Blog dedicado ao Sport Lisboa e Benfica em que se pretende que, sem perder o sentido crítico, se mantenha o espírito construtivo.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
O QUE ME CHATEIA...
Não que não tenha sido provavelmente, para mim e pelas circunstâncias em que aconteceu, a época desportiva mais frustrante de sempre (mais do que as épocas dos anos 90), mas objectivamente:
- ficámos em 2º (sendo que o 1º apenas teve 3 empates e com as condicionantes do costume no campeonato);
- meias-finais da taça (onde não íamos há uns 6 anos), meias-finais europeias (há 17 anos) eliminados em ambas as competições por golos fora;
- vitória na taça da liga.
Assim sendo, o que leva a esta mudança radical no plantel? Não bastariam uns ajustes estratégicos, com os 30 milhões da (inevitável) venda do Coentrão?
Isto dito a nível global, a um nível mais baixo tinha algumas questões que me deixam vagamente preocupado:
- Como é que ainda não temos um defesa-esquerdo nesta fase, quando poucas dúvidas haveria que o Coentrão ia ser vendido?
- Porque é que emprestamos o Sidnei e andamos à procura de mais um central?
- Porque é que emprestamos o Airton, o Filipe Menezes, o Eder Luís, o Kardec de volta a clubes brasileiros? Nem sei as condições, mas já alguém viu algum brasileiro a voltar ou a ser vendido?
- Porque é que compramos o Witsel por 8M€, o Enzo Pérez por 5M€ (que são sempre uma incógnita), mas não temos 12M€ para comprar o Sálvio (que já vimos o que deu? (por falar nisso, ainda temos os 25% do Reyes? Se sim, para que é que servem se ele jogar no Atlético e não sair?)
- Já agora, já viram a quantidade de maus negócios que temos com o Atl. Madrid recentemente? Entre o Reyes, o empréstimo do Sálvio sem cláusula de compra, os 8,5M€ do Roberto (bem que esse podia ter vindo por empréstimo sem cláusula de compra).
- Preocupa-me ainda a quantidade de compras aparentemente sem critério que temos e que mal chegam a aquecer o lugar: Shaffer, Fernandez, Menezes, Eder Luís, Balboa, Rodrigo? Só aqui vão 17M€...
- Já viram a quantidade de jogos que vamos ter sem um português em campo?
- Não há maneira de termos jogadores que subam da formação? Os únicos que vamos tendo, vão sendo despachados, como o Miguel Vítor, por exemplo. O que não deixa de ser irónico, para uma equipa com problemas nas laterais, ter formado (e dispensado) dois dos laterais da selecção (o João Pereira e o Sílvio).
Para acabar numa nota positiva, foi bem apanhado o Artur (0), o Nolito (0), o Bruno César (5,3M€)e o regresso do Urreta.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Quero, mas não consigo
A razão principal é simples - por mais que queira o contrário, a minha confiança em Jesus esfumou-se completamente a época passada. Em Vieira, enquanto gestor de futebol, nunca foi muita. Em Rui Costa... bem, será que Rui Costa ainda tem alguma função? Há muito que não dou por isso.
Contratámos muitos jogadores de qualidade, é um facto. Mas de uma forma que me parece resultar numa sobrecarga em determinadas posições, e em continuado défice noutras.
Como é possível, mais uma vez, não termos acautelado a tempo a previsível saída de um jogador de topo, desta vez Coentrão? Como é possível que, sabendo nós da Copa América, não se tenham acautelado as ausências mais graves? Como é possível que, mais uma vez, não haja um bom defesa direito suplente (já que, ao que tenho lido, Wass não tem convencido ninguém)?
Em contrapartida, temos uma mão-cheia de jogadores para a posição de médio ofensivo, ou nº 10. Chegou agora o Wiesel, a juntar ao Bruno César, Aimar, Carlos Martins. Será que os dois últimos vão ser "encostados" em favor das novas aquisições? É que são muitos milhões gastos, demsiados para irem para o banco.
Como é possível que o treinador continue fechado nas suas teimosias? Shaffer não jogou um único minuto até agora; Urreta pouco jogou, tal como Rodrigo. E que esse mesmo treinador continue a vir a público desvalorizar jogadores do Benfica, como ainda ontem fez com Miguel Vítor e Jardel? Isto depois de andar um ano a defender o Felipe Menezes e o Kardec...
