sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O mal educado José Nuno Martins

José Nuno Martins é director do jornal O Benfica. José Nuno Martins é raro por os pés no jornal. José Nuno Martins é um enorme mal educado e um prepotente de primeira classe. Mas é o primeiro a estar presente nas viagens ao estrangeiro com o nosso clube. Pudera.... é à borla.

João Gabriel é não sei o quê no Benfica. Agora veio defender o Martins da má educação que este teve em público. Gabriel é outro dos que nada faz e é um alarve militante. Há muitos alarves no nosso clube. Infelizmente. Mas há. Por isso ganhamos menos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

É preciso mão no Seixal

Armando Carneiro estava todo feliz após o jogo do Benfica B com o Beira-Mar. Nem conseguia disfarçar perante os presentes no final do jogo. O sonho dele é trazer Tralhão para a equipe B e arrumar com o Hélder. Desta maneira, com excepção da equipa principal, teríamos o futebol do Benfica dominado pela dupla Soares de Oliveira e Armando Carneiro, dois anti-benfica, não fossem eles verde e azul.


Jesus continua a saga da sua teimosia constante. Individuo de pouca formação cívica, não sei se ele é teimoso por ser parvo, ou se é parvo por ser teimoso.Não há mais condições de o SLB andar a gastar rios de dinheiro com aquisições dúbias e mal aproveitadas. Das duas uma. Ou Jesus continua e acaba-se com o Seixal, ou acaba-se com o Jesus e o Seixal vai-se impor de vez e finalmente.
Rosa Camarão

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Armando Carneiro

Armando Carneiro era um empresário de jogadores. Tirou o nome da agência que detinha em sociedade e foi chamado para Director C.F.C pelo Dr. Domingos Soares de Oliveira.

Entrou com uma mão à frente e outra atrás. Agora anda de Jaguar. Anteriormente andava num carro de quarta ou quinta categoria...

Ou seja, o lagarto Domingos deu a mão ao portista Armando Carneiro. E o que faz o Presidente do nosso clube? Nada.

E a que propósito vem isto tudo? É simples. Caso Roni. Caso Gabão. Caso Orlando City e todos os casos que são casos e não passam para o exterior.

Quem perde? O Benfica.

Quem ganha? Armando Carneiro e não só.... são filhos, genro, amigos etc, etc....

E assim vai o C.F.C.

Até breve,
Rosa Camarão

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A Champions não é para nós

Sejamos realistas – neste momento, em termos europeus, temos uma equipa mediana, e a Champions ao seu mais alto nível está acima das nossas possibilidades.

Claro que se tivéssemos tido mais sorte no sorteio, tendo por exemplo como adversários o Shaktar Donetsk, o Athletic Bilbao e o o Bate Borisov, , talvez outro galo cantasse. Mas as coisas são o que são.

De qualquer forma, pondo as coisas em perspectiva, nos últimos cinco anos, com equipas mais fortes do que a que temos este ano, só uma vez conseguimos passar a fase de grupos. Não é portanto expectável que este ano, com a baixa de qualidade do plantel e resultante de saídas e lesões prolongadas (recordo que nos faltam Sílvio, Fejas, Ruben, Sulejmani do plantel actual), fosse o ano em que conseguíssemos essa passagem.

No entanto, em anos anteriores, sempre conseguimos ir à Liga Europa,e até com algum sucesso – duas presenças na final e uma nas meias finais.

Este ano, com os resultados que estão a ser conseguidos pelo Mónaco, que é a equipa com a qual eu pensava que iríamos discutir o 3º lugar, até isso está difícil. Os dois jogos seguidos que vamos ter com eles vão determinar o nosso futuro. Basta uma derrota e é adeus Europa quase garantido.



Ontem foi preocupante. Até podemos dizer que o resultado foi melhor do que a exibição, e isso é terrível. Também não tivemos, novamente, sorte com o árbitro, que assinalou um penálti muito duvidoso, como sabemos, e logo naquela altura.

Desde início que se viu que o Bayer percebeu o que toda a gente já percebeu – o lado esquerdo da nossa defesa, com Jardel e Eliseu, é absolutamente miserável. Eliseu tem um bom remate de meia distância, que é uma qualidade apreciável, mas a defender é um desastre; e Jardel cumpre mas está longe de ser um defesa de “qualidade Champions” como era Garay e mesmo David Luiz, e até me parece que o estatuto de titular lhe está a fazer mal, porque está a esquecer-se das suas limitações e a tentar fazer coisas que não sabe e não deve fazer – ontem perdeu uma bola infantilmente que ia dando golo.

Para suprir as deficiências defensivas, precisaríamos de um grande guarda-redes, e de um médio defensivo que estivesse atento e fosse um “pronto socorro” eficaz.

Ontem não tivemos nada disso, como vimos. Júlio César fez boas defesas mas ofereceu um golo ao Bayer (e antes já tinha cometido o mesmo erro) e Bryan Cristante esteve péssimo, se calhar não por culpa própria e sim por culpa de quem o pôs a jogar.

