Blog dedicado ao Sport Lisboa e Benfica em que se pretende que, sem perder o sentido crítico, se mantenha o espírito construtivo.
Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007
A "má" gestão desportiva
- A maioritária, que, mais coisa menos coisa, considera que a gestão financeira do clube tem sido boa e que a desportiva tem sido má mas que, por diversas razões, entende que o LFV é o melhor presidente possível;
- A minoritária, (em grande parte, imediatista), que acha que é a altura de se encontrar uma alternativa à actual direcção.
Eu incluo-me na corrente maioritária mas com algumas nuances pois tenho algumas dúvidas que a gestão desportiva, mesmo com erros clamorosos, seja má. Para tal, tenho consciência que a mensagem passada pelo LFV é irrelevante (o que por si só, é grave), pelo que frases como "o melhor plantel dos últimos dez anos" não influenciam, agora ou no passado, a minha opinião num sentido ou noutro.
O que será então a "má" gestão desportiva?
Durante anos ouvi as críticas que foram feitas, primeiro ao Damásio, depois ao Vale e um pouco também ao LFV no tempo do Vilarinho: "O Benfica é um entreposto de jogadores e não tem uma política de contratações definida". Que me recorde, a principal crítica alternativa era a de que não existia uma orientação estratégica para as camadas jovens e posterior aproveitamento de talentos no plantel sénior.
Por outro lado, há quem critique a gestão organizacional do dia-a-dia do futebol e há sempre a questão das equipas técnicas.
Onde está então a "má" gestão desportiva?
Começando pelo fim:
Durante anos falou-se da falta de condições e do carácter público de que tudo o que estava relacionado com o balneário assumia.
Foi com o LFV que se construiu o centro de estágio, unânime quanto à excelência das condições para o treino da equipa. Foi também com o LFV que, de uma forma, por vezes, rude, outras vezes, atabalhoada, deixou de se saber o que se passa nos treinos no que diz respeito às naturais desavenças que ocorram entre jogadores e entre treinadores e jogadores.
Em relação aos treinadores, o LFV contratou o Toni, bicampeão (último campeão) e finalista da taça dos campeões europeus nas anteriores passagens; O Jesualdo Ferreira, agora visto como um bom treinador após passagens pelo Braga e porto; O Camacho, que todos aprovam; O Trapattoni, que ninguém aprovou mas tinha um currículo assinalável, foi o campeão e saiu porque quis. O Koeman, recente campeão na Holanda, figura incontornável do futebol mundial e que saiu porque assim o entendeu e já voltou a ser campeão na Holanda; O Fernando Santos, um erro, claro e o Camacho novamente que todos aplaudimos.
O grande erro terá sido a continuidade do Fernando Santos mas mais vale corrigir uma decisão errada o mais rápido possível do que insistir nessa decisão.
Em relação às camadas jovens, para além do acima referido centro de estágio, o Benfica tem, pela primeira vez em anos, três jogadores saídos dos juniores na época anterior utilizados: Dabao, Míguel Vítor e Romeu Ribeiro.
É notório, para quem acompanha, que tem havido um aumento qualitativo das várias equipas das camadas jovens do clube e, contrariamente a anos anteriores, há, de facto, uma política de prospecção (em Portugal e no estrangeiro) de jovens valores. Basta seguir o fórum do SerBenfiquista para se ter uma noção clara deste aspecto.
Chegamos então ao ponto mais sensível: As sucessivas políticas de reforços e gestão do plantel.
Resumidamente, considero que existem três períodos distintos: O inicial, em que o ponto de partida era paupérrimo no que diz respeito à qualidade dos jogadores existentes e aos recursos financeiros disponíveis; O intermédio, em que se procurou manter jogadores-chave; o actual, em que se denota uma clara vontade de investimento em jovens jogadores.
O primeiro período foi inevitável. A equipa era a pior de sempre e terminou o campeonato em 6º lugar. Não existiam jogadores que se pudessem tornar uma referência. Não havia dinheiro nem condições infra-estruturais. As camadas jovens estavam abandonadas.
A opção recaiu, dentro dos recursos disponíveis em injectar qualidade imediata: Contratou-se o Simão (única aquisição dispendiosa) e, grosso modo, optou-se por jogadores que, embora com bom currículo, não significassem um grande investimento. Regressou o Nuno Gomes e veio o Zahovic, o Drulovic, etc, etc, etc.
