segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Era Só Uma Questão De Tempo

Tal como eu previ no inicio da época era só uma questão de tempo. No jogo em que se discutia a liderança nomeia-se o mais habilidoso dos árbitros portugueses que não por coincidência o mais bem cotado e classificado das últimas épocas com o quanto de "bom" que isso significa no nosso futebol (leiam as escutas). Outro pormenor insignificante integra a associação do Porto.

Incidências condicionantes do jogo:

- A meio da primeira parte já tinha premiado meia-defesa do Benfica com cartões no seu estilo de isenção hábil. Comparem o amarelo à abrir o jogo ao Fábio Coentrão com o perdoado a João Pereira (que seria o segundo) na segunda parte e o exibido a Saviola que não foi o único a simular uma g.p., o mesmo se passou na área do Benfica mas sem a devida admoestação ao avançado do Braga.
- Má decisão na anulação do golo a Luisão que a Porto TV na enésima repetição tenta justificar naquilo que se poderia apontar como visão raio x do Super Jorge Sousa a descortinar uma infracção de Cardozo.
- As inúmeras faltas por marcar sobre o nosso ataque a lembrar a sua melhor prestação de sempre a nível de habilidades numa famosa meia-final da Taça contra o Satélite do Porto em Lisboa.
- Uma grande penalidade por assinalar por mão na área de um defesa contrário.

Eu fui a Braga e pelo que leio vi o mesmo jogo do Tnlemos diferente do TC. E a matemática confirma a minha opinião. Vejamos 58% de posse de bola, 58 ataques contra 27, 15 remates contra 11 e a meio da segunda parte julgo que o Braga ainda não tinha ganho qq canto e nós já levávamos 13. Com 91,128 quilómetros percorridos o Benfica fez mais 1808 metros do que o seu adversário (89,320 km). Ramires foi o único jogador a superar a barreira dos 10 km (10 337 metros). E só quatro jogadores superaram a barreira das dez acelerações, com destaque para o Maxi Pereira (20), bem à frente de Ramires (13), Pablo Aimar (13) e Fábio Coentrão (12), enquanto do lado do Braga só Hugo Viana chegou às dez. Tudo isto somado às condicionantes impostas pela tripla de habilidosos tornava a missão impossível. Dominámos tivémos atitude apenas lamento o desacerto nos cantos e cruzamentos e alguma precipitação nos passes. O Braga é uma boa equipa mas contou sempre com mais 3 elementos. Num jogo a sério era grande a probabilidade de termos ganho. Apenas um reparo ao treinador não insista no Fábio Coentrão a defesa esquerdo. A falta que nos fez com 12º jogador.

Estão para chegar os jogos com os rivais e advinham-se as nomeações e o tipo de arbitragens, ao estilo de Pedro Henriques "deixar jogar", leia-se deixar bater de forma a penalizar os melhores e a beneficiar os Brutos Alves do nosso futebol.
Espero que a Direcção esteja atenta e arrepie caminho quanto à sua decisão de não comentar o trabalho de quem dirige os jogos. E não entregue Jesus como fez com Quique.

p.s. a repetição da palavra habilidoso e suas derivadas é propositada. Estou convencido que quando a inventaram foi a pensar em figuras com a do Jorge Sousa.

5 comentários:

  1. Perdemos azar, eles ainda tem que vir á luz e ai falamos......
    vamos ser campeões, a onda vai continuar.
    Ja estão assustados....

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  2. Bingo, meu caro. Nem sempre estive de acordo consigo, mas desta vez tiro-lhe o meu chapéu. Bingo.

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  3. Arbitragem de Jorge Sousa não foi fácil, os jogadores complicaram, mas a verdade é que na dúvida nunca decidiu a favor do Benfica. Esteve bem ao não marcar penalti sobre Saviola, o qual tenta tirar proveito do contacto, mas a verdade é que o defesa bracarense também não toca na bola, 4 mãos de jogadores bracarenses, uma delas dentro da área e nem uma assinalou, perdou-o o 2º amarelo a João Pereira por falta em zona muito perigosa sobre Di Maria e com o resultado em 1 a 0, ou seja, não querendo dizer que o Braga venceu por causa de Jorge Sousa, até porque jogou muito bem a verdade é que na dúvida para o Braga.

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  4. O País entrou em êxtase com a derrota do Benfica em Braga, a contar para o campeonato nacional de futebol. O País? Não, talvez os adeptos do 2º maior clube nacional: os anti-benfiquistas. Sei que 200.000 sócios devem fazer doer a cabeça a muito boa gente e reduzem alguns à sua pequenez, mas não sabia que na cidade dos Arcebispos se tomavam as dores dos outros. Os caciques do futebol nacional que se cuidem: a mística encarnada que enche estádios está de volta, pronta a triturar esta espécie de aspirantes a papas que fazem do desporto uma guerra e que criam ambientes de inspiração siciliana. Quero acreditar que o apito tendencioso calar-se-á, quando for exposto no exterior e cair no ridículo. Com ele, os lacaios de serviço espalhados pelas diversas áreas da sociedade, agudizarão a caminho do exílio. Portanto, rejubilem enquanto podem...

    http://dylans.blogs.sapo.pt/

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