São extremamente preocupantes os "apagões" que a nossa equipa sofre regularmente em momentos cruciais e geralmente em casa contra adversários menos cotados.
Estão na memória de todos nós - Estoril, Belenenses, agora o Aoruca. Já para não falar da final da Taça.
No caso do Campeonato actual, que é o único que interessa agora, ambos os empates se deram poucos dias antes de um jogo da Champions. Não pode ser coincidência.
Sabemos que os jogadores são profissionais, que muitos aspiram a melhorar os seus contratos, que a Champions é uma grande montra. Nada tenho contra o facto de cada um ter objectivos profissionais e pessoais de melhoria, como todos nós.
O que não pode acontecer é que os objectivos individuais vão contra os objectivos da equipa. E é isso mesmo que se está a passar. Não estou a dizer que os ojogadores fazem de propósito, que se empenham menos - mas de facto, mesmo que seja inconscientemente, é óbvio que entram nestes jogos contra equipas pequenas a poucos dias de jogos europeus com a cabeça já no jogo seguinte.
Para um jogador, fazer nem que seja mais uma eliminatória da Champions pode ser a diferença entre sair para um contrato melhor ou não o fazer. Mas para o Benfica, conquistar a Champions é um sonho lindo mas pouco concretizável, e ser Campeão Nacional tem de ser o objectivo principal.
Eu propunha ao Presidente duas medidas:
- Os prémios pelo sucesso na Champions deveriam também depender de alguma forma dos resultados no Campeonato nos dias que antecedem os jogos europeus;
- Sempre que haja desastres como o de 6ª feira, metade da equipa que tivesse feito o jogo de campeonato ficava afastada do jogo europeu seguinte, como castigo, fossem quais fossem as consequências desse facto.
A médio prazo, acho que são medidas que surtiriam efeito.
Blog dedicado ao Sport Lisboa e Benfica em que se pretende que, sem perder o sentido crítico, se mantenha o espírito construtivo.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Afinal...
Houvesse justiça e teríamos ganho em Alvalade, empatado na Madeira e vencido o Belenenses na Luz. E de igual modo teriamos beneficiado dos empates dos Norte Coreanos frente a Paços de Ferreira e V. Guimarães. Tudo somado traduzir-se-ia num avanço de 11 pontos!!!!. Pois é, á 11ª primeira jornada já estavam arrumados. Apesar de comandados pelo "genial" treinador (desejado por grande parte dos nosso adeptos no último Verão), contra o velho e "incompetente" Jesus.
(Que pena não podermos fazer o exercício (mas só a brincar) contrário num Universo Paralelo e tentar perceber quais seriam os resultados/classificação com Jesus a liderar os Norte Coreanos e o Fonseca a treinar os nossos.)
O futebol tem destas coisas... mas se daqui a 5 meses perdermos novamente o titulo aos 92 minutos a culpa é do "velho" porque....porque sim. Arbitragens como as citadas, assim como a deste fim de semana em Coimbra, em nada irão pesar no balanço final para uma grande parte dos NOSSOS adeptos... lamento que assim seja.
Viva o Benfica
Nota: Nos últimos 4 anos não fomos campeões em 3 (dou de borla o ano do Roberto) por pequeníssimos pormenores como os referidos anteriormente. Em 5 anos de contrato, contabilizando o actual, o Jorge Jesus não irá ganhar 4 campeonatos porque é impossível fazê-lo ao serviço do Benfica.
Para quem possa pensar o contrário aconselho a aquisição de Vitor Pereira ou Paulo Fonseca.
(Que pena não podermos fazer o exercício (mas só a brincar) contrário num Universo Paralelo e tentar perceber quais seriam os resultados/classificação com Jesus a liderar os Norte Coreanos e o Fonseca a treinar os nossos.)
O futebol tem destas coisas... mas se daqui a 5 meses perdermos novamente o titulo aos 92 minutos a culpa é do "velho" porque....porque sim. Arbitragens como as citadas, assim como a deste fim de semana em Coimbra, em nada irão pesar no balanço final para uma grande parte dos NOSSOS adeptos... lamento que assim seja.
Viva o Benfica
Nota: Nos últimos 4 anos não fomos campeões em 3 (dou de borla o ano do Roberto) por pequeníssimos pormenores como os referidos anteriormente. Em 5 anos de contrato, contabilizando o actual, o Jorge Jesus não irá ganhar 4 campeonatos porque é impossível fazê-lo ao serviço do Benfica.
Para quem possa pensar o contrário aconselho a aquisição de Vitor Pereira ou Paulo Fonseca.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Problema de visão
Djuricic assume uma posição de humildade com a frase que o
jornal “abola” destaca. O treinador não o vê como n.º 10 vê-o como
segundo avançado, assim como vê Gaitan como extremo, assim como viu Melgarejo e
Bruno Cesar como defesas esquerdos, assim como vê Markovic como extremo ou Rodrigo
como segundo avançado. O treinador não vê que Ola John e Nolito são rebeldes no
jogo e que condicioná-los em excesso a um processo táctico lhes retira magia.
Também viu em Enzo um meio campista de eleição e viu em
Fábio Coentrão um bom defesa esquerdo assim como vê em Funes Mori potencial que
Nelson Oliveira não tem.
Sinto que, em breve, o nosso treinador verá a sua conta bancária
recheada e irá valorizar jogadores para outras bandas.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
A cabeça não serve apenas para ter cabelo
Por vezes resolve-se muitos dos problemas ou lacunas nas
organizações usando um simples atributo que supostamente foi dado a todos os
seres humanos mas cuja utilização para os lados da Luz teimam em esquecer:
Pensar.
Tomemos como base o jogo de ontem:
- Todos sabemos que Roberto é uma nódoa nas bolas aéreas,
pelos vistos e apesar de termos tido durante o encontro vários livres laterais
que proporcionavam essa situação, optámos por outras soluções. Quando em
desespero o fizemos, deu brinde;
- Achou-se que um jogo da Liga dos Campeões a perder ao
intervalo e a chover a potes seria o momento ideal para lançar Ivan Cavaleiro;
- Tentar correr com a bola com o relvado empapado em vez de
carregar bolas aéreas sobre a baliza (dejá vu);
- Quando o relvado secou e a bola já rolava manteve-se o
estilo de jogo de chutão para frente;
- As declarações de JJ após o jogo;
- A organização do jogo decidiu fechar uma saída natural do
estádio, impondo como alternativa umas escadas muito mais pequenas, o que do
ponto de vista da segurança é, no mínimo, duvidoso.