Na fase intermédia, estabilizada que estava a base da equipa e ainda com poucos recursos financeiros, houve uma tentativa de aposta no futuro e injecção de qualidade: Exemplos: Tiago, Ricardo Rocha, Luisão, Léo...
Na fase actual tem-se procurado investir fortemente na equipa ao mesmo tempo que se procura garantir o sucesso na presente e futuras temporadas mantendo os bons jogadores que já cá estavam.
Esta fase é a mais susceptível de crítica porque não só o risco inerente é maior como é a actual, julgada, por isso, sem o distanciamento necessário que a lógica imediatista dos resultados não permite.
Então vejamos:
Saíram 4 jogadores importantes: Simão, Miccoli, Karagounis e Anderson.
O Simão foi a venda possível; o Miccoli, com as habituais lesões e ordenado auferido, não põe em causa o que quer que seja; o Anderson saiu e ainda bem; o Karagounis foi um erro aceder à vontade do atleta e à transigência do Fernando Santos.
No que diz respeito às aquisições: Cardozo, Adu, Pereira, Coentrão, Di Maria, Rodríguez, Edcarlos, Bynia e Bergessio todos têm em comum a idade inferior a 24 anos. À excepção do Bergessio, todos estão bem cotados no seu país de origem e poderão representar um óptimo activo para o clube tanto a nível desportivo como a nível financeiro.
Há, acima de tudo, falta de tempo. O caso mais pardigmático é o Christian Rodríguez - escorraçado de uma equipa medíocre como o PSG - mostra ser um excelente reforço.
Finalmente, os resultados.
O Benfica foi campeão em 1994 e venceu a taça de Portugal em 1996. A partir daí foi sempre a piorar culminando num 6º lugar no campeonato nacional no início do consulado Vilarinho / LFV e um deserto de resultados nas competições europeias.
Após essa época, vencemos um campeonato nacional, uma taça de Portugal e uma supertaça. Nas provas europeias, passámos a frequentar assiduamente a fase de grupos da Champions passando até à fase posterior da competição.
Claro que, pelo meio, foram cometidos diversos erros e foram tomadas várias opções muito discutíveis mas, em traços gerais e face às condiciontes por todos reconhecidas, quando se fala em "má" gestão desportiva do LFV não se estará a incorrer apenas de ânsia por resultados imediatos?
Terça-feira, 30 de Outubro de 2007
Lamentável
Ficou-me a ideia, porventura errada , de que o presidente da mesa da Assembleia Geral não teve mão naquilo. Não me surpreende, pois sempre achei que Manuel Vilarinho não tem as características essenciais para o cargo. Se, por acaso, alguém esteve presente na reunião magna e esta minha ideia não é correcta, corrija-me.
PS - Mas por que carga de água haveria Henrique Granadeiro de ser sócio honorário do Benfica?
Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
A Renovação
A aparente antipatia que o Camacho sente pelo Léo deveria dar, por si só, direito a rescisão com justa causa. A hesitação(?) na renovação do seu contrato é prova de insanidade mental e, caso aceitássemos sem manifestações, abaixo-assinados e motins que uma direcção tomasse uma decisão destas, qualquer dirigente estaria, a partir desse momento, habilitado para fazer o que quer que fosse no nosso clube.
A demora na renovação, além de pecaminosa, é injustificável.
O salário?
Não creio que o Léo exija mais dinheiro que qualquer outro jogador do plantel com a mesma importância: Luisão, Nuno Gomes, Rui Costa, Petit ou Katsouranis.
A posição?
Não só é o melhor defesa-esquerdo de sempre do Benfica (sei o que estou a dizer e penso não estar a exagerar) como não se vislubra que tenhamos capacidade para contratar outro que renda ao mesmo nível, quanto mais a um nível superior.
O profissionalismo, dedicação e todas essas tretas que os treinadores de clubes pequenos (Jesualdo Ferreira incluído) costumam falar?
INEXCEDÍVEL!
A idade?
Tem 32 anos, coitado, é velho. Mas pensemos um pouco.
Será que alguém tem a mais ínfima esperança de que jogadores como o Luís Filipe ou outros do género (os quais foram contratados por quatro épocas), venham a render um terço que seja do que o Léo rende nos jogos em que não dá nas vistas? Alguém duvida que o Léo, velho e cansado (quando?!?!?!?!) continuará a ser um bom defesa-esquerdo ou, pelo menos, bem melhor do que os que temos tido desde que o Álvaro pendurou as botas (Fyssas e dos Santos incluídos)?