 Por um lado, não me parece que um jogo da Champions fora seja o melhor jogo para lançar a titular um jogador de 19 anos que quase não jogou.  E isto numa posição fulcral e onde nem sequer temos ainda necessidade de rotação, porque Samaris também ainda jogou pouco. É uma opção que não consigo entender. Há muitas e melhores oportunidades para rodar e testar Cristante.

Por outro lado, Cristante não me parece de todo um nº6 – lento e sem sentido posicional defensivo (a fazer lembrar o André Gomes quando o Jesus também teimava em o pôr naquela posição). Se Cristante vier a demonstrar qualidades, parece-me que terá de ser a 8 ou até talvez  a 10, nunca a 6.



Enfim, o que está feito feito está. Mas temos um nome a defender, somos (ainda…) o 5º classificado do ranking da UEFA, e espero pelo menos poder sair de cabeça erguida, e não a ser esmagado por adversários que ainda há poucos meses estariam ao nosso alcance. Ontem só não fomos goleados por sorte, e isso não pode ser.


Agora quero é ganhar ao Arouca.

Patinho feio

Os adeptos do Benfica têm o hábito de época após época, principalmente quando os resultados não são os melhores, em escolher um jogador para bater e descarregar toda a sua fúria. Fazem-no com tanta veemência que chega a ser intolerável a manutenção do jogador no onze e até no plantel. Este ano o eleito é Jardel. Tudo o que de mal acontece à equipa a culpa é do nosso central, porque sem qualquer duvida Lisandro é fabuloso, Cesar majestoso, até o Rudinilson é melhor opção. No jogo de ontem o facto do treinador ter implementado uma estratégia completamente errada, ter revelado total desconhecimento do adversário, o Júlio César ter dado uma frangalhada colossal, o Eliseu não ter jogado apesar de se ver em campo, o Cristante estar completamente desenquadrado, o Enzo ter feito um jogo horroroso, o Derley…hum!!!! o Derley, finalmente um ponta de lança à imagem dos nossos exigentes adeptos: corre, luta, não para um minuto, até que enfim depois de anos a levar com o Cardozo que era lento e não se mexia podemos vivenciar tamanho jogador como este Brasileiro, a culpa é do Jardel que não consegue ser defesa esquerdo e central ao mesmo tempo, não consegue marcar golos, construir jogadas, estancar os movimentos dos adversários no meio campo, impedir que o nosso guarda-redes largue bolas para os pés dos avançados contrários e dar nível internacional ao nosso treinador. Temo até que os erros gramaticais, expostos pelo Mourinho, do nosso treinador sejam da responsabilidade de Jardel. Já vi este filme e o seu fecho raramente é positivo para o Benfica uma vez que com a pressão do publico os erros tendem a agravar-se. Todos nós temos que perceber que o nosso campeonato é o Arouca no próximo domingo e que devemos ter as nossas opiniões mas devemos, sobretudo, ajudar os nossos jogadores a melhorarem as suas performances e não o contrário. Temos que perceber também que este é o pior plantel da era JJ. Está ao nível dos planteis que Fernando santos e Camacho tiveram, esperemos que o nosso catedrático consiga fazer melhor pois será motivo de grande felicidade e o desejo de todos os Benfiquistas.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A hora de Jesus

“Pela boca morre o peixe” ditado popular que bem caracteriza a atitude sobranceira do nosso treinador. Andou em férias por Angola a vangloriar-se das suas inúmeras qualidades como potenciador de jogadores devidamente consubstanciado em afirmações passadas intitulando-se como catedrático e demais elogios à sua capacidade de treinador.  Esqueceu-se sempre que nos 5 aninhos que leva de Benfica, para além dos inúmeros méritos que tem, beneficiou sempre, repito, beneficiou sempre de um plantel/orçamento muito superior aos seus antecessores mais recentes. Assim sendo, até ver, LFV brinda-o com um plantel ao nível dos anos 90 e inícios do século XXI onde variadíssimos treinadores foram queimados por maus resultados devido à fraca estrutura e planteis de refugo.

Chegou assim a hora para JJ justificar, ainda mais, o seu ordenado e pegar nestes rapazolas e transforma-los numa equipa de futebol que possa lutar por títulos, já a começar pelo próximo domingo.


Acho difícil que o faça se mantiver como opções no plantel jogadores como: Luis Filipe; Sidnei; Jara (um dos piores jogadores de sempre, não consigo perceber as inúmeras hipóteses que já teve no Benfica) ou Artur e continue a tentar fazer de Bebe um extremo. Acho complicado que Cesar e Talisca possam ser já figuras principais de um Benfica vencedor ou que Derley possa ser o nosso principal ponta de lança (ainda que seja um jogador interessante para o plantel) Cá estarei para dar a devida vénia ao nosso treinador, espero sinceramente que o faça pois será sinal de muito contentamento lá para Maio.