Ao pensarmos nestes e em muitos outros factores conclui-se que
o simples uso desse belo atributo que é pensar, inibiria determinados
acontecimentos indesejáveis e é no uso dessa faculdade que me dou ao trabalho de
tentar perceber o porquê de Matic e Lima parecerem jogadores do Cinfães (“uma
boa equipa, muito bem treinada”, logo não há desprimor na afirmação). Diria
que será pelo mesmo motivo que não corro maratonas ou que quem as corre a
seguir às mesmas não lhe apetece efectuar outra actividade física, mas lá está,
sou eu a pensar e isso já é um assombro para Benfiquistas da estirpe dos que “dirigem”
o nosso clube.
Que comece o campeonato de Basquetebol, ao menos parece-me
que é uma modalidade onde existe malta que pensa e age em conformidade. Pelo
menos, por vezes, pensam que determinado jogo é fácil e perdem-no, mas
felizmente voltam a pensar e ganham os seguintes.
Pensar? Parecendo que não, dá jeito
sábado, 5 de outubro de 2013
Sem querer, falou mais do que devia...
Em vésperas de
implantação da república em Portugal e enquanto o Sport Lisboa ia dando os
primeiros passos, os líderes da Carbonária encontravam-se deveras preocupados
com o (in)sucesso da ação. Existem várias teorias históricas sobre o
assassinato de Miguel Bombarda que ocorreu no dia 3 de Outubro de 1910. Sem
dúvida de que foi baleado à “queima roupa” por um doente a quem tinha dado alta
recentemente, mas o facto deste ser Tenente do Exército tem levantado algumas
dúvidas sobre o médico psiquiatra ter sido ou não uma das primeiras vítimas da
revolução republicana.
Não obstante, a
história que tem sido lembrada é a de que, nas horas que se seguiram ao
disparo, Miguel Bombarda estava mais preocupado com o destino das cartas que
tinha em sua posse, dotadas de informações extremamente valiosas sobre a
revolução em curso, do que com o seu estado de saúde crítico.
A posse de
informações nas mãos certas das pessoas certas é demasiado importante em
qualquer momento crítico de um país ou instituição.
Quis a coincidência
que na véspera de mais um aniversário da república, Pragal Colaço, no seu
conhecido estilo, viesse falar aos benfiquistas sobre conspirações, revoluções
e crises no nosso clube. No entanto, por estranho que pareça, este homem boçal e
de cabelo ruivo, normalmente genial na construção da intriga, desta feita
“embrulhou-se” demasiado no discurso e acabou por, de certeza absoluta, falar
demais do que inicialmente previra.
Como sempre, o
objectivo principal era o de alarmar os benfiquistas sobre o “sistema”,
encontrado nele todas as justificações para os maus resultados desportivos que
já trazem décadas de vida. Agora a explicação está nos interesses económicos e
financeiros que gravitam na órbita da
Benfica TV.
Reconheço que enquanto
se foi referindo à Benfica TV e a quebra do monopólio da empresa rival,
encontrei-me a concordar com alguns dos pontos, lembrando-me que o mesmo
aconteceu com João Vale e Azevedo. O ex-sócio e presidente começou em queda na
comunicação social (excepto a SIC, que passou a transmitir os jogos do Benfica)
no dia em que, literalmente, rasgou o contrato com a Olivedesportos, acabando
por ser substituído por Manuel Vilarinho, Luís Filipe Vieira e companhia que,
de imediato, renovaram o contrato televisivo e anteciparam todas as receitas.
O problema foi
quando a Benfica TV, na sua linha editorial ‘caseira’ que já todos conhecemos e
que não vale a pena referir, arriscou e deu demasiado espaço televisivo a
Pragal Colaço. Inevitavelmente, tal a sensibilidade do assunto, o
ponta-de-lança do Vieirismo não esteve à altura e confundiu tudo.
Sem querer e cada
vez mais baralhado sobre um assunto que estava perceptível que não
dominava, saltou da Benfica TV para a SAD e começou a falar demasiado em
“árabes” e “angolanos” que querem “esvaziar o ovo do Benfica” e “comprar este
clube” a um “preço reduzido”.
Para quem está atento, a equação é simples. O clube e a SAD têm
acumulado prejuízos todos os anos e todo o património foi dado como garantia
sobre os empréstimos pedidos. No entanto, ao contrário dos últimos anos que
obtiveram altas fontes de financiamento através da venda de jogadores, este Verão
não foi realizado nenhum encaixe financeiro. Também a aposta da transmissão dos jogos na Benfica TV,
mesmo que anualmente atinja valores razoáveis, não permitiu uma elevada quantia
de antecipação de receitas com a qual os órgãos sociais gostariam de contar. Acresce
a isto que os maus resultados da equipa de futebol estão a fazer as restantes formas
de faturação, como as assistências no estádio, descer drasticamente. Provavelmente,
tudo isto somado não tem permitido que o Benfica consiga fazer face às suas
obrigações.
Com efeito, a teoria da conspiração de Pragal
Colaço é, de novo, um alerta aos sócios. Ou não se queixam da venda de
jogadores e continuam a ir ao estádio e a comprar todo o merchandising que existe e percebem
que a justificação de não ganharmos é por causa do "sistema" que está a responder ao ataque ao mercado por parte da Benfica TV, ou
prepararem-se para a ideia de que o SLB ou vende o seu capital enquanto pode e vale mais ou "os conspiradores e papões do dinheiro vêm cá para ficar com isto".
Sem se ter apercebido daquilo que disse, Pragal
Colaço desmontou o embuste completo do caminho que há muito tempo tem sido
traçado e com os visíveis resultados financeiros e desportivos! O notável “Vieirista” deveria ter tido
muito mais cuidado em não confundir a Benfica TV com os capitais próprios do Benfica
Clube na SAD, tal como o fez no minuto 10:30 do seu monólogo. Trata-se de uma
informação demasiado valiosa, que o seu “dono” não vai gostar muito que se ande
a falar dela por aí.
Para quem se mostrou
tão preocupado com a “revolução” que se prepara logo a seguir a um possível mau
resultado do jogo de Domingo no Estoril, Pragal Colaço, convencido do seu
crédito junto dos benfiquistas e de que pode falar de tudo, deu um tiro muito certeiro
e, simultaneamente, muito sério... Mas foi no seu próprio porta-aviões.
http://www.youtube.com/watch?v=85J2d7QknZ0&feature=youtu.be
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Publicada por
Fernando Arrobas
à(s)
5:26 da tarde
6
comentários
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Em jeito de rescaldo
Parece agora evidente que a renovação com Jorge Jesus foi um erro. Verificou-se o pior cenário possível - a equipa arrastou consigo a instabilidade e falta de confiança resultante do desastroso final da época passada.
