Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

A história absolverá Luís Filipe Vieira


Não escrevo um texto neste espaço de benfiquismo absoluto desde o dia 25 de Abril deste ano, o dia que considerei como “o dia da libertação do glorioso”. Como sempre, estive enganado na minha análise e perdemos na Turquia numa das piores – mas mais sortudas – exibições da temporada.

Em 2012, já no decorrer desta época desportiva, existiram duas listas candidatas ao Sport Lisboa e Benfica. Luís Filipe Vieira voltou a vencer, sem margem para a discussão, deixando promessas no ar, nas quais poucos acreditavam. Benfica é Benfica. Não é como as legislativas ou presidenciais em que os partidos se regeneram e continuam a dizer mal de quem governa. Por isso mesmo, a união entre os benfiquistas regressou e fez-se notar. 

Melhor ainda: o “estilo” do Presidente – talvez a parte que eu próprio mais criticava – mudou para o sentido certo e as promessas começaram a ser cumpridas. A equipa jogava bom futebol, ia em primeiro no campeonato e as eliminatórias europeias eram ultrapassadas passo a passo e com humildade. Também a Benfica TV foi consolidada e o fim da hegemonia da Olivedesportos foi combatida com a força necessária. E para mim – perdoem-me o egoísmo - a “cereja no topo do bolo” foi ter sido o próprio Presidente a colocar o emblema de ouro, por 50 anos de filiação, na lapela do casaco do meu Pai, quando, por motivos públicos, já não se falavam desde um acontecimento numa casa do Benfica de Palmela no ano de 2003.

A época continuava. O Benfica não parava de ganhar no campeonato e consolidava o caminho para a conquista do campeonato nacional com 4 pontos de avanço. Ajustava contas com o passado internacional recente, trazendo de volta a repetição de êxitos com os mesmos clubes do passado: Bayer Leverkusen, Bordéus, entre outras exibições de gala.

Também a equipa principal de futebol se ia tornando mais portuguesa com os Andrés (Almeida e Gomes) a cimentarem os seus lugares no plantel principal e a serem frequentemente titulares em jogos importantes.

No topo de uma época que se avizinhava perfeita, para gáudio dos adeptos e das camisolas encarnadas, o inferno da Luz reapareceu quando mais se precisava. Nunca neste novo estádio se tinha assistido à simbiose perfeita entre adeptos e equipa como naquele dia 2 de Maio em que vencemos os turcos por 3-1 com 2 golos lindos do Tacuara, que, já no decorrer desta época, conseguiu a proeza alcançar o 2º lugar no lista de melhores marcadores do Benfica nas competições europeias.

Desde esse dia para a frente, para trás ficaram as lembranças dos estádios semi-vazios ao longo da época e começaram a aparecer os benfiquistas das finais a mostrar o seu bilhete e a indicar a alguém que tinha de se levantar. Começaram a chover red passes e títulos fundadores para os bilhetes da final de Amesterdão. Toda a gente queria ver o Benfica a fazer a sua melhor época de sempre e a conquistar as três taças.

Num ápice tudo mudou. Com o empate com o Estoril em casa, muitos desistiram de ir ao Porto no sábado seguinte. Em seguida, com o golo de Kelvin aos 92 minutos vários não foram trocar o seu voucher pelo bilhete da final europeia e outros ainda, já depois do derrota de quarta-feira,  puseram à disposição o seu  lugar para o “churrasco” do Jamor no dia 26 de Maio.

Pelo meio, culpam Béla Guttmann pela sua maldição, mas não sabem do que falam. Quando o feiticeiro húngaro chegou ao Benfica em 1960, foi o único no clube que acreditou chegar à final da Taça dos Campeões Europeus e, depois de conquistar duas consecutivas, percebeu que foi pela sua experiência na abordagem estratégica e emocional do jogo que venceu as finais.

As finais não são ganhas, na maior parte dos casos, por quem mais se entrega ao jogo e “joga melhor à bola” (e que elogio merece o Benfica a esse respeito!), mas sim por quem joga com alguma “ratice” e sabe fazer as leituras certas nos momentos cruciais. Infelizmente, desde 1962, em que Guttmann se apercebeu do cansaço físico dos jogadores do Real Madrid ao intervalo, que o Benfica tem sido sempre um pouco amador e inexperiente nas finais que disputa. 

