sexta-feira, 14 de março de 2014

JJ FOREVER



" Sinceramente, eu imagino lá no longínquo 17 de Fevereiro de 1907, dia em que o Sport Lisboa venceu por 1-2 o Carcavellos, Manuel Gourlade e Fortunato Levy, treinador e capitão, respectivamente, a provocarem os ingleses do Cabo Submarino com dois dedos em forma de vitória. "


Tenho noção desde esta primeira linha que este texto poderá ser polémico. Não escrevo neste espaço faz já algum tempo. São variados os motivos e pouco importa explora-los agora. No entanto, seria incapaz de não escrever depois de uma noite gloriosa como esta. Sobretudo porque vejo uma “vitória sem espinhas” a procurar ser diluída por um gesto – consideram alguns - menos feliz do nosso treinador.

O futebol é um jogo de emoções, com uma misticidade única, que une e afasta, a cada instante, milhares de indivíduos. Qualquer jogo que não seja vivido dessa forma não merece sequer ser jogado.

É evidente que a responsabilidade dos intervenientes é maior quando se representam instituições com projeção internacional. Não é no recreio de uma qualquer escola básica que os gestos e atitudes são transmitidos em todas as televisões do mundo e reportadas, com exploração ao limite, em todos os jornais e sites. Contudo e apesar do historial com antecedentes do género de JJ, as crónicas sobre a suposta falta de ‘classe’ parecem-me manifestamente exageradas.

É conhecido (e, por vezes, muito criticável!) o feitio de Jorge Jesus. Não é homem de ‘five o’clock tea’, nem tão pouco dado a grandes regras de ‘etiqueta’. No entanto, a partir de hoje, ninguém lhe poderá tirar o lugar de treinador do Sport Lisboa e Benfica com mais coragem a jogar fora de casa em confrontos europeus. Algo que só acontece graças à sua maneira de ser.

Jorge Jesus erra taticamente e, frequentemente, na comunicação também. É casmurro, fanfarrão e tem dificuldade em aprender com os erros. Perdeu títulos que todos lamentamos. Reconheça-se, porém, que vai para cima dos adversários com unhas e dentes. Com JJ à frente não há equipa do Benfica que não entre para ganhar e discutir o jogo em que campo for, não há duelo sem emoção e a troca de galhardetes com o banco adversário torna-se recorrente, se necessário!

A redoma de vidro em que vive o Sport Lisboa e Benfica, sob o simbolismo de uma frase que eu próprio utilizo muitas vezes “O Benfica é um clube de senhores”, tem de existir. Mas também não exageremos. Dentro de um campo de futebol, onde a vida parece que apenas tem 90 minutos e o coração quer sair pela boca, também se diz CARALHO, MERDA e FODA-SE!

Sinceramente, eu imagino lá no longínquo 17 de Fevereiro de 1907, dia em que o Sport Lisboa venceu por 1-2 o Carcavellos, Manuel Gourlade e Fortunato Levy, treinador e capitão, respectivamente, a provocarem os ingleses do Cabo Submarino com dois dedos em forma de vitória. 107 anos depois, Jorge Jesus é a melhor personificação desse espírito de guerrilha, digno de uma batalha em que é tudo ou não é nada! Sobretudo num tempo e num espaço em que se repete de novo a opressão portuguesa sob a alçada das grandes potências financeiras.

O Benfica fez-se de cavalheirismo, é verdade. Mas também de bravura e, sobretudo, de vitórias. Com Jorge Jesus no banco de suplentes, o Benfica já venceu ou eliminou fora de casa, entre outros, Zenit, Everton, Marselha, Estugarda, Paris-Saint-Germain, PSV Eindhoven, Leverkusen, Bordéus, Newcastle, Fenerbahce. Primeira mão fora ou em casa. Tanto faz. É à Benfica! Quantos treinadores podem dizer o mesmo?