No entanto, devo dizer que no dito final da época passada não era evidente para mim qual a melhor possibilidade para o clube - JJ ficar ou JJ sair. Sendo que, na segunda hipótese, talvez fosse tarde para encontrar um treinador melhor.
Há anos, quando da desastrosa segunda época de JJ no Benfica, achei que ele deveria sair. O facto é que não saiu, e depois disso até deu alguns sinais de ter aprendido com os erros.
No entanto, esta época parece para já ir pelo caminho dessa nefasta segunda época. Espero estar enganado.
Notem que perder com o PSG em Paris era esperado e normal. O problema não é esse. O problema é a pobreza de exibições e a aparente falta de crença e atitude da equipa, que não parecem prenunciar uma melhoria para breve.
Alguns erros começam a ter contornos irreais, como o facto de ano após ano não se ter preenchido o lugar de defesa esquerdo com um jogador de qualidade (isto já começa a ser uma piada gasta e de mau gosto, tanta gente já o disse e desde há tanto tempo em jornais, blogs, cafés e etc por esse país fora). Parece que há no Benfica uma crença de que é um lugar de menor importância e que pode ser preenchido com qualquer remendo. O resultado está à vista - a quantidade de jogos e de pontos que os erros de Emerson, Melgarejo, Sequeira nos têm custado (ontem o primeiro golo nasce do lado esquerdo da nossa defesa, como todos nos lembramos).
A isto junta-se uma quebra de rendimento do Maxi que se prolonga e prolonga, e um André Almeida que num nível como o de ontem tem problemas - ou seja, aos problemas de há muito na lateral esquerda juntam-se agora os da lateral direita, até porque não temos extremos que façam o trabalho de ajuda defensiva nas alas que poderia minimizar estes problemas.
Finalmente, o meio campo. O ano passado Jesus fez um excelente trabalho ao adaptar Matic e Enzo às posições 6 e 8. Pois este ano resolve desfazer o que estava feito e tentar que de um momento para o outro Enzo volte a ser ala e MAtic jogue mais avançado. Duas alterações de uma vez numa zona fulcral. Eu precebo que a onda de lesões condicionou as escolhas, mas sinceramente acho que é melhor nestes casos quando faltam jogadores fazer avançar os suplentes directos, até da equipa B se necessário, do que estar a mudar tudo de uma asentada. Viu-se, aliás, a melhoria da equipa ontem quando Matic e Enzo voltaram aos seus lugares habituais - embora reconheça que por essa altura o PSG já estava em ritmo de treino e controlo de jogo.
Um dos pontos fortes de JJ é o trabalho técnico e táctico com os jogadores, que lhes permite evoluir e até adaptarem-se a posições diferentes. Veja-se a evolução de Fábio, Matic, Enzo; veja-se o jogador cada vez mais completo que é Cardozo; há vários exemplos.
Só que isso tem um reverso da medalha. JJ por vezes esquece-se de duas coisas; uma, é de que nem tudo resulta com todos os jogadores; outra, é que as adaptações precisam de tempo para serem trabalhadas, e fazê-las nos jogos a sério pode ter consequências nefastas, sobretudo quando se tentam fazer muitas ao mesmo tempo.
Foi por isso que a aposta no Roderick para reforçar o meio campo o ano passado no campo do fcp deu no que deu, e tentar que Markovic seja extremo, que Duricij seja já o segundo avançado da equipa ou que Matic e Enzo joguem noutras posições, tudo de uma vez ainda por cima, está a ter os resultados que estão à vista. A equipa perde rotinas, desiquilibra-se, perde confiança e perde eficácia.
Não estou com isto a dizer que a culpa do que se está a passar seja toda do treinador. Mas despedir um treinador não é um acto de punição - é um acto de gestão que tem de ter em conta principalmente o que parece ser a melhor solução para o Clube e para a Equipa.
A equipa está a precisar de ser sacudida, acordada, e sobretudo liderada - não me parece que JJ seja já a pessoa certa para o fazer.
No entanto, devo dizer que no dito final da época passada não era evidente para mim qual a melhor possibilidade para o clube - JJ ficar ou JJ sair. Sendo que, na segunda hipótese, talvez fosse tarde para encontrar um treinador melhor.
Há anos, quando da desastrosa segunda época de JJ no Benfica, achei que ele deveria sair. O facto é que não saiu, e depois disso até deu alguns sinais de ter aprendido com os erros.
No entanto, esta época parece para já ir pelo caminho dessa nefasta segunda época. Espero estar enganado.
Notem que perder com o PSG em Paris era esperado e normal. O problema não é esse. O problema é a pobreza de exibições e a aparente falta de crença e atitude da equipa, que não parecem prenunciar uma melhoria para breve.
Alguns erros começam a ter contornos irreais, como o facto de ano após ano não se ter preenchido o lugar de defesa esquerdo com um jogador de qualidade (isto já começa a ser uma piada gasta e de mau gosto, tanta gente já o disse e desde há tanto tempo em jornais, blogs, cafés e etc por esse país fora). Parece que há no Benfica uma crença de que é um lugar de menor importância e que pode ser preenchido com qualquer remendo. O resultado está à vista - a quantidade de jogos e de pontos que os erros de Emerson, Melgarejo, Sequeira nos têm custado (ontem o primeiro golo nasce do lado esquerdo da nossa defesa, como todos nos lembramos).
A isto junta-se uma quebra de rendimento do Maxi que se prolonga e prolonga, e um André Almeida que num nível como o de ontem tem problemas - ou seja, aos problemas de há muito na lateral esquerda juntam-se agora os da lateral direita, até porque não temos extremos que façam o trabalho de ajuda defensiva nas alas que poderia minimizar estes problemas.
Finalmente, o meio campo. O ano passado Jesus fez um excelente trabalho ao adaptar Matic e Enzo às posições 6 e 8. Pois este ano resolve desfazer o que estava feito e tentar que de um momento para o outro Enzo volte a ser ala e MAtic jogue mais avançado. Duas alterações de uma vez numa zona fulcral. Eu precebo que a onda de lesões condicionou as escolhas, mas sinceramente acho que é melhor nestes casos quando faltam jogadores fazer avançar os suplentes directos, até da equipa B se necessário, do que estar a mudar tudo de uma asentada. Viu-se, aliás, a melhoria da equipa ontem quando Matic e Enzo voltaram aos seus lugares habituais - embora reconheça que por essa altura o PSG já estava em ritmo de treino e controlo de jogo.