Basta ver a final de 1963, frente ao AC Milan, em que perdemos 2-1 - vejam! vejam! por favor, vejam como continuámos a jogar deliberadamente ao ataque e a sofrer contra-ataques depois de estar a ganhar 1-0! - , com Fernando Riera no banco, para encontrarmos os mesmo erros de ansiedade a correr atrás da bola durante todos os momentos do jogo (até quando só tínhamos 10 jogadores em campo!) com o Chelsea na quarta-feira passada. O mesmo se pode dizer da final de 1965 (sendo que essa é, de facto, a de maior azar...), da gestão física para o prolongamento de 1968, da forma como Silvino abordou os penalties em 1988 e do receio que mostrámos durante todo o jogo frente aos 8 italianos e 3 holandeses em 1990.

Aconteça o que acontecer, com esta chegada à final, a história absolverá Luís Filipe Vieira. Simplesmente, como tantos outros, não conseguiu, de novo, fazer melhor que todos os outros Presidentes desde Maurício Vieira de Brito e Fezas Vital, continuando a ser necessário jogar mais com a “cabeça” e não tanto com a “língua de fora” nos jogos decisivos e nas finais. É só isso que a maldição de Béla Guttmann significa. Não uma macumba de azar.

Depois da não termos ganho a final da Liga Europa, julgo que não ganharemos também o campeonato nacional, embora ainda falte um jogo, onde estarei durante os 90 minutos a acreditar. Ambos por culpa própria. Contudo, também não perdemos nenhum dos dois e temos a nossa imagem e orgulho intactos. 

“O Benfica nunca perde, às vezes não ganha”. Há muitos anos que esta frase de Artur Semedo não fazia tanto sentido como está a acontecer nesta época. E, quanto a mim, essa frase ser verdade constitui-se, de facto, como a maior prova de que o Benfica europeu e respeitado está de volta. 

Viva o Benfica! O seu presente e o seu passado!




Eu acredito!

Muitos e bons posts já foram escritos sobre a final de Amsterdão e a brilhant exibição da nossa Equipa, pelo que sobre isso não irei acrescentar mais nada, a não ser "subscrevo".

O nosso Capitão disse algo que não deve ser esquecido porque me parece fundamental: "perdemos o jogo mas ganhámos muita coisa". Estou inteiramente de acordo.

A união do Grupo de trabalho, a comunhão com o Presidente e com os Sócios e Adeptos ficou aqui forjada em sangue, suor e lágrimas, e atingiu um nível inimaginável, verdadeira Excalibur ao serviço do Benfica.

É fundamental que esta coisa preciosa mas frágil não se perca e seja a força que nos lança no futuro, sendo que neste caso o cliché se aplica e o futuro começa mesmo já no Domingo. Ganhar, ganhar ao Moreirense, eventualmente ser Campeão, depois ganhar a final da Taça e daqui a pouco tempo encarar de frente, olhos nos olhos, a próxima época.

Eu acredito! Carrega Benfica!

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Que futuro?

Vou a caminho das 60 horas sem ir à cama, é possível que a minha cabeça não esteja a funcionar correctamente, precisa de descanso e não desarma. São flash constantes de pequenos acontecimentos das últimas semanas, é pensar no que mais nos pode acontecer esta época e o que poderemos esperar do futuro próximo.
Mais do que me prender no presente quero olhar para frente e equacionar o futuro. Os nossos responsáveis estão perante uma decisão de enorme dificuldade. Revejo todas as hipóteses e não chego a uma conclusão que me pareça óbvia, ou até acertada.

Sei que o Benfica não ganha um jogo desde a pequena entrevista de LFV à Benfica TV, onde assumiu a continuidade do treinador, onde quis, uma vez mais protagonismo e saiu chamuscado. Passaram-se, entretanto 10 dias, desde o jogo frente ao Estoril e perderam-se todas as hipóteses de corrigir esse erro através de uma nova entrevista anunciando a renovação do treinador e a renovação da confiança, face ao mau resultado frente ao Estoril e posteriormente frente ao fcp. O nosso presidente meteu a cabeça de fora num bom momento e recolheu-a nos maus momentos. Voltou a falar ontem, a quente, anunciando algo sem a devida maturação face à dor que estamos todos a viver. Bem sei que se deve acreditar no trabalho que a “estrutura” tem vindo a desenvolver, e se o timoneiro da equipa é peça essencial nesse trabalho e se confia que este é bem feito, então, ainda que os resultados não o sustentem deve-se manter o trabalho. Mas em consciência, alguém pode afirmar cabalmente que a continuidade do Jesus é uma certeza e é a melhor solução? Foi avaliado, se o treinador reúne condições psicológicas para continuar? Jesus, muito bem, vai reflectir. Faz bem, revela inteligência. A LFV pede-se o mesmo e ano após ano não vem revelando muita inteligência na gestão dos pormenores, com a agravante de estes originarem perda de títulos.