Eu continuo a querer acreditar. O coração quer, mas a cabeça, essa, diz-me que não. Espero com todas as forças estar enganado.
Problema central
Igualmente confrangedor é a forma de estar de Jorge Jesus perante as evidências que se deparam à sua frente. Em vez do enérgico treinador, sempre muito activo a corrigir posições, a alertar para eventuais perigos num espectáculo digno de se ver, temos visto alguém de cara fechada, de olhar perdido, diria até incrédulo com o andar da carruagem, dando sempre a ideia de não percepção / incapacidade para ver / resolver o problema.
Estamos a cerca de um mês do início do campeonato (não estou nada preocupado com a pré-eliminatória da champions) e temos muito tempo para corrigir e acertar o passo. Com o elevar dos índices físicos, a equipa terá uma dinâmica diferente e quiçá poderá, com essa dinâmica, conseguir pressionar os nossos adversários expondo menos a nossa defesa e o nosso trinco. Do que vi, temos excelentes opções pois os jogadores contratados demonstram muita qualidade, pelo que tenho a esperança que as questões que evidenciei sejam identificadas pelos responsáveis e corrigidas. Importa dar esse sinal nos próximos jogos para criar confiança aos adeptos e à própria equipa. Eu renovei o meu Red Pass na convicção que é possível, espero a resposta.
terça-feira, 12 de julho de 2011
O que eu vejo !
Roberto - depois do que se passou o ano passado considero que não tem condições para continuar. Um belissimo guarda-redes entre os postes mas muitissimo intranquilo nas saídas aos cruzamentos, além disso vive de altos e baixos ao longo da época qual montanha russa. Bom profissional mas deve Saír.
Júlio César - Podia ser um bom guarda redes se tivesse maiores indices de concentração. Talvez como 3 GR
Roderick - Há dois anos nos seniores sem que se veja grande evolução. Para rodar!
André Almeida - pelo que sei não é a sua posição de origem defesa direito e sinceramente não me parece que tenha estaleca para jogar no Benfica, pelo menos naquela posição. Rodar.
Jardel - Do que vi o ano passado é muito pesado e algo trapalhão não é jogador para o Benfica. Saír.
Fábio Faria - A defesa esquerdo não tem lugar no Benfica só se fôr como quarto central.
César Peixoto - O futebol de hoje não se compadece com jogadores tão lentos e se for encostados a uma lateral ainda pior. Saír.
Matic - Boa visão de jogo mas parece-me ser muito lento. Não me parece que seja jogador para o Benfica.
Bruno César - Boa técnica, excelente remate, tem qualidade mas está em fase de adaptação. Gosto.
David Simão - Lento, mas com técnica, se fôr para ficar só numa zona central do campo.
Urreta - Só precisa que lhe dêem tempo e confiança e vai provar que é um bom jogador.
Mora - Bons pormenores, lutador, poderá ser um jogador importante.
Nolito - Bom tecnicamente, procura espaços mais interiores poderá vir a ser importante no futuro.
Shaffer - Não conta para Jesus mas sempre que jogou jogou bem
Por isso os jogadores que neste momento penso que deveriam ficar são os seguintes :
Artur
Mika
Júlio César
Luisão
Garay
Miguel Vitor
Carole
Maxi Pereira
Ruben Amorim
Javi Garcia
Nuno Coelho
Bruno César
Carlos Martins
Aimar
Gaitan
Enzo Perez
Urreta
Nolito
Franco Jara
Cardozo
Saviola
Rodrigo Mora
Rodrigo
Falta quanto a mim :
um central que dê garantias
um lateral esquerdo muito bom
um lateral direito que possa rivalizar com Maxi
um ponta de lança alto e forte para substituir Cardozo
Para concluir, penso que em muitos jogos Jesus irá utilizar um 4-3-3, as aquisições assim me levam a pensar. Uma coisa me preocupa sem ser Urreta não vejo mais nenhum jogador de linha.