Um dos pontos fortes de JJ é o trabalho técnico e táctico com os jogadores, que lhes permite evoluir e até adaptarem-se a posições diferentes. Veja-se a evolução de Fábio, Matic, Enzo; veja-se o jogador cada vez mais completo que é Cardozo; há vários exemplos.
Só que isso tem um reverso da medalha. JJ por vezes esquece-se de duas coisas; uma, é de que nem tudo resulta com todos os jogadores; outra, é que as adaptações precisam de tempo para serem trabalhadas, e fazê-las nos jogos a sério pode ter consequências nefastas, sobretudo quando se tentam fazer muitas ao mesmo tempo.
Foi por isso que a aposta no Roderick para reforçar o meio campo o ano passado no campo do fcp deu no que deu, e tentar que Markovic seja extremo, que Duricij seja já o segundo avançado da equipa ou que Matic e Enzo joguem noutras posições, tudo de uma vez ainda por cima, está a ter os resultados que estão à vista. A equipa perde rotinas, desiquilibra-se, perde confiança e perde eficácia.
Não estou com isto a dizer que a culpa do que se está a passar seja toda do treinador. Mas despedir um treinador não é um acto de punição - é um acto de gestão que tem de ter em conta principalmente o que parece ser a melhor solução para o Clube e para a Equipa.
A equipa está a precisar de ser sacudida, acordada, e sobretudo liderada - não me parece que JJ seja já a pessoa certa para o fazer.
domingo, 29 de setembro de 2013
Carta aberta a Luís Filipe Vieira
Exmo. Sr. Presidente
do Sport Lisboa e Benfica e da SAD,
Exmo. Consócio e
Águia de Ouro Luís Filipe Vieira,
Assunto: Resposta à união pedida entre os
benfiquistas
Os benfiquistas
pediram. E a promessa foi cumprida. Os bilhetes de sócio para a partida de
ontem, frente a um histórico rival da cidade de Lisboa, chegaram a custar 9
Euros. Quando cheguei ao interior do estádio qual não foi a surpresa ao ver as
bancadas despidas. Desta feita, tão pobre era a casa que nem foi anunciada a
lotação, como acontece habitualmente no início da segunda parte e constitui-se
sempre como um momento em que os benfiquistas presentes têm a oportunidade de
se aplaudir entre si pelo esforço depositado em mais uma presença no seu
templo.
Com toda a
sinceridade, espero estar errado. Já o escrevi na 3ª jornada e, infelizmente,
mantenho a opinião. À semelhança do campeonato espanhol, numa competição tão
pouco competitiva como a liga nacional, disputada essencialmente por duas equipas,
5 pontos de desvantagem não são fáceis de recuperar. Acresce ainda que seria
aconselhável recuperar pelos menos 9 pontos
até à penúltima jornada, dada a deslocação ao estádio do Dragão no último jogo.
Ademais, para se ser campeão em Portugal existe uma necessidade imperiosa de
100 % de vitórias nos jogos em casa, o que já se ia tornando praticamente
impossível frente ao Gil Vicente e se confirmou ontem com os azuis de Belém.
É certo que não
existem campeonatos iguais. No entanto, lembrando a falta que os 6 pontos
perdidos em casa com Braga, Porto e Estoril na época passada, estes 2 pontos
(mais aqueles já perdidos na Madeira e em Alvalade, que não se verificaram na
época passada) farão muita falta até ao final.
Serão estas contas
de prova real na cabeça dos benfiquistas que os têm afastado do seu querido
estádio? Embora a crise, a chuva torrencial e o aumento do número de assinantes
que podem ver o jogo na Benfica TV tenham sido certamente fatores de
contribuição, é importante não esquecer que o primeiro jogo da Liga dos
Campeões, frente ao Anderlecht em casa, também registou uma fraca moldura
humana.
O que será que se
passa? A verdade é que no Benfica cada vez há mais sócios e cada vez há menores
assistências. No Benfica as assembleias gerais já são novamente às sextas
feiras e há menos militância. No Benfica cada vez há mais vendas de camisolas e
menos crença.
Deambulo pela internet e por outros meios sociais onde
pairam benfiquistas e, em cada frase,
em cada página, em cada comentário, lá estão os parágrafos da moda: “Isto não é
o MEU Benfica...”, “COSME DAMIÃO teria vergonha...” e o “Benfica deixou de
GANHAR e morreu a partir de 1994”.
De facto, o nosso
clube abriu o seu museu ainda este ano. Porém, ao ler estas frases penso que
sua a história permanece por contar. Em primeiro lugar, o Benfica não é de ninguém.
Bem sei que o termo o “MEU Benfica” não tem esse intuito de auto-empoderamento
e pretende significar “isto não foi o que aprendi a gostar” e “estes não são os
valores que aprendi a cultivar”. A história do Benfica está contada sob a forma
de lenda (e que bonita que ela é!), mas talvez não fizesse mal conhecer-se os
textos de Paulino Gomes Júnior sobre “abutres”, ter conhecimento de alguns amuos
e certos autoritarismos dos dirigentes mais conceituados e fazer uma análise do
comportamento dos associados nas assembleias gerais, dos processos eleitorais e
sistemas de votação do clube ao longo do século.
COSME DAMIÃO foi,
sem dúvida, aquele que melhor personificou o que é a mística benfiquista. Escandalizam-me
a utilização de expressões populistas invocando o seu nome. Entender
que a concepção que Cosme Damião deu ao Benfica nos seus primeiros anos de vida
foi tão importante, para o futuro do clube, como o momento da sua saída,
torna-se fundamental para se evitarem discursos que não são maduros, preparados
e que não deveriam usar, à viva voz, espíritos benfiquistas em
vão, sem conhecer a sua verdadeira história.
Terminando pelo
GANHAR até 1994, as notícias da “morte são manifestamente exageradas”, como
escreveu Mark Twain. Importa lembrar que o Sport Lisboa e Benfica
nas duas últimas vezes que disputou finais europeias, em 1988 e 1990, não
conquistou esses dois campeonatos nacionais, nem sequer as duas Taças de
Portugal, ficando, respectivamente a 15 e a 4 pontos do FC Porto, deixando também
as taças ser conquistadas pelo mesmo clube e pelo Estrela da Amadora.
O Sr. Presidente
pede, mais do que nunca, a união entre os benfiquistas. Todos quanto me
conhecem sabem o quanto fui aqui uma voz crítica de algum do seu trabalho nos
últimos mandatos e, sobretudo, do seu estilo. Mas desta vez acho mesmo que tem
razão. Infelizmente, mais na forma do que no conteúdo.
