Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

A ideia do Damásio*

É comum, de tempos a tempos, surgirem ideias peregrinas que, com a conivência da comunicação social que se demite de questionar os "pensadores", tornam-se verdades absolutas. No fundo, o deserto de ideias dos nossos opinion makers é abençoado por um breve aguaceiro que, infelizmente, sem que se pense muito no que se está a dizer, se consubstancia numa teorização assente em factos deturpados ou falsos.
Esta característica não é exclusiva do mundo do Benfica. Quem não se lembra das milhares de crónicas que argumentavam cegamente em favor das Sociedades Anónimas Desportivas? Ou ainda, das ligas profissionais ou da profissionalização dos colaboradores dos clubes?
Passados uns anos, os outrora apelidados de velhos do restelo são, sem quaisquer benefícios, detentores da razão. Não é que desejem para si o reconhecimento de que afinal até tinham razão mas não ficaria nada mal que os Searas desta vida tivessem a humildade de afirmar "No passado equivoquei-me, fui apanhado por uma moda".
Não pretendo com isto dizer que os exemplos acima referidos constituam, em todos os casos, um foco de retrocesso no desenvolvimento de um clube ou de uma modalidade. Os recentes casos de pre-falência de SADs, a extinção da Liga de Basquetebol e a continuação de problemas no futebol português ou a incompetência de inúmeros dirigentes profissionais de clubes não colocam, por si só, em causa os modelos de gestão adoptados.
Da mesma forma, os jargões ou ideias feitas dos opinion makers que se tornam rapidamente em clichés do povo não são, por si só, verdades absolutas.
Neste contexto, as recentes declarações do Manuel Damásio poderão atingir este patamar - o do cliché da moda. Eu acredito na sinceridade do Manuel Damásio. Acredito igualmente que as suas intenções são as melhores e isto, para mim, significa que são as melhores para o Benfica. Considero que foi um Presidente razoável, que pegou no Benfica numa situação financeira difícil pós problemas pessoais do Jorge de Brito e, não obstante os inúmeros erros na sua política desportiva, sem alienar qualquer património, deixou o clube numa situação melhor do que aquela que encontrou quando chegou.
E é precisamente por isto que mais me estranha as suas recentes afirmações. Para já, a ideia de que o Benfica é nosso e há-de ser, está presente de forma muito significativa na minha cabeça. Depois, certamente por estupidez e não por desonestidade intelectual, os argumentos por si utilizados são de bradar aos céus.
Diz o Manuel Damásio que "há que copiar o que os outros fizeram bem", referindo-se ao Manchester United, Liverpool, Milan e Inter, por exemplo. Não por acaso, estes clubes são ingleses e italianos onde, desde sempre, os clubes são de alguém e não de todos. Clubes como o Real Madrid, o Barcelona ou, porque não, o porto, que são de todos e não de um poderoso investidor, há muitos anos que estão arredados de títulos...
O outro grande argumento por si utilizado é que tal alteração na forma como se percepciona o Benfica, possibilitaria um encaixe financeiro muito significativo. Não querendo entrar pelo campo de que, para alguns, tudo tem um preço, no mínimo, penso que é importante salientar a confusão.
A alienação de acções da SAD serviriam quem? Os accionistas, claro está. Quem são os accionistas? Vilarinho como testa de ferro de alguns, por exemplo, o BES, o Luís Filipe Vieira, muitos pequenos accionistas, o Sport Lisboa e Benfica e a Sport Lisboa e Benfica SGPS.
No fim de contas, o principal detentor de capital de empresas como a Benfica Estádio ou a Benfica Multimédia, o Sport Lisboa e Benfica, tornar-se-ia uma entidade rica. O Sport Lisboa e Benfica, SAD, nas mãos de um qualquer Berardo, oscilaria entre uma suposta vontade de conquista de títulos e uma necessidade previsível de retorno do investimento. Seria um Benfica diferente, sem dúvida, mas tal alteração, significaria que os campeonatos começariam a ser ganhos por decreto?
Claro que não! Imaginem a seguinte situação: Um qualquer poderoso investidor contrataria um treinador com algum currículo, gastaria mundos e fundos numa reestruturação do plantel e, ao fim de uns anos, olharia para trás e pensaria "Já viste Margarida, mais valia ter estado quieto quando contratei o Artur Jorge".
É isto que não se continua a perceber. Mais do que modelos de gestão ou profissionalismo, é preciso competência. Talvez devido há muitos anos não a reconhecermos em quem dirige o nosso clube é que tão rapidamente nos esquecemos da sua importância...

* Também publicado no SLBenfica.planetaportugal.com

Domingo, 20 de Abril de 2008

Sondagem

É curioso verificar que, até ao jogo com a Académica, a votação esteve equilibrada. Após esse jogo e o descalabro dos últimos 25 minutos em Alvalade, cerca de 90% dos votantes responderam "não" à pergunta sobre se deveria ser dada uma oportunidade ao Chalana na próxima época.
Lanço então uma nova questão...
Qual o sector que melhor deverá ser apetrechado para a próxima época?