Não quero que Jesus saia, acredito que é bom treinador, não creio que possamos arranjar melhor. Não quero que Jesus fique, é pé frio, perde tudo em momentos que não podem acontecer, comete demasiadas vezes os mesmos erros. Quero um presidente que lidere, quero que o faça sempre da mesma forma, nos bons e nos maus momentos, quero que assuma as suas responsabilidades quando ganha mas essencialmente quando perde. Acredito que esse presidente possa ser LFV, após estes anos todos não sei se o será.
Sinto que temos que mudar algo, mas que a maioria do trabalho é correcta e bem-feita. Talvez apenas tenhamos que mudar 2 minutos da nossa história recente, ou talvez tenhamos que mudar muito mais do que isso…





Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

Entusiasmo

A dor, sofrimento, até frustração, vividos no Sábado e Domingo já lá vão. Estranhamente, ou talvez não, hoje sinto-me com enorme entusiasmo pelo jogo de Quarta-feira. É certo que moralmente não estamos nas melhores condições, mas é tempo de virar costas ao campeonato e concentrar esforços na Liga Europa.
Tenho o privilégio de ir a Amesterdão ver o jogo, e quero viver este dia na sua plenitude. Quero gritar, cantar e exibir orgulhosamente as cores do SL Benfica, se ganharmos será lindo, se por acaso não trouxermos o troféu, paciência, trarei na memória que tudo fiz para viver um acontecimento que não sei quando se poderá repetir, e sinto um enorme entusiasmo por poder lá estar, pelo nosso Benfica ter conseguido essa proeza. Todos os adeptos, os que estarão na Arena, e os que acompanharão o jogo via TV, todos os jogadores, quer estejam no jogo ou na bancada, devem sentir esse entusiasmo. É um momento “único” que todos viveremos e importa desfrutá-lo.
VIVA O BENFICA.

Domingo, 12 de Maio de 2013

Para uma grande tormenta só adeptos extraordinários

Compreendo o post anterior do Grande Benfiquista TC concordo com o que ele diz e também eu senti a dor que ele sente. Ainda mais me chateou porque estas derrotas quase têm um requinte de malvadez, estando guardadas para o final dos campeonatos. E pior do que isso é o  meu filho a dizer-me "ó pai é sempre no final, sempre"  dói porque  temos de confortar uma criança quando na verdade por dentro estamos verdadeiramente chateados, para não dizer outra coisa.
Sei que muitos Benfiquistas vão dizer que eu devo estar louco, eque o campeonato já acabou, que eles são campeões e que eu não passo de um lirico, porque eles nas alturas decisivas não falham e se falharem aparece um Soares Dias, um Proença ou um Jorge de Sousa a fazer o trabalho habitual. Sei disso, mas também sei que o Brasil e Portugal respetivamente, eram campeões do Mundo e da Europa e foi o que se viu. Os Benfiquistas de Paços que ajudem a puxar pelos castores e podemos muito bem ter uma boa e já inesperada surpresa. Nós festejámos nos barreirros, eles festejaram no estádio do Ladrão. Falta um assalto para terminar o combate estamos em contagem decrescente mas ainda podemos ir a tempo de ganhar o mesmo. Aguardemos.
Mas não foi por isso que resolvi escrever. Faço-o porque ainda temos três finais para ganhar, e a próxima pode representar o regresso à ribalta do futebol europeu, uma conquista que já não temos imagine-se desde 1962.
Aqueles que vão a Amesterdão têm de fazer a sua parte, assim como com o Moreirense. Não vai ser um jogo com os condenados corruptos que pode pôr em causa o meu Benfiquismo, não podemos sequer colocar em causa o que somos por termos tombado com estrondo, temos uma competição para ganhar que nos pode catapultar para o Mundo. E é  nisso que temos de estar concentrados ou a nossa divisa é uma mera frase? Ontem estava triste, chateado, hoje acordei e estou como novo e QUERO a Liga Europa, QUERO QUERO E QUERO, para mim um troféu destes é mais importante que o campeonato e ainda por cima não temos nenhum na sala de troféus. Por isso temos de carregar a equipa mais uma vez, os treinadores passam, os jogadores passam, os presidentes passam e nós morremos, mas o Benfica ... esse? Continua!
Agora desculpem mas vou sair e comprar os bilhetes para o Voleibol!