A ver vamos
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Ano novo, velhos problemas
Perante as contratações efectuadas e dada a evidência das lacunas que o sistema táctico usado por JJ demonstrava, tinha a expectativa de ver o sistema do nosso Benfica assentar num 4-3-3. O reflexo das primeiras experiências verifica-se que a primeira opção o sistema é o mesmo (4-1-3-2, com o Javi abandonado na tarefa de recuperação de bolas), tendo, na 2ª parte do jogo frente ao Servette, sido apresentada uma variação com a inclusão de um duplo pivot no meio campo numa espécie de 4-2-1-3 ou 4-2-3-1 um pouco confuso que não resolve o problema de inferioridade numérica que habitualmente temos no meio campo.
O facto de existirem mais opções permitirá (se houver rotatividade) manter um ritmo elevado e pressão alta, o que reduzirá o problema da recuperação da bola e da insuficiência numérica na zona do meio campo, contudo, para jogos mais exigentes, parece-me que será insuficiente (na época em que fomos campeões, mesmo em grande forma, essas dificuldades foram evidentes – fcp; Braga; Liverpool; Sporting, etc…).
sexta-feira, 8 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
Tubarões de vários portes
Em primeiro lugar, há que dizer o seguinte: se os perdemos, é porque primeiro tivemos o talento suficiente para os encontrar e contratar. É importante que se diga isto aos profetas da desgraça e aqueles Benfiquistas que insistem em só ver mérito nas contratações de ulques, falcões e outras aves mais azuis.
Em segundo lugar, perder jogadores é uma inevitabilidade no futebol actual. Mesmo tubarões de grande porte encontram frequentemente outros mais poderosos ainda - veja-se o caso do Arsenal e de Fabregas, que até é capitão de equipa. Ou do Man City e Tevez. Bayern e Ballack, também capitão de equipa, há uns anos. Ora neste oceano do mercado futebolísitico global, somos apenas um tubarão de dimensão média - e temos de lutar com as armas que temos, e estar conscientes das nossas forças e fraquezas.
Em terceiro lugar, se saiu uma mão-cheia de talento ficou pelo menos outra igualmente valiosa - Aimar, Saviola, Luisão, Maxi, Javi, Cardozo. E para isso acontecer também foi preciso esforço e talento da nossa parte.
Dito isto, outra coisa também tem de ser dita - já não é admissível que não se acautelem saídas mais do que previsíveis com entradas que as possam colmatar, se não ao mesmo exacto nível pelo menos ao mais aproximado nível posssível. A época passada isso claramente não foi feito. Esperemos que este ano a história não se repita.
Ser tubarão de médio porte é aceitável e digno. Não queremos é ser meros carapaus.
Os ídolos e os pés de barro
É, pois, tempo de sermos mais prudentes quanto a quem consideramos portador daquilo a que vulgarmente designamos mística benfiquista. Não podemos nunca esquecer-nos de que, antes de mais, são profissionais e nem sempre o que corre mais é o mais benfiquista. Quando comecei a ver futebol, o jogador mais controverso era o grande Nené, sobretudo por causa daquele estilo de não sujar os seus calções. Ninguém ousará discutir o seu benfiquismo. Mais tarde, apesar de gostar muito dele, fazia-me alguma confusão a tendência para considerar como símbolo do Benfica alguém que fizera no nosso clube apenas os primeiros anos como profissional, emigrando assim que o clube conseguiu fazer um bom negócio. Agora, é nosso dirigente, ninguém põe em causa o seu benfiquismo, mas o que tinha feito até então era claramente insuficiente para que dele se fizesse um modelo.
Mas a história mais elucidativa quanto a isto de ser ou não portador dos valores do Benfica passou-se em 1993, quando estava no jornal "O Benfica". Num célebre jogo no estádio do Bessa, a certa altura, o nosso guarda-redes (Neno) cometeu 'penalty' e foi expulso. Já tínhamos feito as duas substituições permitidas na altura e logo um jovem colega, corajoso, se ofereceu para ir para a baliza: "Eu vou! Eu vou", percebemos todos quantos estávamos a ver o jogo pela televisão. Não conseguiu evitar que a grande penalidade aproximasse o adversário, que ficou a apenas um golo (2-3), mas depois impediu que a bola voltasse a entrar na nossa baliza, com algumas defesas. Terminado o jogo, logo se arranjou ali novo herói. Formado no clube, para onde viera jovem, o jornal transformou-o no novo símbolo do benfiquismo. Uma página inteira só de fotografias do nosso menino (na altura, pareceu-me um exagero...), que demonstrava como éramos competentes a formar jogadores, homens e benfiquistas. No final da época, todos sabemos o que se passou...