Hoje foi mais um jogo para a história. A vitória por 1-3 sobre o Tottenham em Londres é o espelho de uma equipa confiante, que joga sem medo e que orgulha os benfiquistas presentes no estádio ou aqueles que estão em casa invejosos de perder ao vivo mais uma magnífica jornada. Exemplo máximo disso é a reação da equipa ao golo dos ingleses. Qualquer equipa sem uma mentalidade ganhadora pré-definida, sucumbiria provavelmente a uma subida de rendimento da equipa adversária por ter reduzido a desvantagem e começaria a colocar defesas para segurar o resultado. Com o Benfica (de JJ) isso não aconteceu. Antes pelo contrário: o jogo e a eliminatória tinham de ser sentenciados em White Hart Lane já hoje. Por conseguinte, os três jogadores que saltaram do banco para dentro do campo foram Gaitan, Enzo e Lima e só deu Benfica até ao minuto 93!

JJ FOREVER é uma frase provocadora. Nada na vida pode ser para sempre. Muito menos no futebol que depende tantas vezes de pequenas decisões ou fatores. Ainda assim, importa lembrar sempre aquilo que Toni ou Sven-Goran-Eriksson conquistaram em 1988 e 1990, últimos dois anos em que finais europeias foram atingidas. Zero títulos. Nem Europa, nem Campeonato, nem Taça. Não deixaram de ser por isso, durante anos a fio, dois dos treinadores mais amados de sempre do Clube e que mais saudades deixaram. Aliás, a última grande vitória de Eriksson, hoje muito justamente lembrada, foi também em Londres, frente ao Arsenal por 1-3... na 2ª eliminatória da Liga dos Campeões 1991/1992, ano em que também não foi Campeão Nacional, nem conquistou a Taça de Portugal.

Sei, por consciência e, por certo, várias pessoas o podem corroborar de que nunca fui favorável à saída de Jorge Jesus no final da época passada ou início desta, quando aliás seria o momento mais oportuno para o deitar abaixo.

A verdade é que de uma equipa totalmente desmotivada no início da época e com cinco pontos de atraso, neste momento, o cenário volta a compor-se para os benfiquistas com 7 pontos de avanço no Campeonato Nacional, à porta dos Quartos-de-final da Liga Europa e com as duas meias-finais da Taça de Portugal e Taça de Liga por disputar.

Pode dizer-se que nunca nenhum treinador teve os jogadores que Jesus tem à disposição. Não é verdade. Quique Flores, Fernando Santos e muitos outros treinadores também tiveram acesso a grandes equipas. Nunca tiveram foi a coragem de, num estádio mítico do futebol mundial, sofrer um golo, responder com outro e levantar três dedos como quem diz no seu tom bem característico e com erros de linguística: “Isto é nosso, percebestes...?”. E tão que estava a ser, com a exibição de gala dentro do campo e os cânticos do SLB em coro.

As batalhas ganham-se em todas as frentes. Por isso, desta vez, não culpo JJ pelo gesto pouco refletido. Só ‘malucos’ como este é que motivam ‘malucos’ como o Enzo e fazem do Fejsa, do Ruben e de todos os outros enormes jogadores. Malta trabalhadora e que não desiste perante as adversidades, tal como os benfiquistas e os portugueses se revêm e gostam.





quarta-feira, 12 de março de 2014

17


17 são os pontos que precisamos de conquistar para podermos festejar o titulo que nos tem fugido nos últimos anos. Em 24 possíveis, considerando a próxima jornada, a atendendo ao plantel que compõe a nossa equipa parece-me que temos oportunidade de gerir as coisas apostando nas várias frentes em que estamos envolvidos.

A passagem da eliminatória frente ao Tottenham é algo em que devemos apostar de forma clara. Bem sei que o jogo com o Nacional é difícil e muito importante, mas estou em crer que as nossas alternativas têm condições para ganhar o jogo e um eventual empate, desde que não derrapemos nos jogos teoricamente mais fáceis, não hipoteca as nossas possibilidades até porque os nossos adversários vão jogar entre si.

A ambição tem que fazer parte de nós e o nosso treinador não pode ter medo mas sim confiança nos jogadores e no seu trabalho. Teremos que procurar a sorte para sermos felizes, com critério, com cabeça e sem condicionar o objectivo primordial.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

As "outras" equipas das modalidades


Não venho aqui falar das equipas principais das modalidades de pavilhão (todas elas na luta pelo título nacional nas respectivas competições) mas sim das “outras” equipas das modalidades, aquelas de que pouco se fala – as equipas Femininas e as Masculinas “B”.