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Uma questão de timing

A movimentação de adeptos. A participação de sócios de forma activa na vida do clube, é algo que muito prezo e dignifica o clube. Ao contrário dos nossos vizinhos da 2ª circular o Benfica enquanto clube, há muito que elege os seus presidentes de forma democrática. A voz dos sócios é e deverá sempre ser ouvida, mas estes também devem falar com sentido de responsabilidade, e com o intuito de não beliscar o nosso clube. Toda a nossa movimentação e acção deverá ser sempre com o intuito de elevar o clube e não o contrário.
Quem por norma assiste a este nosso espaço de conversa, certamente já se apercebeu que sou de há muito um critico da actual direcção, ou melhor dizendo, da não gestão desportiva da presente direcção, por conseguinte defendo um novo rumo para o clube, e tenho a perfeita convicção que o tempo de LFV há frente do futebol do Benfica tem e deverá ter os dias contados, mas não a qualquer preço. Eleições antecipadas nesta altura, sem a certeza de existir uma alternativa credível e que acrescente valor ao clube é estender uma passadeira para um novo Vale e Azevedo, com todas as consequências que daí podem advir.
O timing da manifestação é a todos os níveis péssimo:
- Antecede um jogo importantíssimo;
- É posterior e resulta de 2 resultados muito maus;
- Não tem definida nenhuma estratégia, nem assenta num projecto, o que só por si é revelador de precipitação;
- Eleições a serem marcadas agora, só ocorreriam na melhor das hipóteses em Junho;
- O planeamento da próxima época desportiva era inexistente;
- Legitimava a actual direcção a desculpas tais como, não nos deixaram concluir o nosso trabalho;
O futuro do nosso clube é demasiado importante para ser decidido em dois meses. As alternativas e os projectos deverão começar a ser tratados para serem discutidos em sede própria, nas eleições que deverão ocorrer em 2009, e todos nós em consciência e com responsabilidade daremos o nosso contributo.

A manifestação

O Sport Lisboa e Benfica é, sem sombra de dúvidas, um clube sui generis.
Começou por ser fundado nos fundos de uma farmácia. O seu principal promotor e entusiasta exerceu todas as funções possíveis e imaginárias excepto aquela que lhe seria mais obviamente destinada, a de Presidente. Um clube de futebol, sem campo de futebol, que se juntou a outro que possuía um campo mas não tinha equipa.
Mais tarde, poucos anos depois da edificação de um campo magnífico para a época, vê-se expropriado do seu estádio devido à construção de uma auto-estrada em troca de um montante muito inferior ao recente investimento e de promessas ainda hoje por cumprir.
Uns anos depois, venceu a taça latina - embrião da taça dos campeões europeus, no único ano, em 8, que lhe foi possível participar.
Uns anos depois, torna-se definitivamente o maior clube português devido à superioridade avassaladora em relação aos seus adversários durante 2 décadas. Para a história do futebol, ficou a conquista de duas taças dos campeões europeus e a presença em mais 3 finais da mesma competição em 8 épocas apenas.
Uma destas finais perdidas foi disputada no campo do adversário e outra no país de quem o derrotou. Numa delas, jogou com 10 jogadores e com um defesa-central a guarda-redes porque ainda não eram permitidas substituições.
Pelo meio, foi a única organização do país a ter eleições livres em pleno período fascista, relegando para segundo plano as proveniências sociais dos seus associados e privilegiando o benfiquismo de cada um.
Muitos anos mais tarde, sucederam-se os casos de puro espólio ao nível das arbitragens beneficiando um adversário directo. Os seus dirigentes foram provada e repetidamente alvos de intimidações e até agressões de capangas a soldo do porto.
Os anos passaram e o Benfica foi entrando numa lenta sportinguização, processo esse, que vai tomando forma cada vez mais visível. Desde a construção de uma capela porque a esposa de um presidente assim o desejava à intimidação física de associados em assembleias gerais a mando da direcção em exercício de então, parece que tem acontecido de tudo.
A campanha "Fica Amaral", a "Operação Coração", a destruição de uma equipa campeã porque se endeusou um treinador que havia tido sucesso 10 anos antes num rival, os cheques que estavam constantemente a caminho de Manchester, a hiper anunciada surpresa aos sócios num jogo de apresentação e que se consubstanciava na chegada de helicóptero da bola de jogo, o roubo descarado de um presidente em compras e vendas de passes de jogadores e terrenos e a contratação quase obsessiva de gente ligada, quase sempre de forma triste, a clubes rivais, são apenas alguns dos inúmeros exemplos demonstrativos do percurso, vá lá, caricato, do Sport Lisboa e Benfica nos últimos 15 anos.
Mesmo na bancarrota, foi possível construir-se um novo estádio, excelente, diga-se de passagem, e, contrariamente ao que seria de se esperar face aos acontecimentos desde 1994, o Sport Lisboa e Benfica tornou-se no clube com mais associados no mundo.
O Benfica é, sem sombra de dúvidas, um clube sui generis!
A contribuir para esta ideia, surge agora uma iniciativa de alguns associados. Esta iniciativa consiste numa manifestação e surge da necessidade de insurgência contra aquilo que os seus promotores chamam de "crise profunda".
No manifesto pode ler-se que o grupo é constituído por sócios indignados. Indignados com "a situação de crise profunda". Esta "crise profunda" deve-se, de acordo com quem lançou a iniciativa, depois de inúmeras promessas, à ausência de um "projecto concreto". A inexistência deste "projecto concreto" é reconhecida nas "mudanças constantes de treinadores, jogadores e perda de títulos". O objectivo da iniciativa é impedir que o mesmo suceda na próxima época.
Sinceramente, eu acho que é de louvar que os benfiquistas se preocupem e façam o que entendam ser o melhor para o Benfica. Considero igualmente que o estado de apatia em que a maioria de nós, associados do Sport Lisboa e Benfica, se tem deixado cair, é muito prejudicial para o clube. No entanto, gostava que as pessoas pensassem um bocadinho antes de tentar fazer alguma coisa.
O desejo de marcação de eleições antecipadas é, com base nos motivos evocados, simplesmente ridículo.
- A ausência de títulos não é de agora. Nos últimos 18 anos, ganhámos apenas 3 campeonatos e 4 taças de Portugal;
- A constante mudança de treinadores deveu-se, num dos casos, à iniciativa do treinador em exercício;
- O entreposto de jogadores já nasceu em 1994;
- As várias promessas (neste âmbito, leia-se "programa eleitoral") foram feitas para um triénio que ainda não terminou;
- A ausência do "projecto concreto" está por provar. A meu ver, o problema é que existe um projecto concreto, descentrado da principal razão de existência de um clube desportivo, desenvolvido por incompetentes.
Não me parece que a marcação de eleições antecipadas seja a melhor forma de não se voltar a repetir a "mesma situação" na próxima época. Que "projecto concreto" teria o Benfica na próxima época? O "projecto concreto" inexistente da direcção cessante ou o "projecto concreto" da nova direcção empossada lá para Agosto?
Esta manifestação, legítima do ponto de visto legal e estatutário mas ridícula no seu objectivo e razões apontadas, torna-se ofensiva por ser a primeira. Como é que num clube, que andou a ser roubado indecentemente por um presidente e em que sócios foram agredidos em assembleias gerais, se tenta fazer, pela primeira vez, uma manifestação devido apenas a maus resultados da equipa de futebol e que, infelizmente, já nem sequer são uma novidade?

