domingo, 22 de novembro de 2015

A época terminou...

Passaram 5 meses,  e 5 meses são um tempo justo para perceber o valor potencial de um jogador, de uma equipa e de um treinador E infelizmente, para nós Benfiquistas, está patente que a aposta em Rui Vitória não resulta. E digo-o com lamento, primeiro porque quero o melhor para o clube e segundo porque simpatizo com a pessoa enquanto homem.

Vejamos:

Circunstancias
O nosso onze inicial tal como o dos nossos concorrente sofreram um downgrade

Benfica - Maxi, Lima.
fcp - Danilo, Aexandro, Oliver, Quaresma e Jackson
scp - Cedric, Carrillo e Nani

Factos
- 5 meses decorridos ninguém sabe o onze inicial do Benfica, nem mesmo o próprio treinador.
- durante os jogos os jogadores do Benfica estão constantemente a dialogar uns com os outros como á muito não se via, dando a entender que os treinos da semana não foram esclarecedores.
- a alteração constante da lista de convocados e a aposta exagerada no lançamento de jovens em detrimento de jogadores que estão no plantel desde o inicio da época só poderá causar uma enorme instabilidade no seio do grupo de trabalho. Aqui convém recordar que o plantel é Bi-Campeão.
- o discurso redondo, de pouca exigência quer nas palavras quer no tom protagonizado, por Rui Vitória não faz qualquer sentido num clube da dimensão do Benfica

Em resumo

Perder Jorge Jesus é um erro histórico que em tempo oportuno escrevi, não se pode deixar sair um treinador Bi-Campeão, a não ser que se tenha assegurado a contratação de Guardiola ou Mourinho.

O scp tem treinador a mais e Benfica e fcp têm treinadores a menos.

Nota - É tarde para falar da roubalheira como a do jogo de ontem (nem um traumatismo craniano, nem um braço partido são suficientes para os árbitros marcarem faltas)...

Também na comunicação o Benfica está a perder e por muitos. De acordo em não responder ás provocações dos imbecis...mas esta regra só se aplica quando se vive num país de convivência madura perante a diferença das opinões, o que definitivamente não é a realidade portuguesa.




quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Adeptos e opiniões

O anonimato clubístico a que me entrego, cada vez com maior regularidade, quando em espaços públicos me vejo perante conversas sobre futebol permite-me ouvir opiniões para todos os gostos e acima de tudo permite-me cruzar esses comentários com algumas bocas ouvidas no Estádio da Luz e algumas medidas “populares” que por vezes são tomadas em função dos ditos de muitos adeptos.

Um colega de bancada frequentemente afirma que “o problema do Benfica são os próprios adeptos”. Confesso que cada vez mais me revejo nessa frase.

Hoje à hora de almoço comentava-se o jogo de ontem e entre várias alarvidades ditas uma ficou a ecoar na minha cabeça: “Gaitan corre pouco, trabalha pouco e desequilibra a equipa” enquanto emitiam loas ao esforço de Guedes e Jimenez.

Estes são os mesmos que tornaram a presença de Ola John no plantel insuportável, que hoje assobiam Talisca e no passado não podiam com Cardozo.
Obviamente que não posso comparar Gaitan a Talisca, Cardozo ou Ola John, mas é-me possível afirmar que são todos jogadores talentosos ainda que em dimensões diferentes e com aproveitamentos dispares em função do enquadramento na equipa.

Gonçalo Guedes é um jogador talentoso com enorme margem de progressão, luta muito, tem características interessantes mas não consegue fazer uma recepção em condições. Já não falo em recepção orientada mas uma simples recepção.
Sobre Jimenez nem consigo pensar muito, ao vê-lo jogar lembro-me do Pringle. Corre muito sem qualquer critério e com a bola nos pés é um pavor. Poderá estar em fase de adaptação mas sinceramente não consigo ver potencial nele para além de ser lutador.

Sobre Cardozo não vou falar já o fiz no passado e em resumo foi o melhor ponta de lança que vi jogar de águia ao peito. Sobre Gaitan parece-me idiota afirmar qualquer coisa menos do que génio. Ola John e Talisca são parecidos, puros talentos, com a bola nos pés são muito bons e fazem dela tudo o que querem, falta-lhes nervo, combatividade, atitude e conhecimento táctico, elementos que se podem ganhar principalmente se devidamente enquadrados em termos de equipa e em termos tácticos.

O que entronca na questão táctica deste Benfica. Não jogamos nada, nadinha. Este sistema de 4-4-2 género finais dos anos 80 onde tudo é feito aos repelões em que os três sectores jogam muito distantes uns dos outros obrigando a muita correria. Neste formato dá efectivamente jeito ter jogadores que corram muito, permite amenizar as lacunas do sistema de jogo. Pessoalmente não gosto de running, para ver malta a correr existem maratonas a rodos por todo o país, eu quero ver futebol, quero ver artistas, talentos, quero ver uma equipa a jogar em bloco, automatizada a jogar em apoio, a cobrir os espaços posicionalmente. O que vejo não é nada e depois a culpa é do Talisca, como já foi do Ola John e é do Eliseu e será do Luisão, é do André Almeida e do Samaris, do Jonas que não aparece nos jogos grandes, do Mitroglu que é pouco móvel, nunca será do Clésio, Nelson Semedo (que infelizmente poderá ter a carreira em risco), do Gonçalo Guedes ou do Renato Sanches que ainda correm muito e alegram a malta e pelos vistos também não é do treinador, pena estarmos em 2015.