Os benfiquistas
precisam de se unir, é verdade. Mas não é em torno de estar bem posicionado no
Top 10 do ranking europeu. Os
benfiquistas, sobretudo os mais jovens, precisam de se unir mais do que nunca
no sentido de aliviarem a pressão da quimera que conceptualizaram como
Benfiquismo, sob pena de nunca se reverem em algo que não existe, de tão
perfeito que imaginam.
Os benfiquistas
precisam de se unir, sim. Mas não é à procura da vitória na Liga dos Campeões,
envaidecendo-os deste ano ser jogada em Lisboa. Os benfiquistas precisam de se
unir em torno do escudo de campeão nacional e ser a conquista desse ceptro a sua principal prioridade.
Os benfiquistas
precisam de se unir, concordo. Mas não é à volta do “melhor plantel dos últimos
30 anos”. Os benfiquistas precisam de se unir à volta de um clube com
identidade, deferência institucional e que seja um baluarte na defesa dos
interesses do desporto em Portugal.
Os benfiquistas
precisam de se unir, nada mais importante. Mas não é através do endividamento,
na esperança de continuar a gerar mais e mais receitas. Os benfiquistas
precisam de se unir através de uma gestão coesa, responsável e responsabilizante
da sociedade.
Os benfiquistas
precisam de se unir, já! Mas não é com ofensas e a criação de um clima de
guerrilha entre os adeptos que pensam de maneira diferente. É com ensinamento e associativismo.
Os benfiquistas
precisam de se unir, tem toda a razão. Mas não é com
desculpas. É com boas
práticas e competência.
O que o treinador do
Belenenses ordenou ontem os seus jogadores fazerem nos últimos minutos no
estádio da Luz era aquilo que Jorge Jesus deveria ter feito no Porto no final
da época passada, em vez de permitir que André Almeida fizesse o lançamento de
linha lateral para Cardozo no meio da grande área, encurralado por 4 defesas, e
permitindo um contra ataque onde Roderick não soube fazer falta (Enzo Perez
tinha sido encostado à direita) e ainda hoje ninguém sabe onde andava Maxi.
Não acho justo, nem tenho crucificado ninguém por termos
perdido daquela forma inglória depois de uma época que parecia destinada. Mas
não aceito que tenha sido só azar!
O mesmo se pode dizer em relação à final da Liga Europa.
As finais não são ganhas, na maior parte dos casos, por quem mais se entrega ao
jogo e “joga melhor à bola” (e que elogio merece o Benfica a esse respeito!),
mas sim por quem joga com alguma “ratice” e sabe fazer as leituras certas
nos momentos cruciais. Infelizmente, desde 1962, em que Béla Guttmann se
apercebeu do cansaço físico dos jogadores do Real Madrid ao intervalo, que o
Benfica tem sido sempre um pouco amador e inexperiente nas finais que
disputa. Continua
a ser necessário jogar mais com a “cabeça” e não tanto com a “língua de fora”
nos jogos decisivos e nas finais. É só isso que a maldição significa. Não uma
macumba de azar.
Com este tipo de conteúdo e com uma verdadeira
aprendizagem sobre os erros cometidos – algo que prometeu –, da minha parte
poderá contar com a união que, de forma modesta, ao longo da minha jovem vida sempre fui dando e que, de forma indissociável daquilo que sou, tudo farei para continuar a dar: pagar todos os
meses as quotas de associado e continuar a frequentar o estádio com a voz
levantada e o cachecol nos braços.
E Pluribus Unum é
uma frase demasiado forte para ser desprezada.
Subscrevo-me atentamente e com as mais cordiais saudações
benfiquistas,
Fernando Arrobas da Silva
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Publicada por
Fernando Arrobas
à(s)
1:52 da tarde
2
comentários
Da mediania surge a mediocridade
Pela enésima vez LFV deu uma entrevista e no jogo imediatamente a seguir a equipa de futebol não ganha. Esta é daquelas coincidências só comparável com a de Pedro Proença sempre que arbitra um jogo, em Portugal, invariavelmente beneficiar e decidir jogos e campeonatos a favor do fcp.
O treinador, JJ, comunicou durante a semana que o objectivo principal era o campeonato. Por sua vez o presidente rapidamente se apressou a dizer que não seria bem assim e que aspira a uma boa participação na Liga dos Campeões. Para o comum adepto isto seria no mínimo estranho, mas falamos de comunicação do Benfica pelo que este tipo de dissonâncias são perfeitamente normais. Veja-se até como os jogadores não tiveram qualquer duvida e presentearam-nos com aquilo que todos vimos ontem. Coitados, que frete ainda por cima à chuva.
Se duvidas houvesse, e há muito que não deveriam existir, Jorge Jesus é uma figura estranha na estrutura de futebol, e não tem condições para se manter à frente da equipa. Insisto que não é o principal culpado, esse mora no topo da hierarquia, mas não posso deixar de salientar a pobreza de futebol que a equipa apresenta desde a final do Jamor com a agravante de termos passado da mediania das primeiras jornadas para a mediocridade apresentada ontem, isto com o melhor plantel que há memória.
De tão criticado por a equipa não apresentar solidez defensiva o que lhe custou pelo menos dois campeonatos (claro que lhe faltam defesas centrais ou avançados da qualidade de Pedro Proença ou Hugo Miguel) JJ abandonou o seu celebre jogo da nota artística ("forte contra os fracos e fraco contra os fortes") para recriar um futebol posicional género matrecos que se assemelha muito ao de Quique Flores (por acaso não foi campeão graças aos todo o terreno do apito, será que existe um padrão?) ao qual os jogadores interpretam a passo e com a alegria de um Português normal a olhar para o seu recibo de ordenado.
A JJ restam, nesta altura, duas opções: por o lugar à disposição por falta de condições; mandar uma forte mensagem para dentro do balneário e na próxima quarta-feira sentar no banco ou bancada Garay; Matic; Enzo e Lima e já agora voltar à nota artística, é que pelo menos vemos bons jogos, lutamos por títulos e classifica-mo-nos em lugares de acesso à Champions, o que assim vai ser difícil.
O treinador, JJ, comunicou durante a semana que o objectivo principal era o campeonato. Por sua vez o presidente rapidamente se apressou a dizer que não seria bem assim e que aspira a uma boa participação na Liga dos Campeões. Para o comum adepto isto seria no mínimo estranho, mas falamos de comunicação do Benfica pelo que este tipo de dissonâncias são perfeitamente normais. Veja-se até como os jogadores não tiveram qualquer duvida e presentearam-nos com aquilo que todos vimos ontem. Coitados, que frete ainda por cima à chuva.