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Indicações
Entre ilusões e desilusões o que mais me impressiona é a grande descrença que os Benfiquistas têm nesta equipa. Não obstante a presença massiva de pessoas nos treinos e as palmas de incentivo a ideia geral é de derrota antecipada.
Dos treinos pouco se pôde retirar, uma ideia com que fiquei e que me desiludiu bastante assentou no sistema táctico que está a ser trabalhado. Com as contratações que fizemos assumi que o caminho para este Benfica seria o 4-3-3, na minha opinião seria o modelo mais indicado para este Benfica, contudo aquilo que pude ver parte da mesma base do passado um 4-1-3-2 bastante ofensivo e que tão más provas deu no ano passado, especialmente em jogos de elevada exigência (Champions).
Fica a certeza que Kardec, Fernandez, Weldon, Kalu, Fabio Faria não têm qualidade para ficar no plantel. Os jovens Ruben Pinto e André Almeida precisam de crescer. Saviola parece no mesmo registo da última época e Jara não aparenta grande evolução. Fábio Coentrão estava por lá mas a cabeça nem por isso (percebe-se hoje o porquê).
Ficou também a ilusão em relação a alguns reforços. Bruno César é grande reforço, Matic não me convence mas esteve bem nos treinos, Artur não brilha mas não compromete e transmite muita serenidade, Wass tem escola demonstra ser certinho, David Simão tem muita qualidade e magia naqueles pés mas parece um pouco lento, Rodrigo é infinitamente melhor que Kardec, Mora tem faro de golo e uma movimentação que me agradou muito. Nolito não me surpreendeu, não esteve muito feliz no treino que vi, contudo sempre que recebeu a bola foi para cima do adversário o que denota uma grande confiança na sua qualidade o que só pode ser um bom sinal.
Em suma, sendo eu um pessimista de excelência muito sinceramente não percebo a que se deve tanto descrença. Os reforços dão sinais de qualidade, com excepção de Coentrão e Salvio não saiu ninguém da equipa titular, creio que o segundo estará bem substituído por Enzo Perez e Coentrão também terá um substituto à altura. Se juntarmos um central de qualidade estou certo que teremos plantel à altura dos desafios que temos pela frente.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Dimensão do plantel
Acho sinceramente que, devido a estes factores de todo conhecidos:
- estamos envolvidos em quatro provas;
- temos vários jogadores ausentes na pré-época e início da época, nomeadamente na primeira eliminatória da Champions;
- há jogadores importantes que ainda podem sair, até 31 de Agosto, e depois novamente em Janeiro;
- há vários jogadores novos que necessariamente a equipa técnica conhece mal;
- não temos ainda Equipa B, embora se preveja a existência da mesma para o ano;
face a estes factores, repito, parece-me prudente e realista termos para já um plantel de cerca de 30 jogadores, pelo menos até Janeiro. Nessa altura logo se verão os reajustes necessários.
Desses, seis ou sete deveriam ser jogadores jovens para progredirem, preferencialmente (mas não exclusivamente) os da nossa formação (Nelson, Miguel Vítor, David Simão, Ruben Pinto, Roderick, mas também o André Almeida, o Carole, o Rodrigo Mora, o Adu) - ou seja, jogadores que seriam a espinha dorsal da Equipa B se ela existisse.
PS - Alguém me sabe explicar o porquê de os dois defesas esquerdos da selecção sub-20 serem da nossa formação e nenhum deles ter já contrato com o Benfica? Foram eles que não quiseram, fomos nós que os deixámos sair?
quinta-feira, 30 de junho de 2011
mera curiosidade?
terça-feira, 28 de junho de 2011
Desespero de negociações
Ao olhar para os nossos rivais internos, nomeadamente fcp e scp as transferências são rápidas. Entre a notícia e a oficialização poucos dias passam o que dá um ar profissional ao negócio e impede a especulação negativa em torno do clube e do jogador que invariavelmente sai desgastado da situação.
Actualmente vivemos num impasse negocial com Fábio Coentrão onde aparenta estar tudo concretizado para a sua saída rumo ao Real Madrid, no entanto, o jogador continua a treinar no Seixal, sem cabeça para o fazer, desgastando ainda mais a sua imagem e inibindo a contratação de um jogador para a lateral esquerda sendo que neste caso quanto mais tempo passa mais difícil se torna a aquisição de jogadores de qualidade para uma posição em que a oferta não abunda.