7 - O melhor golo da tua vida

6 de Janeiro de 2014, Cemitério do Lumiar   



Num final de tarde de autêntico dilúvio na capital portuguesa, um mar de gente despedia-se do Rei que havia partido na véspera. Eu cumpria, de forma muito serena, o meu dever de homenagear e agradecer tudo o que Eusébio fez pelo Benfica.

Eis que avisto o carro fúnebre do King. A equipa de futebol do Glorioso seguia, logo atrás, caminhando no meio do povo. O 7 e o Luisão chefiavam o grupo.

Explodi por assim dizer, corri pelo meio daquele mar de gente e lama até encontrar o meu jogador, aquele jogador por quem eu tenho uma empatia especial (a mesma que ele tem pelo golo), e jogador esse que estava profundamente lesionado mas que se recusava a abandonar o (seu) Rei. Chegado ao pé dele, apertei-o nas malditas costas e disse-lhe "Óscar, temos de ser campeões! O Rei merece". Cardozo com o seu jeito frio (o mesmo jeito com que ele fez tanto golo), limpa a sua cara cheia de água e ao mesmo tempo, abana a sua cabeça como que dizendo que sim e aponta para o carro de Eusébio.

Não resisti e ajudei que as malditas costas (nunca mais me vou esquecer que no meio daquilo tudo senti-as todas contraídas e tensas) piorassem um pouco. Abracei-me a Cardeuz e no meio de lágrimas e de uma chuva torrencial seguimos lado a lado até junto do local onde o King partiu para o 4o anel.

Foram minutos  difíceis, mas que ao mesmo tempo, senti naquele frio e grande Homem um orgulho tremendo.

Ainda consegui sorrir quando ele depois de estender a bandeira do Glorioso por cima do Rei, volta a passar ao meu lado. Sorri porque senti que Eusébio da Silva Ferreira tinha partido da forma que merecia e que o 7 tinha marcado o melhor golo da sua vida!

"Cardozo não joga nada, só marca golos."

Obrigado!


terça-feira, 29 de julho de 2014

Explicações

Acho que a "sangria" do plantel, que ainda se pode agravar, merecia uma explicação por parte do Presidente do Benfica.

Ainda recentemente numa entrevista televisiva LF Vieira garantia que não se previam saídas importantes para além das já confirmadas na altura de Rodrigo, André Gomes e Garay, e que se as houvesse seriam devidamente colmatadas.

Admito que a situação tenha mudado. Admito que a questão do BES ou outras levem a uma necessidade imperiosa de realizar cash, e portanto à necessidade de venda de jogadores sem que esse dinheiro seja investido em novos reforços. Também percebo que por exemplo Oblak saiu porque foi paga a cláusula de rescisão e não havia nada a fazer, e entendo igualmente que não se queira no plantel jogadores contrariados.

Posso perceber tudo, e acredito que para tudo haja boas razões.

Mas até agora são tudo suposições, minhas, de outros Benfiquistas, dos media.

Por isso repito: acho que a situação exigia uma explicação aos sócios e adeptos sobre o que se passa.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Soltas

A procissão ainda gora vai no adro, e confio que serão encontradas boas soluções para o plantel final, mas à partida há algumas coisas que não entendo.

1 - Porquê o empréstimo de Djuricic, un jogador que ainda há um ano foi um "grande desejo" do treinador epelo qual pagámos 8 milhões? Neste cenário de tantas saídas e algum possível défice de qualidade no meio campo, e falta de meios financeiros para novos reforços caros, não seria de o manter?

2 - Porquê a contratação de Candeias? As alas é onde me parece estarmos melhor servidos - Gaitan, Ola John, Sálvio, Sulejmani, Ivan, Hélder Costa... Mesmo que saia Gaitán,... Era mesmo uma prioridade, face às lacunas existentes noutras posições?

3 - Porque a insistência em Eliseu? Parece-me um jogador mediano. Não seria melhor insistir no Sílvio, mesmo lesionado, e ir entretanto rodando o Benito e o Djavan? Se estes dois não servem, foram contratados para quê?

4 - Porquê o Luís Filipe? Maxi, André Almeida, João Cancelo, não chegavam?

5 - Não é necessário um trinco, ou "nº 6", para substituir Fejsa durante a lesão e ser seu concorrente depois?

6 - Com tanta gente no plantel principal, porque é que o jovem avançado que fomos buscar ao Bayern B foi logo relegado para a equipa B? Por ser muito novo? Mas o Victor Andrade é mais novo, também é avançado, e para já está com a equipa A...

Enfim, questões avulsas que partilho convosco, esperando contribuir para alguma reflexão sobre este atribulado e algo inquietante início de época 14/15.