Se duvidas houvesse, e há muito que não deveriam existir, Jorge Jesus é uma figura estranha na estrutura de futebol, e não tem condições para se manter à frente da equipa. Insisto que não é o principal culpado, esse mora no topo da hierarquia, mas não posso deixar de salientar a pobreza de futebol que a equipa apresenta desde a final do Jamor com a agravante de termos passado da mediania das primeiras jornadas para a mediocridade apresentada ontem, isto com o melhor plantel que há memória.
De tão criticado por a equipa não apresentar solidez defensiva o que lhe custou pelo menos dois campeonatos (claro que lhe faltam defesas centrais ou avançados da qualidade de Pedro Proença ou Hugo Miguel) JJ abandonou o seu celebre jogo da nota artística ("forte contra os fracos e fraco contra os fortes") para recriar um futebol posicional género matrecos que se assemelha muito ao de Quique Flores (por acaso não foi campeão graças aos todo o terreno do apito, será que existe um padrão?) ao qual os jogadores interpretam a passo e com a alegria de um Português normal a olhar para o seu recibo de ordenado.
A JJ restam, nesta altura, duas opções: por o lugar à disposição por falta de condições; mandar uma forte mensagem para dentro do balneário e na próxima quarta-feira sentar no banco ou bancada Garay; Matic; Enzo e Lima e já agora voltar à nota artística, é que pelo menos vemos bons jogos, lutamos por títulos e classifica-mo-nos em lugares de acesso à Champions, o que assim vai ser difícil.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
A minha visão do caso Jesus
O que os meus olhos viram do já famoso caso do D. Afonso Henriques:
1º Que grande apoio dos adeptos do Benfica.
2º Já não festejava assim um golo há muito tempo.
3º Aquele numero 7 não joga mesmo nada, só marca golos.
4º O do apito gamou como sempre, mas desta vez não chegou.
5º Quando o jogo acabou que grande "Vamos" que eu dei.
6º Gostei que JJ tivesse dito aos jogadores para virem dar as camisolas. Nós merecíamos.
7º Quem não gostava de ter uma camisola de um jogador? Nem que fosse para poupar 70 ou 80€.
8º Tudo bem que a lei (isso existe para todos?) diz que o adepto não pode invadir o campo, mas o santo que nunca tiver infringido uma que se acuse.
9º A invasão foi pacifica. Só queriam umas camisolas.
10º O Óscar marcou o 1º golo, cuidado que ele é perigoso!!
11º Na altura achei muito bem a atitude do JJ. Era um dos meus que estava em causa!
12º Porquê que stweards e policias especiais no acompanhamento de adeptos reagiram assim? Com outros não fazem ganchos no pescoço, connosco até nos juniores em Vila do Conde são muito maus.
13º Vi o povo unido naquele momento. Gostei!
14º Tanto eu como o Mister sabemos que não se deve reagir de forma tão emocional, mas quem não sente, não é filho de boa gente.
15º Isto não invalida que "ontem" tenha criticado o Jesus ou que "amanha" o volte a fazer. A vida é mesmo assim, comigo tens de ganhar sempre! Títulos ou títulos.
16º Cardeuz voltou... É que ele marca um, marca dois, marca três e eu rejubilo outra vez!!
17º Se Jesus tem de ser ou não castigado, não faço ideia. Aqui não há escutas, que pena porque aí já estava safo!
18º Quererem fazer de JJ o novo terrorista? Calma, ele não mandou nenhum jornalista ou qualquer outro cidadão para o hospital em coma.
19º O que eu quero mesmo é ganhar ao Belém, com ou sem nota artística.
.
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33º Oh JJ, de castigo ou não, em Maio dá-me uma alegria!! Esse é que é o meu caso... de vida. Até lá, que haja muitas camisolas para dar e invasões pacificas para fazer. É sinal de vitórias!
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Fábula "Assalto ao Museu"
Há
mais de 100 anos nasceu um museu. Ao longo da sua história granjeou reputação
pelas belas obras de arte que expunha.
Uns
anos passados, o museu começou a ser vítima de inúmeros assaltos tendo como
consequência a delapidação do seu riquíssimo património e a perda de qualidade aos
olhos de quem, regularmente o visitava. Toda a gente sabia quem era o mentor
dos assaltos, sabia-se como eram preparados, sabia-se quando eram executados e
quem os cometia. O comandante da polícia e a sua força de intervenção assistia
ao crime sem nada fazer, pareciam ter as mãos atadas, pareciam precisar de um
incentivo para agirem, mas este nunca chegava. O chefe da família que “herdou”
a gestão do museu, nada fazia para contrariar e impedir os contínuos crimes a
que o museu era sujeito. Nos anos que levava à frente dos destinos do museu
dotou a casa de magníficas infra-estruturas que albergavam peças lindíssimas e
de grande qualidade, criou inclusive uma ala para que novos artistas tivessem
todas as condições para criarem peças dignas de serem expostas naquele
majestoso museu.
A
população sentia-se triste e amargurada, olhava para o museu com os olhos
repletos de água a lacrimejarem de saudade, viam um imponente e lindo edifício
mas sabiam que o seu conteúdo era muito inferior a gloria passada. Uns culpam
os ladrões por destruírem tamanho legado, outros culpam o arquitecto de
interiores por não conseguir dispor as peças de arte de forma a extrair delas a
grandeza esperada e por raramente aproveitar as peças criadas em tão nobre ala
anexa, outras culpam o chefe por manter o arquitecto de interiores, por apoiar
e contribuir para a nomeação do comandante da polícia e pela forma estranha como
algumas das obras de arte eram transacionadas.
(…)
O
museu perdura no tempo sobrevivendo a custo às adversidades, o seu passado
glorioso continua na memória de muitos, principalmente daqueles que teimam em
estudar a sua história. Em muitos ouve-se o lamento: perante os crimes que
fomos sujeitos o chefe da família nunca materializou uma queixa na polícia, o
clic que faltava para esta poder agir, porque terá sido?
domingo, 1 de setembro de 2013
Rescaldo do Derby
Comecemos pelo fim...
De um lado rejubila-se com um empate caseiro e os festejos nas bancadas estendem-se minutos a fio depois do artista do apito acabar com o jogo.
Do outro lado, em jeito de resposta, entoa-se o cântico "a Europa na tv" em modo de gozo. Pelo meio, resta uma minoria inconsolada por ter acabado de oferecer mais 2 pontos à concorrência. Senti-me triste, ainda mais triste.