Somos  o clube que mais equipas tem nestas categorias – femininas de Hóquei, Futsal e Basquetebol, masculinas “B” em Andebol, Hóquei e Basquetebol, o que a somar às equipas profissionais, dá um total de 11 equipas senior. Nenhum outro dos grandes se aproxima deste número – SCP tem três equipas profissionais (andebol, futsal e hóquei) e duas femininas ( futsal e basquetebol); FCP duas equipas profissionais (andebol e hóquei) mais uma “oficiosa” no basquetebol, e uma equipa B em andebol, nenhuma equipa feminina.

Vejamos então como andam estas nossas equipas mais “esquecidas” pelos adeptos e pelos media (incluindo os media que são nossos, o que é um bocado inacreditável – por exemplo o nosso site continua a ter os resultados das equipas femininas sénior sem qualquer destaque especial e incluídos no “bolo” dos resultados da formação!; na Benfica TV a situação não é muito melhor.

 1 – Futsal Feminino

O Benfica é já virtual vencedor da Zona Sul do Campeonato, e irá disputar o título nacional, tal como no ano passado. Esperamos que este ano que o título seja nosso.

2 – Hóquei Feminino

O Benfica é Campeão Nacional, e este ano iremos novamente disputar o título. Já vencemos a Zona Sul e a Fase Final começa agora.

3 – Hóquei Equipa “B”

A equipa iniciou-se este ano, disputa a 3ª divisão e tem como objectivos perfeitamente alcançáveis o título nacional e a subida à 2ª Divisão. Para já lideramos confortavelmente a Zona Sul

 4 – Andebol Equipa “B”

O Benfica é Campeão Nacional da 3ª Divisão, tendo obviamente a equipa subido esta época à 2ª Divisão, onde neste momento lideramos a Zona Sul. O objectivo é ser Campeão Nacional neste escalão, objectivo totalmente realista. A subida de divisão naturalmente não é possível por razões regulamentares

5 – Basquetebol Feminino

O Benfica é Campeão Nacional da 2ª Divisão e a equipa subiu assim esta época à 1ª Divisão (que apesar do nome é de facto o 2º escalão, porque acima está a Liga).

Algo surpreendentemente, a equipa lidera o Campeonato e portanto é perfeitamente atingível também aqui objectivo de subir à Liga (que ainda dependerá de um playoff, conforme me esclareceu o João Tomás) e de ser Campeão Nacional neste escalão. Notável para uma equipa extremamente jovem.
 
6 – Basquetebol Equipa “B”

Esta é a única destas equipas que não luta pelo título no seu escalão, o que é compreensível.

A Proliga de Basquetebol tem um elevado nível competitivo, com várias equipas e jogadores que passaram pela Liga principal e até vários antigos internacionais.

A nossa equipa é muito jovem e o seu objectivo principal é garantir a manutenção nesta liga. Para já, está a correr bem, já que temos quatro equipas atrás de nós (descem duas), e portanto este objectivo da manutenção parece perfeitamente atingível.

 

 

 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O combate pela Liga


Mário Figueiredo foi eleito presidente da Liga, de forma surpreendente, com o apoio da maioria dos pequenos clubes e a oposição dos “três grandes”. Ou seja, foi um candidato eleito contra um candidato que nós, Benfica, apoiámos expressamente, embora tal apoio fosse muito contestado por muitos Benfiquistas.

Passado este tempo sobre o seu mandato, tornou-se evidente que Mário Figueiredo é uma enorme pedra no sapato não só para pinto da costa mas, sobretudo, para joaquim oliveira e o seu império mediático – sendo que a nossa Benfica TV é a outra pedra nos mesmos sapatos, talvez maior ainda.

Quer Mário Figueiredo quer o Benfica, através da nossa  Benfica TV, fizeram o que ainda há poucos anos era impensável – desafiaram o monopólio milionário da Oivedesportos, que continua a existir com a total complacência de quem em Portugal devia zelar pela existência de um mercado concorrencial leal.

Por isso desde há bastante tempo tem surgido uma campanha histérica para desacreditar e mesmo demitir Mário Figueiredo, formalmente levada a cabo por pequenos clubes mas na prática suportada pelos poderes instituídos, Olivedesportos à cabeça. Campanha nunca vista contra ninguém que tenha desempenhado funções iguis ou equivalentes na estrutura do nosso futebol profissional nas últimas décadas.