Começamos igualmente a assistir à novela Danilo cujo desfecho se antevê demorado e o destino do jogador parece-me que se distancia da Luz, assim como Dede.
Se juntarmos estes casos ao de Di Maria, David Luiz, Aimar, Falcao, Maxi Pereira, Salvio, etc…, começo a achar que nestas matérias algo não corre bem e em vez de evolução nota-se uma regressão significativa até porque invariavelmente as vendas não são sucessos evidentes e as compras nem sempre se fecham com sucesso. No mundo dos negócios existem muitas variáveis que podem influenciar o seu desfecho, mas connosco parece que existem ainda mais.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Começa...
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Adu
terça-feira, 21 de junho de 2011
Mais fácil sem Villas-Boas? Nem pensar...
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Opinião
A minha opinião é esta - deixar sair dois (ou mesmo só um) jogadores de classe mundial como Aimar e Saviola seria uma enorme estupidez. Não encontro outro adjectivo mais adequado.
Pessoalmente, a acontecer, destruiria em mim definitivamente toda a confiança que ainda tenho (e já não é muita) na liderança do futebol do Benfica - Vieira, Rui Costa e Jesus. Todos eles, sem excepção.
domingo, 19 de junho de 2011
"Totoplayer" dos milhões
quinta-feira, 16 de junho de 2011
À procura de confiança
Neste momento o que me preocupa são as decisões de contratações por indicação de Jorge Jesus. Nestes dois anos, excluindo os jogadores que entram para a época que se avizinha, JJ indicou a contratação de 12 jogadores, destes, apenas Gaitan se afirmou no plantel e constitui-se como uma mais valia. César Peixoto, Jara e Jardel têm sido escolhas habituais para os jogos mas a sua valia no plantel não é consensual, na minha opinião, apenas Jardel poderá ser opção mas não como titular. O resto: Weldon; Júlio Cesar; Filipe Menezes; Eder Luis; Airton; Kardec; Fernandez e Roberto, não são opção, uns nem sequer oportunidades tiveram, outros não se vislumbra qualidades suficientes para jogarem no nosso clube. Se a percentagem de acerto se mantiver, considerando os sinais de desmantelamento da equipa campeã em 2010 (Di Maria, Ramirez, David Luiz, Miguel Vítor, Sidnei, Airton, Quim, Weldon, Nuno Gomes, Fábio Coentrão, Kardec, Aimar (???), Saviola (???), Cardozo (???)) aguardando de forma ainda mais paciente o rumo da novela Maxi Pereira, o futuro próximo não se afigura risonho.
Como futebol é desporto e rico em surpresas, principalmente porque pequenas coisas poderão significar grandes feitos as nossas hipóteses continuam intactas, contudo os sinais que emanam de dentro do clube, o estado anímico dos adeptos, as suspeitas em torno de algumas negociatas, as questões Fábio Coentrão, Nuno Gomes e quiçá Maxi não auguram nada de bom. Confiança precisa-se e estas tricas não ajudam nada.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
E eu que nem desconfiava...
E afinal, o que aconteceu? A equipe técnica do Benfica acha que o Nuno Gomes não tem um lugar condigno no plantel do Benfica. (sobre as opções destet treinador e o que penso de muitas delas já escrevi que chegue, e não vem ao caso; é o treinador, estas decisões são suas). A Direcção entende não renovar com un jogador com um passado de peso no clube apenas para ele fazer figura "de corpo presente" no balneário. É-lhe proposto um lugar na estrutura de futebol do Benfica.
O Nuno Gomes acha que pode jogar mais uma época, provavelmente com esperança ainda de ir ao próximo europeu. É um direito legítimo que lhe assiste. Como tal, decide recusar o convite e continuar a carreira noutras paragens.
Onde é que está aqui a falta de respeito, a porta pequena, e outros disparates? Um grande jogador entende que quer continuar a jogar e não prosseguir para já numa carreira de dirigente; um Grande Clube entende que como jogador ele já não o pode servir. Cada um segue dignamente o seu caminho. As portas que deviam ficar abertas, abertas ficaram.