Perder muitos bons jogadores no final de uma época como a anterior era inevitável. É sinal de que os fomos buscar a tempo e os valorizámos, e agora quem tem mais poder financeiro faz valer os seus argumentos. É assim. Até o Mónaco milionário vendeu o James.

Mas a gestão dessa previsível situação está para já a deixar-me algo preocupado. Mesmo tendo em atenção que não podemos agora fazer os investimentos que fizemos no passado...

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O que queremos?

O que mais me confunde no nosso Benfica é a sua incapacidade para lidar com o sucesso de forma competente criando bases para que este perdure e se torne viral.
Bem sei que os tempos são difíceis, as nossas contas estão controladas mas importa tomar medidas mais compatíveis com a realidade. A redução do investimento era algo evidente e absolutamente necessário, mas também a consequência de vários anos de investimento, ou seja, depois de anos a investir na equipa, agora seria tempo de capitalizar esse investimento em retorno (mais-valias) mas também desportivamente. Se desbaratarmos um plantel, de sucesso, isso trará consequências desportivas mas também financeiras uma vez que obrigará no futuro próximo a novo período de investimento. Não sei quem poderá beneficiar com esta solução mas sinto que não será o Benfica e os Benfiquistas.
Poderemos afirmar que existem propostas irrecusáveis que não conseguimos contrapor. Aceito isso, o negócio de Rodrigo e de André Gomes são um caso evidente (-2); a não manutenção de Siqueira também a percebo ainda que tudo seja muito nebuloso (-3); numa óptica de custos com ordenados vs produção percebo que Artur, Cardozo e Steven Vitória possam ser vendidos (-6); percebo a saída de Garay (-7), pela sua idade, vencimento, apenas mais um ano de contrato, valorização no auge e vontade do atleta.
A juntar a estas saídas fala-se insistentemente em Enzo, Gaitan e Oblack (-10).
Enquanto isto o nosso treinador anda feito pavão, em sucessivas entrevistas, num ano que se pretende ou pretendia a afirmação interna e domínio no futebol Português.
Na realidade o que se percebe é que as palavras diferem dos actos, dizem-nos que queremos a hegemonia no futebol nacional e atacar a Europa mas na realidade andamos a vender o núcleo duro do plantel sem que estes estejam a ser devidamente substituídos.

domingo, 18 de maio de 2014

Eu Vivi o Sonho

Obrigado Benfica.

Obrigado Presidente Luís Filipe Vieira pelo discernimento.

Obrigado Treinador Jorge Jesus pela competência e teimosia.

Obrigado Capitão Luisão e demais colegas pela entrega e ambição.






terça-feira, 22 de abril de 2014

Não acreditava

Sinceramente, depois do final da época passada, não acreditava que fosse possível dar a volta à situação com Jorge Jesus no comando da equipa. Não é segredo nenhum, escrevi-o aqui e disse a quem me quis ouvir. O início desta época parecia dar-me razão, infelizmente.

Ainda bem que me enganei. Espero enganar-me mais vezes assim. São enganos que me deixam feliz, muito mais feliz do que se tivesse tido razão.

Em relação a Jesus, tenho de reconhecer que também ele evoluiu e aprendeu, e teve a humildade e o talento de corrigir comportamentos e decisões anteriores, do ponto de vista técnico e de liderança da equipa. Soube gerir surpreendentemente bem o caso com Cardozo e o regresso de Rubem Amorim.

Sempre defendi que o que conta num treinador são os resultados. Não gosto de muitos dos comportamentos e atitudes de JJ, e dificilmente seríamos amigos. Mas isso não interessa. Neste momento, obviamente que não passa pela cabeça de ninguém a sua saída.

Para o ano se verá, mas nesta altura estou exactamente "ao contrário" do que estava há um ano; acho que se ele continuar a ter a humildade de aprender, evoluir e melhorar, tem condições para ser o nosso treinador por muitos anos. Se "recair" na arrogância e teimosia que marcou a época posterior ao nosso título anterior, não.

Parabéns redobrados ao Presidente, que sempre confiou nele e o segurou. Veio-se a provar que tinha razão.

Para o ano se verá, repito.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Assessoria vs oportunidade


Soubemos esta semana da nomeação de Nuno Gomes como assessor de LFV para área internacional. Sempre me fez espécie estes cargos de assessor, tenho dificuldades em entender o âmbito dos mesmos. Presumo que seja aconselhar o presidente ou o CA na tomada de decisões respeitantes a algumas matérias para os quais são especialistas/entendidos.