Mas há esperança. Há esperança porque o Léo teima em provar que está cá para durar e que, não obstante desconfianças próprias de quem se deveria preocupar com outras coisas que não com o pouco que é indiscutivelmente bom na nossa equipa, prossegue na sua bitola habitual e que há muito admiramos: Segurança defensiva, importância no controlo da bola, óptima capacidade ofensiva e, acima de tudo, o espírito combativo e nunca resignado com que enverga a nossa camisola.
O Léo é Benfiquista!
Léo
Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
A equipa que mais remata na Europa
Se calhar passou despercebido à maior parte dos benfiquistas uma notícia que saiu antes do jogo de ontem, o Benfica é a equipa que mais remata na Europa, segundo as estatísticas oficiais da Champions. Fui verificar esta informação hoje no site da UEFA e ainda mantemos a liderança – 51 remates no total, dos quais 21 à baliza (não somos líderes neste ponto) e 30 remates para fora (estamos também em 1º neste capítulo).
Será que isto é positivo? Será que isto representa bom futebol? Por isto se calhar percebemos por que as bolas chegam pouco à grande área e temos criado pouco jogo para os nossos avançados. O nosso treinador está sempre a dizer que estamos a criar muitas oportunidades mas, sinceramente, penso que isso tem sido a excepção e não a regra (ainda me lembro do que é criar oportunidades de golo quando ele era treinador no jogo Benfica-Inter, apesar do 0-0). À pala dos remates do Rui Costa e Di Maria é que temos 30 remates para fora, ainda que com este último acho que ganhamos mais capacidade de penetração na grande área.
Contrastes...
Final do Benfica-Celtic: "Estamos a ficar com uma grande equipa. Reparaste naquela jogada do Rui Costa que quase deu golo? Que jogador! E o Cardozo? Sempre vi nele um 'ponta-de-lança' a sério. E as geniais substituições do Camacho? O Di Maria tem cá uma classe...".
Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
Custo zero?
O Zoro, que cedo se lesionou, já está bem fisicamente há umas semanas e, de acordo com a comunicação social, embora o David Luís e o Edcarlos estejam impossibilitados de jogar, vai ser relegado para o banco em detrimento do recuo do Katsouranis.
Será assim tão pouca a sua qualidade?
Aqui está mais uma prova que o Fernando Santos nunca deveria ter começado esta época. Relembro que este jogador foi contratado porque, não só era um excelente central, como poderia desempenhar as funções de defesa-direito.
Provavelmente, para a história, ficará apenas uma das frases mais memoráveis do nosso Presidente:
"O Zor(r)o é nosso!!!"
Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007
O 'stick' está torto?
Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
O Nuno Gomes

Contrariamente ao que os defensores incondicionais do Nuno Gomes me costumam acusar, eu gosto dele. Admiro o jogador, agrada-me a pessoa, aprecio o benfiquismo (mesmo que sentido apenas a partir da idade adulta).
No entanto, há que reconhecê-lo. As lesões frequentes e, talvez, o modelo de jogo, não têm permitido que, na minha opinião, o seu rendimento seja consentâneo com o prestígio e ordenado actuais.
Os "incondicionais" têm dois argumentos principais: Os golos marcados e os golos que poderiam ter sido seus caso fosse o marcador de penalties. Eu acrescentaria que é um jogador excelente a jogar de primeira dando velocidade ao jogo.
Desde que regressou da Fiorentina, teve os seguintes números (em todas as competições e de acordo com o seu site):
2007/2008 - 11 jogos 4 golos
2006/2007 - 38 jogos 13 golos
2005/2006 - 39 jogos 17 golos
2004/2005 - 28 jogos 12 golos
2003/2004 - 28 jogos 12 golos
2002/2003 - 29 jogos 9 golos
Não disponho do número de jogos disputados mas antes de ser transferido marcou (em todas as competições):
1997/1998 - 22 golos
1998/1999 - 34 golos
1999/2000 - 20 golos
Ou seja, 76 golos em 3 épocas contrastando com os 63 nas últimas 5 mais os 4 da presente temporada.