O grande aliado de pinto da costa e oliveiras, o antónio salvador do braga, chegou mesmo a um ponto ao qual ninguém se tinha atrevido antes – apelou à destituição dos órgãos dirigentes da Liga por causa de, imaginem, uma arbitragem que os prejudicou, e numa competição menor. Ainda por cima, uma arbitragem ds um puro produto do sistema instituído, o Olegário! Vale tudo!

É por isso que, neste momento, é fundamental que o Benfica, através da sua Futebol SAD, dê todo o apoio a Mário Figueiredo, mesmo que com ele tenhamos divergências. Reconheço que a negociação centralizada dos direitos televisivos que Mário Figueiredo defende cm o objectivo explícito de aumentar o quinhão dos pequenos clubes não é inteiramente do nosso interesse.

Mas combater o monopólio da Olivedesportos deve ser o nosso objectivo principal. E os inimigos dos nossos inimigos nossos amigos são. Ou pelo menos aliados.

E Mário Figueiredo é neste momento um aliado precioso.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Hoje choramos nós por ti, Eusébio…O Rei!



Como se pode falar de alguém que foi tão grande, é complexo difícil e talvez desajustado que um anónimo como eu o faça acerca de uma figura impar do desporto nacional. Mas aqui vai uma singela homenagem.
Tornou este clube gigante. Enorme. Imortal. Único. Ele e muitos outros mas Eusébio teve uma quota muito grande nesse crescimento. Um agradecimento da família Benfiquista e também desportista.       
Não o vi jogar infelizmente, a não ser nos muitos vídeos que existem. Este Natal, fui a casa de uma tia minha e procurei pelo livro da Pantera Negra que li com tanto carinho ainda era um menino e olhei para ele com uma ternura tão grande, mal sabia eu que a tua partida estava para breve.
Futebolisticamente é inquestionável a qualidade, força, velocidade, remate fortíssimo com ambos os pés um drible estonteante em corrida galgando metros e rasgando defesas, um grande jogo de cabeça e uma capacidade de sofrimento jogando tantas e tantas vezes lesionado. Campeão Europeu, Nacional, Taças de Portugal entre outras, Bola de Ouro, Botas de Ouro, Bolas de Prata… tantas e tantas coisas que citei só algumas, um currículo sublime de uma pessoa humilde.
Eusébio é Benfica e Benfica é Eusébio, inquestionável para todos, mas também é Portugal, uma referência pelo Mundo e que elevou bem alto o nome de Portugal pelos quatro cantos do Mundo, amigo de todos independentemente da sua cor clubística. Este símbolo da portugalidade foi também um bálsamo para o Portugal triste mergulhado numa guerra colonial. Derrubou barreiras raciais pelo seu carisma, pela sua humildade pela sua personalidade de menino que começou a jogar descalço nas ruas de Moçambique.
Em 2000 vi-te chorar à saída do Pavilhão Borges Coutinho aquando das eleições do Benfica e do anúncio da vitória da lista que tinhas apoiado, choravas copiosamente como um menino, libertavas a dor e a angústia que te tinham causado lembro-me desse dia como se fosse hoje, foi a única vez que te vi tão perto fui ter contigo e disse-te: foi um ato de coragem Eusébio, foi um ato de coragem. É essa coragem que nós precisamos hoje, num dia em que parte uma valiosíssima parte do Benfica, o Benfica morre um pouco na tua partida, estou certo que estarás no 4º anel a puxar pelo Benfica e também por Portugal, naquele dia choraste tu, hoje choramos nós por ti, Eusébio…O Rei!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Opinião que para mim são factos

Último dia do ano normalmente altura de balanços. Sinceramente não vou por aí uma vez que 2013 desportivamente foi algo muito, demasiado penoso para ser recordado. Quero focar-me na presente época e fazer balanço lá para Maio, olhar em frente e tentar ter esperança que o futuro próximo seja melhor do que o passado recente.
A presente época está a ser difícil, os resultados, se olharmos apenas para esse item, não são maus diria até que são aceitáveis. Já as exibições têm deixado muito a desejar.
O intuito deste meu post é de apenas partilhar algumas ideias que tenho e estou certo que muitos dos que leem estas linhas discordarão. Ainda assim cá vai:

 - Jardel, actualmente é o melhor central do plantel. Tem o estigma de não ter “carreira” a suportar a opinião geral, mas avaliando apenas performance e qualidades, considerando que Luisão fisicamente já não é o que era, não tenho qualquer duvida;

 - Lima está cada vez mais parecido com o Nuno Gomes dos últimos anos;

 - Enzo carrega com a equipa às costas. Quando anda tudo a falar de Matic nem quero acreditar no que aconteceria se perdêssemos o Argentino;

 -  Markovic é um génio que poderá confirmar esse estatuto como perdê-lo. Façam qualquer coisa para ajudar o “menino”;

 - Artur tem sido responsável por muitos pontos perdidos, importa rever a sua situação, mas estou certo que neste momento não tem condições para jogar. O problema é que não sei se Oblak as terá. Tem qualidades mas ninguém sabe como lidará em situações de pressão em alturas criticas da época. Considero Artur o pior Guarda-redes da nossa história, considerando a influência que teve no desfecho dos dois últimos campeonatos;

 - O Benfica não joga nada. O único jogo da época que jogámos bem perdemos, o que ditou o afastamento da Champions.

A caixa de comentários fica disponível para o que vos aprouver.

Saudações Benfiquistas e um glorioso ano de 2014

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Os "Apagões"

São extremamente preocupantes os "apagões" que a nossa equipa sofre regularmente em momentos cruciais e geralmente em casa contra adversários menos cotados.

Estão na memória de todos nós - Estoril, Belenenses, agora o Aoruca. Já para não falar da final da Taça.

No caso do Campeonato actual, que é o único que interessa agora, ambos os empates se deram poucos dias antes de um jogo da Champions. Não pode ser coincidência.

Sabemos que os jogadores são profissionais, que muitos aspiram a melhorar os seus contratos, que a Champions é uma grande montra. Nada tenho contra o facto de cada um ter objectivos profissionais e pessoais de melhoria, como todos nós.

O que não pode acontecer é que os objectivos individuais vão contra os objectivos da equipa. E é isso mesmo que se está a passar. Não estou a dizer que os ojogadores fazem de propósito, que se empenham menos - mas de facto, mesmo que seja inconscientemente, é óbvio que entram nestes jogos contra equipas pequenas a poucos dias de jogos europeus com a cabeça já no jogo seguinte.

Para um jogador, fazer nem que seja mais uma eliminatória da Champions pode ser a diferença entre sair para um contrato melhor ou não o fazer. Mas para o Benfica, conquistar a Champions é um sonho lindo mas pouco concretizável, e ser Campeão Nacional tem de ser o objectivo principal.

Eu propunha ao Presidente duas medidas:

- Os prémios pelo sucesso na Champions deveriam também depender de alguma forma dos resultados no Campeonato nos dias que antecedem os jogos europeus;

- Sempre que haja desastres como o de 6ª feira, metade da equipa que tivesse feito o jogo de campeonato ficava afastada do jogo europeu seguinte, como castigo, fossem quais fossem as consequências desse facto.

A médio prazo, acho que são medidas que surtiriam efeito.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Afinal...

Houvesse justiça e teríamos ganho em Alvalade, empatado na Madeira e vencido o Belenenses na Luz. E de igual modo teriamos beneficiado dos empates dos Norte Coreanos frente a Paços de Ferreira e V. Guimarães. Tudo somado traduzir-se-ia num avanço de 11 pontos!!!!. Pois é, á 11ª primeira jornada já estavam arrumados. Apesar de comandados pelo "genial" treinador (desejado por grande parte dos nosso adeptos no último Verão), contra o velho e "incompetente" Jesus.

(Que pena não podermos fazer o exercício (mas só a brincar) contrário num Universo Paralelo e tentar perceber quais seriam os resultados/classificação com Jesus a liderar os Norte Coreanos e o Fonseca a treinar os nossos.)

O futebol tem destas coisas... mas se daqui a 5 meses perdermos novamente o titulo aos 92 minutos a culpa é do "velho" porque....porque sim. Arbitragens como as citadas, assim como a deste fim de semana em Coimbra, em nada irão pesar no balanço final para uma grande parte dos NOSSOS adeptos... lamento que assim seja.