p.s. Não precisam de mil assinaturas... dos 170 mil sócios, talvez 100 mil sejam sócios efectivos com mais de um ano de filiação, talvez 80 mil destes tenham as quotas em dia... neste caso, precisarão apenas de umas 400 assinaturas... e eu estarei lá, na assembleia, para votar contra, assim como estarei presente nas próximas eleições para votar em quem quer que seja desde que não se chame Luís Filipe Vieira e não apresente sintomas de vale-azevedite.

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Tácticas

As tácticas em cada jogo são de extrema importância, já lá vai o tempo em que um conjunto de bons jogadores metidos no campo de uma forma mais ou menos equilibrada era o suficiente para um desfecho positivo do jogo. No jogo de ontem provou-se que pequenas coisas podem fazer muita diferença, mas provou-se sobretudo, para quem tinha qualquer duvida, que o controlo do meio campo é essencial e fulcral para se ganhar jogos.
Quem assistiu ao encontro entre o Sporting e o Benfica facilmente percebeu que existiu um jogo com Adrien e outro sem o Adrien, exactamente pelo controlo do meio campo. O Benfica entrou no jogo com Petit e Rui Costa no meio, muito bem adjuvados pelo Maxi e pelo Rodriguez, contra um meio campo do Sporting onde Adrien andava perdido e Romagnoli ausente e o vuckevic encostado em demasia ao lado esquerdo, o Moutinho não dava conta do recado. Controlando QB o meio campo com esse Joker que se chamou Di Maria, o Benfica deu cabo do Sporting.
No final do 1º tempo, mas sobretudo na segunda parte tudo mudou. O Sporting inflacionou jogadores na zona intermediária, passou a ter controlo face a um Petit debilitado fisicamente e a um Rui Costa a arrastar-se pelo campo. A substituição do Di Maria pelo Sepsi foi a estucada final. Se o meio campo adversário já controlava as operações, a supremacia não era mais evidente porque o Rodriguez ia amparando as coisas com grande atitude defensiva, a partir da substituição encostámos Sepsi à esquerda (?), adiantámos o Rodriguez e deixámos sós e perdidos o Petit e Rui Costa nas condições já descritas. Em resumo estendemos uma passadeira até à nossa defensiva que viu-se desamparada perante cinco e às vezes seis jogadores adversários ( os 3 avançados mais o Ismailov, o Vuckevic e tb o Moutinho). O resto é a história triste que vimos.
Custa-me a perceber porque é que tendo o Bynia no banco e perante o desenrolar do jogo, não foi a primeira opção? Porque é que o Rui Costa tem que jogar 90 minutos?
Foi mais um exemplo de uma triste época e que infelizmente ainda não acabou.