Quanto ao futebol jogado, do lado encarnado, o único que interessa, 1a parte fraquíssima e uma 2a parte com mais vontade (só gostava de lhes mostrar a minha... São 365 dias por ano, não são 45 minutos por semana) de alterar o rumo do jogo. Foram 30 minutos de bom nível, com um génio à solta e um final já sem fôlego para ir buscar 3 pontos cruciais para a sobrevivência. Curto para o Benfica, o Benfica do Museu, por exemplo.
No jogo das palavras, JJ diz não estar preocupado por ter perdido estes 5 pontos no inicio de época. Eu percebo a sua perspectiva, o "Mestre" ofereceu 2 campeonatos quando tinha essa vantagem ou parecida a meia dúzia de jornadas do fim. Como vamos no início, ainda vamos a tempo, não é? Lembre-se é que isso, normalmente, só acontece a alguns! O meu desejo é que Jesus tenha razão, que eu esteja enganado e que no fim esteja tudo feliz a festejar o 33.
Daqui a 15 dias, lá estarei no sitio do costume, a apoiar durante os 90 minutos. É assim, chama-se Sport Lisboa e Benfica.
Pai Cosme, merecias uma resposta melhor, desculpa!
Benfica. 1904
De um lado rejubila-se com um empate caseiro e os festejos nas bancadas estendem-se minutos a fio depois do artista do apito acabar com o jogo.
Do outro lado, em jeito de resposta, entoa-se o cântico "a Europa na tv" em modo de gozo. Pelo meio, resta uma minoria inconsolada por ter acabado de oferecer mais 2 pontos à concorrência. Senti-me triste, ainda mais triste.
Quanto ao futebol jogado, do lado encarnado, o único que interessa, 1a parte fraquíssima e uma 2a parte com mais vontade (só gostava de lhes mostrar a minha... São 365 dias por ano, não são 45 minutos por semana) de alterar o rumo do jogo. Foram 30 minutos de bom nível, com um génio à solta e um final já sem fôlego para ir buscar 3 pontos cruciais para a sobrevivência. Curto para o Benfica, o Benfica do Museu, por exemplo.
No jogo das palavras, JJ diz não estar preocupado por ter perdido estes 5 pontos no inicio de época. Eu percebo a sua perspectiva, o "Mestre" ofereceu 2 campeonatos quando tinha essa vantagem ou parecida a meia dúzia de jornadas do fim. Como vamos no início, ainda vamos a tempo, não é? Lembre-se é que isso, normalmente, só acontece a alguns! O meu desejo é que Jesus tenha razão, que eu esteja enganado e que no fim esteja tudo feliz a festejar o 33.
Daqui a 15 dias, lá estarei no sitio do costume, a apoiar durante os 90 minutos. É assim, chama-se Sport Lisboa e Benfica.
Pai Cosme, merecias uma resposta melhor, desculpa!
Benfica. 1904
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Prémio justo
Não sou grande adepto de antecipar cenários referentes a
arbitragem. Não costumo recear os árbitros e acho sempre que podemos ganhar
independentemente dos Proenças desta vida. Contudo gosto de ver determinados
pormenores e coincidências, e neste início de época tenho admirado a forma como
os meios de comunicação social têm elogiado o sporting e admirei ainda mais a
nomeação de Hugo Miguel para árbitro do dérbi.
É que para além do Sr. ser sportinguista, o que até nem é
muito relevante atendendo ao Benfiquismo de Proença, vem-me logo à memória o
jogo em Coimbra de há duas épocas e o Paços Ferreira vs FC Porto da última
jornada da época transacta.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
O capitão
Os Benfiquistas são tão ciosos do seu clube e querem ser tão
interventivos em tudo o que envolve o clube que por vezes, digo até bastantes
vezes, acabam por prejudica-lo.
No domingo, perante a adversidade, infortúnio, num jogo que
tinha, a determinada altura, tudo para correr mal, estoicamente em 2 minutos,
os últimos do jogo, marcámos dois golos e virámos um resultado extremamente
negativo. A motivação originada por esse momento foi notória e deveria ser
catapultada por todos para o resto do campeonato, com principal incidência
nesta semana que antecede o dérbi com a lagartada. Em vez disso, o que se lê e
ouve, ao ponto dos jornais o noticiarem, é que Gaitán, quando foi substituído, fez
cara feia e Luisão respondeu de forma pouco educada a alguns adeptos. Li inclusive
que Luisão deveria ser sancionado, deveria retratar-se, deveria perder a
braçadeira, etc…
Luisão é o capitão da equipa de futebol do Sport Lisboa e
Benfica, quanto a mim uma das funções do capitão é, no recinto de jogo, defender
intransigentemente os colegas de equipa, a camisola que enverga e o clube no
seu todo. Foi exactamente isso que Luisão fez: defendeu os colegas da equipa
perante quem tentava agredi-los, a única diferença é que os autores dessa
tentativa de agressão deveriam ser quem os apoia. Leio que é uma atitude condenável
porque os sócios têm o direito a criticar porque pagam, leio que Luisão deveria
respeitar o clube, o que fez foi um desrespeito.
Sei que a perfeição é algo que todos devemos procurar
atingir, num mundo perfeito Luisão não deveria ter agido daquela forma, foi
impulsivo e reagiu mal, mas nesse mundo igualmente perfeito os adeptos que
insultavam os jogadores também não o deveriam fazer. Pagam bilhete, quotas, têm
o direito a criticar, tudo bem, assim como quem é agredido tem o direito de não
gostar e, sendo um ser humano, por vezes comete erros e não actua da forma mais
correcta, o que é compreensível.
Perante isto, vamos seguir em frente e esquecer estas minudências
que em nada nos ajudam. Luisão já deu a melhor resposta e à capitão: “Desde
que o Benfica ganhe, durmo descansado” o que subscrevo integralmente.
sábado, 24 de agosto de 2013
Olhar em frente
Não posso dizer que não gostei da entrevista do nosso presidente, também não consigo afirmar que delirei com a mesma. Acho que esta era essencial só peca por tardia. Não se resolveram todas as lacunas existentes mas foram dadas algumas pistas sobre o que se pretende fazer.
Para mim o sumo da entrevista está em Rui Costa. Foi metido em lume brando numa fogueira onde já paira JJ. O que resultou desta entrevista foi que o maestro é quem dita as regras em termos de construção do plantel, assumindo pelo menos publicamente as funções de director desportivo. Isto era algo que eu há muito defendia: alguém que percebesse de futebol que entrasse na estrutura para a conduzir e impor limites às desventuras do treinador (seja ele qual for).