Quanto a mim, é só isto. Caro Nuno Gomes, obrigado, boa sorte e, se tudo correr bem, até breve. Continue a ser Benfiquista, e os Benfiquistas continuarão a recordá-lo como um grande jogador e um grande capitão que passou pelo Benfica.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Indefinição a 8 dias
Estamos a 8 dias do 1º treino da época 2011/12, para mim este dia funciona como barómetro, é um indicador como qualquer outro sobre o rumo dos acontecimentos. Gosto que esse dia seja encarado com profissionalismo e gosto muito que o plantel esteja definido (não digo fechado mas perto de). Neste momento conto 41 jogadores no plantel. Espera-se a entrada de um central (afigura-se Dede) e o jornal “ojogo” fala com insistência na possibilidade da entrada de Danilo (visa colmatar uma lacuna identificada com a saída de Ramires). Coentrão deverá sair e entrar outro jogador para o seu lugar havendo a possibilidade do negócio originar a entrada de mais um jogador. A confirmar-se tudo ficaremos com um plantel de 43/44 jogadores o que é um perfeito exagero. Deste número identifico de forma rápida e fácil 14 jogadores para saírem (empréstimo e/ou venda) que importa resolver nos próximos dias, ainda assim restam 29/30. Não creio que JJ queira trabalhar com este n.º, admito que possa ficar com 26 e nestes três ou quatro que poderão sair estará o perigo.
Da formação do plantel que podemos aferir neste momento, parece-me que está iminente uma alteração no sistema de jogo. A evolução para um 4-3-3 em detrimento do actual 4-1-3-2, só assim faz sentido a saída de Airton e a contratação de Matic. Neste contexto Saviola perde espaço e poderá ser uma peça importante a sair, sendo que tenho um feeling que outro jogador que poderá sair chama-se Carlos Martins (um erro tremendo na minha opinião), ficando em aberto um terceiro jogador – Nuno Coelho (não entendo a contratação); Ruben Amorim (se não apresentar condições físicas e assim já entendo o Nuno Coelho); Nelson Oliveira ou Rodrigo (se o sistema for o tal 4-3-3 é aceitável); Aimar (infelizmente parece-me que existem possibilidades).
Temos cerca de uma semana para resolvermos estas indefinições, não é muito tempo mas na minha opinião seria de vital importância que dia 22 se apresentassem no máximo 29/30 jogadores dos quais pelo menos 25 constituirão o plantel para lutar pelo título.
Plantel: Moreira; Júlio César; Roberto; Artur; Maxi; Wass; Fábio Coentrão; Carole; Luisão; Jardel; Miranda; Miguel Vitor; Leo; Dede(???); Fabio Faria; Javi Garcia; André Almeida; Ruben Pinto; Ruben Amorim; Nuno Coelho; Miguel Rosa; Danilo (???); Matic; César Peixoto; David Simão; Carlos Martins; Aimar; Gaitan; Bruno César; Filipe Menezes; Nolito; Perez; Fernandez; Balboa; Cardozo; Saviola; Kardec; Jara; Mora; Rodrigo; Nelson Oliveira; Derlis G; Nuno Gomes.
domingo, 12 de junho de 2011
Frustração
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Será que é assim?
Confesso que a celeuma do momento na vida do nosso clube me tem causado alguma estranheza. Tenho lido e ouvido alguns argumentos acerca das situações de Fábio Coentrão e do Nuno Gomes e não chego a uma conclusão concreta sobre a opinião dos adeptos pelo que resolvi fazer uma analogia das situações à vida empresarial e/ou ao nosso dia a dia enquanto empregados para ver se fico esclarecido:
Na empresa onde trabalhamos temos um funcionário (ou somos o empregado) que nos últimos anos apresenta um rendimento/produtividade excepcional. Esta produtividade resulta de uma capacidade de trabalho muito superior à média e também de uma entrega em termos de brio, crença e motivação verdadeiramente assinaláveis. Fruto dessas características recebe proposta de emprego para ir desempenhar tarefa similar à actual para uma das melhores empresas do mundo com vencimento 3 ou 4 vezes superior ao actual. O referido empregado vê que o presidente e restante administração começam a por entraves à sua saída, e não querendo perder esta oportunidade pressiona, não da melhor forma, a sua actual empresa para o deixarem sair. Perante este cenário os accionistas desesperam, pondo em causa o profissionalismo do empregado criando uma cisão que poderá por em causa as boas relações até então existentes que impedirá, não só, um hipotético regresso como a imagem da própria empresa junto de todos os trabalhadores (internos e externos ou potenciais).