Nota: ainda que ache pouco relevante falar de arbitragem, pois não foi por aí que as coisas descambaram, ajuda muito não marcar um lance gritante do Luisão. E mais ainda por faltas parecidas para nós representaram cartões amarelos para outros nem por isso.

Derby

Vou ser sincero, ontem estava à espera que o Benfica desse um ar da sua graça, que as bolas que não tem entrado nos jogos anteriores entrassem ontem, e que mais uma vez a equipa em pior forma fosse a vencedora do derby.

Assim foi até à primeira parte, e de uma forma agradável até. Tenho de destacar o mérito do Chalana pela forma como montou a equipa, embora a titularidade do N. Gomes fosse discutivel.

Mas a desgraça veio depois e explica-se em dois aspectos fundamentais, a atitude e as opções de banco. Uma equipa veio com outra atitude e outra perdeu-a, um treinador emendou os erros de casting e corrigiu a tempo, e o outro, desculpem lá, mas "amedrontou" e "enterrou" a equipa.

Não pretendo aqui "crucificar" o pequeno génio, não tem culpa do que está a acontecer, quem dá o que pode a mais não é obrigado, mas parece que voltamos a ter vacas sagradas! Tenho muito respeito pelo Petit e pelo que já deu ao clube mas neste momento ele não está em condições de ser titular no Benfica. Perdemos o jogo no miolo. O Rui Costa estoirou, o Petit não podia com o c...
Pergunto, para que é que serve ter no banco um gajo com a disponibilidade fisica e vigor defensivo como o Bynia!?

Este ano parece que estamos destinados a fazer história pela negativa, só espero que tenha terminado por aqui e que dignifiquem a camisola nos próximos jogos!

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Ao sabor dos resultados*

O Domingos Amaral, director da GQ, escreveu num bom artigo de opinião no Diário Digital que "um clube não visa o lucro, mas sim a vitória. Antes vencer com algum prejuízo, do que ser humilhado com pequenos lucros." Na sua crónica, desenvolve uma teoria dedicada ao "mito do clube-empresa", a qual, em grande parte, a subscrevo.
De facto, começa a tornar-se comum ouvir-se a expressão clientes ao invés de associados quando nos referimos a nós, sócios do Benfica, pois é este o sentimento generalizado nos cento e setenta e tal mil clientes, perdoem-me, sócios do Sport Lisboa e Benfica.
As razões evocadas são muitas mas, em minha opinião, reflecte levanta apenas uma questão: Estarão os sócios do Benfica disponíveis para continuar a pagar sem que haja resultados desportivos? A resposta a esta pergunta parece-me óbvia: Grande parte, não! Claro que existem sempre os duros, como eu e muitos outros, que não lhes passa pela cabeça deixar de pagar quotas ou de ir aos jogos apenas porque o Benfica tem dado uma imagem de si próprio digna de clubes menores como o do outro lado da 2ª circular mas a onda de neo-benfiquismo exacerbado, tão bem trabalhada mas ainda mais rapidamente quase destruída, rapidamente se esfumará por muitas e boas que sejam as acções de marketing.
Enquanto não houver no Benfica quem perceba que o verdadeiro marketing desportivo é a conquista de títulos, poderemos apresentar continuamente resultados financeiros bons que, à míngua de vitórias, as bases sólidas para um futuro risonho estarão à mercê de um novo Vale e Azevedo.
É esta a realidade. Contrariamente ao que o Roquette pensava, o futebol vive mesmo da bola que entra e não está imune às bolas que vão à trave. Veja-se o caso, por exemplo, da votação no "Benfiquistas desde pequeninos" sobre se deveria ou não ser dada uma oportunidade ao Chalana como treinador principal na próxima época.
Até ao jogo com a Académica a votação estava equilibrada devido ao efeito da boa exibição no Bessa. Após o jogo com a Académica, 90% dos votantes, optaram pelo não.
O que é que mudou? O Chalana continuou a ser o mesmo: Antiga glória e péssimo orador. Muitas pessoas até disseram bem da exibição no intervalo do jogo mesmo a perder por 2. O que mudou, e isso é o mais importante no futebol, foi a ilusão de que, com ele, a equipa poderia ganhar alguma coisa. Tão simples e tão básico quanto isto! Será assim tão difícil de perceber?

* Também publicado em SLBenfica Planeta Portugal

Terça-feira, 15 de Abril de 2008

0-3

É o resultado que eu estou à espera de ver em Alvalade na próxima 4ª feira.

O mais recente resultado, apesar de triste, era só para comprovar a teoria de que a equipa em pior situação é a que ganha os derbies.

Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Gostava de ser mosca

O Berardo, como tem sido seu apanágio após um mau resultado do Benfica, reiterou a amizade que sente pelo Luís Filipe Vieira e a necessidade de conversar sobre o momento futebolístico do Sport Lisboa e Benfica, SAD...
Ora, o Berardo reconheceu que, de futebol, não percebe nada, e o Luís Filipe Vieira, como é notório, de futebol, nada percebe... De que é que vão conversar então?

Sábado, 12 de Abril de 2008

Mudando de assunto...

... e porque, futebolisticamente falando, o Benfica está cada vez mais empenhado no processo de sportinguização aguda, em 8 de Junho de 2007, escrevi que as modalidades, ditas amadoras, do clube deveriam cuidar-se após a decisão vergonhosa de colocar o Benfica a disputar um campeonato secundário de uma das suas principais modalidades.
Este aviso, pouco perceptível para a maioria das pessoas, teve as suas razões no conhecimento de certas dinâmicas, influências e formas de estar de pessoas com peso no Benfica e, mais recentemente, com o insucesso da equipa de futebol e a fuga do ex-responsável do Futsal e consequentes buracos financeiros descobertos e por tapar, as modalidades (verdadeiros porta-estandartes do ecletismo e não um ou outro atleta olímpico) vêem-se na "inevitabilidade" de desorçamentação.
Já para não falar no caso do basquetebol, em que a incapacidade financeira para o investimento, deitou pela borda fora a possibilidade de conquista da taça de Portugal, o Voleibol mostra que o desnorte desta direcção não se verifica somente no futebol.
Numa altura em que se assume a necessidade de redução do número de jogadores estrangeiros na modalidade, já o Benfica, há umas semanas atrás, veio defender esta tese para a sua equipa. Quais são então as medidas vindas a público? A não renovação de contratos com os jogadores Carlos Teixeira e Manuel Silva, portugueses internacionais e recentemente chamados à selecção.
Desportivamente, o Benfica, quer no futebol, quer nas restantes modalidades, atravessa um dos tempos mais medíocres, senão o mais medíocre, da sua história. A necessidade de mudança está cada vez mais latente. O Consulado Luís Filipe Vieira terminou. É altura de agradecer o enorme trabalho feito aos níveis financeiro, organizacional e infra-estrutural e esperar, com alguma fé, que apareça uma alternativa credível.
Assim aconteça e já sei em quem não vou votar!

Frase do dia...

"Meu amigo...isto aqui é como os melões: só depois de abertos é que se sabe se são bons"

Fernando Chalana, quando questionado sobre a entrada de Luisão e Binya no onze inicial frente à Académica.

LFV

O Presidente de um clube como de qualquer outra empresa é sempre o principal responsável pelo que de bom ou mau acontece. Esta época tem o rosto do LFV marcado, já foi amplamente discutida a sua não gestão desportiva, o que ainda não foi discutido é a sua forma de estar perante a equipa. Na semana passada após o excelente jogo frente ao Boavista e no seguimento de uma arbitragem muito pouco simpática para as nossas cores, assistimos a uma reacção enérgica de LFV disparando em várias direcções. E agora perante a derrota de ontem, porque não ter uma reacção também muito enérgica de claro apoio à equipa?
A impressão que dá, é que nas vitórias ou nas boas alturas o Sr. LFV dá a cara e aparece, quando as coisas não correm bem, a direcção esconde-se e deixa o plantel e equipa técnica entregues a si mesmos, sem qualquer protecção.

Pequeno Genial

O que aconteceu no jogo de ontem foi algo perfeitamente absurdo. A equipa claramente não estava preparada mentalmente para jogar e mais uma vez a sorte virou-nos as costas. Um dia triste, mas para mim especialmente triste após ter ouvido a conferência de imprensa após o jogo. Ainda não tive oportunidade de ver as imagens, apenas ouvi na rádio quando regressava a casa, mas tive a certeza que havia alguém mais triste do que eu, falo de Chalana. O nosso treinador estava de rastos sentiu aquela situação como poucos, tenho para mim que actualmente no Benfica poucos devem ter sentido aquela derrota como Chalana a sentiu. Isso fez-me pensar, lembrei-me de todos os que se vão aproveitar para ligar este dia ao Chalana, para acusa-lo da possivel não classificação para a Liga dos Campeões e afirmar que está a mais no clube. Por esses e por ontem apetece-me pedir-lhe desculpa. Aconteça o que acontecer Fernando Chalana será sempre o Pequeno Genial, e é dessa forma que me vou lembrar dele.

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Resultados da sondagem

O Cardozo foi eleito por uma larga maioria dos participantes (58%) como o melhor reforço desta época. De notar que houve apenas 12 votantes em 126 que preferiam votar num jogador que não o Cardozo ou o Rodriguez.
Esta semana deixo a seguinte questão:
Deveria ser dada uma oportunidade ao Fernando Chalana como treinador principal na próxima época?