Sábado, 11 de Maio de 2013

Dor

Gosto de futebol, mas quando o Benfica joga não consigo desfrutar do jogo, são nervos é sofrimento e muitas vezes dor, demasiadas vezes dor. 
Dias como o de hoje fazem-me recordar com saudade os tempos não muito longínquos em que não jogávamos nada, perdíamos jogos atrás de jogos e em Novembro já não lutávamos por nada. Era triste mas  não doía, fazia-me gritar, esbracejar, refilar e seguia o meu caminho. Assim, é mau demais, o Benfica existe para desfrutar dele e não para sofrer com ele.
Não sei o que vai acontecer esta semana, podemos ganhar a Liga Europa, podemos até ser campeões. Sinceramente acho que vamos ganhar ao Guimarães a final da taça e sair do estádio cabisbaixos por mais uma época absolutamente frustrante e até vergonhosa.
O que me separa de Jesus é que acho que as épocas são fantásticas com a conquistas de títulos  não são fantásticas, excelentes ou até boas com o quase. Quem quer ganhar, procura a vitoria e não procura defender um resultado a faltarem 35 minutos para o fim. 
O que me afasta de Luís Filipe Vieira, é a sua cede de protagonismo, é a sua falta de timing, é festejar antecipadamente e a sua pouca coerência. Disse que o seu treinador era JJ, que se ele iria continuar seria natural que o seu treinador continuasse também. Será natural que perante o descalabro que estamos a viver se afirme e apareça a assumir as suas responsabilidades. 
Fiquei a semana toda à espera da marcação de uma conferência de imprensa, ela não ocorreu, ficarei novamente durante a semana que amanhã se inicia a aguardar essa conferência, onde espero o assumir da defesa do treinador, onde espero o anuncio da renovação de contrato (com redução substancial do vencimento). Se tal não ocorrer, então espero a sua demissão.

Uma última palavra para Artur. Há muito que se discute quem foi o jogador do campeonato. Eu voto claramente no nosso guarda-redes, foi absolutamente decisivo em especial nos dois jogos frente ao fcp sem esquecer o Estoril.

Terça-feira, 7 de Maio de 2013

Tempo de gritar a uma voz e dar as mãos.

Naquele dia do jogo que somámos um ponto, o sentimento partilhado à saida do estádio era o mesmo e era através do silêncio da grande maioria das pessoas que se percebia o que residia na alma de todos. Caminhámos. E foi aqui que chegámos com grandes jogos e grandes exibições e grandes sorrisos. Os tais que tanta falta fazem a este povo martirizado pelas agruras e diabruras duma classe politica que não me  merece sequer comentários. Mas é pelo riso e alegria que aqui estou, numa história que não tenho dúvidas terá um final feliz, um final à Benfica.   
Se há coisas que possam não estar tão bem, não sei, meus caros nem sequer quero saber disso, não é numa semana que antecipa a conquista do campeonato que vou perder tempo. Ser benfiquista é uma partilha, é uma forma de estar, mas é também e muito uma união em torno de um objectivo. Acreditar e dar a conhecer a todos que acreditamos, no nosso trabalho, nas escolas nos cafés, naqueles que podem contactar com os jogadores, em todo o lado acreditar.
 O Real Madrid também chegou com um ponto de vantagem a Camp Nou o ano passado e ganhou. Eles também estão pressionados... e muito, porque podem perder na sua casa, como aconteceu com o basquetebol o ano passado. Por isso vamos acreditar juntos.
Deviamos levar para o jogo o César Brito e gritar aos sete ventos que o mesmo iria ver o jogo ao vivo, seria com o devido respeito o nosso amuleto, e uma forma de lhes lembrar que a História se vai repetir como acontece tantas e tantas vezes. Os que vão ao estádio apoiar façam-no da mesma forma que fizemos com o Fenerbahce ,um jogo Glorioso e Épico, como com toda a certeza irá ser este.  Dar as mãos!

Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Para o Dragão

Agora para o jogo do Dragão, que por infelicidade e muita incompetência nossa, tornou-se absolutamente vital não perder e onde o apoio dos nossos adeptos poderá ser importante, mandem para as bancadas os Títulos Fundadores, Centenarium e RedPass Premium, pois estes são a força motriz no apoio vindo da bancada.
Os outros, ficam a ver na televisão. Já vão ficar a ver pela TV a final da Liga Europa e da taça de Portugal. É tudo uma questão de habito, primeiro estranha-se depois entranha-se, e no meu caso fico absolutamente descansado pois sei que essa malta vai apoiar massivamente e estoicamente a equipa.


Quarta-feira, 1 de Maio de 2013

EM CHEIO - BRAVO


Sexta-feira, 26 de Abril de 2013

Preocupante ou preocupação

O Benfica desta época habituou-nos mal. Controlo da posse de bola, dinâmica ofensiva, muita velocidade e forte desgaste nos adversários, gestão do plantel que foi permitindo manter o ritmo e resultados bastante satisfatórios. 

Nos últimos quatro jogos (Newcastle; Paços de Ferreira; Sporting e Fenerbahce) notou-se algo diferente. A equipa está com pouca dinâmica, não consegue ter bola e o seu ataque vive de explosões individuais, normalmente protagonizadas por Salvio e/ou Gaitan. Das poucas vezes que consegue ser colectiva cria oportunidades de golo, mas estas teimam em escassear. Os passes saem mal e as combinações raramente resultam. Pensei que a equipa vinha a gerir os vários jogos perspectivando o futuro próximo, mas o jogo de ontem e principalmente as palavras de Jesus, evidenciaram a verdadeira razão: desgaste físico em vários jogadores.  

Conforme já tinha escrito anteriormente, o que verdadeiramente me preocupava era a má forma de alguns dos nossos jogadores: Ola Jonh e Rodrigo, principais alternativas ofensivas estão muito em baixo não constituindo alternativas válidas aos fatigados Lima e Gaitan. A juntar a este facto verifica-se pela enésima vez a falta de alternativas no meio campo. Quando Matic e Enzo não estão a equipa ressente-se muito.
É neste enquadramento físico da equipa que vamos à Madeira, a que temos de acrescentar a jogada dos nossos adversários ao nível da arbitragem. Já vimos este filme várias vezes, com especial evidência na época passada. Deveremos esperar o pior para o jogo frente ao Marítimo na próxima segunda-feira e para combater os vários adversários temos que nos apresentar fortes, muito fortes e verdadeiramente focados nesse jogo. Temo que os jogadores pensem em demasia no jogo frente aos turcos. Importa trabalhar para que tal não aconteça, é vital referir que o principal objectivo é o campeonato e canalizar todos os esforços nesse sentido, foi dessa forma que chegamos aqui, será dessa forma que podemos ir mais longe. Se formos a todas com os mesmos, considerando a situação descrita e confirmada pelo nosso treinador, poderemos ficar na praia mesmo à beirinha do sonho. Isso será nefasto e terá repercussões nos próximos anos.

A dobradinha é a nossa meta e obrigação, o que vier a mais será muito bem-vindo, desde que não sacrifique o objectivo primordial.   

Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

O dia da libertação


Foi há 39 anos que uma revolução sem sangue, mas de cravos, depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, devolvendo a “liberdade” a Portugal.


A história do desporto português é uma ciência académica recente em Portugal. Ainda são poucos os estudiosos que a ela se dedicam e alguns dos que a têm feito ao longo dos anos são jornalistas que, frequentemente, não adoptam nos seus textos ou teses as correntes historiográficas mais atuais. Hoje, na feitura da história exige-se a ausência de todo o tipo de anacronismos, isto é, o regresso ao passado não pode ser feito de acordo com a realidade socialmente construída do presente, mas sim da época que se está a descrever.

Contando que as competições internacionais existem aproximadamente desde meados dos anos 50, será que nunca nenhum jornalista ou historiador do futebol português se apercebeu do porquê de a década de 70 ter sido a única sem presenças de portugueses na final de uma competição europeia?

Em 1949, o Sporting Clube de Portugal foi a primeira equipa portuguesa a estar presente numa final da Taça Latina, sendo que o Sport Lisboa e Benfica esteve presente em duas finais dessa competição nos anos 50. No melhor período da sua história, na década de 60, o Benfica esteve presente em cinco finais da Taça dos Campeões Europeus e o Sporting Clube de Portugal em uma da Taça dos Vencedores das Taças.