Enquanto isso, na mesma empresa existe um funcionário em idade de reforma que no passado se revelou um excelente trabalhador, contudo de há uns anos a esta parte pouco ou nada rende. É pouco produtivo, raramente acrescenta algo à equipa de trabalho onde está inserido, no entanto dá um bom ambiente de trabalho, e funciona como um cicerone à chegada de novos elementos uma vez que conhece bem os cantos à casa e como pouco trabalha sobra-lhe tempo. A Administração da empresa pretende dar-lhe um cargo mais consentâneo com as suas qualidades e propõe-lhe um lugar como consultor em part-time com vencimento compatível com a sua produtividade. Os accionistas não concordam, acham que se deve premiar este trabalhador, quiçá, promovê-lo.
É isto?segunda-feira, 6 de junho de 2011
Vendido!!!
Hoje, no jornal “ABOLA” e nos média em geral, noticia-se a venda de Fábio Coentrão ao Real Madrid por 25 milhões de Euros mais o passe de Garay. Aprendi, nos últimos tempos, que o que vem noticiado no jornal em questão, por norma, tem um fundamento de verdade ou pretende avaliar a reacção da massa adepta. Assim sendo e cruzando com o variado ruído que nas últimas semanas se faz ouvir, presumo que este negócio se concluirá em moldes muito similares aos apresentados hoje.
O que ressalta para já do negócio é que uma vez mais não conseguimos fazer valer o valor da cláusula de rescisão, no caso, 30 milhões de Euros. Poderemos dizer que Garay valerá os 5 milhões de Euros da diferença? Talvez sim, sinceramente não sei. Importa primeiro perceber que ordenado terá o jogador e que produtividade em campo dará à equipa. Sendo um jogador do Real Madrid, parece-me que terá um ordenado muito elevado cuja produtividade em campo poderá justificar, ou não. Só no final da época o saberemos.
Pelo segundo ano consecutivo, vendemos um jogador ao Real Madrid. Para mim, existem 3 clubes no mundo a que um jogador de futebol não pode dizer não: falo do Real Madrid, Barcelona e Manchester United. Quando estes clubes se interessam por algum jogador, não há muito a fazer, é procurar fazer o melhor negócio possível pois este forçará a sua saída sendo a sua permanência contraproducente para as nossas cores. Penso que será um motivo de orgulho a existência destes negócios e importa aplaudir quem contribuiu para que estes existam. Numa altura em que muitos condenam o trabalho que vem sendo efectuado pela actual direcção e equipa técnica, pondo em causa, em função de resultados menos positivos da época transacta, tudo e todos, é tempo de perceber que estes negócios existem (bons ou maus!!!) porque uns (Direcção) os contrataram e outros (equipa técnica) os potenciaram. É fácil vir a terreiro criticar esta venda (eu próprio, no início do presente post, condiciono a leitura do negócio à produtividade de Garay) mas a verdade é que Fábio Coentrão não está perdido no Rio Ave ou em outro clube qualquer porque LFV o contratou, Rui Costa o impôs no plantel e Jorge Jesus o potenciou como Lateral Esquerdo.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Perplexo
Não posso no entanto deixar de notar a minha perplexidade e preocupação com a prestação no jogo de ontem. Esclareço que por razões pessoais não me foi possível ver o jogo, mas hoje ao consultar as estatísticas fiquei incrédulo. Como é possível uma equipa com a qualidade e experiência da nossa ter num jogo decisivo 22 turnovers (9 no primeiro período!), e novamente uma percentagem miserável nos lances livres (que já se tinha verificado no jogo anterior)? Perdemos por 10 pontos, só os lances livres falhados davam para ganhar o jogo!
Eu admito que uma Equipa do Benfica perca um jogo ou um campeonato porque o adversário foi melhor em campo. Agora perder um jogo decisivo por erros próprios e inaceitáveis numa equipa profissional, não é admissível. O problema será sobretudo psicológico, de falta de controlo da ansiedade, já que os jogadores não perderam qualidade. E talvez algum cansaço físico, agravado pela veterania.
É portanto urgente, mais do que desatar agora a contratar novos jogadores, actuar directamente sobre as causas do problema, para voltarmos a ser Campeões no ano que vem.