Não conheço o nosso ex-jogador nem as suas habilitações. Para mim foi um bom jogador, que se tornou referência do nosso clube não tanto pelos títulos, sim pelos anos em que vestiu a nossa camisola. Reconheço-lhe a habilidade que sempre demonstrou na gestão com terceiros (adversários, jornalistas). Conseguiu sempre conciliar a vertente desportiva, dando-se bem com Gregos e Troianos, um dos seus méritos ao longo dos anos. Por essa habilidade politica sempre pensei que teria futuro no dirigismo Português, gozando de boa fama, vi-o sempre como um elemento de valor como relações publicas e referência para os jovens. Presumo que perceba de futebol até pela vasta experiência como futebolista, pelo que a sua opinião sobre algumas decisões referentes ao futebol poderão ser válidas, contudo assalta-me as seguintes duvidas:

- Qual o papel de Rui Costa? Vão trabalhar em conjunto, prepara-se uma substituição, terão funções complementares?

- A relação privilegiada com jornalistas tem um custo, ficaremos salvaguardados de fugas de informação?

- Nuno Gomes terá peso na contratação de jogadores (com as implicações ao nível de comissões que normalmente estas acarretam até pelas relações de amizade e até familiares que por vezes existem com empresários)?

Todas as duvidas são especulativas, poderemos estar perante uma óptima medida de gestão que significará uma melhoria generalizada do funcionamento do clube, principalmente no papel do presidente no futebol (claramente o grande defeito de LFV), agora o timing desta decisão é péssimo e absolutamente insensato. O nosso treinador está só, não colhe de consenso na direcção/administração. Todos sabemos que JJ claudica com a pressão dos momentos decisivos o facto de ninguém no Benfica o defender desgasta-o e agudiza o cansaço para os momentos de decisão. A nomeação de Nuno Gomes, que foi dispensado por JJ, que por esse facto não nutre pelo treinador o melhor dos sentimentos, não nos ajuda, não nos é favorável nem é representativa de apoio que JJ precisa, bem pelo contrário.

Julgo que esta nomeação poderia ter sido efectuada após o desfecho do campeonato, e é esta insensibilidade de LFV que regularmente nos prejudica, espero que não tenha efeitos negativos no cumprimento dos nossos objectivos imediatos.

sexta-feira, 14 de março de 2014

JJ FOREVER



" Sinceramente, eu imagino lá no longínquo 17 de Fevereiro de 1907, dia em que o Sport Lisboa venceu por 1-2 o Carcavellos, Manuel Gourlade e Fortunato Levy, treinador e capitão, respectivamente, a provocarem os ingleses do Cabo Submarino com dois dedos em forma de vitória. "


Tenho noção desde esta primeira linha que este texto poderá ser polémico. Não escrevo neste espaço faz já algum tempo. São variados os motivos e pouco importa explora-los agora. No entanto, seria incapaz de não escrever depois de uma noite gloriosa como esta. Sobretudo porque vejo uma “vitória sem espinhas” a procurar ser diluída por um gesto – consideram alguns - menos feliz do nosso treinador.

O futebol é um jogo de emoções, com uma misticidade única, que une e afasta, a cada instante, milhares de indivíduos. Qualquer jogo que não seja vivido dessa forma não merece sequer ser jogado.

É evidente que a responsabilidade dos intervenientes é maior quando se representam instituições com projeção internacional. Não é no recreio de uma qualquer escola básica que os gestos e atitudes são transmitidos em todas as televisões do mundo e reportadas, com exploração ao limite, em todos os jornais e sites. Contudo e apesar do historial com antecedentes do género de JJ, as crónicas sobre a suposta falta de ‘classe’ parecem-me manifestamente exageradas.

É conhecido (e, por vezes, muito criticável!) o feitio de Jorge Jesus. Não é homem de ‘five o’clock tea’, nem tão pouco dado a grandes regras de ‘etiqueta’. No entanto, a partir de hoje, ninguém lhe poderá tirar o lugar de treinador do Sport Lisboa e Benfica com mais coragem a jogar fora de casa em confrontos europeus. Algo que só acontece graças à sua maneira de ser.

Jorge Jesus erra taticamente e, frequentemente, na comunicação também. É casmurro, fanfarrão e tem dificuldade em aprender com os erros. Perdeu títulos que todos lamentamos. Reconheça-se, porém, que vai para cima dos adversários com unhas e dentes. Com JJ à frente não há equipa do Benfica que não entre para ganhar e discutir o jogo em que campo for, não há duelo sem emoção e a troca de galhardetes com o banco adversário torna-se recorrente, se necessário!

A redoma de vidro em que vive o Sport Lisboa e Benfica, sob o simbolismo de uma frase que eu próprio utilizo muitas vezes “O Benfica é um clube de senhores”, tem de existir. Mas também não exageremos. Dentro de um campo de futebol, onde a vida parece que apenas tem 90 minutos e o coração quer sair pela boca, também se diz CARALHO, MERDA e FODA-SE!

Sinceramente, eu imagino lá no longínquo 17 de Fevereiro de 1907, dia em que o Sport Lisboa venceu por 1-2 o Carcavellos, Manuel Gourlade e Fortunato Levy, treinador e capitão, respectivamente, a provocarem os ingleses do Cabo Submarino com dois dedos em forma de vitória. 107 anos depois, Jorge Jesus é a melhor personificação desse espírito de guerrilha, digno de uma batalha em que é tudo ou não é nada! Sobretudo num tempo e num espaço em que se repete de novo a opressão portuguesa sob a alçada das grandes potências financeiras.