Em seguida, no entanto, existiu um vazio de 15 anos de finais europeias com presença portuguesa. Este facto deveu-se, provavelmente ao 25 de Abril de 1974 e à consequente descolonização das províncias ultramarinas. Entre outros aspectos da vida portuguesa, também no futebol, os clubes portugueses viram-se privados de uma das suas maiores fontes de recrutamento de jogadores. Apenas com jogadores oriundos do nosso “rectângulo” – política principalmente seguida pelo Benfica – a concorrência internacional com os outros clubes europeus tornou-se desfavorável para o lado dos portugueses. Assim, nó nos anos 80 (a assembleia geral que aprovou jogadores estrangeiras na equipa principal de futebol do Benfica foi a 1 de Julho de 1978!) voltou a haver presença de clubes portugueses em finais: duas do Benfica e duas do Porto.

Já na década de 90, só o Benfica esteve presente numa final europeia em 1990. E apenas treze anos depois, na primeira década do século XX, o Porto foi à final da Taça UEFA em 2003 e à final da Taça dos Campeões Europeus em 2004, conseguindo também o Sporting alcançar a final da Taça UEFA em 2005. Por último, em 2010, Porto e Braga disputaram a final da Liga Europa.

Hoje é dia 25 de Abril de 2013. O Benfica joga, em Istambul, frente ao Fenerbahce, a 1ª mão da sua 13ª meia-final europeia.  Por este Portugal e Mundo fora, casas, cafés e restaurantes vão-se encher de benfiquistas a roer as unhas à distância à espera de um resultado positivo da sua equipa na Turquia. Em cada lugar pintado de vermelho, mais logo a partir das 20  horas, serão gerações e sentimentos que se misturam. Por um lado, os mais velhos, que se habituaram a ganhar e que querem relembrar esse sentimento. Por outro, jovens benfiquistas que, pelo menos, há 23 anos que contém ou não conhecem as suas emoções.
Tenho 29 anos. Nascido em 1984 e sócio desde esse dia, mal me lembro da caminhada para Estugarda em 1988 e da visita de Eusébio ao túmulo de Béla Guttmann, em Viena, em 1990. Todavia, não me esqueço de jogos como Juventus (QF TU: V 2-1; D 0-3), Parma (MF TVT: V 2-1 ; D  1-0), AC Milan (QF TCE: D 2-0 ; E 0-0), Fiorentina (QF TVT: D 0-2 ; V 0-1), Espanyol (QF TU: D 3-2, E 0-0), Liverpool (QF LE: V 2-1 ; D 4-1), Braga (MF LE: V 2-1 ; D 1-0), Chelsea (QF TCE: D 0-1, D 2-1) e tantos outros confrontos decisivos com colossos (e não colossos) europeus, que estavam perfeitamente ao alcance da nossa equipa. Fora os anos sem sequer ir à “Europa”, derrotas estrondosas e ter um presidente preso, foram demasiados anos sem se fazer jus ao nosso palmarés ético e desportivo e às histórias do passado que me tinham sido contadas enquanto ia crescendo.
Julgo que escrevo por uma geração inteira quando afirmo que paira sobre mim uma panóplia de emoções, desejante de gritar bem alto o dia em que o Benfica voltou. Transformar as saudades daquilo que nunca vi num sentimento de pertença a algo enorme e grandioso é talvez o meu maior sonho.
Acredito, sinceramente, que hoje é esse dia. O dia da libertação do glorioso.



Domingo, 21 de Abril de 2013

Joel Neto e a parvoíce: Inextricáveis.



Joel Neto, natural de Angra do Heroísmo, cronista e romancista (?) elevado à categoria de fazedor de opinião porque um dia escreveu um livro de contos intitulado "O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas" - profundo - talvez também por citar Platão e, quem sabe, por crer que "todos nascemos benfiquistas - mas depois alguns crescem", não passa de um rapaz assustado.

O benfiquista de nascença que julga ter crescido vive amedrontado com Lisboa, a cidade grande que esconde perigos em cada viela de onde surgem homens encapuçados enquanto aguardam a oportunidade de, num jogo de futebol, atentarem à segurança do seu filho adolescente imaginário.