Viva o Benfica

Nota: Nos últimos 4 anos não fomos campeões em 3 (dou de borla o ano do Roberto) por pequeníssimos pormenores como os referidos anteriormente. Em 5 anos de contrato, contabilizando o actual, o Jorge Jesus não irá ganhar 4 campeonatos porque é impossível fazê-lo ao serviço do Benfica.

Para quem possa pensar o contrário aconselho a aquisição de Vitor Pereira ou Paulo Fonseca.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Problema de visão

Djuricic assume uma posição de humildade com a frase que o jornal “abola” destaca. O treinador não o vê como n.º 10 vê-o como segundo avançado, assim como vê Gaitan como extremo, assim como viu Melgarejo e Bruno Cesar como defesas esquerdos, assim como vê Markovic como extremo ou Rodrigo como segundo avançado. O treinador não vê que Ola John e Nolito são rebeldes no jogo e que condicioná-los em excesso a um processo táctico lhes retira magia. 

Também viu em Enzo um meio campista de eleição e viu em Fábio Coentrão um bom defesa esquerdo assim como vê em Funes Mori potencial que Nelson Oliveira não tem.  

Sinto que, em breve, o nosso treinador verá a sua conta bancária recheada e irá valorizar jogadores para outras bandas.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A cabeça não serve apenas para ter cabelo

Por vezes resolve-se muitos dos problemas ou lacunas nas organizações usando um simples atributo que supostamente foi dado a todos os seres humanos mas cuja utilização para os lados da Luz teimam em esquecer: Pensar.

Tomemos como base o jogo de ontem:
 - Todos sabemos que Roberto é uma nódoa nas bolas aéreas, pelos vistos e apesar de termos tido durante o encontro vários livres laterais que proporcionavam essa situação, optámos por outras soluções. Quando em desespero o fizemos, deu brinde;
 - Achou-se que um jogo da Liga dos Campeões a perder ao intervalo e a chover a potes seria o momento ideal para lançar Ivan Cavaleiro;
 - Tentar correr com a bola com o relvado empapado em vez de carregar bolas aéreas sobre a baliza (dejá vu);
 - Quando o relvado secou e a bola já rolava manteve-se o estilo de jogo de chutão para frente;
 - As declarações de JJ após o jogo;
 - A organização do jogo decidiu fechar uma saída natural do estádio, impondo como alternativa umas escadas muito mais pequenas, o que do ponto de vista da segurança é, no mínimo, duvidoso.
 
Ao pensarmos nestes e em muitos outros factores conclui-se que o simples uso desse belo atributo que é pensar, inibiria determinados acontecimentos indesejáveis e é no uso dessa faculdade que me dou ao trabalho de tentar perceber o porquê de Matic e Lima parecerem jogadores do Cinfães (“uma boa equipa, muito bem treinada”, logo não há desprimor na afirmação). Diria que será pelo mesmo motivo que não corro maratonas ou que quem as corre a seguir às mesmas não lhe apetece efectuar outra actividade física, mas lá está, sou eu a pensar e isso já é um assombro para Benfiquistas da estirpe dos que “dirigem” o nosso clube.  
Que comece o campeonato de Basquetebol, ao menos parece-me que é uma modalidade onde existe malta que pensa e age em conformidade. Pelo menos, por vezes, pensam que determinado jogo é fácil e perdem-no, mas felizmente voltam a pensar e ganham os seguintes.

Pensar? Parecendo que não, dá jeito

sábado, 5 de outubro de 2013

Sem querer, falou mais do que devia...


Em vésperas de implantação da república em Portugal e enquanto o Sport Lisboa ia dando os primeiros passos, os líderes da Carbonária encontravam-se deveras preocupados com o (in)sucesso da ação. Existem várias teorias históricas sobre o assassinato de Miguel Bombarda que ocorreu no dia 3 de Outubro de 1910. Sem dúvida de que foi baleado à “queima roupa” por um doente a quem tinha dado alta recentemente, mas o facto deste ser Tenente do Exército tem levantado algumas dúvidas sobre o médico psiquiatra ter sido ou não uma das primeiras vítimas da revolução republicana.

Não obstante, a história que tem sido lembrada é a de que, nas horas que se seguiram ao disparo, Miguel Bombarda estava mais preocupado com o destino das cartas que tinha em sua posse, dotadas de informações extremamente valiosas sobre a revolução em curso, do que com o seu estado de saúde crítico.