No que diz respeito aos penalties e partindo da presunção de que o Nuno Gomes, quando jogou ou ainda estava em campo, não falharia qualquer dos penalties marcados pelo Simão, teria marcado mais 5 golos na época passada.
Campeonato:
Na luz: Belenenses, Aves, Estrela. Fora: Leiria.
UEFA: PSG.
Em 2005-06 teria marcado mais 3 golos.
Campeonato:
Na luz: Académica. Fora: Gil Vicente, sportem
Teria portanto marcado 18 golos em 38 jogos na época passada e 20 em 39 jogos há duas temporadas.
Na selecção nacional marcou 27 golos em 66 internacionalizações.
Talvez importasse fazer uma análise das inúmeras oportunidades de golo desperdiçadas ou da importância dos golos marcados mas, para além de não ter tempo, penso que chegaríamos à conclusão de que falhar golos todos falham e de que marcou muitos golos com a vitória já garantida mas também os houve importantes.
Concluíndo, não discuto a importância actual e passada do Nuno Gomes mas deixo algumas questões (não retóricas e apenas à laia de mote para a discussão):
Qual é o significado da importância presente do Nuno Gomes no que diz respeito ao valor do plantel do Benfica, nomeadamente, os avançados?
O seu rendimento justifica o vencimento por si auferido?
A sua acção no balneário (pressupondo que é a melhor possível) compensa um eventual rendimento aquém do expectável (se é que está aquém)?
Menos golos são sinónimo de menos velocidade devido a lesões frequentes ou a culpa reside somente no modelo de jogo adoptado nas últimas épocas?
Terça-feira, 16 de Outubro de 2007
Agora é que são elas
Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007
Manifesto pró-Diego
Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
Que alívio!
Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
Vanessa e as modalidades
O 21 é danado para os críticos
É evidente que Cardozo continua distante daquilo que pode e deve render, mas o mais importante é que se confirmou que Nuno Gomes é outro jogador quando tem um verdadeiro parceiro de ataque ao seu lado. O 21, por muito que isso custe a muita gente (benfiquistas incluídos, infelizmente), é um jogador bastante acima da média. Como é possível colocar o rapaz na lama quando o nome dele figura no "top" entre os melhores marcadores de sempre do Campeonato Nacional, do Benfica e da Selecção? Só por má fé ou escassa clarividência futebolística, embora seja óbvio que, por vezes, joga mal.
O Nuno falha muitos golos? Falha! E depois? As estatísticas dizem-nos que também marca mais que a maioria dos futebolistas portugueses. Os actuais, os antigos e, seguramente, muitos dos que hão-de surgir. O seu maior problema é ser compreendido, nomeadamente por aqueles (técnicos e adeptos) que acham boa ideia colocá-lo a jogar sem apoio entre os centrais contrários.
E como se o seu desempenho futebolístico não fosse suficiente para o apreciar (marcar golos não é a sua única virtude), destaco a forma como vive o clube; o entusiasmo com que vibra nas vitórias; o respeito pelo símbolo do clube e, claro, a forma frontal, inteligente e descomplexada como fala nos momentos menos bons, mesmo que isso, aparentemente, possa implicar critícas à equipa, ao técnico, aos dirigentes, ao clube. Com homens firmes é que o Benfica se fez grande e, sabendo eu que há muita gente que não gosta dele, aproveito o facto de ele ter regressado à "boa onda" (espero que seja para continuar...) para dizer que, até ver alguém muito melhor, no meu Benfica o Nuno Gomes é peça fulcral.
PS - Se no próximo jogo o Camacho resolver premiar o Nuno, tal como fez após os golos à Naval e ao AC Milan, com o estatuto de suplente... proponho, antecipadamente, que o espanhol seja internado para fazer exames. O homem está cada vez mais nervoso e stressado. E isso, confesso, deixa-me transtornado. Faz-me lembrar o parapseudopsicotáctico que os gregos consideram um gajo a sério...
Sábado, 6 de Outubro de 2007
Pedido de ajuda
Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007
Cartão de Crédito SLB
Mas que timing fenomenal...
Em relação ao Rui Costa que é a imagem do anuncio, apenas digo que o papel dele devia ser esse...Publicidade, camisolas, maturidade e experiência no balneario...e 30 min por jogo na 2ª parte!!!
E viva o BENFICA que é maior que algum jogador,treinador ou presidente!
Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007
Dois pesos, duas medidas
Contrariamente à maioria dos opinadores, não me entusiasmo com os dois grandes golos do Rui Costa. Lembro-me dos primeiros jogos do Zahovic em cada época e não me esqueço que mesmo marcando grandes golos, no restante das temporadas, viria a ser assobiado.
Não virá a ser, certamente, o caso do Rui Costa. O Rui Costa é benfiquista, esforçado, merece todo o nosso apreço e admiração. No entanto, vi uma equipa a jogar ao seu ritmo na primeira parte, muito devagar, e, na segunda parte, a não jogar, talvez porque o próprio Rui Costa tenha desaparecido do jogo.
Ora, isto é preocupante. Ao Rui Costa, com as suas capacidades físicas actuais, não lhe deveria estar confinado um papel de liderança numa equipa que se pretende ganhadora. Pior ainda, é não se vislumbrar qualquer alternativa.
Mantenho o que escrevi.
O pior é que o Camacho, outrora corajoso, parece agora refém do prestígio e qualidade a espaços que o Rui Costa tem. Que raio de substituição foi aquela ontem? Não censuro a entrada do Binya. O meio-campo estava perdido e, sofrendo golos ou não tendo a bola nos pés, nunca mais poderíamos chegar à vitória. Além disso, o trunfo escondido dos lançamentos da linha lateral era-me desconhecido e revelou-se um foco de criação de oportunidades de golo.
No entanto, substituir o Di Maria não lembraria a ninguém. O Rui Costa, que fez a sua pior exibição esta época, continuou a arrastar-se dentro de campo.
- Se o "maestro" perde uma bola, oiço "ahhh". Se o Di Maria a perde, é imaturo;
- Se o Rui Costa faz um passe para uma zona de ninguém onde, de facto, não está ninguém (saudação ao Gabriel Alves), iria sendo um grande passe. Se for o Di Maria a fazê-lo é porque não se concentra no último passe;
- Se o Rui Costa faz um mau remate, apanhou mal a bola. No caso do Di Maria, é fução;
- Se o Rui Costa perde uma bola e não recupera, logo se encontra alguém que não se desmarcou e deveria tê-lo feito. O Di Maria, ainda terá que perceber o que é o futebol europeu.
Esta lista poderia continuar mas penso que não vale a pena. Afinal de contas, o maestro é o Rui Costa. Lembrem-se é que não há um único maestro até hoje recordado por conduzir uma má orquestra e, no que à orquestra do Benfica diz respeito, o problema não é dos solistas, é antes dos artistas secundários e do ritmo que o maestro impõe.
Não quero com isto culpabilizar o Rui Costa do actual momento da equipa. Há outros e mais importantes culpados mas, ainda assim, não me esqueço dos grandes golos do Zahovic nos inícios de época...
Dida
Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007
Partir do zero
Já sabíamos que a primeira época sem ter o Simão não ia ser fácil. Tínhamos um jogador que além de ser de longe o melhor jogador do Benfica, era o transportador de jogo, o marcador de livres, veloz, bom a finalizar, bom a cruzar e com uma condição física excelente, aguentando os 90 minutos sempre em elevado rendimento ao longo de uma época. Além disso perdemos o Miccoli e o Karagounis.
Infelizmente parece que nos últimos 2 anos temos estado sempre a partir do zero. Quer seja através da mudança de treinador, de sistemas tácticos, contratações falhadas ou vendas/saídas de jogadores fundamentais.
Confesso que o 4-3-3 é o meu sistema de jogo preferido. Mas para funcionar bem tem que ter 3 características importantes :
1) Um triângulo de meio campo pressionante e dinâmico em que pelo menos 2 dos seus jogadores tenham facilidade de construção, transporte e apareçam com frequência na área adversária.
2) Dois extremos rápidos, tecnicistas e que saibam cruzar bem.
3) Um ponta de lança rápido, móvel e lutador qb. (Daqueles que custam 15M €, portanto :) )
No Benfica isto traduzir-se-ia:
1) Triângulo composto por Petit, Katsouranis (Rui Costa) e Cristian Rodriguez. Custa admitir mas o Rui Costa já não tem andamento/resistência para jogar a 10.
2) Di Maria e ?????. O extremo direito não existe e jogando com o Di Maria nesse lado não lhe podemos pedir que vá à linha e cruze de pé direito...
3)??????. Cardozo é quase a antítese daquilo que eu disse.