Vi o vídeo em questão com muito atenção. Sobretudo porque sou benfiquista e comove-me a ideia de cerca de uma centena de benfiquistas, com ou sem capuz, com ou sem rosto, se juntarem para fazerem algo pelo clube.

Em particular naquela artéria esconsa a cinquenta metros de onde se traçam estratégias políticas, a sede do Partido Socialista, no Largo do Rato. Ou da outra artéria esconsa, que desemboca numa escadaria em frente à Assembleia da República. Ou ainda naquele parque esconso, chamado Eduardo VII, que termina numa rotunda esconsa, a do Marquês de Pombal, de acesso a uma avenida esconsa, a da Liberdade.

É tudo muito esconso, especialmente, a julgar por esta crónica, a produção intelectual de Joel Neto. Salva-se a inexistência de um filho adolescente do escritor sportinguista inflamado por um anti-benfiquismo esconso.

A bem do próprio Joel, que não se terá que preocupar com homens sem rosto, a coberto da noite, que acendem tochas (e muito menos com homens com rosto, sob os holofotes da Luz, que pegam fogo a cadeiras), e a bem da humanidade, ao decrescerem as possibilidades deste citador de Platão passar por este mundo deixando descendência. Seja pela ética, seja pela estética, não convém correr esse risco.

Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

Sem palavras!

Quarta-feira, 17 de Abril de 2013

Vitórias e património: "Carlos Lisboa"

Acabei agora de ver o "Vitórias e património" dedicado ao Carlos Lisboa.
 

Tive a felicidade de crescer, também, com a inesquecível equipa de basquetebol do Benfica do final dos anos 80 e primeira metade dos anos 90.
 

Vi quase todos os jogos na Luz, muitos fora, centenas e centenas de treinos, vi a perfeição no desporto. E vi - e como eu o queria ver - um dos maiores atletas de sempre do Sport Lisboa e Benfica, um exemplo de esforço, competitividade, espírito de equipa, mentalidade ganhadora e brilhantismo técnico. Acompanhei, de um ângulo privilegiado, a maior parte da carreira do mítico Carlos Lisboa, um campeão, na verdadeira acepção da palavra, e sinto-me abençoado por isso.
 

Obrigado Carlos por me teres feito sonhar. Obrigado, sobretudo, por teres ganho tanto, e continuares a ganhar, pelo Sport Lisboa e Benfica!!!

Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

Próximos jogos

Não é segredo para ninguém que temos um calendário complicado. Para além do jogo de hoje, temos de enfiada sporting, três dias de descanso com viagem para a Turquia, fenerbahce fora, dois dias com viagem para a Madeira, marítimo fora, viagem de regresso a Lisboa e três dias, fenerbahce em casa.

Não temos a menor hipótese, parece-me, de usar a mesma equipa em todos os jogos. Logo, sobram duas hipóteses.

A primeira será apostar tudo no campeonato e e fazer poupanças nos dois jogos com os turcos, aceitando como forte a probabilidade de sermos eliminados.

A segunda seria tentar fazer uma gestão cuidada da equipa, que tem sido feita e muito bem até aqui, mas que talvez nunca se tenha posto com tanta acuidade e relevância como nesta série de quatro jogos difíceis e decisivos que temos pela frente.

Em minha opinião nenhum jogador, com a eventual excepção do Artur, deveria ser utilizado nos quatro jogos, e deveríamos planear os mesmos seguindo este princípio. Mesmo Luisão, Garay ou Matic, jogadores mais difíceis de substituir, deveriam ter direito a descansar num dos jogos. Jardel seria obviamente o substituto dos centrais. Maxi e André Almeida deveriam fazer dois jogos cada um, sendo que na Turquia sabemos que tem de jogar o Maxi. O Enzo também tem de descansar na Turquia, jogaria os outros três jogos. André Gomes e/ou Carlos Martins substituiriam Enzo e/ou Matic nos jogos em que um deles não jogasse. Nas alas, Ola John, Gaitan, Sálvio e Urreta rodariam entre si, tal como no ataque o fariam Cardozo, Lima, Rodrigo e até o mesmo Gaitan. E o Luisinho (ou o Carole) poderia substituir o Melga na Madeira.

Hoje, jogaria com uma equipa claramente menos principal - utilizaria Roderick, Jardel, Luisinho, André Gomes, Carlos Martins, Aimar, Urreta, Kardec, e mais dois, para além de Paulo Lopes que deve continuar a ser o GR da Taça.