A posse de informações nas mãos certas das pessoas certas é demasiado importante em qualquer momento crítico de um país ou instituição.

Quis a coincidência que na véspera de mais um aniversário da república, Pragal Colaço, no seu conhecido estilo, viesse falar aos benfiquistas sobre conspirações, revoluções e crises no nosso clube. No entanto, por estranho que pareça, este homem boçal e de cabelo ruivo, normalmente genial na construção da intriga, desta feita “embrulhou-se” demasiado no discurso e acabou por, de certeza absoluta, falar demais do que inicialmente previra.

Como sempre, o objectivo principal era o de alarmar os benfiquistas sobre o “sistema”, encontrado nele todas as justificações para os maus resultados desportivos que já trazem décadas de vida. Agora a explicação está nos interesses económicos e financeiros que gravitam na órbita da  Benfica TV.

Reconheço que enquanto se foi referindo à Benfica TV e a quebra do monopólio da empresa rival, encontrei-me a concordar com alguns dos pontos, lembrando-me que o mesmo aconteceu com João Vale e Azevedo. O ex-sócio e presidente começou em queda na comunicação social (excepto a SIC, que passou a transmitir os jogos do Benfica) no dia em que, literalmente, rasgou o contrato com a Olivedesportos, acabando por ser substituído por Manuel Vilarinho, Luís Filipe Vieira e companhia que, de imediato, renovaram o contrato televisivo e anteciparam todas as receitas.

O problema foi quando a Benfica TV, na sua linha editorial ‘caseira’ que já todos conhecemos e que não vale a pena referir, arriscou e deu demasiado espaço televisivo a Pragal Colaço. Inevitavelmente, tal a sensibilidade do assunto, o ponta-de-lança do Vieirismo não esteve à altura e confundiu tudo.

Sem querer e cada vez mais baralhado sobre um assunto que estava perceptível que não dominava, saltou da Benfica TV para a SAD e começou a falar demasiado em “árabes” e “angolanos” que querem “esvaziar o ovo do Benfica” e “comprar este clube” a um “preço reduzido”.

Para quem está atento, a equação é simples. O clube e a SAD têm acumulado prejuízos todos os anos e todo o património foi dado como garantia sobre os empréstimos pedidos. No entanto, ao contrário dos últimos anos que obtiveram altas fontes de financiamento através da venda de jogadores, este Verão não foi realizado nenhum encaixe financeiro. Também a aposta da transmissão dos jogos na Benfica TV, mesmo que anualmente atinja valores razoáveis, não permitiu uma elevada quantia de antecipação de receitas com a qual os órgãos sociais gostariam de contar. Acresce a isto que os maus resultados da equipa de futebol estão a fazer as restantes formas de faturação, como as assistências no estádio, descer drasticamente. Provavelmente, tudo isto somado não tem permitido que o Benfica consiga fazer face às suas obrigações.

Com efeito, a teoria da conspiração de Pragal Colaço é, de novo, um alerta aos sócios. Ou não se queixam da venda de jogadores e continuam a ir ao estádio e a comprar todo o merchandising  que existe e percebem que a justificação de não ganharmos é por causa do "sistema" que está a responder ao ataque ao mercado por parte da Benfica TV, ou prepararem-se para a ideia de que o SLB ou vende o seu capital enquanto pode e vale mais ou "os conspiradores e papões do dinheiro vêm cá para ficar com isto".

Sem se ter apercebido daquilo que disse, Pragal Colaço desmontou o embuste completo do caminho que há muito tempo tem sido traçado e com os visíveis resultados financeiros e desportivos! O notável “Vieirista” deveria ter tido muito mais cuidado em não confundir a Benfica TV com os capitais próprios do Benfica Clube na SAD, tal como o fez no minuto 10:30 do seu monólogo. Trata-se de uma informação demasiado valiosa, que o seu “dono” não vai gostar muito que se ande a falar dela por aí.

Para quem se mostrou tão preocupado com a “revolução” que se prepara logo a seguir a um possível mau resultado do jogo de Domingo no Estoril, Pragal Colaço, convencido do seu crédito junto dos benfiquistas e de que pode falar de tudo, deu um tiro muito certeiro e, simultaneamente, muito sério... Mas foi no seu próprio porta-aviões. 

http://www.youtube.com/watch?v=85J2d7QknZ0&feature=youtu.be


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Em jeito de rescaldo

Parece agora evidente que a renovação com Jorge Jesus foi um erro. Verificou-se o pior cenário possível - a equipa arrastou consigo a instabilidade e falta de confiança resultante do desastroso final da época passada.