O que tem acontecido é que for falta de dinâmica da equipa, atacamos quase sempre com poucos jogadores e o perigo que criamos tem surgido de lançes individuais e não de jogadas de equipa.
O Di Maria é um grande jogador em potência mas vê-se que ainda está verde ao nível das decisões, mas o potencial está lá. Mas tal como já disse num post anterior a melhor contratação da época é claramente o Cristian Rodriguez. Grande jogador. Devido à sua polivalência no ataque Camacho tem-no usado demasiado recuado para compensar a menor capacidade defensiva do Rui Costa, perdendo assim o uruguaio importância nos lances de ataque. Espero que o Benfica até ao Natal faça uso da opção de compra e não o deixe fugir.
Se queremos ter aspirações a qualquer coisa vamos ter que reforçar a equipa nessas duas posições críticas que já mencionei e claro que o fio de jogo que não temos ainda vai demorar algum tempo a ganhá-lo. Até lá as perspectivas não são as melhores. Ganhar em Glasgow e na Ucrânia vai ser quase impossível, pelo que melhor que o 3º lugar vai ser difícil. Quanto ao campeonato, até o 2º lugar será complicado.
Época 2008/09 é para rebentar
Bom, sejamos optimistas no meio de toda esta bagunçada. A temporada 2008/09 será fantástica. É que tendo em conta o que se avizinha no que ainda falta disputar nesta... será mais fácil ganhar o Euromilhões do que não conseguir fazer melhor na época seguinte.
E que fazer enquanto esperar pela passagem de meses que se adivinham penosos? Deixo aqui algumas sugestões:
- Apoiar a candidatura de Rui Costa a qualquer cargo dentro do clube. Aliás, seria interessante que os associados decidissem, em Assembleia Geral, que ninguém sócio de clubes rivais ou reconhecido como adepto de Sporting ou FC Porto pudesse desempenhar posições relevantes no clube. Não estou a pensar só em Vieira. Veiga, Rodolfo Moura, Cunha Vaz, Domingos Oliveira e outros enquadram-se nesse perfil que não gostava de ver no meu Benfica.
- Encarar a actual época como um ensaio para a próxima. Se desta vez não conseguimos fazer uma verdadeira pré-temporada (o mais culpado por isso foi Vieira, ao tardar a despedir o Santos), penso que mais uns meses devem chegar para preparar convenientemente a seguinte. Di Maria, por exemplo, terá mais tempo para aprender o que é futebol colectivo...
- Acompanhar com outro entusiasmo os escalões de formação. Só promovendo uma cultura global dentro do clube, poderemos voltar a ter sempre produtos da casa na equipa principal. Com isso ganha-se gente com a chamada mística (cada vez menos evidente) e poupa-se dinheiro.
- Dar o devido apoio às modalidades. Temos três potenciais campeões olímpicos no clube. Vanessa, Telma e Évora merecem o nosso apoio, assim como as modalidades colectivas. Os benfiquistas têm de perceber, de vez, que o clube não é só futebol. E não se podem juntar às modas de apoio ao basquetebol e ao râguebi das Selecções, ignorando as equipas do nosso clube.
Bom, é evidente que tudo isto deverá ser acompanhado de uns quantos calmantes...
PS - Eu sei que com 2 pontas de lança em campo voltámos a não marcar, mas também sei que só com um o resultado... foi zero! Para mim a receita nos jogos em casa é simples: abdicar dos laterais (os direitos... coitados e o Léo começa a acusar a idade, pese o esforço) e entra um terceiro central (Luisão- David Luiz e Ed Carlos parece-me bem) e o segundo ponta de lança. E com o regresso do Petit, sai o Maxi. Teremos então algo como: Quim; David Luiz, Luisão e Ed Carlos; Petit e Katsouranis; Dí Maria, Rui Costa e Rodriguez; Nuno e Cardozo. Talvez assim... sei lá... isto dê qualquer coisa.
ANDERSON
Se sim, o que é que ele está a fazer no Lyon? Ou era mesmo só uma desculpa para sair?
Terça-feira, 2 de Outubro de 2007
Só para que conste
Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
O mundo é pequeno
Estivesse o Fernando Santos interessado na permanência do Karagounis e não tivesse esta direcção a gestão desportiva como o seu calcanhar de Aquiles, será que, mesmo tendo em conta a sua vontade, haveria alguma hipótese de deixar sair um jogador destes?