O Benfica fez-se de cavalheirismo, é verdade. Mas também de bravura e, sobretudo, de vitórias. Com Jorge Jesus no banco de suplentes, o Benfica já venceu ou eliminou fora de casa, entre outros, Zenit, Everton, Marselha, Estugarda, Paris-Saint-Germain, PSV Eindhoven, Leverkusen, Bordéus, Newcastle, Fenerbahce. Primeira mão fora ou em casa. Tanto faz. É à Benfica! Quantos treinadores podem dizer o mesmo?

Hoje foi mais um jogo para a história. A vitória por 1-3 sobre o Tottenham em Londres é o espelho de uma equipa confiante, que joga sem medo e que orgulha os benfiquistas presentes no estádio ou aqueles que estão em casa invejosos de perder ao vivo mais uma magnífica jornada. Exemplo máximo disso é a reação da equipa ao golo dos ingleses. Qualquer equipa sem uma mentalidade ganhadora pré-definida, sucumbiria provavelmente a uma subida de rendimento da equipa adversária por ter reduzido a desvantagem e começaria a colocar defesas para segurar o resultado. Com o Benfica (de JJ) isso não aconteceu. Antes pelo contrário: o jogo e a eliminatória tinham de ser sentenciados em White Hart Lane já hoje. Por conseguinte, os três jogadores que saltaram do banco para dentro do campo foram Gaitan, Enzo e Lima e só deu Benfica até ao minuto 93!

JJ FOREVER é uma frase provocadora. Nada na vida pode ser para sempre. Muito menos no futebol que depende tantas vezes de pequenas decisões ou fatores. Ainda assim, importa lembrar sempre aquilo que Toni ou Sven-Goran-Eriksson conquistaram em 1988 e 1990, últimos dois anos em que finais europeias foram atingidas. Zero títulos. Nem Europa, nem Campeonato, nem Taça. Não deixaram de ser por isso, durante anos a fio, dois dos treinadores mais amados de sempre do Clube e que mais saudades deixaram. Aliás, a última grande vitória de Eriksson, hoje muito justamente lembrada, foi também em Londres, frente ao Arsenal por 1-3... na 2ª eliminatória da Liga dos Campeões 1991/1992, ano em que também não foi Campeão Nacional, nem conquistou a Taça de Portugal.

Sei, por consciência e, por certo, várias pessoas o podem corroborar de que nunca fui favorável à saída de Jorge Jesus no final da época passada ou início desta, quando aliás seria o momento mais oportuno para o deitar abaixo.

A verdade é que de uma equipa totalmente desmotivada no início da época e com cinco pontos de atraso, neste momento, o cenário volta a compor-se para os benfiquistas com 7 pontos de avanço no Campeonato Nacional, à porta dos Quartos-de-final da Liga Europa e com as duas meias-finais da Taça de Portugal e Taça de Liga por disputar.

Pode dizer-se que nunca nenhum treinador teve os jogadores que Jesus tem à disposição. Não é verdade. Quique Flores, Fernando Santos e muitos outros treinadores também tiveram acesso a grandes equipas. Nunca tiveram foi a coragem de, num estádio mítico do futebol mundial, sofrer um golo, responder com outro e levantar três dedos como quem diz no seu tom bem característico e com erros de linguística: “Isto é nosso, percebestes...?”. E tão que estava a ser, com a exibição de gala dentro do campo e os cânticos do SLB em coro.

As batalhas ganham-se em todas as frentes. Por isso, desta vez, não culpo JJ pelo gesto pouco refletido. Só ‘malucos’ como este é que motivam ‘malucos’ como o Enzo e fazem do Fejsa, do Ruben e de todos os outros enormes jogadores. Malta trabalhadora e que não desiste perante as adversidades, tal como os benfiquistas e os portugueses se revêm e gostam.





quarta-feira, 12 de março de 2014

17


17 são os pontos que precisamos de conquistar para podermos festejar o titulo que nos tem fugido nos últimos anos. Em 24 possíveis, considerando a próxima jornada, a atendendo ao plantel que compõe a nossa equipa parece-me que temos oportunidade de gerir as coisas apostando nas várias frentes em que estamos envolvidos.

A passagem da eliminatória frente ao Tottenham é algo em que devemos apostar de forma clara. Bem sei que o jogo com o Nacional é difícil e muito importante, mas estou em crer que as nossas alternativas têm condições para ganhar o jogo e um eventual empate, desde que não derrapemos nos jogos teoricamente mais fáceis, não hipoteca as nossas possibilidades até porque os nossos adversários vão jogar entre si.