No entanto, devo dizer que no dito final da época passada não era evidente para mim qual a melhor possibilidade para o clube - JJ ficar ou JJ sair. Sendo que, na segunda hipótese, talvez fosse tarde para encontrar um treinador melhor.

Há anos, quando da desastrosa segunda época de JJ no Benfica, achei que ele deveria sair. O facto é que não saiu, e depois disso até deu alguns sinais de ter aprendido com os erros.

No entanto, esta época parece para já ir pelo caminho dessa nefasta segunda época. Espero estar enganado.

Notem que perder com o PSG em Paris era esperado e normal. O problema não é esse. O problema é a pobreza de exibições e a aparente falta de crença e atitude da equipa, que não parecem prenunciar uma melhoria para breve.

Alguns erros começam a ter contornos irreais, como o facto de ano após ano não se ter preenchido o lugar de defesa esquerdo com um jogador de qualidade (isto já começa a ser uma piada gasta e de mau gosto, tanta gente já o disse e desde há tanto tempo em jornais, blogs, cafés e etc por esse país fora). Parece que há no Benfica uma crença de que é um lugar de menor importância e que pode ser preenchido com qualquer remendo. O resultado está à vista - a quantidade de jogos e de pontos que os erros de Emerson, Melgarejo, Sequeira nos têm custado (ontem o primeiro golo nasce do lado esquerdo da nossa defesa, como todos nos lembramos).

A isto junta-se uma quebra de rendimento do Maxi que se prolonga e prolonga, e um André Almeida que num nível como o de ontem tem problemas - ou seja, aos problemas de há muito na lateral esquerda juntam-se agora os da lateral direita, até porque não temos extremos que façam o trabalho de ajuda defensiva nas alas que poderia minimizar estes problemas.

Finalmente, o meio campo. O ano passado Jesus fez um excelente trabalho ao adaptar Matic e Enzo às posições 6 e 8. Pois este ano resolve desfazer o que estava feito e tentar que de um momento para o outro Enzo volte a ser ala e MAtic jogue mais avançado. Duas alterações de uma vez numa zona fulcral. Eu precebo que a onda de lesões condicionou as escolhas, mas sinceramente acho que é melhor nestes casos quando faltam jogadores fazer avançar os suplentes directos, até da equipa B se necessário, do que estar a mudar tudo de uma asentada. Viu-se, aliás, a melhoria da equipa ontem quando Matic e Enzo voltaram aos seus lugares habituais - embora reconheça que por essa altura o PSG já estava em ritmo de treino e controlo de jogo.

Um dos pontos fortes de JJ é o trabalho técnico e táctico com os jogadores, que lhes permite evoluir e até adaptarem-se a posições diferentes. Veja-se a evolução de Fábio, Matic, Enzo; veja-se o jogador cada vez mais completo que é Cardozo; há vários exemplos.

Só que isso tem um reverso da medalha. JJ por vezes esquece-se de duas coisas; uma, é de que nem tudo resulta com todos os jogadores; outra, é que as adaptações precisam de tempo para serem trabalhadas, e fazê-las nos jogos a sério pode ter consequências nefastas, sobretudo quando se tentam fazer muitas ao mesmo tempo.

Foi por isso que a aposta no Roderick para reforçar o meio campo o ano passado no campo do fcp deu no que deu, e tentar que Markovic seja extremo, que Duricij seja já o segundo avançado da equipa ou que Matic e Enzo joguem noutras posições, tudo de uma vez ainda por cima, está a ter os resultados que estão à vista. A equipa perde rotinas, desiquilibra-se, perde confiança e perde eficácia.

Não estou com isto a dizer que a culpa do que se está a passar seja toda do treinador. Mas despedir um treinador não é um acto de punição - é um acto de gestão que tem de ter em conta principalmente o que parece ser a melhor solução para o Clube e para a Equipa.

A equipa está a precisar de ser sacudida, acordada, e sobretudo liderada - não me parece que JJ seja já a pessoa certa para o fazer.