Assim sendo, por ora enterro o "machado de guerra" e vou desfrutar do futebol que a equipa nos tem para oferecer, esperando que seja o suficiente para festejarmos muitas conquistas.
PS: Também foi dada uma indicação importante para a luta contra o sistema: acabar com a subscrição na SportTV e massificar subscrição e visionamento da Benfica TV.
Para mim o sumo da entrevista está em Rui Costa. Foi metido em lume brando numa fogueira onde já paira JJ. O que resultou desta entrevista foi que o maestro é quem dita as regras em termos de construção do plantel, assumindo pelo menos publicamente as funções de director desportivo. Isto era algo que eu há muito defendia: alguém que percebesse de futebol que entrasse na estrutura para a conduzir e impor limites às desventuras do treinador (seja ele qual for).
Assim sendo, por ora enterro o "machado de guerra" e vou desfrutar do futebol que a equipa nos tem para oferecer, esperando que seja o suficiente para festejarmos muitas conquistas.
PS: Também foi dada uma indicação importante para a luta contra o sistema: acabar com a subscrição na SportTV e massificar subscrição e visionamento da Benfica TV.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Erros nossos e alheios, má fortuna, amor ardente pelo Benfica
Caros co-bloguistas TC e MLeal,
Algumas notas após a leitura dos vosso últimos posts. (isto estava para ser um comentários mas ficou tão longo que resolvi transformá-lo em post).
Em primeiro lugar, acho que ambos têm razão, ou pelo menos ambos têm boas razões, o que já não é pouco.
Foram apontadas aqui duas vertentes que têm causado o nosso insucesso - erros próprios e o sistema. Concordo com ambas, só não concordo que se hierarquizem as mesmas ou que elas sejam mutuamente exclusivas.
Ou seja: há que apontar e corrigir os erros próprios, e há que continuar a denunciar e combater o sistema. Sem desculpar tudo com os árbitros e o sistema e fechar os olhos aos nossos erros, mas sem também apontar apenas dedos para os nossos e esquecer as injustiças que nos são feitas. A virtude está no equilíbrio entre ambas as abordagens. Eu sei, La Palisse diria o mesmo, mas às vezes o óbvio escapa-nos.
Votei LFV, e acho-o um excelente Presidente, o melhor dos últimos 20 anos pelo menos. Mas LFV tem um problema, percebe pouco de futebol e do que seja gerir uma equipa de futebol. E tem um problema ainda maior; se calhar devido à sombra do seu homólogo lá de cima, não consegue conviver com isso. Enquanto LFV não se convencer que não é a pessoa certa para tomar decisões cruciais sobre a gestão do futebol, ou pelo menos tomá-las sozinho, temos um problema. Ninguém é bom em tudo, e o nosso Presidente devia concentrar-se naquilo que faz bem, e delegar o que não tem valências para gerir directamente.
Quanto a JJ. Não tenho dúvidas de que é um muito bom treinador. A qualidade do seu trabalho está à vista. Mas estão também à vista as limitações do mesmo; não é um treinador ganhador, daqueles que têm aquele extra que lhes permite vencer nos momentos decisivos, como se viu dolorasamente a época passada. E, aparentemente, tem também um qualquer complexo com o nosso rival lá de cima, como o parece demonstrar a série de maus resultados nos confrontos directos, e o inacreditável ajoelhar no estádio deles a época passada.
Um abraço aos dois e a todos os Benfiquistas nesta hora difícil. Estamos todos a sofrer por igual, tenho a certeza disso, e a diferença de opiniões e abordagens resulta disso mesmo. Cada um sofre à sua maneira.
Algumas notas após a leitura dos vosso últimos posts. (isto estava para ser um comentários mas ficou tão longo que resolvi transformá-lo em post).
Em primeiro lugar, acho que ambos têm razão, ou pelo menos ambos têm boas razões, o que já não é pouco.
Foram apontadas aqui duas vertentes que têm causado o nosso insucesso - erros próprios e o sistema. Concordo com ambas, só não concordo que se hierarquizem as mesmas ou que elas sejam mutuamente exclusivas.
Ou seja: há que apontar e corrigir os erros próprios, e há que continuar a denunciar e combater o sistema. Sem desculpar tudo com os árbitros e o sistema e fechar os olhos aos nossos erros, mas sem também apontar apenas dedos para os nossos e esquecer as injustiças que nos são feitas. A virtude está no equilíbrio entre ambas as abordagens. Eu sei, La Palisse diria o mesmo, mas às vezes o óbvio escapa-nos.
Votei LFV, e acho-o um excelente Presidente, o melhor dos últimos 20 anos pelo menos. Mas LFV tem um problema, percebe pouco de futebol e do que seja gerir uma equipa de futebol. E tem um problema ainda maior; se calhar devido à sombra do seu homólogo lá de cima, não consegue conviver com isso. Enquanto LFV não se convencer que não é a pessoa certa para tomar decisões cruciais sobre a gestão do futebol, ou pelo menos tomá-las sozinho, temos um problema. Ninguém é bom em tudo, e o nosso Presidente devia concentrar-se naquilo que faz bem, e delegar o que não tem valências para gerir directamente.
Quanto a JJ. Não tenho dúvidas de que é um muito bom treinador. A qualidade do seu trabalho está à vista. Mas estão também à vista as limitações do mesmo; não é um treinador ganhador, daqueles que têm aquele extra que lhes permite vencer nos momentos decisivos, como se viu dolorasamente a época passada. E, aparentemente, tem também um qualquer complexo com o nosso rival lá de cima, como o parece demonstrar a série de maus resultados nos confrontos directos, e o inacreditável ajoelhar no estádio deles a época passada.
Um abraço aos dois e a todos os Benfiquistas nesta hora difícil. Estamos todos a sofrer por igual, tenho a certeza disso, e a diferença de opiniões e abordagens resulta disso mesmo. Cada um sofre à sua maneira.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
O problema está sempre nos outros
A capacidade de se olhar ao espelho e identificar os seus
próprios erros resulta de uma visão muito mais alargada do que sistematicamente
culpar os seus erros com acções de terceiros. Culpar os outros pelos nossos
insucessos é exactamente o que impede a progressão do ser humano ou das
organizações e historicamente resultou ou foi o alicerce para o início de
movimentos históricos hostis, tais como os de Hitler face aos Judeus.
Este tipo de comportamento resulta numa incapacidade de
análise que vai para além do óbvio e tece-se comentários sem se ler a
substância. Talvez sejamos mais felizes assim, a festejar a consistência na
mediocridade. Talvez seja essa a visão do Benfiquismo, não tem é que ser a
minha.
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