A ambição tem que fazer parte de nós e o nosso treinador não pode ter medo mas sim confiança nos jogadores e no seu trabalho. Teremos que procurar a sorte para sermos felizes, com critério, com cabeça e sem condicionar o objectivo primordial.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

As "outras" equipas das modalidades


Não venho aqui falar das equipas principais das modalidades de pavilhão (todas elas na luta pelo título nacional nas respectivas competições) mas sim das “outras” equipas das modalidades, aquelas de que pouco se fala – as equipas Femininas e as Masculinas “B”.

Somos  o clube que mais equipas tem nestas categorias – femininas de Hóquei, Futsal e Basquetebol, masculinas “B” em Andebol, Hóquei e Basquetebol, o que a somar às equipas profissionais, dá um total de 11 equipas senior. Nenhum outro dos grandes se aproxima deste número – SCP tem três equipas profissionais (andebol, futsal e hóquei) e duas femininas ( futsal e basquetebol); FCP duas equipas profissionais (andebol e hóquei) mais uma “oficiosa” no basquetebol, e uma equipa B em andebol, nenhuma equipa feminina.

Vejamos então como andam estas nossas equipas mais “esquecidas” pelos adeptos e pelos media (incluindo os media que são nossos, o que é um bocado inacreditável – por exemplo o nosso site continua a ter os resultados das equipas femininas sénior sem qualquer destaque especial e incluídos no “bolo” dos resultados da formação!; na Benfica TV a situação não é muito melhor.

 1 – Futsal Feminino

O Benfica é já virtual vencedor da Zona Sul do Campeonato, e irá disputar o título nacional, tal como no ano passado. Esperamos que este ano que o título seja nosso.

2 – Hóquei Feminino

O Benfica é Campeão Nacional, e este ano iremos novamente disputar o título. Já vencemos a Zona Sul e a Fase Final começa agora.

3 – Hóquei Equipa “B”

A equipa iniciou-se este ano, disputa a 3ª divisão e tem como objectivos perfeitamente alcançáveis o título nacional e a subida à 2ª Divisão. Para já lideramos confortavelmente a Zona Sul

 4 – Andebol Equipa “B”

O Benfica é Campeão Nacional da 3ª Divisão, tendo obviamente a equipa subido esta época à 2ª Divisão, onde neste momento lideramos a Zona Sul. O objectivo é ser Campeão Nacional neste escalão, objectivo totalmente realista. A subida de divisão naturalmente não é possível por razões regulamentares

5 – Basquetebol Feminino

O Benfica é Campeão Nacional da 2ª Divisão e a equipa subiu assim esta época à 1ª Divisão (que apesar do nome é de facto o 2º escalão, porque acima está a Liga).

Algo surpreendentemente, a equipa lidera o Campeonato e portanto é perfeitamente atingível também aqui objectivo de subir à Liga (que ainda dependerá de um playoff, conforme me esclareceu o João Tomás) e de ser Campeão Nacional neste escalão. Notável para uma equipa extremamente jovem.
 
6 – Basquetebol Equipa “B”

Esta é a única destas equipas que não luta pelo título no seu escalão, o que é compreensível.

A Proliga de Basquetebol tem um elevado nível competitivo, com várias equipas e jogadores que passaram pela Liga principal e até vários antigos internacionais.

A nossa equipa é muito jovem e o seu objectivo principal é garantir a manutenção nesta liga. Para já, está a correr bem, já que temos quatro equipas atrás de nós (descem duas), e portanto este objectivo da manutenção parece perfeitamente atingível.

 

 

 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O combate pela Liga


Mário Figueiredo foi eleito presidente da Liga, de forma surpreendente, com o apoio da maioria dos pequenos clubes e a oposição dos “três grandes”. Ou seja, foi um candidato eleito contra um candidato que nós, Benfica, apoiámos expressamente, embora tal apoio fosse muito contestado por muitos Benfiquistas.

Passado este tempo sobre o seu mandato, tornou-se evidente que Mário Figueiredo é uma enorme pedra no sapato não só para pinto da costa mas, sobretudo, para joaquim oliveira e o seu império mediático – sendo que a nossa Benfica TV é a outra pedra nos mesmos sapatos, talvez maior ainda.

Quer Mário Figueiredo quer o Benfica, através da nossa  Benfica TV, fizeram o que ainda há poucos anos era impensável – desafiaram o monopólio milionário da Oivedesportos, que continua a existir com a total complacência de quem em Portugal devia zelar pela existência de um mercado concorrencial leal.

Por isso desde há bastante tempo tem surgido uma campanha histérica para desacreditar e mesmo demitir Mário Figueiredo, formalmente levada a cabo por pequenos clubes mas na prática suportada pelos poderes instituídos, Olivedesportos à cabeça. Campanha nunca vista contra ninguém que tenha desempenhado funções iguis ou equivalentes na estrutura do nosso futebol profissional nas últimas décadas.