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Dias de tristeza e ira

Ler a Bola à 5ªfeira é quase obrigatório pois é o dia em que é publicada a crónica semanal da Leonor Pinhão mesmo não me esquecendo do seu apoio ao Vale e Azevedo por razões meramente relacionadas com os seus pequenos ódios de estimação.
O problema é que, na página ao lado, quem escreve é o Jorge Olímpio Bento, sempre pronto a afirmar-se superior às questíunculas futeboleiras mas incapaz de submergir da habitual verborreia fanática que o caracteriza.
Diz ele esta semana, do alto do seu pedestal de distanciamento face às questões mundanas do fanatismo futebolístico, que quanto mais pontos se retirar ao porto, melhor. Está a ser irónico, como é óbvio, pelo menos para ele. De acordo com as suas verdades, ajudar o Rui Costa nas suas novas funções é imperativo e que sabe que o "SLB é muito grande, o maior, e que não precisa de apoios alheios", acrescentando que "tem extensões e ramificações em todo o lado, algumas bem activas, que se esfalfam no esforço de o ressuscitar (...)".
Ainda na senda da independência intelectual face ao futebol, refere que a "superior vitória do fcp encoraja os que amam a cidade e as suas instituições" justificando que essa vitória é "um símbolo de resistência, coragem e ousadia".
O que o Jorge Olímpio Bento se esquece, ou não quer lembrar, é que as extensões e ramificações escutadas têm a sua raíz, não na 2ªcircular, mas nas Antas e que o epicentro das alegadas resistência, coragem e ousadia foi disseminado por bares de alterne, estações de serviço de auto-estradas e pelo casino de Espinho.
O porto é hoje - e presumo, até que caia no previsível vazio de poder pós-pinto da costa - um clube forte. Tão forte quanto o Benfica deveria ser. A questão é que esta ascensão não se limitou à resistência, coragem e ousadia de tornar um clube mais forte baseado no mérito desportivo somente.
O sucesso do porto, por muito que lhes custe reconhecer, alicerçou-se numa capacidade desmedida e incólume de corromper árbitros e dirigentes. As falhas mais recentes ao nível da gestão desportiva e financeira do incontestado e muito bem remunerado presidente do porto, foram sempre escamoteadas pela acumulação de troféus dos anos anteriores. Isto permite ao porto gozar de uma estabilidade directiva sem precedentes no dirigismo nacional democrático e que muito contribui para o seu sucesso presente.
Sempre que participo neste tipo de discussão, há uma tentativa de desmontar o meu raciocínio devido ao sucesso desportivo do porto nas provas europeias. No entanto, preciso sempre de relembrar que nos anos seguintes aos títulos europeus do porto, o Benfica também teve boas participações europeias. À vitória sobre o Bayern, seguiu-se a final com o PSV, à vitória ao Mónaco, seguiu-se uma eliminação nos quartos-de-final em Barcelona. Reparem como foi o percurso do porto na liga dos campeões no ano em que venceu... Tivesse o Benfica tido a sorte que o porto teve em Manchester e o remate do Simão que rasou o poste em Barcelona nos minutos finais do jogo teria entrado.
Tal facto não desvaloriza os feitos do porto (mesmo remetendo para segundo plano as arbitragens amigas em Viena ou em Manchester) mas desmistifica o alcance de algo supostamente inantigível. Isto é tão verdadeiro que, absurdamente, por vezes caiem no erro de estabelecer um paralelo entre a superioridade actual do porto e a passada do Benfica alegando favores do Estado Novo. É aí que se nota que não se sentem tão inocentes assim...

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

O futebol que andámos a perder...*

Começa a ser cada vez mais frequente ouvir um benfiquista defender a continuidade do Chalana à frente da equipa. Há duas semanas atrás, esta ideia seria imediatamente classificada como totalmente descabida. O que mudou entretanto? De acordo com os comentadores, mudou essencialmente a táctica.
Esta análise é, na minha opinião, bastante redutora. A táctica mudou sim senhor mas recordo que era precisamente com esta táctica que o futebol do Benfica se apresentava em campo descrente, lento e previsível com o Fernando Santos. Além disso, é notório que há ordens para estar mais perto da baliza do adversário quer a atacar, quer a defender.
Com o Chalana, mesmo sem podermos ouvir promessas de diálogo com os jogadores à Fernando Santos ou verdades de la Palisse à Camacho em conferências de imprensa, é indiscutível que os jogadores entram em campo para ganhar. Fá-lo-iam antes? Julgo que sim, o problema é que, mais do que queimar etapas no transporte de bola em que, invariavelmente, a bola caía nos defesas contrários no tempo do Camacho ou priveligiar a posse de bola em detrimento do risco como acontecia no tempo do Fernando Santos descambando num tipo de jogo sonolento e inofensivo, agora, com o pequeno genial, transparece a clara noção de que as vitórias também se fazem com golos, não os que marcamos mais que os adversários ou os que surgem de um erro de um defesa, mas aqueles que procuramos incessantemente.
Não quero com isto defender a continuidade do Chalana na próxima época mas, se pensarmos bem, o que é que os cromos que por cá têm passado têm a mais que ele?