Domingo, 14 de Abril de 2013

Galardões Cosme Damião

Formação é o basquetebol sem qualquer dúvida: Campeões nacionais de sub-20, sub-18 e sub-16;
Revelação: André Gomes;
Atleta de alta competição: Carlos López. Embora não ache que haja aqui um que se tenha destacado. Nem sequer os nomeados face a tantos outros.
Treinador: Lisboa. A vitória no último jogo nos playoffs no dragão caixa foi épica e teve muito a ver com a sua liderança!
Modalidade: Futsal - Campeonato, taça e supertaça. Apesar da vitória do basket ter sido inesquecível, do atletismo ter reforçado o estatuto de melhor clube português nos masculinos e do hóquei ter conquistado o campeonato ao fim de não sei quantos anos.
Futebolista: Cardozo. Marcou 34 golos em 2012, o seu recorde.


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Sábado, 13 de Abril de 2013

Benfica - porto, hoje, às 18 horas.

A malta não percebe que hoje não é um jogo de andebol. Hoje é um confronto que ajudará a decidir a conquista de um campeonato nacional. É um jogo contra o porto, numa modalidade que lhes é querida e em que são tetracampeões nacionais e nós, ao fim de alguns anos, temos hipóteses de lhes ganhar. A malta não percebe que, ganhar no futebol, também passa por lhes ganhar no andebol.

A rivalidade faz parte de um quadro global, assente no futebol, mas alimentado por pequenas coisas. Uma delas, no caso do porto, é o andebol. Ganhar-lhes o campeonato, fortalece o Benfica e faz-lhes mossa, mexe-lhes com o ego, põe um pouco em causa a dinâmica de vitória que eles têm desde há uns 20 anos. Imaginem o que é chegarmos ao final da temporada campeões de futebol, andebol e hóquei em patins, tão só as únicas modalidades em que eles investem. A liderança deles será questionada, haverá logo muita gente que dirá que o Antero Henriques não é o Pinto da Costa, etc...

Depois há os benfiquistas da cidade do porto e arredores, que não podem deslocar-se ao pavilhão deles porque é perigoso e está cheio. E há os nossos jogadores que lidam com um ambiente infernal lá e aqui olham para a bancada e vêem umas senhoras mais velhas, mas dedicadas, a cantarem que são loucas da cabeça. Será absolutamente lamentável se o pavilhão não estiver cheio ou se houver pouco apoio...

É Sábado, o jogo será às 18 horas e os bilhetes, para os sócios, custam 3€...

Terça-feira, 9 de Abril de 2013

Revolta dos adversários

Faltam 11 jogos para o final da presente época. Do sonho à realidade não falta muito, as bases estão lançadas e aparentam ser sólidas, contudo é factual que vivemos num lamaçal cheio de podridão onde todo o cuidado peca por escasso.

É neste contexto que assisto, com um misto de diversão e preocupação, ao estrebuchar dos nossos adversários. Vítor Pereira a ter necessidade de clamar pela força dos seus para o que resta da época, enquanto os adeptos parecem nervosos, entregues, até rendidos. A lagartada já enfatiza a sua força e a provável vitória na Luz que nos retirará o título, não percebendo que o Benfica terá ou poderá ter papel crucial nas suas possibilidades em chegar à Europa através dos jogos frente ao Marítimo e Estoril. O treinador do Newcastle acredita na reviravolta. Apenas o Paços de Ferreira se mantém calado e consciente daquilo que parece uma evidência: Um Benfica concentrado, capaz, pouco disponível para dar baldas.

Sinceramente, acho que dependemos verdadeiramente apenas de nós e da nossa capacidade dentro de campo. Tentam distrairmo-nos com lenga lenga, elogios, com a nomeação de Proença para o Porto-Braga, dando a entender que está descartado para a penúltima jornada. É preciso ter cuidado e estar atento, mas o que me preocupa é a baixa de forma de Ola Jonh e sobretudo de Cardozo. Se não tivermos lesões em jogadores chave (Melgarejo; Garay; Matic; Enzo; Salvio; Lima e Gaitán) e recuperarmos a forma destes dois importantes jogadores... (!!!)

Não é sonho, é realidade, pois trata-se apenas de futebol, 11 contra 11, e quando se trata apenas disso, as nossas possibilidades aumentam