O grande aliado de pinto da costa e oliveiras, o antónio salvador do braga, chegou mesmo a um ponto ao qual ninguém se tinha atrevido antes – apelou à destituição dos órgãos dirigentes da Liga por causa de, imaginem, uma arbitragem que os prejudicou, e numa competição menor. Ainda por cima, uma arbitragem ds um puro produto do sistema instituído, o Olegário! Vale tudo!

É por isso que, neste momento, é fundamental que o Benfica, através da sua Futebol SAD, dê todo o apoio a Mário Figueiredo, mesmo que com ele tenhamos divergências. Reconheço que a negociação centralizada dos direitos televisivos que Mário Figueiredo defende cm o objectivo explícito de aumentar o quinhão dos pequenos clubes não é inteiramente do nosso interesse.

Mas combater o monopólio da Olivedesportos deve ser o nosso objectivo principal. E os inimigos dos nossos inimigos nossos amigos são. Ou pelo menos aliados.

E Mário Figueiredo é neste momento um aliado precioso.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Clássico de Sempre

Em coerência com a triste realidade do futebol português dos últimos 30 anos voltamos a ser presenteados com uma arbitragem absolutamente vergonhosa . Na primeira parte permitiu que os nossos contra-ataques fossem sempre cortados de qualquer maneira sem a respectiva sanção disciplinar, o fiscal de linha que acompanhava o ataque do adversário foi o seu melhor avançado, chegando ao ponto de oferecer um golo de bandeja pouco antes do intervalo (um enorme off-side de Jackson). No inicio da segunda parte o espectáculo continuou, o arbitro face ao nosso pendor atacante viu-se obrigado a fazer dupla de centrais com Mangala e ajudá-lo a defender o nosso provável segundo golo. Mas como este aconteceu no lance imediato ficou refém do que viu e não quis marcar e daí até final foram só asneiras atrás de asneiras, umas por querer outras por incompetência e completa desorientação.
Os mais atentos, já devem ter reparados nas enormes coincidências nas principais incidências descritas no recente Académica - Norte Coreanos.

Ganhámos porque a sorte esteve do nosso lado, porque para vencermos não basta ser melhor.

Gostava de ter ouvido estas palavras na boca do nosso Presidente.

Eis alguns exemplos de boa colocação deste nosso velho conhecido juiz, mas da sua enorme "falta de vista"... sempre em prejuízo do Benfica.




domingo, 5 de janeiro de 2014

Hoje choramos nós por ti, Eusébio…O Rei!



Como se pode falar de alguém que foi tão grande, é complexo difícil e talvez desajustado que um anónimo como eu o faça acerca de uma figura impar do desporto nacional. Mas aqui vai uma singela homenagem.
Tornou este clube gigante. Enorme. Imortal. Único. Ele e muitos outros mas Eusébio teve uma quota muito grande nesse crescimento. Um agradecimento da família Benfiquista e também desportista.       
Não o vi jogar infelizmente, a não ser nos muitos vídeos que existem. Este Natal, fui a casa de uma tia minha e procurei pelo livro da Pantera Negra que li com tanto carinho ainda era um menino e olhei para ele com uma ternura tão grande, mal sabia eu que a tua partida estava para breve.
Futebolisticamente é inquestionável a qualidade, força, velocidade, remate fortíssimo com ambos os pés um drible estonteante em corrida galgando metros e rasgando defesas, um grande jogo de cabeça e uma capacidade de sofrimento jogando tantas e tantas vezes lesionado. Campeão Europeu, Nacional, Taças de Portugal entre outras, Bola de Ouro, Botas de Ouro, Bolas de Prata… tantas e tantas coisas que citei só algumas, um currículo sublime de uma pessoa humilde.
Eusébio é Benfica e Benfica é Eusébio, inquestionável para todos, mas também é Portugal, uma referência pelo Mundo e que elevou bem alto o nome de Portugal pelos quatro cantos do Mundo, amigo de todos independentemente da sua cor clubística. Este símbolo da portugalidade foi também um bálsamo para o Portugal triste mergulhado numa guerra colonial. Derrubou barreiras raciais pelo seu carisma, pela sua humildade pela sua personalidade de menino que começou a jogar descalço nas ruas de Moçambique.
Em 2000 vi-te chorar à saída do Pavilhão Borges Coutinho aquando das eleições do Benfica e do anúncio da vitória da lista que tinhas apoiado, choravas copiosamente como um menino, libertavas a dor e a angústia que te tinham causado lembro-me desse dia como se fosse hoje, foi a única vez que te vi tão perto fui ter contigo e disse-te: foi um ato de coragem Eusébio, foi um ato de coragem. É essa coragem que nós precisamos hoje, num dia em que parte uma valiosíssima parte do Benfica, o Benfica morre um pouco na tua partida, estou certo que estarás no 4º anel a puxar pelo Benfica e também por Portugal, naquele dia choraste tu, hoje choramos nós por ti, Eusébio…O Rei!