* Também publicado em SLBenfica.planetaportugal.com

Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Pergunta no Ar...

Ao ler esta notícia aqui, surgiu-me de imediato uma questão que deixo no ar...
- Será que depois da brilhante exibição deste senhor no Belenenses-Porto, não seria de bom tom tê-lo deixado logo de fora na última jornada?

Contratem já o Jorge Ribeiro!!!

Não é de agora, mas já há algum tempo que se fala no regresso do Jorge Ribeiro. Tinha duas coisas a dizer sobre isto antes de ler a edição da Bola de hoje. Agora tenho 3...
1) Sinto-me dividido entre rejeitar quem se portou mal com o Benfica e, por outro lado, conceder o benefício da dúvida a alguém que, entretanto, poderá ter crescido mentalmente.
2) Fico um pouco apreensivo quando se fala nele para defesa-esquerdo. A boa época que tem feito é a médio (entra bem no lado esquerdo do losango) e, sempre que vai à selecção, é a médio que joga. Como defesa-esquerdo, é um jogador banal.
3) Após o jogo de domingo, foi criticado pelo presidente do seu clube por ter falhado o penalti sendo acusado de o ter feito prepositadamente. Ora aqui está um ponto a seu favor por dois motivos: Em primeiro lugar, mostra que já está a defender a sua "futura" camisola e que quer brilhar na champions. Em segundo lugar, a sua capacidade de remate forte e colocado ficou ainda mais evidenciada pois não é qualquer um que consegue, a 30 metros da baliza, de forma espontânea, fazer com que a bola rase um poste tornando assim possível que os mais crédulos julgassem que estaria a fazer tudo o que estava ao seu alcance para marcar um golo. Um génio, senhores! Contratem-no já!

Domingo, 6 de Abril de 2008

Strange Dejá Vú...

No campeonato passado, presenciei um dos jogos mais incriveis em toda a minha vida: foi no Estádio da Luz, frente ao clube das 'camisolas engraçadas'. Muitos remates, muitas oportunidades de golo, bolas no poste, bolas na trave, bolas defendidas em cima da linha, penalties por marcar...e a bola que não entra. Nessa mesma noite, provavelmente pela primeira vez, saí da Catedral depois de um empate sem estar minimamente chateado; triste com o empate, mas consciente de que os jogadores deram tudo o que tinham; tudo...menos um golinho...meio golinho que fosse.

Pensava eu que um jogo desses acontecia uma vez numa vida...enganei-me! Ainda daria para pensar que a Sport Tv se tinha enganado e tinha posto a cassete desse jogo incrivel do ano passado, não fosse o jogo ter em volta as bancadas do Bessa em vez das da Luz. Vi em campo um Benfica que este ano não conhecia...que nunca tinha visto. Um Benfica a trocar a bola, os jogadores a saber que espaços ocupar, a manterem a posse da bola, a criarem oportunidades de golo, a massacrarem, e a darem tudo o que tinham. Mais uma vez....faltou o golo.

Como Benfiquista, é impossível ficar zangado com a equipa, e com a atitude dos jogadores. Fico com pena pelo empate, mas mais que isso não consigo. Mantenho a minha tristeza e a minha zanga com o responsável-mor pela desastrosa época 2007/2008. Onde é que estes jogadores e esta equipa andou toda a época? Se os jogadores são os mesmos e o treinador diferente, não me parece muito complicado perceber de onde vem a causa/culpa para tão grande diferença...mas isso é história para posts já escritos e certamente ainda por escrever.

Só para terminar, e sem o querer utilizar como desculpa pergunto-me como é que há uma semana, o Sr Lucílio 'Boi preto' Batista viu um penaltie que não existiu (sobre o Quaresma) que deu a vitória aos Andrades, e hoje não viu um lance capital clamoroso na mesma altura do jogo? Será só incompetência...?

Deixo só uma dica, que um dia destes irei certamente desenvolver: porque não dar uma hipótese ao Fernando Chalana como treinador principal?

