisas foram geridas de forma a comprometer qualquer possibilidade de reencontro entre as partes e assistimos a uma novela de baixa qualidade em torno da sua cedência aos turcos. LFV parece indeciso no que fazer, não aceita vender o jogador por uma diferença (segundo se noticia) de 3 milhões, nem consegue impor esse mesmo jogador ao treinador e fazê-lo regressar aos treinos (valorizando-o).
Neste enquadramento de expectativas turvas temos o lançamento da Benfica TV que em nada beneficia deste quadro pouco empolgante.
Que chegue rapidamente o dia 18 de Agosto e que se iniciam as hostilidades futebolísticas com uma vitória na Madeira. Porá fim a um ciclo de várias épocas sem vitorias na primeira jornada e dará um impulso nas expectativas dos Benfiquistas com naturais reflexos na subscrição e implementação da Benfica Tv.
Por um lado acho que o plantel, tal como está hoje, tem mais alternativas e é o mais equilibrado dos últimos anos - 4 opções para lateral direito, outras 4 para a lateral esquerda; vários defesas centrais; opções ofensivas variadas e de aparente qualidade; O meio-campo foi reforçado por Rúben Amorim e André Gomes estará mais maduro.
Por outro lado acho que as coisas estão a correr muito mal e subsistem indícios que a continuidade de JJ foi um erro. A equipa mantém as mesmas virtudes e acentua os erros defensivos (é muito preocupante a quantidade de golos que temos sofrido). Apesar de existirem 4 opções para a lateral esquerda, parece-me que são de baixa qualidade e nos centrais começa a evidenciar-se de forma mais acentuada a quebra de Luisão, estando por confirmar as valias de Lisandro e Steven Vitoria. A tudo isto deverá ser adicionado a incerteza nas permanências de Garay; Ola Jonh; Matic e Salvio, sendo a destes dois verdadeiramente preocupante.
Temos ainda a situação Cardozo: Pessimamente gerida pela direcção e treinador. Neste momento não existem condições para o avançado ficar no plantel. As coisas foram geridas de forma a comprometer qualquer possibilidade de reencontro entre as partes e assistimos a uma novela de baixa qualidade em torno da sua cedência aos turcos. LFV parece indeciso no que fazer, não aceita vender o jogador por uma diferença (segundo se noticia) de 3 milhões, nem consegue impor esse mesmo jogador ao treinador e fazê-lo regressar aos treinos (valorizando-o).
Neste enquadramento de expectativas turvas temos o lançamento da Benfica TV que em nada beneficia deste quadro pouco empolgante.
Que chegue rapidamente o dia 18 de Agosto e que se iniciam as hostilidades futebolísticas com uma vitória na Madeira. Porá fim a um ciclo de várias épocas sem vitorias na primeira jornada e dará um impulso nas expectativas dos Benfiquistas com naturais reflexos na subscrição e implementação da Benfica Tv.
domingo, 21 de julho de 2013
Com o Sporting nem a feijões
Muitos poderão afirmar que a capa de hoje do jornal Record é tendenciosa e típica de um jornal que sempre se virou mais
para o lado sportinguista, assim como A
Bola o faz para o Benfica e O Jogo
para o clube azul e branco.
Dirão mesmo que a frase “Benfica começa a época como acabou a anterior:
a perder” é um mote de desestabilização do Benfica para o início de 2013/2014 e
uma forma de levantar a moral de um clube que tem andado na mó de baixo. Em
primeiro lugar porque a frase não é verdadeira, visto que no primeiro jogo da
época vencemos o Étoile Carouge por 6-1 e ontem foi o quarto jogo. Em seguida,
porque é pré-época, é para rodar a equipa e deve-se relativizar a importância
da partida. Na minha opinião, depende da perspetiva.
A Associação de Futebol de Lisboa é a mais antiga de Portugal. De suma
importância para o início da prática do futebol português, teve, igualmente, um
papel fundamental para a criação da entidade que conhecemos hoje como Federação
Portuguesa de Futebol. A sua principal competição – o Campeonato de Lisboa, o
qual não existe atualmente – é anterior à existência do Campeonato Nacional,
constituindo-se como o título oficial mais antigo em Portugal e onde se
iniciaram os primeiros duelos entre Benfica (ainda Sport Lisboa) e Sporting.
Rivalidade essa que se estendeu para outra competição criada e organizada pela AFL
a partir da época 1914/1915: a Taça de Honra de Lisboa.
Assim e para todos os efeitos, se o Record estiver a
mencionar competições oficiais, aquilo que escreveu é verdade. De facto, o
final da época passada não correu especialmente bem e todos desejamos que tudo
seja diferente em Maio do próximo ano. No entanto e embora até se possa
desvalorizar a sua importância, não deixa de ser importante os benfiquistas mencionarem
que o jogo de ontem “não era um treino” para o torneio do Guadiana, mas sim uma
partida no âmbito de uma competição official, com história, e a mais antiga que
se encontra em vigor em Portugal .
Ademais, os próprios números oficias da AFL não estão corretos *, como
descreve e bem Alberto Miguéns no seu blog Em
defesa do Benfica, e, na verdade, a Taça de Honra é um título que o Benfica
(18) conquistou o mesmo número de vezes que Sporting (11), Belenenses (6) e Império (1) juntos. E, tal como manda a nossa
história, “perder com o Sporting nem a
feijões”.
Vou ainda um pouco mais longe: a Taça de Honra,
dada a sua tradição e a atual vontade demonstrada de que a Associação de
Futebol de Lisboa cresça no seio da importância do futebol português, num processo de comunicação bem explicado e simbolizado, seria um bonito título para a inauguração do museu
Cosme Damião na próxima semana.
* Entre a época 1920/21 e 1946/47 foi indexada a conquista do
Campeonato Regional à conquista da Taça de Honra.
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Publicada por
Fernando Arrobas
à(s)
2:43 da tarde
4
comentários
sexta-feira, 5 de julho de 2013
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