O processo

Não, o título deste post não se refere ao processo apito dourado, nem a qualquer tipo de processo Kafkiano, que sirva para desculpar o estado em que se encontra a nação benfiquista! No momento em que escrevo, imagino que na cidade do Porto, se festeje uma vez mais a conquista do campeonato nacional, para os mais distraídos o 23º da sua história...
Não querendo entrar em considerações sobre a razão ou razões (e da legalidade e justiça...) da supremacia do F.C. Porto, nos últimos anos, gostaria de abordar um assunto que de algum tempo a esta parte me preocupa! E que consiste no processo de renovação dos adeptos do clube e consequente influência nos anos que se avizinham desta situação!
É comum dizer-se que nós os Benfiquistas somos 6 Milhões, não são poucas as vezes em que usamos isso como arma apontada ao orgulho tanto de ceportemguistas, como de andrades, infelizmente, este começa a ser dos poucos pontos onde a nossa supremacia ainda se faz notar, e digo ainda, porque estou em crer que neste momento já está em curso um processo silencioso que em 2 ou 3 gerações, quiçá um pouco mais, poderá acabar com aquilo que ainda hoje usamos como bandeira!
São muitos os factores que levam alguém a ser Benfiquista, desde a influência familiar, à grandeza inerente dos títulos conquistados, ou apenas porque sim (afinal de contas nos é que somos o Benfica...), mas, hoje em dia, há um factor que me parece determinante para esta minha preocupação se acentuar e que é a falta de grandes conquistas por parte do nosso clube, quer sejam conquistas nacionais ou internacionais!
Não tenho dúvidas, como é óbvio, que a nossa grande massa de adeptos tem como base de partida, as nossas inúmeras conquistas das décadas de 40, 50, 60, 70 e parte dos oitentas, a juntar aos títulos, poderia também falar na grande empatia que havia com os jogadores da altura...
Sabendo que as crianças gostam de se identificar com os campeões, e fazer disso a sua afirmação pessoal, perante a sociedade, familia e amigos, e sabendo também que, quer se goste ou não se goste, a conquista de títulos por parte do F.C. Porto nos últimos 20 anos ter sido esmagadora (independentemente de serem conseguidos de forma duvidosa), tudo me leva a acreditar que infelizmente, ou alteramos a nossa própria história e retomamos rapidamente o trilho do sucesso e da glória, ou seremos ultrapassados por essa corja que são os portistas... e não só no número de títulos conquistados...

Ps. é óbvio que gostaria de abordar mais assuntos (e porventura mais importantes) do nosso clube, mas por agora deixo só este assunto à vossa consideração

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Aviso à Navegação...

Só assim de fininho, não tenham cuidado com isto aqui que não é preciso. Já o ano passado perdemos um Grego por razões semelhantes, e vimo-nos Gregos para o substituir ou arranjar alguém parecido. O que o homem quer é mais dinheiro...o Katsou olha para o Zoro, Butt e Makukula (só exemplos) e pensa: " Fonix...mas estes tipos não jogam nada, não fazem nenhum e ganham muito mais dinheiro do que eu, que jogo sempre (e por norma bem diga-se), e jogo onde for preciso? Vou-me mas é embora daqui...".

Eu não sou nem costumo ser adepto deste tipo de atitudes a pedir para saír, ou a pedir mais dinheiro e a dizer que é por 'saudades de casa' e mais não sei quê. mas há casos e casos...se o Luis Filipe me pedisse mais dinheiro porque tinha saudades de casa e da família..."meu amigo; a familia é muito importante, vai ter com eles". Agora neste caso não...paguem-lhe mais, dêem ao homem outro estatudo na equipa, mandem o Luisão embora, façam o que quiserem, mas segurem o Katsou no plantel SFF.

Falar em saídas, só se for por venda...e por muito dinheiro que este homem valem muito e nós não estamos em Saldos...agora não sejam otários que como o Katsouranis não arranjam outro tão cedo.
PS. Já tenho bilhete para a meia final da Taça na Churrasqueira do Campo Grande...mais alguém daqui vai?

Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

O 3º melhor Guarda-Redes de sempre

Foi uma luta renhida, mas o Costa Pereira acabou por ser o eleito dos participantes nesta sondagem. Votei no José Henrique mas confesso que nunca vi jogar qualquer deles (excepto um ou outro jogo na RTP Memória).
Passemos então a um tema do momento. Qual o melhor reforço? Se o jogador do vosso agrado não constar das hipóteses apresentadas, utilizem a caixa dos comentários.

Uma questão de timing*

Toda a gente sabe que a justiça em Portugal, além de falhar, também tarda. O apito dourado é a parte visível de uma minúscula gota num mar de corrupção e alteração da verdade desportiva. Além disso, é uma visão deturpada. A escolha dos jogos do porto que permitem este julgamento constituem-se como verdadeiros alibis.
Além disso, será inocente que, de repente, tenha dado a pressa a quem decide?
Bem à portuguesa, pode ser que haja sempre mais uma manobra dilatória que, nas instâncias desportivas, permita que a punição do porto ocorra após 30 de Junho...
No entanto, haverá algum benfiquista que deseje começar um campeonato com 6 pontos de avanço conquistados desta forma? Claro que não! O que nós pretendemos é ter uma equipa que jogue à bola e que sirva para algo mais do que dar azo a que se profiram comentários como "Nem com 6 pontos a menos nos mordem os calcanhares...".
É assim que o portista médio olha para esta situação - descansada e afastadamente - como se não fosse nada com ele. Títulos e mais títulos pré-apito dourado baseados em boas equipas de futebol e "amizade" com os árbitros e orgãos que os tutelam. Foi a mola impulsionadora que lhes permitiu a estabilidade que o Benfica não possui nem possuiu ao longo dos últimos anos.

*Também publicado em SLBenfica Planeta Portugal

Vamos lá ver se a coisa engrena...

Que isto só neste fim-de-semana (e a dois euros cada golo) lá foram 8 euritos para cada Cartão Visa do Benfica...